quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O 1º Natal

Este foi um ano de surpresas, maioritariamente boas.
Até aquelas que ao início pensamos ser más, cedo se aclara a nossa mente e a sucessão de acontecimentos prova que de facto tudo estava escrito e a sorte grande, a taluda, o grande prémio sai aos mais audazes.

Se não vejamos:
- tive uma gravidez sem complicações da qual resultou uma filha linda
- um parto complicado e doloroso, mas que no momento em que vi a minha filha pela primeira vez tudo se dissipou
- um Verão fabuloso passado na companhia da família e amigos mais próximos
- muitos mimos de todos para mãe e filha
- ainda tive o prazer de aprensentar a filhota à avó B., que embora tenha falecido pouco tempo depois, se encheu de alegria por ter conhecido mais um rebento da família
- a entrada no Outono e a redescoberta do Amor, que andava por aí escondido
- Um Natal fenomenal perto de todos aqueles que mais amo...

...e o que se pretende para 2011?? Que tudo continue assim, a seguir o seu rumo.

Quanto ao Natal, foi extraordinário; se até aqui não lhe dava grande importância, este ano teve um sabor especial, a bébé não se apercebendo do porquê de tanto reboliço, andava entusiasmadíssima com tanta agitação.
Os olhos brilhavam acompanhando o compasso das luzes do pinheiro de Natal, a baba ia caindo e o ar espantado ao ver a forma efusiva como eu lhe abria os presentes, foram dignas dos instantâneos mais deliciosos que tenho dela.

Se por um lado temos que ter alguma cautela com a quantidade...sabem que mais...que se dane...é irresistível podermos mimar os nossos bébés, e digamos que o património da criança subiu a olhos vistos; foi uma alegria.

Será para sempre recordado como um Natal feliz

Notícias do Benjamim

Desde o turbilhão de acontecimentos que povoaram a minha realidade nos últimos tempos que não tenho falado no meu Benjamim.

É engraçado que tenho dois "benjamins" neste momento, mas agora refiro-me não à minha princesa, mas mesmo ao Benjamim, o meu afilhado que habita lá longe, em terras banhadas pelo Índico.

Obviamente que pelo facto de ter sido mãe jamais me esqueci das responsabilidades que tenho para com ele, continuo a ser a sua madrinha e embora longe, tem um lugar muito aconchegado no meu coração.

Fiquei radiante ao receber notícias dele agora pelo Natal, gostei de constatar que está a crescer a olhos vistos e mais importante que a qualidade da indumentária teve um incremento bastante positivo.

Embora tenha uma saúde frágil é um menino que aos poucos vai aprendendo as suas lições, mandou-me um desenho da realidade que vê...um campo de futebol, uma ambulância, uma casa e ...pasmei-me...um helicóptero. Mas em que raio de sítio morará o meu Benjamim que me conseguiu desenhar um helicóptero melhor do que eu própria o faria?

São estas pequenas coisas que me preenchem o coração...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

É tão engraçada, tão engraçada, tão engraçada

que já reconhece o som do telemóvel a "20 mil léguas submarinas" e olha para nós muito espantada com um ar de "então...não atendes????"; "de que é que estás à espera?"

Demonstra neste momento um grau de expressividade enorme, tanto ao nível psicomotor como afectivo; as mãos dançam com os seus dedos elegantíssimos e longos just like me - essa herança genética vem do lado do "avô" Moisés e lembro-me sempre da entrevista na revista Point de 1978 que guardo ainda hoje em que o apelidam de "the man with fingers dancers".

Os olhos embora rasgadíssimos e com o formato dos meus, inegavelmente têm a expressividade que até aqui me parecia irrepetível da minha saudosa avó Isabel, e o conjunto é o colosso que ela já é - a minha índia pequenina :)

O Natal dos Sem-Abrigo

Não deixo de me arrepiar sempre que páro para pensar um pouco em todos aqueles que por esse mundo fora têm tão-pouco.

Mas como a desgraça não está apenas em África, no Médio Oriente, ou na América Central, e sem nos darmos conta está tão presente ao nosso lado, não consigo imaginar o quão deprimente, triste e desolador será ser sem-abrigo nestas e noutras quadras.

Saber-se que família inteiras esbanjam, não pensam sequer na felicidade que têm ao seu alcance e com tão pouco e que tantos seres como nós vivem na miséria mais deplorável a que um ser humano pode estar sujeito.

Vi na comunicação social a acção de solidariedade do Metropolitano de Lisboa, ao oferecer tantas refeições de Natal aos sem-abrigo da nossa cidade, a maior parte deles que um dia tiveram um futuro que se avizinhou razoável e que, por uma ou outra cabeçada mais forte acabaram a depender da caridade alheia.

É triste pensar que o que para nós pode ser tão comum, para outros tem uma grandeza inatingível.

Olho para a minha filha e saber que apesar dos seus apenas tenros 5 meses, materialmente nada lhe falta, os pinheiros de Natal por onde passámos carregados de embrulhos para ela, brinquedos e tudo o mais....e que futuro lhe estará reservado?
Dói saber que quando nos queixamos que temos pouco, olhar para o lado e saber que há quem, esses sim, nada tenham, muito menos o que comer...

Reitero que a solidariedade não deveria ser tão sentida apenas nesta fase do ano...mas sempre.
Tenho a consciência tranquila, faço sistematicamente o meu mecenato e gostaria de pensar que todos, à sua medida o fariam também.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Até aos Reis é Natal

Já o dizia a minha querida avózinha; e se em Espanha se abrem os presentes apenas do dia de Reis, nós, os curiosos temos alguma dificuldade em lidar com o facto de esperar pela meia-noite do dia 25 de Dezembro.

É sempre uma azáfama esta época do ano, uma correria, um stress em escolher o melhor presente para aquela pessoa especial.

Este ano em todos os sentidos tão diferente e tão bom, fui agraciada com a minha menina Jesus e vou absorver cada momento da sua companhia.

O besnico já assinou prendinhas para a família, para os amigos...e não é que se esqueceu de ir às compras com a mamã escolher a prendinha do papá do coração!?

A mamã já pediu as devidas desculpas e prometemos que serás recompensado...cuidado é com a prenda da mamã, cuidado ao abrir...ohohohoh....nada como uma boa surpresa.

Querias uma pista...aqui vai...é para ti, mas pode ser usufruída a 3...e mais não digo :)

Mais uma vacina

Embora a Bébécas Fada Sininho tenha que sofrer este suplício todos os meses, já teve a sua dose este mês, desta vez foi mesmo a mamã a vítima da agulha malvada.

Ontem foi o meu dia, e inverteram-se os papéis. Mas não é que uma simples vacina anti-tetânica me pôs aqui quase com o braço ao peito, e só não me queixo mais de dores porque o meu tamanho e a minha idade não mo permitem?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tem um olhar mágico a minha bébé

O que quer dizer que fico enternecida, embevecida e ainda mais apaixonada de cada vez que tenho o prazer de olhar para ela.

Reconhece-me pelo cheiro, pela imagem, pela voz e é ver o seu brilho, nos dias em que a boa disposição reina, sempre que me acerco dela.

Se dúvidas houvesse, está totalmente comprovado que a filha é desta Mãe. Se por um lado jamais a perdi de vista desde que saiu do seu/nosso casulo no passado dia 04 de Julho, e sendo que os filhos são sempre das mães, pois é de dentro de nós que saem...feliz ou infelizmente serão dos progenitores masculinos ou não.

Já dizia o ditado que "parir é dor, criar é amor"; temos os pais a sério, amigos, educadores, bons exemplos, respeitadores; temos os que se limitam a doar o seu esperma e mal...e temos os do coração, dos quais embora não herdando código genético, são eles os nossos verdadeiros heróis.

Aconteceu comigo, aconteceu com tantos amigos e acontece com Ela também...facto esse que me faz muito feliz, pois parafraseando mais um ditado, "quem meus filhos beija, minha boca adoça" e se já me sentia "adocicada", assim ainda me sinto mais.

Mas, falando em feitios, está a revelar a cada dia que passa os seus traços de personalidade a minha criança.
Quando não quer rir...não ri, por mais palhaçadas que se faça.
Quando não lhe apetece comer mais emite um "rugido" em que mostra toda a sua raça, "rugido" esse que também se ouve quando se sente enfadada.
Há momentos só nossos, de mãe e filha - e por mais que alguém se queira acercar ou imitar, também assim demonstra a sua insatisfação e só lhe falta dizer "quero a minha mamã".
Já reconhece todas as suas rotinas, desde a hora do banho, a hora em que tem que dormir um sono mais longo, a hora das papas, das sopas, do leitinho e a hora do miminho com a mamã.
Os pulmões são fortes e se não se cumpre a sua vontade, não há quem a demova dos seus dotes de soprano.
A coordenação psicomotora está cada vez mais evidente, a interacção connosco é maravilhosa, embora ainda denote os traumas que sofreu quando estava no útero materno, ocasionados por factos que tão bem sabemos.

Com amor e carinho estamos a dissipar essas feridas que ainda tem e que demonstra num ou outro comportamento mas o que ressalvo é o orgulho que sinto sempre que com toda a sua força de bébé me aperta as bochechas e o nariz e me enche a cara de baba, como se me quisesse dar todos os beijinhos do mundo, com medo que ele se acabe amanhã.

É um orgulho ser Mãe de uma pessoa assim.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Love is...

Saber que amanhã vai ser um dia muito duro para a pessoa que é a minha outra parte e estar a dar o máximo das minhas energias e boas vibrações para que o ultrapasse com toda a dignidade e entrega com que tem vivido nos últimos tempos.

És uma lição para mim e para todos que te amamos e sei que uma estrela em especial brilha porque sabe tudo aquilo que és.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Esclarecimento

De notar que tenho todo o respeito pelo baterista maneta dos Def Leppard, bem como por quase todos os manetas que habitam por esse mundo fora; os únicos que são gado a abater são o que matou a mulher do Dr. Kimble e o outro já todos sabem que é a Sumidade Maneta Galmudas Barnabé...

Ai o pára-choques senhores...

...isto hoje está bonito!

Def...Def...Def...



...Ah, ah, ah....o que é que pensavam com este título, não vou por meias palavras, quando tenho que chamar Sumidade Maneta chamo;-)

Perdoa-me filha, mas cedo vais perceber que de facto a família não se escolhe; mas estamos cá nós para te adorar!

A culpa é do Maneta!

Será que ainda restam dúvidas de que a culpa é do maneta (one armed man)?

Até o Richard Kimble o sabia...ele sabia :)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

33

E perfaço hoje a bonita idade dos 33. Capicua, números redondos, idade de Cristo e tanto misticismo à volta deste número.

Os 32 já lá vão e todo o turbilhão à sua volta, mas ressalvo muito de positivo:

- O nascimento da minha fada sininho
- O reencontro com a minha amada Mãe e irmã
- O estreitar de laços com vários amigos
- ....e, o Amor, que para grande surpresa de ambos aconteceu, está cada vez melhor de saúde, e pode dizer-se que hoje está maior do que ontem, e amanhã estará maior do que hoje.

A vida é bela

Responsabilidades Parentais - Feito!

Finalmente o desfecho de algo que andava em fermentação desde Agosto passado.

Com toda a classe que me caracteriza, tratei de tudo com toda a descrição, fiz a surpresa e....plimmm, a outra parte recebeu a notificação, não no sossego do seu pardieiro inundado, mas algures, após dias de busca por parte do organismo competente.

Que embaraço que me causa só pensar que andariam a tocar às portas alheias à minha procura, por questões de tribunal; passo a expressão..."credo".

E dizer ao organismo competente que não me recordava da minha actual morada!? Seria de gritos; será tão embaraçoso dizer que a palhota inundada fica na Pontinha?? Ahahah

Mas...vamos ao que realmente interessa; para mim foi uma vitória, não só por ter interposto uma acção acima de tudo pela minha filha e pelo seu bem estar, como também ter conseguido alcançar os meus intentos...
Dizia ontem a suína Galmudas....perdão...Remudas, que eu só tinha a perder com o processo em tribunal. Será minha cara?? Uma mãe que luta pelos direitos da sua criança, que a cria e educa, que é a sua fonte de sustento e que faz tudo pelo seu bem estar, terá algo a perder em requerer a guarda para si e obrigar a que o progenitor contribua com os seus encargos?

Não será uma vitória um magistrado afirmar que pagar 180 euros para pensão de alimentos ao menor é pouco, mas o mínimo razoável nos dias que correm e que a mãe não tem que ser prejudicada pelo facto do progenitor....coitado....não ter dinheiro para mandar cantar um cego?? O que o magistrado não sabe foi a fortuna que foi gasta em hóteis nos meses de Abril e Maio quando ambos andavam a trair os respectivos conjuges...

Ai ai ai, Galmudas, Galmudas....para além de porquinha, a inteligência é de facto diminuta...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fada Sininho

Agora que já interage, já vai dominando aptidões psico-motoras e brinca activamente com os seus brinquedos, para mim, para além de ser a bébé mais linda e perfeita do mundo, é a minha fada sininho; espero ter sempre a capacidade de a fazer voar, sorrir, brincar e ser feliz...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Descobriu recentemente

que a mamã tem cabelo comprido e que é giríssimo puxá-lo e acima de tudo que as bochechas da mamã são deliciosas para "morder", apertar e sobretudo encher de baba.

É uma delícia ouvi-la a gargalhar com estas mais recentes descobertas!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Nostalgia

É o que sinto agora, quando me recordo de que há precisamente 5 meses atrás passei a noite em branco entre dores e contracções e uma imensa vontade de a ter nos braços.

A esta hora tudo se intensificou o caminho para a MAC foi uma realidade e só saí de lá com o meu maior tesouro nos braços.

Lamento ter permitido que o que não tem classificação tenha sequer tido o "direito" de pisar o solo num momento que foi só meu, que tenha tido nos braços o meu tesouro...mas a justiça dos homens e sobretudo da vida fará o seu dever.

E neste momento tenho grandes e fortes fontes de inspiração.

Amo-te, amo-te, amo-te, amo-te

TANMA :)

Dia D

A caminhar para o dia D, qual processo Kafkiano...infelizmente bem pior; interveniente culpado e muitos inocentes...muito para além das "secretarias" do poeta Checo. Que se comece a fazer justiça...que acredito que embora tarde...não falha e que os inocentes possam finalmente seguir o seu caminho e esquecer o Inferno.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Uma nova Etapa

A todos os níveis estou a viver uma nova etapa.

Se nalguns aspectos me encontro apreensiva, noutros tenho a certeza de que estou no caminho certo.

Ninguém disse que viver era fácil, por isso temos que saber aceitar tudo de bom o que a vida nos ofecere...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Partilhei no facebook e não posso deixar de o fazer aqui

Tive várias manifestações de concordância e há que deixar para a posteridade; num destes dias dizia o Miguel Sousa Tavares no telejornal acerca das novas medidas de austeridade que ainda nos vão deixar a passar mais dificuldades, que um pai que dê tão somente 1047 euros/ano a um filho como pensão de alimentos, deve querer que o seu descendente morra, no mínimo à fome.

É um facto, o qual todos nós com o mínimo de senso temos que concordar que pelos nossos filhos....tudo; mas, o que também é um facto é que, no meu caso, por exemplo, que tenho uma filha em comum com um ser inqualificável, me vejo a braços com a educação e o sustento de uma criança sem qualquer apoio.

Ou seja, neste momento os 1047 euros/ano de que falou o Miguel Sousas Tavares são para a minha filha tão longínquos, como o facto de o ser que contribuiu para a sua gestação algum dia poder ser uma pessoa ligeiramente melhor.

A última pérola é uma mensagem enviada no passado dia 06/10 a dizer que iria fazer nessa mesma semana uma transferência monetária paras contribuir com as despesas da criança; pasme-se que hoje, precisamente 14 dias depois, aguardamos com toda a tranquilidade por desenvolvimentos...

Que tristeza ainda existirem por este mundo fora espécimes com este tipo de deficiência, e vermos por vezes partir seres que nos fazem ainda cá tanta falta.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mais uma vacina

Nesta fase em que são tão pequeninos e tão frágeis, todo o cuidado que possamos ter enquanto pais é uma gota no imenso oceano de preocupações. Sem dúvida que fazemos o melhor que somos capazes e mesmo assim às vezes parece tão pouco.

Agora andamos na fase das vacinas e mensalmente tem sido um suplício ver o sofrimento do ser humano pequeno ao sentir aquela picada fria no seu ainda mais pequeno corpo.

Tenho a sensação de que me dói mais a mim enquanto mãe a observar o episódio do que a ela própria...e sabe-me tão bem, após a "maldade" necessária agarrá-la junto ao meu peito, limpar-lhe as pequeninas lágrimas e fazê-la sentir que naquele momento o pior já passou e que estou cá para protegê-la de tudo o que possa e que esteja ao meu alcance...e ela lá se acalma, como que percebendo que todo o amor e carinho que lhe dou serão mais e mais de dia para dia.

sábado, 16 de outubro de 2010

Primeiro Susto

Ainda não estou refeita do susto que é ver que a bébé está doente, com febre e a necessitar de cuidados que eu, como mãe recente ainda não sei bem quantificar.

Depois de um dia em que a falta de apetite e de sono foi uma constante, a irritabilidade crescente e a prostração uma realidade, nos nossos miminhos de mãe e filha apercebi-me que após vomitar tinha os pézinhos a suar e totalmente gelados e a carinha sem côr...que pânico.

Um ser tão frágil e tão, tão importante para mim...foi tudo tão rápido, pegar nela e fazermo-nos de madrugada à estrada para o hospital.

Os meus receios eram muitos...o medo de algo grave ainda maior e hoje no rescaldo de uma noite mal dormida olho para ela e amo-a tanto, tanto...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

3 Meses

A data de hoje foi festejada com um belo jantar e de sobremesa...Merry Cupcakes.

Haverá alguma coisa melhor?? Um doce no estomago e um doce ao meu colo, foi delicioso.

As fotos com chapéu de festa testemunham, para mais tarde recordar.

domingo, 3 de outubro de 2010

1 Ano de algo, 3 meses de felicidade

Há exactamente um ano que a minha filha me acompanha; sim, porque sinto-a como minha filha desde a data d concepção, ou, dito de outro modo, desde que soube que ia ser mãe.
E está quase a completar-se um ano desde o dia em que apareceram duas risquinhas vermelhas, naquele singelo teste de farmácia que até hoje conservo no meu baú de recordações.

Foi um ano intenso, cheio de surpresas, umas boas, outras dilacerantes, mas o balanço é muito positivo, pois livrei-me do mal e tenho nos meus braços o melhor dos tesouros que uma mulher pode ter.

Há precisamente 3 meses, 24 horas antes do nascimento da minha princesa, recordo que estas já eram horas um pouco sofridas, com contracções de 15 em 15 minutos e tudo se foi desenrolando ao longo do dia, até ao meu internamento perto da meia-noite.

A carga nervosa que até então me tinha acompanhado, deu lugar a uma certa serenidade, a uma vontade imensa em que todo o processo se desenrolasse rapidamente, para sustê-la nos meus braços, olhar para ela e felicitá-la por ter nascido e por ser minha, a Minha Filha.

E já lá vão 3 meses e parece que foi ontem...life goes on!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Um carinho que caiu bem

O dia do nascimento da minha filha, foi dos mais intensos emocionalmente que vivi até hoje e mesmo que tenha mais filhos algum dia, nada irá suplantar o que senti e vivi naquele dia 4 de Julho de 2010 - e espero de facto não voltar a viver algumas das emoções negativas a que fui sujeita.

A alegria de ver nascer um filho é de facto difícil de descrever pois tem que se sentir e eu senti-a, mas algo que jamais irei esquecer foi o facto de o outro mentor deste projecto nem os parabéns ou uma palavra de apoio me ter dado até hoje face ao nascimento deste elo, que infelizmente temos em comum.

Adoro a minha filha, faço e farei tudo por ela...mas confesso que seria bem mais feliz hoje se a sua herança genética se resumisse a mim e a uma pessoa mais digna, honesta e correcta do que aquela que infelizmente a seu tempo escolhi para seu pai. Mas nessa altura em não sabia, desconhecia-lhe tantas e tantas lacunas e maus defeitos...

Mas, deixando de falar no traste, há dois dias recebi um mimo que soube tão bem...
Um amigo com quem já não falava há uns meses e que há pouco também passou por uma provação na vida, "deu-me" as flores e o beijinho que tanto me fez falta receber há quase 3 meses atrás.

Foi tão bom, reconfortou-me e fez-me sentir tão bem...tão mãe e tão mulher que deu vida e que por isso merece um mimo, um carinho, um beijo, um abraço.

sábado, 25 de setembro de 2010

E lá fomos ao jantar de anos do Zé

Apesar da manhã atribulada, em parte devido a ter sido subtraída do meu terno sono na companhia da minha filhota e uma dor de barriga daquelas antigas, o resto do dia foi muito bem passado por terras do Sado.

Vi barcos que são uma das minhas paixões terrenas, tirei-lhes fotos, olhei o horizonte, admirei a minha filha e tudo isto junto dos que mais amo...

Um fim de tarde simpático, um óptimo jantar e agora o descanso das guerreiras. A Bebécas dorme tranquila - faz-lhe bem o aroma a maresia.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mealheiro

A tia babada ofereceu-lhe um mealheiro que tinha sido dela e que, por pena de ter que o estragar depois, nunca o utilizou.

E para quê deixar para mais tarde o que se pode fazer agora!? A nossa bébé já está a ganhar hábitos de poupança e a mamã sempre que pode lá põe uma moedinha, para um dia mais tarde termos uma grande surpresa.

O dito mealheiro é grande, portanto temos um longo caminho a percorrer até ao "feliz" dia da sua destruição e aí vai ser uma valente festa.

Até lá, que conste que só lá serão colocadas moedas de 10 cêntimos para cima; não é que sejamos "xenófobas" quanto às moedas de menor valor, mas a encher o mealheiro da bébécas com moedas escuras...nunca mais chegávamos ao nosso objectivo.

Mais um miminho para a filhota

You are Everything...

Último Dia

Hoje foi o último dia; e se há quem diga "nunca digas nunca", neste caso e nestas circunstâncias sei que jamais se repetirá.

Passei os últimos dias com angústia a saber que hoje ia ser o último e chegou mais depressa do que imaginei, embora, dadas mais uma vez as circunstâncias fosse previsível.

Foi de facto a última vez, está feito e não se pode voltar atrás...

É inegável, já me conhece muito bem

Aquele olhar e aquele sorriso não deixam margem para dúvidas. Conhece-me, reconhece-me e, o que eu acho mais engraçado...cheira-me, reconhece-me também pelo cheiro.

Há dias dormia na alcofa em casa de uns amigos, aproximei-me ao longe para avaliar o seu bem-estar, franziu o nariz, abriu um olho e procurou por mim; foi engraçadíssimo.
Recuei para não perturbar o sono do anjo, do meu anjo.

O seu crescimento desenvolve-se a olhos vistos, está harmoniosamente proporcional, graciosa e simpática e acima de tudo com um jeito muito feminino, é um facto que herdou a feminilidade da mãe - esperemos que herde também o carácter.

domingo, 19 de setembro de 2010

A Pérola do Mês

Um indivíduo perde uns óculos de sol e em profundo desespero tenta contactar por quatro vezes uma dada pessoa no espaço de menos de uma hora, a fim de reaver tão ilustre apetrecho.

De notar que para além do apetrecho ter sido oferecido pela pessoa contactada, a pessoa contactada levou com uma valente e vergonhosa traição por parte do mesmo indivíduo que perdeu os ditos óculos.

O indivíduo que perdeu os óculos raras vezes procura saber notícias da sua filha bébé e quando a sua filha bébé ainda estava na barriga da sua mãe, foi a falta de respeito total, por ambas...algo que a todas as pessoas que leram esta tragicomédia grega tiveram a opinião unânime...o ser humano não tem classificação, sendo destituído de carácter, moral e valores.

Tendo em conta o silogismo dedutivo aristotélico a moral da história é a seguinte: são bem mais importantes uns míseros óculos de sol, ainda por cima oferecidos pela traída...do que um filho. É a pérola do mês, inacreditável até mesmo para os mais crentes.

...brevemente numa livraria perto de si!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O crescimento é uma constante

E manifesta-se nas roupas que rapidamente deixam de servir e levam à constante ruptura de stocks e consequente substituição e até o estatuto de bébé calçuda se altera a olhos vistos.

Hoje subiu mais um degrau na categoria das fraldas, pois o tamanho anterior já estava muito à justa.

Os sorrisos continuam a ser uma constante e o que mais me enternece é o facto de até isso ainda estar a aprender; então, quando sorri, digamos que me presenteia com o que de melhor tem, abre a boca e emana um brilho que não consigo explicar por palavras tudas as emoções que me faz sentir.

Já se consegue avaliar os traços da sua personalidade, as pessoas com quem mais simpatiza, as vozes que reconhece como suas e até as pessoas que lhe são indiferentes.

Demonstra afecto pelos mais próximos e olha para mim com um olhar tão doce e profundo ao mesmo tempo que me faz dizer-lhe a toda a hora o quão especial é para mim e a vontade imensa que tenho em protegê-la das atrocidades que há por esse mundo fora e que infelizmente por vezes estão mais próximas de nós do que poderiamos pensar.

Tenho a maior riqueza do meu mundo, a qual nada nem ninguém consegue suplantar mas sinto saudades de a ter dentro de mim, o único momento em que foi só minha.

Olho para trás, vejo as fotografias que lhe tiro diariamente e sinto uma saudade imensa dela nos primeiros dias...do dia em que a conheci, um dia muito feliz e muito duro ao mesmo tempo; o dia em que dei à luz uma filha desejada, mas o mesmo dia em que dei à luz esse ser, sozinha, traída, humilhada e mal tratada por quem dela deveria de gostar tanto como eu e que infelizmente a ignora diariamente.

E a vida é isso mesmo, temos os bons, os maus e os vilões...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Dia de Vacinas

Hoje foi dia de levar a bébé às vacinas, foi a tortura.

Sofreu ela e sofri ainda mais eu. É horrível a dor que sentimos ao saber que o nosso bébé estsva a sofrer.

Chorou como eu nunca tinha visto, sentida e de dor...coitadinha. Se pudesse tinha eu sentido aquela dor, mas infelizmente a vida não é assim.

Depois foi a descompressão, chegá-la ao meu peito, mimá-la sentindo o seu cheirinho suave, dar-lhe todos os beijinhos que ela merece e muito mais.

E assim se vão cumprindo os ritos de passagem da minha filhota e vamos ganhando a nossa cumplicidade com estes pequenos episódios, com estes pequenos nadas do dia-a-dia mas que têm tanto significado.

E assim percorro o meu caminho de mãe, sobretudo o de Mãe dela.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Já revela uma clara tendência

Para chuchar no dedo.

Ohhhh, digamos que se o vício pega...não fica muito bonito.

Primeira visita ao parque

Hoje fomos pela primeira vez ao parque e era admirá-la em comunhão com a natureza e com o ar puro; foi lindo.

Isto sim, são coisas simples da vida e que tanto nos enternecem. Olhar com orgulho para a nossa cria e sentirmos em nós uma força imensa para os fazermos felizes.

O amor cresce cada vez mais.

O dia estava bonito, a missão do momento está quase cumprida e ela cada vez mais linda; pensava que não era possível amar e admirar tanto um ser humano, mas afinal sou capaz de amar mais e mais.

E fotos!? Imensas, para mais tarde recordar!

domingo, 12 de setembro de 2010

2 Meses

A grande paixão da minha vida fez há uma semana 2 meses de vida. Há tanto para dizer acerca dela e nem sei como me exprimir.

Talvez o facto de estar doente me tolde um pouco o vocabulário, mas de todo me tolda os sentimentos, os afectos e as emoções.

Hoje sei que vai ser para mim uma tarefa árdua, que de dia para dia estou a ser posta à prova; começo a sentir na pele o que é ser mãe e pai ao mesmo tempo e sofro ao olhar para ela e saber que da minha força, do meu empenho, da minha dedicação e de todo o meu amor vai depender a sua felicidade.

Apetece-me gritar ao mundo que enquanto um canalha, um pulha, um escroque goza com a primeira ordinária que lhe apareceu, alguém pequenino é privado de uma parte de um amor que não recebeu enquanto era gerada, que não recebeu aquando do seu nascimento e que continua a não receber de dia para dia.

E aí, ainda mais sinto o peso da responsabilidade, responsabilidade essa crescente em proprocionar ao ser humano pequenino que tanto amo tudo o que de melhor eu conseguir...onde vou buscar eu as forças?...não sei...

Mas a certeza que tenho neste momento é que por ela...tudo!

E agora que já sorri para mim, que ao estar noutros colos me olha como que hipnotizada, me reconhece como sua e começa a interagir nas nossas simples brincadeiras, tenho a certeza de que estamos a construir um amor para a vida, uma cumplicidade, ainda que baseada em muito sofrimento.

Reviver o que passou

Ontem eu e a minha bébé fomos visitar quem está prestes a chegar, ainda fizemos uma visita surpresa a quem de nós nunca se esquece e curiosamente nesse contexto encontrei alguém que já não via há anos e que faz parte também daquilo que sou hoje.

Como que por acaso olhei para o lado e vi a minha professora da primária, que me ensinou as primeiras noções de aritmética, cidadania e tantas outras lições. Não a via desde o meu 10º ano de estudo, já que curiosamente voltou a ser minha professora nesse ano, desta feita leccionando a disciplina de História.

É engraçado revermos quem, por um motivo ou outro, jamais esquecemos - sobretudo quem foi para nós uma influência muito positiva.

...e tive todo o gosto em lhe apresentar a minha bébé

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Quando chora

fá-lo a plenos pulmões e já me conseguiu "embaraçar" umas quantas vezes; é que não há ameaças, nem tão pouco preparações prévias...quando é para chorar é mesmo para valer, com os decibéis ao rubro.

Apraz-me que o faça apenas para exprimir a sensação de fome e que quando tal é saciada se torna na bébé linda e simpática que é.

E ontem deu-me um grande presente - a sua primeira gargalhada. Fiquei deliciada e muito feliz por ter partilhado esta novidade com a mamã.

O 1º Balão


Hoje foi um dia animado e no qual revivi alguns momentos da minha vida, não só porque parei em locais onde há anos não ia, como também a recordação de episódios tão banais mas que jamais esqueci.

E entre um episódio e outro, umas comprinhas que fazem sempre bem ao nosso Ego (se não nos mimarmos, quem mimará?), a minha filhota recebeu de presente o seu primeiro balão.

Não é que a bébé já tenha capacidade para apreciar tão cativante entretém, mas eu enquanto Mãe adorei o mimo e passo a registar para memória futura tão ilustre oferenda.

Recordei como eu própria em pequena adorava balões e como tive das maiores desilusões quando um certo dia em pleno Terreiro do Paço e por teimosia minha deixei fugir um balão...e ele voou, voou, voou e não mais o recuperei.

Hoje, com este novo balão para a minha filha, sorri.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lá fora

as cigarras sussurram, como há muito já não as conseguia escutar; nunca parei para apreciar como é agradável ouvir este barulho de fundo e o quanto nos pode tranquilizar...é verdade, as coisas mais simples da vida são de facto as mais belas, mas nem sempre lhes damos a devida atenção.

Parei também a olhar para Ela; depois do banhinho do fim de dia, da faustosa refeição na maminha da mamã também Ela me tranquiliza, também Ela me faz acreditar que vale a pena continuar e seguir em frente, porque o dia de amanhã será melhor do que o de hoje e assim sucessivamente.

E a paixão cresce e o amor aumenta de hora para hora. É fantástico ser a mãe dela - não me canso de o gritar aos quatro ventos...

domingo, 29 de agosto de 2010

E é mesmo...mais do que alguma vez imaginei

É tudo para mim, linda, majestosa, perfeita!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Receios de Mãe

Sim, também já me aconteceu estar embevecida a olhar para ela a meio da noite, tentar escutar a sua respiração ou vislumbrar a movimentação compassada da sua caixa torácica...achar que não ouvia nem via nada, colocar a mão sobre ela e sentir a sua temperatura, enfim, creio não ser anormal este meu excesso de zelo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ares de Bébé

Já é com alguma nostalgia que recordo a nossa primeira troca de olhares...

Passou pouco mais de um mês, e aquela preciosa recém nascida, grande e com enormes bochechas já está com ares de Bébé; embora mantenha a fragilidade inerente à sua tenra idade e ainda conserve a pose fetal enquanto dorme ou quando a sustenho nos meus braços (facto que me enternece), cresceu a olhos vistos, está no percentil acima da média e a roupa vai deixando de servir.

Pasmo-me a pensar que de agora até à adolescência vai ser sempre assim...e eu a envelhecer :-)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A diferença entre estupidez e inteligência

é basicamente uma; a inteligência tem limites e a estupidez...não!

Diz o outro...a bébé "volçou".

É estúpido e mentecapto, ou não é??

O 1º Mês

A minha filha perfez hoje o seu 50º dia de vida e posso dizer que estes têm sido os dias mais maravilhosos da minha vida, ainda que com as devidas nuances.

Olho para trás e relembro já com saudade o momento em que a tive sobre mim pela primeira vez, o momento em que olhei profundamente os seus olhos e lhe disse "olá filha"...e ela manteve um olhar tão terno e sereno. No fundo já nos vinhamos a conhecer há 9 meses e foi sempre tão bom.

Embora tenha sido uma gravidez passada em grande parte sozinha, em angústia e abandono, também foi uma temporada de grande ansiedade no sentido positivo, uma grande expectativa em conhecer aquele ser que crescia de dia para dia dentro de mim e que eu suspeitava que iria depender inteiramente de mim...infelizmente, não para mim, não para ela, mas para quem optou não a acompanhar ainda estando ela dentro de mim.

E por todas essas razões, mas sobretudo por me sentir mãe desde o primeiro momento, este amor crescente, transborda, transborda, transborda e tenho a certeza de que faço e farei tudo por ela. Desejo cada vez mais e anseio pela sua felicidade, por manter sempre aquele brilho no olhar dela, por manter os seus lindos olhos para sempre belos, alegres e semelhantes às mais belas pérolas negras do Tahiti.

Não consigo descrever por palavras o amor que eu enquanto mãe sinto por aquele ser ao mesmo tempo tão frágil e tão forte, determinado e capaz de me arrancar sorrisos de felicidade quando o meu coração ainda chora.

Foi um primeiro mês de grandes descobertas, de muitas dúvidas, de muita aprendizagem....mas sinto que sou Mãe...e "pronto". Sei ser mãe dela; sinto que faço tudo por ela, penso sempre nela, sei tudo sobre ela, sei de cor o seu cheiro, interpreto o seu choro, sofro quando se arranha a ela própria, doeram-me a mim as picadas das primeiras vacinas, doeu-me a mim o teste do pézinho, fiquei enternecida quando me esboçou o seu primeiro sorriso e fico sem palavras sempre que me dizem "parabéns, ela é linda".

Fico sem palavras!? Choro até, lágrimas essas de felicidade e de incredulidade ainda, face ao facto de um ser humano poder gerar uma obra prima tão perfeita, tão escorreita, tão bela. E esse ser humano que gerou algo tão belo sou eu.

Agora sim, sei que a perfeição existe e a personificação dela é a minha Filha.

E amo-a sempre; quando nos olhamos naquele momento íntimo e só nosso em que a amamento; amo-a ao vestir-lhe as roupas que lhe escolho com tanto carinho; adoro-a quando lhe dou banho, penteio, ponho creme...; todos os momentos das 24 horas que o dia tem são vividos em função dela e mesmo as noites mal dormidas, o parto doloroso, o pós parto, as preocupações daí decorrentes valem e valeram a pena...porque a minha filha é o bem mais precioso que a natureza me poderia algum dia ter dado.

E agora que já nos conhecemos e entendemos, todos os dias que passam são de cultivo dos laços de amor, muito amor e acima de tudo um amor puro.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Hoje tem sido um dia triste

Faleceu uma pessoa que é para mim uma referência, uma avó muito querida...e estamos todos muito tristes.

Neste momento em que as fragilidades são grandes, ainda que fosse previsível que tal acontecesse, esperávamos que houvesse um volte face, mas tal não aconteceu e a Vó Bila partiu.

Até sempre...

domingo, 15 de agosto de 2010

Os meus amores maiores

Os meus amores maiores, os maiores de todos, os maiores entre os maiores, são os meus amores de "sangue".

Sem dúvida que a minha filha é a personificação daquele amor sublime, um amor crescente que aumenta de intensidade de dia para dia...digam o que disserem, não há amor maior do que o amor de pais e filhos. Já tive as minhas paixões, mais ou menos platónicas, melhor ou pior concretizadas, mas sendo eu mulher, e depois de ter passado pelo que já passei, afirmo com toda a convicção que os amores vêm e vão...os homens e mulheres vêm e vão, há amigos que vêm e vão também...mas aquela relação umbilical, essa nunca se perde, essa sim é intemporal.

...à excepção daqueles que preferem o prazer momentâneo, o deboche...em substituição de laços de sangue tão fortes como o amar incondicionalmente os filhos e respeitar o próximo, que nos dias que correm é deveras importante.
Explicarei um dia mais tarde à minha filha o que quero dizer com esta última dissertação.

Mas tudo isto para dizer que apesar da fase turbulenta por que passo, em que tanto os bons momentos como os péssimos são uma novidade, estou muito feliz por ter recuperado os tempos perdidos com a família mais próxima, com as pessoas que de facto me apoiam, me amam e o que mais querem é ver-me feliz.

Adoro a minha filha, amo-a mais do que tudo na vida, faço tudo por ela, mas também amo muito a minha Mãe, adoro o seu colo e é sem dúvida das pessoas mais importantes da minha vida, tal como a minha irmã. Estava com muitas saudades e agora sim, sinto-me completa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A temperatura subiu

Digamos que a minha filhota nasceu num Verão bem quente. Este ano custou a termos Verão, mas de facto "não fome que não dê em fartura".

Com temperaturas de 40 graus só apetece não fazer nada e estar dentro de água bem fresquinha. Eu que tenho sempre grandes resistências em entrar na água do mar/piscinas, neste momento afirmo que é o que mais me apetece.

Ontem tive um cheirinho, num dia bem agradável para os lados de Setúbal numa companhia fantástica...haverá coisa melhor do que estar com os nossos filhos e na companhia de quem nos faz tão bem? Afinal podemos ser felizes e sentirmo-nos realizados sem precisar de ir mais além.

Lá molhei o pézito na água tépida da piscina, com grande pena minha dado o parto recente ainda não pude entrar na água por inteiro...mas a água da piscina que me aguarde, que daqui a uns dias não a vou renegar.

A bébé esteve óptima, protegida na sua alcofa com ares de princesa e muito amada pela mamã, pelos amigos...tivemos um dia formidável.

E hoje, passados 23 dias do seu nascimento foi à balança e já pesa 4,520kg. Para que conste apenas é alimentada com o leite da mamã; delicia-se, já perdi a conta de quantas vezes ao dia e encho-me de orgulho de ter uma filha tão linda, de, apesar de tudo ter conseguido dar à luz um ser humano tão perfeito...e de apesar de estar sozinha...estar a fazer um bom trabalho!

Orgulho-me da mulher que sou, da mãe que estou a aprender a ser e sobretudo da filha maravilhosa que me foi concedida.

Isto sim, tem que contribuir para a minha felicidade.

sábado, 24 de julho de 2010

A crescer...

A minha filhota já passou para as fraldas do tamanho 2!!!Faz amanhã 3 semanas de vida, cresce a olhos vistos, alegra-me os dias e a alma, aquece-me o coração, ensina-me a cada momento que por ela a vida vale a pena...e sinto saudades de a sentir a partilhar o meu corpo, mas ao mesmo tempo delicio-me a olhar para ela.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O nascimento da minha Filha (II)


(continuação)

...cheguei novamente à MAC por volta das 00:40h do dia 04 de Julho acompanhada pelas minhas dores, mas a situação aina estava atrasada. As contracções muito ritmadas, mas apenas 1 dedo de dilatação...até aos 10 havia um longo caminho a percorrer.

Uma enfermeira caridosa decidiu dar uma ajuda, fez um toque de marinhar não pelas paredes, mas por um arranha-céus acima (confesso que não gritei por vergonha) mas parece que a situação se compôs.
Pediram-me para ir andar um pouco, dei voltas e voltas ao quarteirão da MAC e já perto das 3 da madrugada dei então entrada na aventura que foi o nascimento do meu tesouro.

Fiz a admissão, dei as autorizações todas, nomeadamente a da pessoa que me acompanhou na jornada (foi a minha madrinha), os termos de responsabilidade, a da criopreservação, despojei-me das minhas roupas e dos meus objectos, vesti a camisa branca horrorosa mas muito prática e lá fui eu para o Quarto nº6 esperar pelo grande momento. Tudo preparado, até as pulseirinhas cor-de-rosa estavam a aguardar o grande momento.

As contracções continuavam, mas a dilatação estava lenta; de notar que quando fui transferida para o "meu quarto" estava com 2 dedos de dilatação...perto das 6 da madrugada atingi o 3º e levei a epidural...a minha melhor amiga de facto. As contracções sentem-se mas sem dor, o que é óptimo.
As horas passaram, as vistorias às minhas partes mais íntimas começaram a ser uma constante, mas só tenho a dizer bem do pessoal médico e de enfermagem. Excelentes profissionais!

Deu para dormir, deu para pensar, deu para falar ao telemóvel, deu para ter frio e calor, deu para desesperar um pouco, para sofrer qb...e as horas passavam, e as outras crianças iam nascendo e eu lá continuava...devagar, devagarinho...

De 2 em 2 horas levava o reforço da epidural, a certa altura para além do soro puseram-me occitocina para acelerar o processo e aí sim, comecei a aperceber-me que cada vez faltava menos...
Perto das 13 horas chego finalmente aos 10 dedos de dilatação e aí foi começar a fazer força...força...força....mas nada.
A bébé não descia e comecei a desfalecer...a desesperar. Eu fazia força, mas a enfermeira achava que não...mas eu fazia força....e nada.

Estive ali um pouco em sofrimento, depois sozinha, a enfermeira teve a (in)feliz ideia de me mandar levantar da cama e andar no quarto...escusado será dizer que o desmaio foi inevitável e lá regressei eu à posição horizontal, com direito a máscara de oxigénio e tudo...enfim, um aparato.
Até que por volta das 15 horas, mais uma comitiva da classe médica me foi visitar e após uma interessante conferência entre eles o chefe de equipa comenta que de facto eu não ia conseguir sozinha e que precisava de "ajuda" - fui em movimento uniformemente acelerado para o bloco cirúrgico no piso de cima, bye bye enfermeiras, olá olá equipa de 8 médicos à minha volta e aqueles focos enormes de luz a incidir nos meus olhos e eu extremamente angustiada e assustada...sozinha, já sem a minha acompanhante, frágil, a fazer beicinho e as lágrimas a escorrer-me pela face.

O que me vão fazer, lembro-me de ter perguntado...respondem-me para ficar tranquila, que só me vão ajudar a que tudo corra bem, injectam-me qualquer coisa que me ardeu imenso (era antibiótico) e ao mesmo tempo que me comentam que vão recorrer aos forceps pelo facto da bébé estar na posição semi-transversa, eu vejo aquelas "pás" enormes e penso...eu não vou conseguir.
Nessa altura tudo se acelerou, tanto eu como a bébé estávamos a sofrer um pouco...a epidural não fez efeito nesse momento...e nem sei transpôr em palavras o que senti. A dor foi dilacerante, primeiro sofri em silêncio, pediram-me para não fazer força enquanto tentavam dar a volta à bébé...as dores eram horríveis, até que passados longos minutos que pareciam horas me pedem para fazer força...eu tentei, ou fiz, já não sei...lembro-me de ter dido "eu não vou conseguir", lembro-me de dar dois gritos que pareciam "uivos" e de repente uma das médicas que me acarinhava o rosto me diz "olhe a sua filha, é linda"....

Chorei, chorei, chorei....disse "eu consegui" e olhei para Ela, já em cima da minha barriga com os seus olhos enormes rasgados a olhar para mim, linda e muito serena.
EU CONSEGUI!
Naquele momento só consegui pensar que tinha conseguido, que amava aquele ser pequeno que ali estava, tão frágil e dependente, que depois do sofrimento psicológico dos últimos meses e do sofrimento físico daquele dia tinha sobre mim a pessoa por quem a partir daquele dia eu iria ter que seguir em frente com dignidade e muita coragem.
Eram 15:48h do dia 4 de Julho de 2010, tinha acabado de nascer a minha filha, com 4190kg e 51,5 cm de altura. Maravilhosa, perfeita.
A bébé passou para a sala contígua, mais quente do que a do bloco cirúrgico, foi analisada pelo pediatra e ficou a aguardar o nosso reencontro, enquanto tratavam de mim. Foi-me feita episiotomia, assim mesmo o meu corpo cedeu um pouco, portanto escusado será dizer que levei bastantes pontos para que ficasse tudo em ordem novamente.
Fui muito acarinhada por todos os médicos que acompanharam o parto; deram-me os parabéns pela linda filha que gerei, pelo meu bom comportamento e pela minha coragem.

Foi muito bom ter recebido aqueles mimos....estava tão frágil e tão feliz ao mesmo tempo.

Cerca de 1 hora depois retornei ao quarto número 6 já com a minha bébé nos braços, rapidamente chamaram a minha madrinha...estávamos enternecidas as duas, com aquele tesouro ao pé de nós.

A bébé foi depois levada a conhecer o seu progenitor que aguardava na sala de espera; foi pessoa que obviamente não quis ter comigo, fiz questão de nem sequer ser eu avisá-lo que o trabalho de parto era uma realidade...proporcionei-lhe mais uma noite e uma manhã de sossego junto da "sua" indecorosa amante, por quem (está à vista) decidiu abdicar das suas obrigações morais, parentais...enfim, as acções para quem as pratica.

E assim foi o meu parto...estava esgotada, mas feliz com o meu rebento. Depois, comi, algo que não fiz durante mais de 16 horas e fui para o merecido descanso...valeu a pena!

PS: O tratamento na MAC foi excelente e agradeço a todos que proporcionaram que tudo tivesse corrido bem

quarta-feira, 21 de julho de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

O nascimento da minha Filha

Ando aqui há dias para deixar para a posteridade tudo aquilo que sinto, e basicamente como foi o dia do nascimento da minha filha e uns dias por falta de tempo, outros por não saber bem por onde começar, têm feito com que esse objectivo tenha vindo a ser adiado...mas não esquecido.

Hoje posso dizer com toda a segurança e convicção que o dia 04 de Julho de 2010 foi o dia mais feliz da minha vida. Sérá um marco que jamais poderá ser ultrapassado e apenas será igualado se porventura tiver mais algum filho, ou então no dia do nascimento dos meus netos.

Depois da dor a que fui exposta pelo então meu "companheiro" quando ao oitavo mês de gravidez da filha em comum me fazem chegar a informação da sua traição e do que sofri até a minha filha nascer, nomeadamente com a desilusão, a humilhação, a incredulidade face a um acto tão nojento, o facto de ter lidado com os medos, as dúvidas, os anseios de um final de gravidez totalmente abandonada sabendo que o senhor em questão andava em hóteis aqui e ali, em fins de semana ali e acolá com a ainda mais inqualificável sujeita a quem se uniu e a quem tão pouco se pode dar uma qualificação humana, recebi de braços abertos a mais magnífica prenda que poderia receber....a chegada da minha filha.

Durante os longos 9 meses de gestação foi sendo cada vez mais minha, até que chegada à encruzilhada do abandono e do virar de costas do progenitor, me senti a grande responsável por aquela criança que hoje, tanto me faz sorrir. No fundo, desde o resultado positivo do teste da farmácia a minha relação com a minha bébé foi-se tornando mais intensa, a partir dos 3 meses de gravidez comecei a preparar o enxoval e a apaixonar-me mais por ela. Talvez inconscientemente estivesse a adivinhar que daí para a frente apenas poderíamos contar uma com a outra...talvez.

A partir da altura em que recebi a notícia da traição, o que até então tinha sido uma gravidez santa e abençoada, começou a ser pautada por alguns ameaços, sustos e duas idas às urgências da Maternidade com fortes dores abdominais, ocasionadas pelo estado de ansiedade e tristeza em que fiquei...o apoio paterno continuou a ser nulo -apenas aparecia nas consultas e idas à urgência, para manter a pose e o normativo social, pois a humilhação à minha pessoa continuou e a falta de respeito para com uma mulher num estado avançado de gestação ultrapassou todos os limites.

Os ameaços de nascimento precoce, não passaram disso mesmo, as notícias dadas pelo médico davam conta de uma bébé grande, as semanas avançam e dá-se o retrocesso; a bébé embora em posição cefálica continuava sem vontade de nascer e a minha ansiedade para tê-la comigo e com saúde aumenta de dia para dia.

Comecei a dar longas caminhadas na praia, abrandei um pouco o ritmo de afazeres diários, mas a saga continuava e o médico avança que caso a bébé se mantivesse sossegadinha no seu casulo, o parto seria induzido no dia 07/07.

Chegámos ao dia 02/07 e depois de mais uma caminhada na praia, a qual está registada em fotografias para mais tarde recordarmos, recebo finalmente um sinal diferente. Uma mancha que não deixava dúvidas de que o desfecho estaria para muito em breve.

Nesse mesmo dia depois de um último descargo de consciência aviso o progenitor de que tudo estaria para breve, ao que o mesmo responde que se "necessitares de boleia para o hospital, telefona ou manda mensagem". Nem na última oportunidade para ter um comportamento digno, o teve...e ao final da noite descarreguei toda a minha desilusão ligando-lhe e dizendo-lhe o que pensava da sua atitude e do seu comportamento.
Respondeu da forma mais rude que se possa imaginar, culminando com o desligar-me o telefone na cara e lá voltou para a sua amante desonesta e eu pouco depois inicio o processo das verdadeiras contracções de parto.

Perto das 04 da madrugada de sábado dia 03 de Julho de 2010 as dores tornaram-se muito fortes, não aguentava estar na posição de deitada e com toda a calma e serenidade levantei-me, ultimei os últimos detalhes em casa, "despedi-me" de cada assoalhada pois tive a noção de que saindo a porta, quando voltasse não só não viria sozinha, como também sabia que nada iria ser como antes.

Correram-me as lágrimas pela face, ali, naquela minha solidão e a bébé prestes a deixar o casulo.

Pelas 08 da manhã, liguei para o meu suporte de todas as horas, a minha madrinha, disse-lhe com toda a calma que o momento se aproximava e ainda fiz a viagem até sua casa no meu carro, com as minhas contracções de 15 em 15 minutos.

E eu....estava calma. Ia ser mãe, estava a passar pelo processo de parto, mas estava tão tranquila e o medo tinha-se dissipado.

Perto das 10 da manhã estava a dar entrada na urgência da Maternidade Alfredo da Costa; os trâmites do costume, medir a tensão, CTG, consulta, toque...enfim, tudo a que se tem direito naquele momento e o veredicto...0 dedos de dilatação; o facto de ter contracções de 15 em 15 minutos ainda adivinhava uma longa espera, talvez de dias - lá voltei para trás.

Mas eis que cerca das 22 horas desse mesmo dia, num ápice, o que eram contracções de 15 em 15 minutos, passou a contracções ritmadas de 8 em 8 e depois de 5 em 5 minutos...suportáveis, mas dolorosas.

Trajecto - novamente a MAC...

(continua)

sábado, 17 de julho de 2010

O dia do primeiro banho

Foi hoje o dia em que a minha filhota tomou banho de banheira pela primeira vez e eu fiquei deliciada.

Não fui eu quem lho deu, decidi seguir a tradição familiar e foi a "avó" babada que cumpriu este ritual...deliciei-me.

Aquele ser humano pequeno, tão frágil e tão majestoso ao mesmo tempo, no ambiente em que esteve nos últimos 9 meses, feliz à sua maneira, sem preocupações e acima de tudo muito amada por mim, pelos avós, pelos amigos...

Olhar para ela, ver as suas expressões faciais, a primeira sensação ao entrar na água, primeiro estranhou, mas depois gostou e foi um sucesso.

E assim se vão cumprindo os ritos da sua ainda pequenina vida, e assim vou vivendo estas alegrias, e assim vou vendo como cresce, como se desenvolve, como me mostra que por ela...tudo!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nasceu a 4 de Julho

Faz hoje precisamente 11 dias que nasceu o ser humano mais importante da minha vida; aquele ser humano mínimo e que de dia para dia me está a ensinar o que é o amor crescente, conceito esse que eu desconhecia.

Amo algumas pessoas que são importantes para mim, mas um amor como este é de facto uma sensação que só pode explicar quem a vive, e eu estou a vivê-la desde o passado dia 04 de Julho de 2010 às 15.48h.

Nasceu a minha filha!

Primeiro pensou-se que nasceria antes do términus do tempo de gestação por ser uma bébé grande e pelos problemas pessoais causados pelos erros graves de terceiros e que originaram em mim um estado de espírito de grande tristeza e desilusão.
Mas apesar das três ameaças de parto prematuro, a princesa decidiu ficar no casulo mais tempo, quem sabe por estar mais segura lá do que no meio desta selva urbana em que nos encontramos.

E ao fim de 40 semanas e 4 dias de pura simbiose e sem necessitarmos da já marcada indução ela decidiu nascer e transformar a minha vida por completo.

Que sejas muito bem vinda e acredita que tudo farei para te fazer feliz!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mamã e Bébé

Apesar de tudo, há motivos para sorrir...




segunda-feira, 28 de junho de 2010

Somos só nós

Essa é a verdade.

Alguns "eles" disseram, uns mais frios do que outros...aliás...pragmáticos. Há que ser-se pragmático e "eles" foram.

Mas as verdades são para se dizer e saber ouvir, custa ouvir, e talvez também custe dizer...a quem tem esse dom. E quem hoje em dia tem o dom da verdade...poucos, mas alguém (s).

Neste momento estou por aí a escrever estas linhas sem nexo aparente, mas que fazem todo o sentido, talvez para mim...ou nem para mim o façam.
É daqules dias em que apetece carregar no interruptor e eclipsar para outra dimensão, paralela à nossa ou não.

Mas "eles" disseram assim - Tu e Ela são mais importantes do que tudo o resto, Ela merece que lutes e que tenhas coragem, Vocês merecem o melhor do mundo e o resto terá a seu tempo a sua lição, porque é cá que aprendemos as lições que temos que aprender, mais cedo ou mais tarde.

Hoje para uns, amanhã para outros, ciclo a ciclo.

Dou comigo a pensar que se há uns meses atrás soubesse o que sei hoje, não estaria assim; não tive a presença de espírito suficiente para escolher o caminho certo da encruzilhada e deixei-me levar pelo coração, quando a razão me chamava à terra e eu mais uma vez não quis ver.

Já nessa altura "eles" disseram...não vás, mas eu fui.

Depois penso também que faria tudo igual, para não me martirizar depois com perguntas sem resposta...se eu não tivesse ido por ali...talvez devesse ter ido...diz-se "a curiosidade matou o gato".
Neste caso foi mais a fé e o sentimento, o Amor...a fé não no nosso sentimento que sabemos ser real, mas a fé na mudança do outro...mas o outro não muda; como se pode endireitar uma vara torta?? Pômos-lhe uma tala, mas a vara não vai ficar direita; talvez um pouco mais resistente, por momentos, mas depois verga de novo e quando verga, fica em pior estado do que estava ao início, e assim sucessivamente, pois em vez de fortalecer, enfraquece, fica romba, perde estrutura e parte de vez, e vai partindo lentamente, despedaça-se, desintegra-se.

E no fundo quem perde mais? Infelizmente vai ser Ela; e eu penso, com que direito estou imbuída numa história em que além da vida lhe vou causar e já causo indirectamente sofrimento, alguma dor e mágoa? Como vou fazer para que Ela não sofra, como lhe vou responder às suas questões, como vou olhar para Ela e não a associar eu própria ao descrédito na espécie humana? Sendo ela o fruto da união de dois sentimentos tão díspares e ao mesmo tempo tão próximos?

Somos só nós...

sábado, 26 de junho de 2010

A bébé gosta

E eu deixo aqui o registo para não esquecer. Mal ouviu deu o ar da sua graça...portanto a mamã vai-te cantar esta música algumas vezes...


sexta-feira, 25 de junho de 2010

O CTG




Ontem lá foi a mamã canguru com a sua cria fazer o CTG; um dia de calor abrasador na nossa bela cidade de Lisboa e as dificuldades em andar como uma senhora deve andar já são imensas.
Confesso que o meu andar está totalmente deselegante, nada comparado à versão de classe que me caracterizava e que a minha mãe tanto me fomentou; mas é por uma boa causa.

Para além de ter esperado imenso para fazer o dito exame, o mesmo demorou à vontade uma hora, ali deitadinha a fazer a monitorização e a ter que carregar no dispositivo cada vez que sentia um movimento da bébé.

Ela está óptima, deu todos os ares da sua graça, e esteve a dormir bem mais de 20 minutos e teve que ser acordada, enfim, a natureza é mesmo perfeita.

E lá estávamos as duas, sós, de vez em quando vinha a enfermeira, depois vinha o Dr. Gonçalo e nos entremeios uma e outra na nossa simbiose que já dura há 9 meses.

Pois que a menina agora resolveu aconchegar-se e o prognóstico é que "ou nasce, ou nasce". Se nascer nos próximos 3 dias muito bem, caso contrário o Dr. já colocou a hipótese de termos que fazer a indução do parto e trazê-la até nós um bocadinho à força.

Não digo que esteja em absoluto tranquila, mas estou a mentalizar-me que apesar de doloroso vai ser um momento bonito, seja ele induzido ou não, seja ele rápido ou não e que sem dúvida vai ficar na minha memória.

Está tudo preparado, o Kit da Criopreservação do cordão umbilical também já está comigo...agora só falta a chegada em grande estilo da princesa, cada vez mais próximo, cada vez mais desejado o momento, mais ansiado, "temido" em parte, mas estou certa de que o vou enfrentar com muita coragem, muita força, muita entrega e muito amor.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dia de CTG

Amanhã é dia de CTG.
Desde as 34 semanas de gravidez e dada uma situação muito desagradável que ocorreu, começaram a ocorrer ameaços de parto pré-termo, problemas de alimentação, de perda de peso, de insónias constantes, enfim...um final de gravidez indesejável para qualquer mulher, nomeadamente pelos motivos vis que lhe estão associados.

E agora, ironia do destino...que já estamos no termo, a princesa está com preguiça de nascer.
Já senti contracções com intervalos de 20 minutos, já perdi o chamado rolhão mucoso, ou parte dele e ao que parece a situação regrediu e vamos ter a companhia estreita uma da outra por mais uns dias.

Ontem foi dia de consulta e nada de novo, tudo ainda muito "verde", mas o chamado exame do "toque" já custou um pouco, confesso. Nada que não se aguente, mas que dói, dói.

E amanhã lá vamos fazer o CTG para medir o nível das contracções e o Dr. analisar o que podemos esperar para os próximos dias.

A ansiedade é muita, o desejo de ter a filhota nos braços, os receios dos primeiros tempos...e quando chegarmos as duas a casa e passarmos a nossa primeira noite a sós, como será?

Acredito que com todo o Amor que tenho para lhe dar vou conseguir ultrapassar os primeiros momentos que se avizinham difíceis e complexos...mas dá que pensar...

Como é que eu te vou um dia explicar tudo o que envolveu esta chegada? As partes boas são fáceis, mas as partes menos boas? Os comos e os porquês?

Espero ter sabedoria e presença de espírito suficiente para que tudo fique claro, mas tenho a certeza que a verdade não será sacrificada, porque todos nós temos o direito a saber a verdade, por muito que ela possa doer. Acredito que assim nos podemos tornar em pessoas melhores e aprendemos a valorizar quem realmente nos quer bem e merece o nosso respeito.

sábado, 19 de junho de 2010

Ao pensar nela

E na relação que quero ter com ela, de grande companheira, amiga qb, nalguns aspectos um modelo a seguir, noutros uma forma de não cometer as mesmas falhas...mas que quero ser sobretudo a Mãe dela.

E a Mãe é tudo e quero ser tudo para ela, quero ser tudo com ela, quero fazer tudo por ela e estou disposta a tudo pela felicidade dela.

Porque um dia, ocorra ele em breve ou não, vai ser ela a prova inquestionável de que eu vivi e existi. Será ela o meu legado e espero e desejo com muita força que consiga alcançar as estrelas e que consiga ser, apesar das dificuldades que já a esperam, muito, mas muito feliz, realizada enquanto ser humano e que saiba saber valer-se dos valores que eu, a família mais chegada e os verdadeiros amigos lhe vamos transmitir desde o início.

Estamos todos ansiosos pela sua chegada, comovidos com o significado que ela já tem na nossa vida...lamentamos que haja uma parte respeitante a ela que se tenha desmembrado, mas o Amor que já está a receber é em dobro àquilo que se calhar seria se determinadas coisas não tivessem ocorrido.

A família que parecia pequena, afinal é grande grande e estamos todos muito felizes por poder vir a privar com ela todos os dias e assistir pacientemente às suas de início pequenas conquistas, mas que serão sempre muito celebradas...porque ela de facto merece o melhor.

E porque tu estás a chegar aqui vai uma homenagem da mamã ao que tu já significas para mim.
Obrigada pelos teus "pontapés" na altura certa que me fazem acordar para a vida, obrigada pela forma como já comunicas comigo e ao que parece estás a gostar tanto que faz com que te mantenhas aí mesmo até ao limite; é importante para mim saber que te sentes bem no teu casulo.

Adoro-te filhota

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Efeméride - José Saramago





Soubemos há pouco que "desapareceu" José Saramago.
Sem dúvida um vulto de reconhecidos créditos no âmbito cultural dos nossos tempos, embora confesse que a sua escrita não era de todo do meu agrado nem tão pouco alguma da sua atitude.

Mas quer queiramos quer não, a nossa cultura ficou sem dúvida muito mais pobre.
Talvez não simpatizasse muito com a figura porque pessoalmente me irritava um pouco aquele ar altivo e arrogante, mas também o sabemos que foi uma personalidade muito marcada por algumas injustiças do nosso regime, que inclusivamente renunciou a habitar no seu país por questões ideológicas e políticas...portanto é natural que se fique com uma aparência falsa de arrogante e conhecendo por vezes as pessoas todas essas questões se dissipem.

Quanto à sua escrita não é dos meus autores de "mesa de cabeceira" embora conheça algum do seu espólio, nomeadamente O Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis, alguns dos Cadernos de Lanzarote, A Jangada de Pedra e para mim a sua obra maior O Ensaio Sobre a Cegueira, esse sim considerei um livro excelente.
De uma forma tão crua consegue extrapolar naquelas linhas que de facto "o maior cego é aquele que não quer ver" e aí foi magistral.

Não fui daquelas pessoas que tenha recebido com grande entusiasmo a atribuição do Prémio Nobel da Literatura, pois nunca fui grande adepta da sua obra, e ao pé de Jean Paul Sartre, Ernest Hemingway ou Gunter Grass sempre o coloquei numa posição um pouco abaixo, mas reforço que não deixa de ser um grande escritor, português e que goste-se ou não da sua obra, é um vulto importantíssimo dos nossos tempos.

A nossa cultura ficou hoje mais pobre.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Só para que conste

Não ando a sentir-me nada bem.
É um facto que o tempo urge e o parto se aproxima, portanto as dores físicas e o desconforto são perfeitamente normais, mas não deixam de ser incómodos muito grandes.

Na semana passada, faz hoje aliás precisamente uma semana, voltou a ocorrer o pior e valeu-me um anjo da guarda para que não ocorresse nenhum susto maior...sim, porque há sujeitos que só nasceram para criar coisas menos boas à sua volta e já nem valores morais há que façam com que se respeitem pessoas grávidas...mas adiante...

Hoje (e desta vez sem a intromissão de faltas de carácter) posso dizer que também não estou nada bem de forma. Se por um lado o dia teve que começar bem cedo devido a compromissos profissionais inadiáveis, por outro as dores neste momento são tão intensas que sinceramente não sei o que isto quererá dizer.

Mãe de primeira viagem é assim mesmo, não sabemos muito bem distinguir entre um sinal e uma situação normal, mas de uma coisa eu tenho a certeza...neste momento são dores que sinto, intensas, que vêm e vão.

Embora eu sinta fisicamente que a minha barriga descaiu ligeiramente, dizem as vozes da experiência que ainda está subida...pelo que ainda terei que esperar mais alguns dias, mas será normal neste compasso de espera as dores serem já assim!?

Não durmo há mais de um mês e o pior é que não está propriamente relacionado com a gravidez em si...são filmes e histórias de terror que não me têm permitido entrar no modo REM.

Mas que chatice...só espero que o pesadelo acabe e ter a minha maior obra de arte nos meus braços. Ela sim, merece o melhor de mim.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

domingo, 6 de junho de 2010

Dores físicas e psicológicas

Tenho andado com umas dores físicas localizadas na zona abdominal/pélvica que estão obviamente relacionadas com a chegada do tesouro, mas como ando por questões pessoais a bater no fundo do poço, as dores estão cada vez mais incomodativas.

Há dois dias atrás, após um confronto que só o posso apelidar de imoral e monstruoso, fiquei no pior dos estados em que se pode ficar numa situação destas; muitas dores, muitos nervos, a barriga muito dura e deixei de sentir o meu tesouro.

Valeu um gesto de grande entrega e amizade, alguém que deixou a sua própria família e filhos e "nos" veio dar o seu conforto.

Logo no dia em que tinha andado a comprar o primeiro brinquedo do meu tesouro, os primeiros álbuns de fotos, uns e outros mimos, estando a deixar de parte os pensamentos menos bons e a concentrar-me naquilo que realmente importa.

E eis se não quando, a personificação do Monstro decide massacrar-nos, humilhar-nos, brincar com a nossa condição....e porquê? Como é que a falta de carácter chega a tanto?

Vem depressa, aguardo a tua chegada...as noites vão continuar a ser mal dormidas, mas olhar para ti vai-me dar forças para sobreviver.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Resposta....esta traz saudades de muito longe...

9 Meses

Como o tempo passa...parece uma fracção de segundos, um piscar de olhos, mas ao mesmo tempo uma eternidade e mais um dia.

Alcancei os 9 meses de gravidez, o fim e o princípio, o limite de uma fase e o início de outra e longe de imaginar há 9 meses atrás a dualidade entre tristeza e alegria que iria estar a viver neste momento. Nunca imaginei nem tão pouco se pode desejar a um ser humano digno todas as experiências negativas por que passo no momento em que devia recordar como o mais feliz da minha vida.

Foi-me dada uma benção, um dom e esse dom de dar vida é de facto o que mais me reconforta neste momento; é pensar na grande cúmplice que aí vem, na grande companheira e espero viver o suficiente para testemunhar as alegrias dela, a felicidade e os seus sucessos.

Não sei onde vou buscar forças nestes últimos/primeiros tempos, nem tão pouco me sinto neste momento preparada para o que aí vem...e eu sentia exactamente o contrário.

O Ayrton Senna dizia que de um momento para o outro podemos perder tudo, desaparecer... e é aí que descobrimos que o ser humano não vale nada e é assim que eu me sinto.
Escapar-se-nos tudo por entre os dedos, sermos traídos pelos de quem mais gostamos, humilhados, estrilhaçados e tudo com uma leviandade abrupta e decadente.

Nesses momentos a raiva dá lugar à descrença na espécie humana, à repulsa ao perguntarmo-nos como é que os seres humanos são capazes de tanta falsidade e invocar palavras como Amor em vão...hoje a nós, amanhã ao outro animal que se cruze no seu caminho.

Como se troca um sentimento por uma emoção, como se troca um sentimento por umas noites de prazer num qualquer hotel reles à beira de uma estrada ou avenida e como se é capaz de demitir de funções tão nobres como a de companheiro para os bons e maus momentos.

E é isto que a vida tem para nos ensinar? Qual será a lição para nós e para os outros?

E todas estas perguntas e indagações neste meu nono mês; a dias de conhecer, cheirar e abraçar o meu maior tesouro de todos os tempos.

Sadness...é o mínimo que sinto.

Ontem perdeu o brilho uma estrela

Ontem foi um dia triste; digamos que triste por um lado e com boas notícias por outro, mas às boas notícias dedicarei outro post.

Ontem faleceu uma pessoa de quem gostava, amiga de família, uma pessoa íntegra, divertida, que gostava de viver e com quem tantas vezes ri, sorri e que ouvi uns e outros conselhos.
Uma pessoa cheia de força e vontade de viver e que podia ter vivido ainda tantos anos connosco.

Das últimas vezes em que a vi, confesso que era "chocante", pois da imagem de mulher resolvida de 50 anos, elegante, com a sua vaidade e com gosto pela diversão, passou a ser uma mulher com um ar maçerado pela doença, preocupada, sem forças e a denotar alguma dependência física para conseguir dar uns escassos passos.

E ontem o sofrimento acabou, o cancro levou-a de nós amigos e pessoas de quem dela gostavam e é já com saudade que recordo o seu sorriso, a sua graça, o seu sentido de humor.

O meu estado actual não me permite participar nas suas exéquias, algo que lamento, pois por uma questão de respeito pela pessoa que foi eu acho que deveria lá estar, mas o meu pensamento está com ela e sobretudo na gargalhada alegre que neste momento recordo dela. Infelizmente não vai conhecer a minha filhota, mas está cá um pedaço da Luísa guardado no meu coração.

Até sempre

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Os dias do fim

Costuma dizer-se que uma desgraça nunca vem só, e de facto os últimos tempos têm sido conturbados.

Tenho uma pessoa amiga e muito querida que infelizmente está à beira do seu fim. A última vez em que nos encontrámos, apesar da debilidade do seu estado, disse-me coisas tão bonitas, sempre com uma mensagem de optimismo, boa disposição e esperança e agora o que resta é a memória desses tempos.

Sei que está a viver os seus últimos momentos, a despedir-se da vida e eu que carrego uma nova vida que irá desabrochar dentro de dias sou impedida neste momento de lhe dar o conforto que há tão pouco tempo me deu a mim. Impedem-me de a visitar neste momento dado o meu estado físico e emocional e serei impedida também caso a fatalidade de facto ocorra proximamente.

É perturbador não podermos estar lá quando os nossos mais necessitam de nós, é perturbador não podermos fazer nada que altere o rumo da história e é perturbadora a saudade que fica nestes momentos.

A minha avó pouco antes de morrer dizia que se é a morte que nos espera, não precisamos de sofrer tanto para morrer; não precisamos de tanta dor, tanto sofrimento, a perca das nossas faculdades básicas, a perca da nossa lucidez.

E é com tristeza que peço seja a que entidade fôr muita paz para esta pessoa que receio dadas as minhas circunstâncias não voltar a ver com vida.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Barrigas de Amor

Penso que qualquer ser humano tem os seus períodos de idealização, de como vai ser o dia do casamento, o primeiro beijo, a primeira noite de amor, o nascimento de um filho, a festa de formatura...enfim.

Mas também todos sabemos que quanto mais planeamos, mais erradas nos saem as contas, pelo menos falo por mim.

Quando me imaginava um dia a passar por uma gravidez, imaginava que ia ser o período mais feliz da minha vida, o meu auge enquanto mulher. Sempre soube que iria ser mãe de um filho de um homem que amasse, a produção independente nunca fez para mim qualquer sentido e achei que iriam ser 9 meses em pleno.
Fotografias a cada mês para atestar a evolução do crescimento do bébé, andar por aí a "exibir" ao mundo o meu estado de graça, fazer valer-me do meu nobre estatuto de pré-mamã, inchada e orgulhosa da minha grande barriga.

Partilhar a dois todas as alegrias e as incertezas do que aí viria, partilhar com os amigos as coisas boas, receber muitos miminhos e festinhas na barriguinha, enfim, usufruir da benção ao mais alto nível.

O estado de graça está cá de facto, a felicidade de gerar um filho é algo inexplicável, mas vou sempre recordar esta gravidez também como dos momentos mais difíceis de toda a minha vida, dos momentos em que por algum motivo a vida me colocou mais uma vez à prova e me causou uma macabra dualidade de sentimentos e emoções.

Tenho a clara impressão de que muitos dos problemas que tive com a minha própria mãe já na idade adulta ocorreram por situações que ainda se passaram in utero, e não quero que a história tenha continuidade, nem vai ter da minha parte.

Por isso não me canso de dizer que te amo filha, és a minha paixão, vou fazer sempre tudo o que estiver ao meu alcance por ti, todos os sacrifícios, todas as vontades e quero que saibas sempre e que tenhas presente no teu coração o desejo que tenho por ti e que estava cá ainda muito antes de brilhares dentro de mim.

Sei que neste momento te transporto muita ansiedade, tristeza, dor, nervosismo...mas não consigo controlar, mas espero também que ao mesmo tempo te chegue aí ao teu aconchego todo o amor que sinto por ti e a certeza de que Tu vais ser muito feliz, porque moverei montanhas, lutarei contra as mais terríveis feras e deixar-te-ei seguir o teu caminho assim que o desejares. Espero conseguir transmitir-te bons valores e princípios, espero que sejas uma menina alegre e de bem com a vida e espero que uses um dia da tua arbitrariedade para fazeres o melhor que puderes por ti e por quem te rodeia.

E quando isso acontecer, um dia partirei em paz, pois terei cumprido a minha missão contigo. E olharemos para trás e avaliaremos este momento por que passo tão frágil, como algo que de certeza mais nos uniu.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Com umas dorezitas outra vez

Ontem melhor, hoje com uns incómodos outra vez.
De ressalvar sobretudo umas dores de costas que teimam em não me largar.

Esta recta final é de facto a que mais mexe connosco, tanto a nível emocional como a nível físico. Não tenho posição para estar sentada, ou a dormir, conduzir já custa um pouco também, a somar o inchaço dos membros inferiores...olhar para a casa e não ter forças para as limpezas básicas, não ter muita paciência para as tropelias do meu gatito Xá...enfim, se o que mais pesa é o facto de estar ansiosa por ter o meu maior tesouro de sempre nos braços, confesso que esta sensação de desconforto também já passou o limite do agradável.

Mas ela hoje mexe-se imenso, e como disse a Dra. na maternidade, enquando se mexem imenso é muito bom sinal, portanto filhota, continua a brincar que a mamã não se importa. Ontem por exemplo teve um dia mais zen a pontos de eu ficar em alerta, mas nada que uns rebuçados bem doces não resolvessem.
Já tem muitas manhas esta menina; algo me diz que me vai dar muito trabalho.

Para meu bem e a bem de algum descanso, espero que as dores voltem a dar-me algum sossego; amanhã lá vamos outra vez à maternidade e esperemos que nos próximos dias tudo fique mais calmo, pois tanto mãe como filha vamos precisar de toda a tranquilidade possível para sermos as heroínas do teu dia, que está para breve.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Prendinha para a Filhota



Ainda apenas eu te sinto e algumas "tias" e "tios" babados, mas acredita que para além de mim (e isso tu já sabes) todos gostam muito de ti e estamos todos ansiosos com a tua chegada.

A Mamã tem sido a recordistas em presentinhos, mas até agora tem sido roupinha para ti, o teu carrinho, enfim, a preparação da tua chegada. Ainda não te comprei o presente que vai representar o teu nascimento, mas quero que seja algo especial que depois possas recordar ao longo da vida.

Sabes, a tua avó materna quando a mamã era muito pequenina comprou um enorme urso amarelo de peluche com um laçarote vermelho. Sei que ela na altura fez um grande esforço para o comprar, mas a mamã até hoje jamais se esqueceu desse boneco.
O avô com a sua sensibilidade masculina ofereceu um carro da polícia que fazia "tinóni" e a mamã também jamais esqueceu esse presente.

Portanto para ti, prometo que vai ser algo bem especial.

Hoje, ia a mamã papar (com algum esforço, mas o facto de dependeres inteiramente de mim deu-me forças) e recebe um presente para ti, já viste?
De mais uma pessoa que sem ainda te conhecer e já gosta de ti, lembrou-se de ti e ofereceu-te esse mimo, esse anjinho, para que olhe por ti.
A mamã como anda uma chorona fez beicinho, mas ficou muito feliz.

É bom saber que os amigos estão connosco e que te mimam também meu amor. Quando olhares para a porta do teu quarto e vires lá esse anjinho pendurado, já sabes, foi hoje que o recebeste, e eu sei que vais gostar.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Criopreservação - Banco Público

Tantas decisões que temos que tomar neste momento em que a tua chegada é uma realidade cada vez mais próxima.

A mamã não teve qualquer ajuda nesta decisão, e nesta fase tudo o que queiramos fazer é uma pequena fortuna; talvez quando fores maior as condições de vida estejam melhores, mas neste momento vivemos uma crise financeira à escala mundial que muito nos preocupa a todos.

De há uns anos a esta parte começou a falar-se na criopreservação de células do cordão umbilical - são as células e o sangue mais puros que se podem obter e segundo muitos a cura para muitas doenças de sangue e algumas congénitas.
A classe médica divide-se, nomeadamente na aplicabilidade desta técnica, uma vez que as células criopreservadas sofrem mutações e nada nos garante se um dia formos nós a precisar delas que o nosso organismo as aceite, pois poderemos deixar de ser compatíveis com a´nossa própria "herança".

Então aliado ao facto dessa incerteza, mas também à tentativa de fazer sempre o melhor por nós e pelos outros a mamã optou sim pela criopreservação mas através do Banco Público e não de uma instituição privada.

Mal nasças filhota (ou mal nasceste, pois quando leres estas linhas já terás alguns aninhos) para além da benção que vais ser e já és na minha vida, vais, juntamente com a mamã ser dadora das células do teu cordão umbilical.
Estas células poderão então ser usadas para ti caso algum dia necessites e sejas compatível contigo própria, para familiares teus directos e muito importante, para quem delas precise para sobreviver, um menino ou uma menina que por um acaso do destino teve a infelicidade de perder um pouco a sua saúde.

Já pensaste bem na tua generosidade? Mal acabas de nascer e já estás a proporcionar tanto o Bem!

A mamã promete que não vai custar nada; o doutor e a enfermeira logo depois de tu nasceres vão tirar um bocadinho do nosso cordão, daquela parte em que estivemos ligadas durante os últimos 9 meses e depois vão ser um pouco mais mauzinhos para a mamã, pois vão voltar a picar para tirar umas gotinhas de sangue - vem a geleira para conservar o nosso legado e aí vai rumar em direcção ao laboratório para ser útil a alguém.

Vamos cultivar sempre esta generosidade, vamos tentar fazer sempre o que estiver ao nosso alcance e partilhar com quem mais precisa o que de melhor temos.
Quero um dia, quando tiveres esse discernimento que leias tudo o que escrevo e vou encher-me de orgulho por saber que tu levaste a cabo tudo de bom que a mamã te vai transmitir, bem como de todas as pessoas que gostam de ti e que te transformes numa menina/mulher íntegra, com muitos valores e que partilhes muito bons sentimentos.

No sábado o caranguejo, ontem o caos

Digamos que este último fim de semana, foi no mínimo complicado de gerir.
No sábado andei a tratar de detalhes para a tua chegada a casa bébé, mas confesso que se até aqui tratava de tudo isso com uma enorme alegria, agora estava triste, sem vida....mas tu não tens culpa e em momento algum te quero transmitir falta de desejo por ti.

Andei assim mesmo a tratar das tuas roupinhas, dos teus lençóis, fui ver o filme da tua última Eco para matar as saudades que já sentia de ti e a meio da tarde fomos desencaminhadas, sim...desencaminhadas porque somos inseparáveis e tivemos um jantar que a mamã já há muito tempo não tinha e que soube bem.

Sabes o que comeste pela primeira vez?? Caranguejo e sapateira, umas receitas meias afrodisíacas com coco e caril, bem, uma coisa te digo, ficaste vigorosamente agitada e a mamã toda satisfeita. Não é todos os dias que se comem estas iguarias.

Grande noitada fizemos nós, chegámos a casa tarde, o Xá à nossa espera, mas o sono uma vez mais teimava em não vir.

Ontem foi o baque, foi a queda...enfim, foi terrível. Talvez a falta do sono, o começar a escrever, a ver fotos tuas na minha barriga, a lembrar-me disto e daquilo, a mamã não aguentou a pressão e acabámos por sofrer as duas. Tu agitada, a mamã nervosa, as dores vieram, enfim, um pequeno grande susto.

Fomos a um dos hospitais em que há probabilidade que tu nasças, fizeram-nos tudo e mais alguma coisa, andaram a fazer pequenas "maldades" à mamã para perceber o que é que tu querida andavas a tramar. E embora as dores fossem muitas e incomodativas, tu estavas e estás bem e a aproveitar o teu sossego, a tua paz, o meu calor.

A mamã tentou pôr-se calma, a mamã fez uma série de declarações, a mamã disse certas coisas, por ti, por nós...não sei se foi bom ou não, mas tal como muitas outras coisas da tua/nossa história, um dia saberás e farás a tua leitura.

Mas hoje estamos noutro ciclo e o mais importante para mim é concentrar-me na tua chegada e fazer tudo por tudo para que sejamos felizes, seja lá isso o que for.

domingo, 23 de maio de 2010

A chegada consciente da minha filha




Estou neste momento na recta final da gravidez, sendo que a minha bébé pode nascer a qualquer momento; esperemos que queira permanecer em simbiose comigo mais umas escassas semanas a bem da correcta maturação dos seus pulmões, mas sinto que está para breve, facto esse que me enche de alegria.

Dada a minha história de vida e todo o meu percurso, pautados por uma infância e uma adolescência com algumas (nem todas) situações menos boas sempre desejei um dia construir uma família funcional, diferente daquela que tive e tenho consciência que ao não termos determinadas coisas, talvez seja mais fácil não cometermos as mesmas falhas, pois sabemos exactamente o que evitar.

E há uma coisa que eu sempre soube e espero de facto ter a sapiência de o concretizar...tenho a certeza de que vou ser uma boa mãe. Mais importante do que tudo o resto será a minha filha, porque....já o é.
Sinto um Amor crescente por ela e sei que o dia em que estivermos finalmente frente a frente vai ser um misto de emoções para mim, enquanto ser humano, enquanto mulher e aí sim, enquanto Mãe.

Para ti directamente Filha, quero que saibas que a tua concepção foi fruto de um acto de Amor, foi fruto de um grande amor, conturbado é certo, mas muito grande. Não chegaste aqui por um acaso, foste planeada por mim e pelo papá na sequência de mais uma fase difícil por que tinhamos passado e pensámos nós, ultrapassado.
Encaro-te como uma benção, pois não tivemos que esperar longos meses até brilhares dentro de mim, chegaste bem rápido e encheste o meu coração de alegria e o do papá também.

Soubemos que estavas connosco no dia 25 de Outubro de 2009, tinhas tu 4 semanas e alguns dias de gestação. Os sintomas eram alguns, fomos à farmácia comprar o teste, a Mamã fez e não teve coragem de olhar para o resultado. Foi o Papá que deu a notícia, foi ele que viu que brilhavas em primeiro lugar.

Confesso-te que fiquei assustada e pensei....e agora?? Isto é mesmo a sério. O Pai também ficou um pouco circunspecto, fomos tomar o pequeno almoço fora e dias depois o papá teve também uma grande conquista; foi fazer o exame de código e passou, algo que ele há muito queria fazer e nunca tinha calhado...vês, trouxeste muitas coisas boas.

Começou a nossa rotina de médico, de exames, de querer que tu te manifestasses rapidamente, mas nos primeiros meses eras só um "feijãozinho", tão frágil, mas tão importante.
A mamã e o papá cumpriram com as consultas, com as Ecos, o papá foi a quase todas...mas digamos que o teu período de gestação nem sempre foi o que a mamã tinha sonhado.

Neste momento já saberás que a relação da mamã e do papá nem sempre foi um mar de rosas, mas não faltou amor...talvez compreensão, sermos diferentes nalgumas coisas, a mamã ser mais caseira e gostar da vida em família, o papá ainda naquela fase da irreverência e nem sempre gostar de se sentir fechado na gaiola.
Aconteceram coisas menos boas...mas nunca te esqueças que és fruto de Amor e de actos reflectidos e conscientes.

Hoje, a escassos dias do teu nascimento, estamos apenas as duas, mas a mamã tem muita força e muita vontade que tudo corra bem e que apesar de tudo no dia em que abrires os teus olhinhos sintas todo o amor que tenho para ti, que todos vamos ter para ti.

Estou ansiosa pela tua chegada, estou ansiosa que a Terra gire de outro modo e espero que tudo se resolva; Amor, nunca faltou...

Talvez quando leres isto a nossa família esteja como deveria estar, talvez não...não sabemos, mas aqui fica a declaração de Amor para ti filha e para...

Até já!

Este blog

Comecei a construção deste blog há uns anos, como forma de extrapolar sentimentos, emoções, experiências, vivências, desabafos, raivas, medos e uma ou outra piada, que a vida não são só desgraças.

Já falei de paixões, mágoas, desilusões e situações complexas da vida; já fui mais ou menos directa, mas se temos a permissão de usar do dom da palavra...quase tudo nos é permitido.

Estão aqui retratados vários ciclos, homenagens a pessoas de quem gosto e palavras menos cordiais para pessoas de quem não gosto ou mesmo para situações.

Escrever sempre foi para mim algo muito presente, mas é um facto que sempre me dediquei mais à escrita em momentos de carga emocional mais negativa; os momentos mais positivos e mais felizes ocupam tanto o espírito que cometi muitas das vezes a injustiça de não os partilhar comigo própria para memória futura e com o mundo; talvez um certo egoísmo e a tentativa de guardar o melhor para mim e os desabafos partilhá-lhos na busca de algum consolo.

Nós seres humanos somos incríveis; nunca se sabe com o que podemos contar, sobretudo de nós próprios.

Tudo isto para registar que nesta data a minha vida está a passar por uma complexidade grande e muitas coisas mudaram e estão prestes a mudar.

A maior mudança de todas é a maternidade e para além de continuar a "postar" aqui seguindo a linha orientadora que sempre segui, vai ser também um diário de bordo, uma forma de registar todas as evoluções da minha nova condição de Mãe, da minha relação com a minha filha...para que um dia, quando crescer possa com calma saber tudo o que fará também parte da existência e pré-existência dela.

Deixa então de ser a partir de agora o meu blog, e vai passar a ser nosso, para mais tarde, quando só perdurar a minha memória e eu partir ela possa recordar quem fui, o porquê de muitas acções e o grande amor e esperança que ela trouxe à minha vida.

Gostaria muito de sempre que o entendesse colocar aqui imagens nossas, mas creio não ter esse direito, portanto porei sempre que o entender imagens minhas, mas as da minha filha serão sempre preservadas, pois apenas ela tem o direito de querer ou não divulgar a sua imagem. Quer isto dizer que partilho aqui momentos, imagens sim, mas esbatidas, pois nós pais não temos o direito de expôr os nossos filhos ao mundo.

Portanto sempre que aparecer um pézinho rechonchudo, ou uma bochecha ampliada...será o máximo que poderei partilhar dela, imageticamente falando, como é óbvio.

domingo, 16 de maio de 2010

Ontem

Foi dia de rever uma "amizade" antiga. Um fim de tarde numa bela esplanada na nossa bela marginal foi o local escolhido para pormos a conversa em dia.

É engraçado ter sido no sítio em que nos conhecemos, há cerca de 3 anos atrás; e que, volvidos estes anos e tantas peripécias pelo meio, permaneça a amizade, o carinho e o respeito.

É bom saber que apesar dos tropeções ainda há por aí pessoas que valem a pena e com as quais continua a valer a pena ter uma boa conversa.

Disse que eu estava com ar de mamã...eheheh, quem diria que passado este tempo nos veríamos nestas condições.

A vida é assim, rola, rola, não pára e é bom saber que as boas coisas ficam cá dentro.

Foi um agradável fim de tarde.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

E as dorezitas já são uma constante

E sinto que o desfecho está para muito, muito breve.

E quando todas as pessoas em volta me desejam "uma hora pequenina", dou comigo a pensar quantos 60 minutos terei que esperar, respirar fundo, fazer força...até a ouvir a chorar a plenos pulmões pela primeira vez.

Com mais ou menos sofrimento uam coisa eu sei - vou ser muito corajosa, porque o mais importante é que corra tudo bem para ambas, sobretudo para a minha bébé.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Experiências de Parto

Nos últimos dias não o posso evitar e as leituras que faço, as conversas que tenho com os mais próximos estão todas centradas no momento que mais dia menos dia, mais hora menos hora vou também eu estar a viver.

Cada caso é um caso, cada um tem a sua experiência e cada um vive esse momento à sua maneira, mas não deixo de estar centrada em absorver o máximo de informação possível, já que a situação acaba por ser imprevisível e tudo pode acontecer.

Tenho uma amiga desde os tempos idos de faculdade que tem um blog lindíssimo dedicado ao filhote e hoje deu-me para lá ir absorver toda a informação que ela relata acerca do nascimento do Lou. Fechei os olhos e senti alguma da ternura que ela experimentou naquele momento, caíram-me as lágrimas e senti uma "inveja" positiva da forma como tudo se processou com ela e da forma tão feliz que ela relata aquele momento.

Aqui deixo alguns excertos:

"(...)Virei a cara para não ver o reflexo do que faziam num vidro de um armário. O médico diz qualquer coisa como «A tentativa era honesta, mas ele estava mesmo muito subido!» e «Eh lá! Este é moreninho». E falavam muito todos. Mas não comigo. De repente ouço chorar. Era ele! Aí sim, emocionei-me. É sem dúvida uma sensação indescritível. Trouxeram-mo ao meu lado e eu achei que tinha muito cabelo e a cara quadrada. Não vi mais nada. Ouvi-o a chorar ao longe. Presumo que continuaram o serviço. A mim só queria que me deixassem em paz. Talvez me apetecesse dormir um pouco. Mas não. Mexe e remexe, põe daqui, passa para ali. Nesses intantes só pensava «E agora? O que é que eu faço? Agora é a sério. Serei capaz de tratar dele? De cuidar dele?».

"(...) Levaram-me para o recobro, onde percebi que o iam levar logo logo e onde também estavam os pais. Alguém dizia que o meu homem chorava que nem uma madalena, sorri. Fiquei à espera que viessem os meus amores. Estupidamente feliz."

Sem grandes delongas e olhando para a frente, para trás e para os lados dou comigo a pensar - como é que há pessoas que tenham a coragem de se demitir das suas funções, de gozar estes momentos, de os partilhar em uníssono, de os viver, de os deixar para sempre gravados na memória...e tudo isto por mero egoísmo, mera má formação moral, em que um copo de cerveja, um bar mais ou menos duvidoso e os amigos de ocasião pesam bem mais na balança do que a construção de uma família...

É triste...

terça-feira, 11 de maio de 2010

A minha Princesa, a minha Paixão, o meu Tesouro


Espero que não te zangues com a mamã, por estar a expôr a tua imagem sem tua autorização, mas não resisto a deixar para a posteridade esta imagem que tanto me enternece, que tanta esperança no nosso e sobretudo no teu futuro me faz acreditar que tudo valeu a pena.

Ainda que dentro de mim, esta tua primeira imagem em carne e osso deixou-me ainda mais apaixonada e este AMOR cresce, cresce, cresce.

Neste momento és a minha razão de existir, é em ti que penso, na tua felicidade, em tudo de bom que eu te quero proporcionar.

Quero para ti o melhor Filha e desejo que sejas sempre muito....mas muito feliz.

A Mamã