terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ontem

Bem, foi um dia mesmo atípico, que confusão.

Tudo doente, enfim, o influenza ou o primo andam aí.

Mas ainda deu para comprar no Colombo umas cápsulas para a Nespresso. Caso único, tirei senha e fui atendida logo a seguir.

Será da crise? Do fim do mês?

Banco público de células estaminais em risco - Portugal - DN

Banco público de células estaminais em risco - Portugal - DN

Não quero crer que uma coisa destas vai literalmente por água abaixo.
Um banco público que em pouco mais de 2 anos consegue reunir tantas amostras, tem capacidade para promover dados científicos relevantes à escala global, funciona em grande medida pelo simples acto da dádiva desinteressada e por "questiúnculas" estatais está à beira de fechar??

Vão-me dizer que todo o meu stress do dia 05/07/2010 pela manhã, quando me faltavam poucas horas até a amostra das células do cordão umbilical da Bébécas poderem dar entrada no Centro de Histocompatibilidade do Norte foi em vão?

Às oito da manhã eu de "geleira" ao meu lado a ligar para eles, eles a pedirem para falar com o "pai" que seria a pessoa mais adequada para ser o contacto deles visto que o parto tinha sido há tão pouco tempo e eu estava estafada; eu lavada em lágrimas a dizer que o "pai" me tinha abandonado grávida de termo e andava a pavonear-se com uma qualquer e que tinha mesmo que ser eu a tratar.

A senhora de lá cheia de ternura a tratar de tudo; às tantas o transportador da MRW chega à MAC e obviamente não o deixaram subir porque não estava autorizado; o segurança do meu piso não podia descer senão não ficava ninguém a pôr ordem na enfermaria; vem de lá uma obstetra de serviço, depois de mais um carinho aqui à chorona lá foi ela lá abaixo entregar a geleira ao senhor.

Às 3 da tarde ligam-me do Porto para eu ficar descansada porque o "cordão" já lá estava. E eu respirei fundo e pensei, "ufff, afinal nem tudo corre mal"; e tal como no meu caso, tantos outros casais se terão deparado com tantas outras peripécias, esperemos que por motivos bem mais felizes...e...foi tudo em vão!?

Haja esperança, porque se o prognóstico se concretizar é mais um escandalo cá do nosso burgo!
O dia foi longo e ainda não acabou. Agora é descomprimir, comer uma torradita e tentar dormir.

Pensando bem, o que é que eu já ingeri hoje?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Então e recebermos um reconhecimento pelo nosso bom trabalho, pela nossa análise, palavras do género "impressionaste-nos com a tua apresentação", "parabéns" e coisas do género?

Em quase 10 anos de carreira nesta casa, estou mais motivada do que nunca para continuar a aprender e para demonstrar que o investimento que têm feito em mim, dá resultados.

Tenho aprendido imenso, neste momento estou com novos projectos e receber assim estes elogios é de facto gratificante e dá vontade de fazer ainda mais e melhor.

Não é por acaso que neste momento as minhas prioridades são a minha família e o meu trabalho - cada um dentro da sua perspectiva me tem feito um bem enorme.

Veremos o que a crise nos reserva este ano, mas falta de vontade pelo menos não existe por estes lados.
Hoje pela primeira vez nos seus 18 mesinhos de vida consegui calçar-lhe um par de luvas sem que ela as tirasse enquanto não chegámos ao nosso destino.

Não é por nada, mas pela primeira vez neste inverno o pára-brisas do meu carro tinha uma placa de gelo hoje de manhã.

Estava frrrrriiiiio!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Constatação do dia

Tenho que ir urgentemente ao IKEA buscar um carregamento de velas de todos tamanhos, aromas, cores e feitios.

O candelabro já levou a última, as de cheiro dos copinhos já acabaram, só restam as pequenas.

Tenho mesmo que lá ir!

Operação STOP à porta do centro comercial

Chamem-lhe crise, chamem-lhe caça à multa, mas eles andam aí.

Passei, olharam...mas segui a minha vida.

O Honey não teve tanta sorte e foi dos que foi à vistoria - estava tudo bem, mas lá teve um bate-papo com o Xô Guarda!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Novidades do dia

A mamã da Bébécas agora anda com uma tosse tremenda, daquelas em que chego ao ponto de já não ter forças para tossir, ficar com a boca a saber a sangue...enfim, prognóstico desastroso.

A Bébécas continua com o narizito meio húmido, também com tosse, a falta de apetite ao rubro, mas com melhor aspecto físico do que nos dias anteriores.

O que foi pena foi em plenas 4 da madrugada querer conversa, e lá tive eu que andar com ela de um lado para o outro a conversar sobre coisas da vida, tentei dar-lhe leitinho, mas, mal viu o biberon disse logo "nanananananana" - não tive sucesso.

Resultado: teve direito a dormir o resto da noite na cama da mamã, caso contrário, nem dormíamos nós cá em casa, nem dormiam os restantes vizinhos, bebé recém-nascido do lado incluído!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O fim do pesadelo - 27/01/1945



Decorridos 67 anos sobre a libertação do "emblemático" Campo de Concentração e de Extermínio de Auschwitz, imagino (não consigo imaginar sequer um terço) do que poderão estar a sentir as pessoas que por lá passaram, que por lá perderam familiares; estou sobretudo com as vítimas de genocídio por esse mundo fora, sem sequer me ser possível emitir grandes considerações acerca do que foi o Holocausto.

Lembro-me que até aos meus 18/19 anos, imaginava que se um dia fosse à Polónia, gostaria de ver com os meus próprios olhos este cenário onde foram cometidas tantas atrocidades para com o povo judeu e não só.
Diziam-me sempre, quem já lá tinha ido, que não era boa ideia, pois mal se passam os portões daquela imensidão, a atmosfera fica pesada e muitas vezes as nossas pernas fraquejam.
Achei mesmo assim que "gostaria" de ver com os meus olhos o que foi "aquilo".

Andava eu no 2º/3º ano de faculdade e na cadeira de História Contemporânea do séc. XX a professora lembrou-se de nos passar um documentário com imagens e depoimentos reais da época em questão.

E decorridos talvez uns 15 anos desde essa aula, ainda me lembro como se fosse hoje do que vi, daqueles seres cadavéricos agarrados a uma rede com os olhos num horizonte que há muito tinham deixado de ver; dos abat-jours que faziam com retalhos de pele humana; de colocarem um homem dentro de um forno e ver-se minutos o que dele restava...enfim, aquelas imagens arrepiaram-me e continuo a lembrar-me delas sempre que estas datas se cumprem.

De facto, dou razão a quem mo disse há muitos anos atrás...jamais quererei ir àquele local onde se viveu um sofrimento atroz.

Estive em Berlim há uns anos e confesso que houve locais que me impressionaram pela negativa...mas tenho pena de não ter tido a oportunidade de me dirigir ao Museu Do Holocasto para poder prestar a minha homenagem aos que tanto sofreram com aquele regime.

...infelizmente há criaturas por esse mundo fora que continuam a não aprender nada com o passado.

Esta semana

Mesmo com a gripe valente, a falta de forças e por aí, houve um dia em que deitei mãos à obra e andei a arrastar literalmente móveis no quarto da Bébécas.

Ainda partilhamos o meu quarto na hora do soninho, cada uma na sua cama e só em casos de extrema necessidade é que tem o miminho de dormir com a mamã - nomeadamente quando está mais adoentada.

E é uma delícia, porque aquele ser com menos de metade do meu tamanho ali ao meu lado, preenche tudo e mais alguma coisa; o cheirinho, sentir os caracóis dela na minha cabeça e sempre que se lembra (e durante a noite são várias vezes) dá-me beijinhos. É o que eu digo, só falta verbalizar o "gosto de ti mamã", porque os actos estão lá todos.

E é incrível como os nossos filhos gostam de nós; podemos ser altas, baixas, magras ou nem tanto, pretas ou amarelas que eles gostam de nós na mesma,
No meu caso por acaso acho engraçado que a minha filha tem uma clara tendência para se aproximar de pessoas mestiças ou negras...associa-as a mim certamente, embora seja a única perto dela com a tez mais escura, mas, sou a Mãe, a figura de referência.

Pois que como ela é e será sempre a minha inspiração, arregacei mangas e pus-me a alterar a disposição do quarto dela; a cama de menina crescida vai ficar no mesmo sítio, no fundo é onde faz mais sentido. O roupeiro e a cómoda mudaram ligeiramente de lugar e dão outra funcionalidade ao quarto e muito mais espaço.

O quadro especial que faz parte da história que antecede e precede o nascimento da Bébécas já está pendurado e sempre que olho para ele sinto um misto de emoções, umas boas, outras nem tanto.
Como é que eu consegui ser tão estúpida ao ponto de com tanto carinho procurar e encontrar um cueiro de princesa para a Bébécas ser apresentada ao "pai" no dia do seu nascimento, para tirar fotografias com o "pai" e com a Mamã, para mais tarde recordar a forma como foi recebida com tanto respeito, carinho e amor.

Obviamente que guardei o prazer de a ver com o cueiro de princesa num dia mítico, que não o do seu nascimento, mas um dia que pela carga emocional jamais esquecerei, obviamente que o "pai" (estou a evoluir, embora continue na minha que a criatura é escroque e canalha, verbalizo-o menos vezes, mas também estou a regredir, pois após ter sabido por interpostas criaturas que do lado de lá sou a "preta de m****" e como pelas costas não há serventias, vai de aleijado para cima...a seu tempo será promovido a coisas mais simpáticas, ou talvez não).

Uma das coisas que já faz parte dos meus escritos para aquando da minha morte, ocorra ela quando tiver que ocorrer, é que aquele cueiro é da Bébécas, encerra em si uma carga emocional grande e por mais filhos que eu até algum dia possa ter, nenhum vestirá aquela peça. É dela, foi escolhida com todo o amor para ela receber o "pai" e ela decidirá um dia se os filhos dela, ou se alguma criança que seja para ela muito importante o poderá usar, ou então preservar tal como eu deixei.

A seu lado, estou a seleccionar um conjunto de fotos daquele inesquecível dia 04/07/2010, minutos depois de estarmos uma perante a outra pela primeira vez, ainda com as roupas giríssimas e nada folgadas a dizer MAC, porque me faz bem olhar para aqueles retratos.
Aqueles momentos em que fomos uma da outra, eu com o ar mais estafado de todos os tempos, um olhar triste mas um sorriso de orgulho por ela e ela, coitadinha, com a carinha toda marcada e negra no sítio em que os "fórceps" fizeram mais pressão.

São fotografias emocionantes, as pessoas que fazem parte do nosso núcleo e que sabem da nossa história impressionam-se com aqueles retratos, quando os mostrei ao honey pela primeira vez ele teve uma reacção semelhante à de quando recebeu a lembrança do primeiro Dia do Pai que passou com a Bébécas...emocionou-se, chorou e confesso que desejei tantas coisas e que a minha história e da Bébécas tivesse de facto outros actores. Não só não teriamos sofrido tanto as duas, como podíamos ter feito outra família feliz e orgulhosa das suas duas meninas.

E é lógico que a estrago com mimos, e que o quarto dela está a ficar um deslumbre e que me ponho a fazer contas de cabeça e chego à conclusão que nem aos meus 4/5 anos tinha tantos brinquedos e tanto espólio como tem a minha menina.

Tento evitá-lo, mas sempre que posso e que arranjo uma justificação para tal (nem que seja um dente a romper) lá faço por compensá-la de tantas outras carências que jamais conseguirei colmatar.

Agora a minha demanda é o quarto dela; ainda estou a equacionar a hipótese de desenhar as estantes para os brinquedos, mas aí tinha que estar num momento de grande inspiração, facto que para questões de design às vezes me acontece, mas é raro.
Tirar medidas, fazer esquadrias, decidir onde ficam prateleiras, onde ficam, cestos e gavetas...onde vai ficar a área de estudo, o espaço para o laptop, aparelhagem, a televisão e o leitor de dvd's ainda estão em análise pois este tipo de tecnologia também tem os seus efeitos perversos; mas que vai ficar um espaço giro, vai. Aliás, já está.

Falta-me arranjar um sítio para o triciclo, o carro da Chicco 4 em 1 e o cavalo de baloiço porque só esses apetrechos me enchem o T2.

Oeiras: Assalto a cemitérios obriga Polícia a reforçar vigilância - Sociedade - Sol

Isto de não se respeitar os locais em que os defuntos repousam sempre me fez confusão.
Tenham sido bons ou maus em vida, naquele sítio é que já não fazem mesmo mal a ninguém...deixem-nos estar e dêem-lhes o devido respeito.

Já nem morto se pode estar, bolas!

Oeiras: Assalto a cemitérios obriga Polícia a reforçar vigilância - Sociedade - Sol

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Já não é propriamente cedo, ainda não jantei e sinceramente não acredito que o vá fazer.

Cansada, ainda não estou recuperada da gripe, nem das 3 últimas noites sem dormir.

Tão pouco sei o que me espera nas próximas horas com a Lady Bébécas, quando a deitei não tinha febre mas houve sessão de vomitório again. Dois dias seguidos é obra.

Vou até à caminha dela dentro em breve, para ver se lhe consigo dar um bocadinho de leitinho, fazer festinhas e medir a temperatura.

"Inshallah" a minha peque melhore rapidamente, porque me custa muito vê-la assim, com carinha de doente e sem energia. Se as dores dela e o mau estar que tem passassem para mim, algumas das minhas preocupações neste momento não existiam.

Enfim, os nossos filhotes são e serão sempre os nossos maiores tesouros; por vezes magoa-se uma asinha, nós mamãs ficamos sem chão, mas depois temos aqueles sorrisos lindos de recompensa, os abracinhos, os beijinhos e aguardo com expectativa pelo "gosto muito de ti mamã".

Mamã doente=Bebé no "choco"


Pois que eu estou "doente" com uma gripe daquelas à moda antiga.
É algo que durante o Inverno tenho umas quantas vezes, todas elas de "caixão à cova"; mas um destes dias (creio que na última que tive) ligou-me a mulher do meu avô a perguntar se eu estava melhor e tal...e aí houve um click (ão) na minha cabeça.

A N. tem um cancro na mama diagnosticado há uns meses, anda no IPO a fazer quimioterapia desde o final do ano passado, vai fazer mastectomia, enfim...e ter a preocupação de me ligar a desejar as melhoras é o cumulo da ironia.
Ela sim está doente e merece todo o nosso apoio, respeito e consideração, pois o cancro para mim é o piorzinho de todos os males.

As minhas gripes vão e vêm, são de facto fortes, às vezes degeneram em pneumonias e tal, já ia indo para o lado de lá, faço febrões de 40 graus, mas uma semana depois cá estou renascida das cinzas como a Fénix.

O que mais me preocupa é tentar que a Bébécas não seja afectada pelos bicharocos, apesar de tudo tenho sorte porque ela não tem sido muito assombrada com grandes maleitas, mas desta vez parece que o bicho quer pegar.
Esta noite foi colossal para o lado negativo; chorava, esperneava, já não sabia o que lhe fazer a ela e a seguir o que fazer da minha vida.
Resolvi mudar-me momentaneamente com ela para a sala, deitei-me no sofá de barriga para cima, ela por cima de mim de barriga para baixo, a Orelhinhas na mão direita, eu lá lhe ia dando beijinhos e fazendo festinhas nos caracóis e posso dizer que houve acalmia até à 01:30h da manhã...depois foi o show.

Eu com menos energia desde sábado passado, a Bébécas à beira de um ataque de nervos, só faltava lá o Almodovar e a Rossi de Palma para compôr o cenário, porque o argumento já estava em cima da mesa.

Dizia há pouco o meu amigo P. "Coitadinha, deves estar estoirada" e...a verdade é que estou mesmo.

Mesmo assim, ainda peguei nestas perninhas que a terra há-de comer, ou o forno crematório incinerar (ainda não me decidi) e fui buscar um miminho para a colecção dela.

A minha Bébécas é uma princesa, mas muito versátil nas brincadeiras e os carrinhos também estão na lista de preferências dela.

Hoje vai um alusivo aos temas da saúde ;-)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Hoje, depois de falar com uma amiga que está prestes a ser mamã outra vez

depois de termos falado de tantas coisas e da sempre sensatez e das suas palavras certas na hora certa, a sua inteligência, o seu brilho...L. ficaram cá muitas das dicas de hoje, ficaram mesmo!

E é inevitável virem-me à memória os meus últimos tempos de gravidez, pré e pós-parto.

Hoje a lembrança está naqueles momentos de stress que pareceram horas em que tudo se complicou e lá fui eu para o bloco cirúrgico, expectante, mas com medo do que ia acontecer a seguir.

Tudo com cara de caso e eu, no mínimo assustada. A parte do que se fez ou não, do que doeu, ou não...já passou.
Recordo por momentos dizerem que a minha tensão estava a baixar muito...plof. Depois, abrir os olhos de novo e ouvi-los com sons de preocupação a dizer para eu fazer o máximo de força que conseguisse. Deixei de estar ali naquele momento outra vez.
...quando voltei lembro-me de um sumido "eu não consigo"....e todos eles na equipa felizes e a darem-me tantos beijinhos e a dizerem para olhar em frente e ver quem estava ali a olhar para mim.

Uns olhos enormes rasgados, o cabelinho liso escuro e umas bochechas muito semelhantes às minhas quando nasci. A paixão já existia, naquele momento foi apenas sentir...e senti.

Curiosas são as minhas preocupações seguintes:

Ela chorou? Quando? Foi num dos momentos que eu "apaguei" e não ouvi o promeiro choro.
Ao que me contaram foi potente e logo ao 1º minuto.

O APAGAR....como foi??? E eles, com a sua paciência, 9 e 10. Pensei, bem, tenho guerreira.

Viram as horas??? A que horas ela nasceu?....naquele mommento eu já tinha perdido a mínima noção se era dia ou se já era noite.

E a última: o kit da criopreservação está ali, nós vamos doar, não se esqueçam de retirar o que é necessário.


Levaram-na para a sala ao lado e eu via os pézitos a dar a dar; e um médico ainda bastante jovem, com uma cara, pediu licença para me dar um beijo na testa e depois disse-me: uma mãe tão bonita, só poderia ter uma bebé à sua semelhança. É linda, e está ali quentinha à sua espera.

Não via a hora para sairmos daquela sala fria com holofotes apontados para mim, apetrechos gélidos, tipo fórceps e afins...mas fui tratada que nem uma princesa.

Depois de tudo deu-me uma fome desgraçada e até tive direito a escolher o que queria jantar...foram momentos que jamais esqueço.

E por momentos parece que ainda estou a pairar sob aqueles momentos e não sou eu que lá estou...e no fundo, estavam ali duas corajosas que se começaram a amar muito antes de todos os outros sentirem, perceberem ou conseguirem compreender a simbiose que se passava nos nossos corpos.

E o amor continua a crescer....mesmo quando ela faz birras e atira os brinquedos para o chão....é um amor que sinto por ela que nunca pensei que fosse assim.

Medula óssea - 28/01 - Cascaishopping

Para quem não sabe vai haver uma acção com vista à identificação de mais dadores de medula óssea no próximo sábado no Cascaishopping.

Aconselho vivamente, pois é uma luz ao fundo do túnel para os doentes que padecem de leucemia, linfomas, deficiências medulares, etc.

Eu já fiz a minha parte, já estou inscrita há vários anos e em conjunto com a minha Bébécas doámos também as células do cordão umbilical.

Talvez já tenhamos dado um melhor futuro a alguém, ou venhamos a dar. Tenho essa esperança.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

E as cartinhas para as deduções fiscais

começaram a chegar e vão deixar saudades.

Para o ano, ainda vai ser pior!

"Pequê!"

Um destes dias estava a prepará-la na bancada dela (que aconselho vivamente a todas as mamãs; tem banheira incorporada, muda fraldas, prateleiras de arrumação e tudo à nossa altura porque a nossa coluna é preciosa) e ela que parece por vezes um piolho eléctrico mexeu em qualquer coisa que não devia.

E digo eu:

"Ai,ai,ai! A bebé não mexe aí, está bem?"

E responde ela:

"Pequê?"

Confesso que fiquei por momentos sem palavras, pois no fundo o vocabulário dela resume-se a ainda muito pouco, mas lá teve sapiência para um "pequê". Não será um bocadinho cedo para a idade dos porquês?

É que quando lá chegarmos de facto, acredito que vão existir perguntas e esclarecimentos muito difíceis, alguns deles para os quais eu própria não tenho resposta e o "porque sim" não será o mais adequado.

Bem, no caso em epígrafe, lá lhe fui comentando que naquela capoeira a fêmea dominante é a mamã e que o pintainho deve seguir os conselhos da galinha, porque naquela situação podia fazer dói-dói.

Não percebeu metade, mas alguma coisa lá ficou certamente.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O receio do autismo

Muito no início de vida da minha filha, reparei nalguns sinais que achei serem incomuns e havia algo nela que me causava preocupação.

Para além do facto de ter sido exposta a um sofrimento e a uma humilhação tremendas enquando estava no período de gestação, sem qualquer apoio por parte do progenitor, afectos ou até gratidão pela filha que lhe ia dar...o meu estado emocional degradou-se ao limite e o stress apoderou-se de mim.

O parto teve complicações, eu enquanto puérpera sofri um bom bocado e tinha um certo "receio" dela. De não estar à altura da missão que me foi dada para cumprir. E para além do stress e de toda a mudança que é colocarem-nos um filho nas mãos, havia algo nela que era estranho e especial.

Comecei a ficar preocupada na fase em que supostamente ela já deveria rir...e nada. E continuei preocupada quando me apercebi que poucos bonecos lhe chamavam a atenção, e quando o fazia, era por pouco tempo, e atirava tudo para o chão e parece que tudo a insatisfazia.

Comecei a ler coisas, a sofrer antecipadamente e a tentar perceber em que medida o que eu passei no final da gravidez teria afectado ainda mais a minha bebé.

Contudo, na fase de crescimento em que está neste momento pelo que vejo o desenvolvimento está perfeitamente enquadrado e o convívio com outros bebés tem sido feito de uma forma muito terna e salutar.

Todos dizemos o mesmo quando suspeitamos que as coisas más nos toquem, mas ia ser muito duro lidar com um problema grave como este com a minha menina.

Ela é no fundo a minha vida, a minha inspiração o objecto dos maiores sonhos que lhe possa proporcionar.

Embora eu neste momento ande com umas quantas questões de saúde, mas nada que não se resolva, para ela peço acima de tudo saúde e que eu tenha sempre forças, coragem e braços para lhe proporcionar tudo o que a minha piolha merece.

Tudo ao contrário

Hoje tive que chamar a Bébécas, pois ontem à noite custou-lhe a adormecer, ainda tive que a pôr no meu peitinho e dar-lhe muitos beijinhos na testa para ver se a convencia...mas deu para o tarde e hoje de manhã é que foram elas.

Enfim, rotina do costume, agarrou-se à "Orelhinhas" e insistiu em levá-la para a casinha da avó. Mas quando lá chegou lembrou-se que tinha o "Oscar" à espera, e a "Orelhinhas" já ficou na mochila para logo ir de volta para casa, pois sem um destes dois ela não adormece.
E sempre que são lavados na máquina, lá faço o ritual de os passar pelo meu corpo para ficarem com o meu cheiro, senão a criança não se convence de que são mesmo eles.

Acordei no meio disto com um frio, uma dor de garganta e uma gripe daquelas do costume, que quase nem forças tinha para me suster de pé. Mas tinha que ser; uma apresentação importantíssima para fazer amanhã, uma formação hoje, enfim, haja trabalho que é o que se quer.

Na primeira fase do trajecto vejo ao fundo o que se parecia com um morto; não sei não; motas da polícia, ambulância do INEM, tudo a olhar para o chão e um corpo inerte e imóvel...cheira-me a morto.
Isto logo de manhã, ou seja a que horas for, incomoda.

Saí do meu micro-clima com os meus belos dos Dior na cara, estava um sol vibrante, quanto começo a entrar no Alto da Boa Viagem, Av. Marginal e por aí, parece que estava a entrar noutro planeta. Escuro como breu, nevoeiro que os fortes à beira-mar mal se vislumbravam e um frio a estalar-me os ossos.

Enfim, o dia ainda vai a meio e isto não está lá muito bem.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ainda sobre o país irmão

E após o meu comentário acerca do Rodrigo Santoro (aiaiai) e do Brasil ter mulheres bonitas, sei de fonte segura e bastante apreciadora da classe feminina, ou não fosse o maior sedutor que conheci à face da terra, que as mulheres do Estado de Santa Catarina - Florianópolis, são das mais belas do mundo.

Basicamente pelo facto de haver muitas misturas de raças o que dá de facto seres humanos lindos que vão buscar as características mais bonitas de cada raça e etnia.

E perguntava-me há uns tempos uma amiga por esse espécime...e curiosamente há pouco tempo atrás estava eu a ler o DN e lá aparecia ele a dar uma entrevista.

Deu-me para rir, foi uma fase da minha vida que já lá vai...mas o espécime lá continua, com as suas virtudes e a destilar charme; é uma das suas funções nesta vida :)

"300"

Estava eu a fazer zapping e deparo-me com o "300" na RTP1; e só gostei deste filme alguns anos depois de o ter visto...não sou sugestionável, mas houve um detalhe pequeno que me fez afinal gostar do filme...ou de algo em especial, eheheheheh.

Aqui há uns bons meses, talvez tenha sido na única teima em que o Honey me ganhou (porque eu é que ganho sempre;-)), falávamos sobre o filme, e ele às tantas comentava que até entrava aquele brasileiro cujo nome não se lembrava.

E eu, no meu pedestal, "qual brasileiro", deves estar a confundir. Então o "300" é aquele filme dos espartanos que às tantas vão derrotar aquele ser com uma pele dourada, que não se percebe muito bem o que é, mas que tem uma beleza que chega a ser "assustadora". O homem é mestiço, ou negro, sei lá, deve ter mais ou menos a minha cor.

LOL, diz o Honey. Esse é o Rodrigo Santoro!!!

Não acreditei à primeira, nem à segunda, nem à décima, lá fomos tirar teimas ao google...não só era o Rodrigo Santoro, como eu tinha razão que o "ser" em questão tinha uma beleza "assustadora"; é daqueles que fica bem de pó de talco, dourado, prateado, negro, amarelo....enfim, o Brasil não tem só mulheres bonitas. Tem destes "Rodrigos" que aparecem por aí.

Estou com tanta pena do Sr. Silva

Coitadinho...recebe uma pensão tão baixa que nem consegue fazer face às suas despesas.

Ohhhhhh....e se ele vender uma das casas da Rua do Possolo ou a barraquita do Algarve, ou mesmo leiloe os presépios da Sra. D. Maria!?

Tadito.

Estamos cheios de pena dele! Eu pelo menos nem consigo dormir à conta dos problemas financeiros da família Silva. Tão preocupada com os dele, como ele com os meus e tenho dito!

Traquinices e brincadeiras

Ontem foi um dia em cheio para a Bébécas; fomos ver a casa (digamos, o palácio) novo de uns amigos grandes, muito grandes, que têm duas crianças lindas, uma delas mais nova do que a Bébécas, 5 meses.

Foi o delírio. Elas riam, saltavam no sofá, atiravam brinquedos, davam beijinhos uma à outra, cada uma pedia colo à mãe da outra, enfim, foi um delírio.

Mas a minha Bébécas tem um mau génioooo. Da primeira vez apanhei a bebé C. a chorar desalmadamente e a minha com ar de caso - obviamente tinha aprontado.
Da segunda vez apanhei-a em flagrande delito, exactamente no momento em que estava a dar com um telemóvel de brincar na cabeça da amiguinha.

Mas por que raio é que a minha filha é tão brutinha!? Lá dei muitos beijinhos e fiz festinhas à bebé C., dei devagarinho com o telemóvel na tola da minha Bebécas para que ela não o volte a repetir e o balanço não podia ser melhor. Temos ali duas amiguinhas para a vida!

Foi muito giro, sobretudo para a minha que não tem este convívio diário e personalizado com bebés da idade dela, sempre que se proporcionam estes encontros é maravilhoso estarmos atentos à alegria dela, à interacção e a tudo à sua volta que lhe desperta atenção.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Miminhos




E hoje, depois de um almoço com esta vista maravilhosa ainda recebo um presente destes.
Para quem saiu de casa hoje após uma noite mal dormida à conta da bebé, com olheiras e sem coragem, até que depois de almoço a inspiração estava bem lá no alto.

Funeral do poeta Rui Costa é sexta-feira | Porto24

Funeral do poeta Rui Costa é sexta-feira | Porto24

Como é que uma mente brilhante como este Senhor "nos" deixa desta forma tão absurda.

É triste, desolador e deixa mais um vazio na cultura do nosso país e sobretudo em todos que tiveram o privilégio de privar com este ser humano.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Vou ali num instante treinar arco e flecha

Não sei antes atestar a constatação de que HRH Lady Bébécas Tinkerbell rói mesmo as unhas.

Eu já desconfiava e a avó apanhou-a e flagrante delito.

Mas será que a minha filha vai continuar a ser precoce em tudo? Já não bastou ter nascido a parecer um bebé de quase 2 meses, aos 10 dias de vida segurar perfeitamente a cabeça, saber exactamente qual era o peito mais cheio em que ela instintivamente pegava primeiro, começar a dizer mamã muito cedo, no andar é que foi mais trapalhona.

Mas tenho a dizer que no que toca a "más aprensizagens" ela sabe-a toda.

Que castigo se dará a uma Alteza Real deste gabarito??

Mas "qué qué isto!? Não consigo parar de rir

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

E dá para acreditar

Que fui convidada para fazer uma sessão fotográfica, com make up profissional, roupas fashion daquelas que não são para qualquer dente....um book!?


Mas....eu tenho 34 anos, uma filha, uma carreira, aos olhos da incultura até sou esturricada e mesmo assim tenho uma honra de diva!!

Espero para ver, até porque a cunha no JP Gaultier até se arranja com facilidade.

Aiaiai, que ainda me vou rir.

E de uma tarefa

que a mim me arrasa a coluna depois de um dia de trabalho, com uma passagem por uma Manif não sei de quê que cortou o acesso para a rua que eu pretendia, tive que percorrer meia Avenida da República para lá, depois a paralela para cá e sensorialmenteb lá cheguei ao local certo e a horas.

É que, estas meninas como eu, gostam de todos os gadgets e mais algum, mas depois não lhes dão o devido uso. 2 telemóveis sem bateria, o GPS na mesma e com o carregador que deveria estar no carro, encontrava-se adormecido cá por casa, quase que tive que voltar aos tempos do "quem tem boca vai a Roma", não fosse o meu sentido de orientação herdado pelo meu pai nas suas inclusões de voo, e que de facto andarmos num teco-teco a sensação é brutal e também o meu querido padrasto que sem bússola é a pessoa com mais sentido de orientação que conheço.

Mas o cerne da questão, é que após estas andanças de orientação e pseudo-desorientação, um dia de trabalho daqueles em que passamos o tempo a fazer análise, gráficos, variações disto e daquilo para tentarmos convencer quem manda que os resultados dos projectos estão acima das expectativas (I hope), sair do escritório, chegar ao Bob e dar-me conta que perdi a carta, carta essa que tinha ficado caída uns centímetros atrás....pois que chego a casa always with HRH Lady Bèbécas Tinkerbell, ponho-me de aspirador em punho, e ela, à minha volta, ria, ria, ria.


Conseguiu transformar uma tarefa doméstica cansativa numa grande farra.

Viva a Bébécas!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Era algo que andava a adiar, talvez por um desejo mórbido de querer que o tempo tivesse parado lá atrás e ela estivesse prestes a nascer.

51,5 cm de gente, 4190 gramas, muito cabelo e os olhos rasgados achinezados como os da mãe.

A roupa de recém-nascido nem chegou a vestir, sabe-se lá o porquê de ter nascido como se de uma bebé de quase 1 mês se tratasse.

E eu continuava a conservar como se as fosse utilizar amanhã, aquelas peças mimosas que com tanto gosto lhe fui comprando enquanto ela crescia no meu ventre.

Pois que hoje, como me comentou o meu amigo P. "todas as grandes viagens começam com um primeiro passo".

E foi de facto o dia em que retirei das gavetas e do roupeiro peças pequeninas, muito pequeninas e que tão presentes estão ainda na minha memória.
Sapatinhos, meinhas, gorros, lençóis de alcofa, os primeiros brinquedos...tudo religiosamente tratado para o seu destino.

...e assim começou a fase de encaixotar, porque a grande viagem está a começar.

O Mistério das Unhas Desaparecidas

Qualquer semelhança com "O mistério da estrada de Sintra" é mera coincidência, aviso já, pois não quero ser formalmente acusada de plágio.

Mas de há uns dias a esta parte andava a estranhar o facto de cortar as unhas dos pézitos da Bébécas como é hábito; são unhas que têm um ritmo de crescimento bem inferior ao das mãos, portanto comecei a aperceber-me que algo me estava a passar ao lado.

Então e cadê as "garras" das mãos!? Em que bastava uma distracção de um dia e já a rapariga se arranhava toda!

Bizarrias à parte, pus-me literalmente à "coca"; confesso que das duas, não há terceira:

1 - Ou aprendeu a roer as unhas o que eu acho sinistro numa criança de apenas 18 meses e que tem uma mãe com as mãos de entre as mais perfeitas do mundo (desculpem a falta de modéstia, mas é verdade :))
2 - Ou com as próprias unhas da mão oposta aprendeu a esgravatar o que quanto a ela estaria a mais

Resultado: o vício horroroso de roer as unhas eu talvez ainda lho consiga tirar, seja com aqueles vernizes próprios, seja com um bocadinho de gindungo (que até faz bem à saúde, eheheh - minha rica filha); agora o efeito de esgravatar por si só ainda não deu origem na minha cabeça a uma ideia genial para curar o novo vício da minha petiz.

E agora!?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

E oito dias depois







Lá me resolvi a desmantelar a dita; não me vou em tradições, cada vez menos e tendo o dia de Reis coincidido com a cremação da nossa amiga I. muito menos.

E aqui ficam os registos do que foi o Natal 2011 da minha princesa:

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

E quando as perguntas teimam em ser idiotas

as respostas são lacónicas e, no mínimo, cretinas.

Haja Deus!

Driiimmmm...Pof!

O idiota do meu despertador, hoje decidiu-se a fazer greve e não tocou.

E eu, ao estranhar a claridade, olhei para o relógio e marcava precisamente 8:56h, que era apenas a hora em que eu devia estar algures perto da NATO, mas isso é apenas um detalhe.

Foi correr de um lado para o outro, arranjar a Bébécas em modo supersónico e sair de casa ainda com um olho fechado e o outro por abrir.

Isto hoje é que foi dormir!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Viagens



Há uns bons anos que não ouvia creio que a minha música preferida do Abrunhosa.
Hoje, no regresso a casa e ao mesmo tempo que espreitava pelo retrovisor as feições dela, alimentei-me das memórias que esta música me trouxe.

Foi bom, muito bom!

Ai Cook, Cook

Afinal dizem para aí que os "Tuguinhas" lhe passaram a perna e fomos os primeiros a pisar solo australiano.

A prova ao que dizem, está no canhão.

E lá andávamos nós "por mares nunca dantes navegados".

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Está quase

Falar de concretizações antes de tempo por norma dá mau resultado. Há sempre aves agoirentas que teimam em querer prejudicar os demais...mas que se lixe. A importância a quem e ao que a tem.

Dentro de sensivelmente um mês vou estar perante uma concretização/realidade que demorou anos para se tornar num facto real.

Não nego que por vezes pensei desistir, chorei, achei que iria roer a corda antes, mas o que é facto é que o dia está prestes a chegar.

A concretização em si já teve um objectivo, passou a ter outro e neste momento tem ainda outro e, se por um acaso do destino eu não estivesse/er cá para "o" ver vai ser útil e de extremo orgulho e benefício para quem eu mais gosto.

E...10 anos depois do início, tantos meses e dias de luta depois, faltam apenas escassos momentos para o Dia chegar!

Sem apetite

Tem sido outra vez um tormento; a Bébécas tem dado imenso trabalho para comer, entenda-se, o peixinho, a carninha, a sopa...porque se lhe der apenas fruta, iogurtes e papas, ela come com todo o gosto.

Tenho que me manter firme mas custa-me vê-la triste, agora não se limita a cerrar a boca, fez um upgrade e embora aceite o que lhe dou, não engole e fica de boca aberta à espera sei lá eu de quê.

As sessões de pseudo-vómito são uma constante, por norma evito, mas lá há um dia ou outro que ela me consegue fintar e cumpre com os seus intentos.

E depois é banho novamente, lavar a cozinha, banho para mim; não tem sido fácil, de todo.

Esperemos que recupere em breve os apetites!

Que friiiiiooooo!!!

Pouco passava das 09:00am e eu, pelos arrabaldes de Santarém com o termómetro do carro a marcar 2 graus.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A esta hora

E depois de mais um dia de trabalho, cheguei a casa, sentei-me alguns minutos, dei 1000 beijinhos à Bébécas, preparei-lhe o banho com todos os seus rituais, desde o creme ao cortar das unhas, penteei-lhe os caracóis, dei-lhe o jantar, brincámos mais um bocadinho...e caminha, com todos os beijinhos, festinhas e a "orelhinhas" do sono.

E já aspirei a casa, lavei o chão, tratei do almocinho dela de amanhã, da mochila com os apetrechos do dia-a-dia, máquina de loiça a lavar, brinquedos arrumados, nada mais do que a odisseia do meu quotidiano.

Cansativo é a palavra que me vem à mente!

Entretanto

Fiz uma aplicação de queratina no cabelo, cortei um bom bocado da minha cabeleira que mais parecia o Marquês de Pombal e agora é esperar que volte a crescer.

Mas fiquei gira, sim senhor; com corte assim a modos que para o Chanel mas ligeiramente mais comprido.

A Bébécas adorou, deu-me 1000 beijinhos e o honey amou, ainda mais, se é que é possível.

Estou fashion, sim senhor :)

A paixão tem destas coisas

É indiscutível que a paixão é uma emoção, e é fugaz ponto!

Não é um sentimento e tão pouco é duradoura, ponto!

Dura o que dura e dá lugar a outros sentimentos que tanto podem ser bons (amor) como maus (ódio e afins).

Mas existe uma excepção; a paixão por um filho. Essa não é fugaz, é mais do que uma emoção e entra em perfeita simbiose com o amor que sentimos por esse ser, carne da nossa carne, sangue do nosso sangue.

E cada dia que passa, mais intenso é o sentimento que tenho por ela e mais intenso é o meu instinto protector face a ela, de forma a protegê-la de tudo o que de mau possa advir e que esteja ao meu alcance.

E aí, uma mãe vira leoa, vira hipópotama, vira tudo, em defesa da sua cria.

Podem dizer o que disserem, até comentários racistas face à minha pessoa podem fazer - é para o lado que eu durmo melhor e mais enaltece a minha cultura e inteligência e o provincianismo e estupidez dos demais, mas quem se atrever a tocar ou a tecer qualquer que seja o comentário que denigra ou possa magoar no futuro a minha criança terá que se haver com a ira de uma mãe em protecção do seu filho.
E se no reino animal as coisas atingem proporções graves, no reino humano podem atingir proporções inimagináveis.

"Gasóil"

Fui atestar o depósito e qual não é o meu espanto que a "gasóil" estava mais cara 5 cêntimos relativamente a ontem.

Não é por nada, mas 5 cêntimos são 10 paus por litro; não podiam ser um pouco mais discretos??

domingo, 8 de janeiro de 2012

WII

É o novo brinquedo da família.
O honey ontem andava de espadachim...mesmo que uma pessoa não queira, aqueles jogos são mesmo cómicos.

Wiiiiiiiiiii!!!!!!!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Também ela uma verdadeira campeã



Acabei de ver agora a notícia no telejornal e fiquei sensibilizada. Ainda há gente em pleno século XXI que sabe o que é o amor e o respeito pelo seu outro.

Muito bonitos estes sentimentos e uma grande mulher esta jornalista. Sem dúvida que este livro vai fazer parte da minha biblioteca em breve.

E depois de mais uns dias fora

Estamos de regresso a casa :)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cirque du Soleil

Ontem as "tias" foram ver o "Alegria".

E valeu a pena.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Acerca do aumento do IVA

Subirem o IVA nos refrigerantes, eu até me calo.
Não acho normal é não subirem o imposto no vinho.

Subirem o IVA nos leites achocolatados, eu até me calo.
Não acho normal terem aumentado o IVA nos leites de vaca enriquecidos e próprios para crescimento que eu dou à minha filha.
Não é por nada, cada litro desse leite custa-me 1,50€.

E também não acho normal subirem o IVA das águas engarrafadas; algumas pessoas por motivos de saúde não podem beber "água del cano" e estar-se constantemente a ferver água, não me parece que seja uma boa política; isto porque o IVA do gás e da electricidade também subiu.

Não sei muito bem onde é que esta anarquia vai parar; qualquer dia emigro para Macau, que isto está a tornar-se insustentável!

Albert Camus - 04/01 - Bébécas

E no dia em que se cumpre mais um aniversário da morte de Albert Camus, a Bébécas faz 1 ano e 1/2.

Uns morrem, outros nascem e a vida, para quem vive...continua.

...faleceu

Ontem ainda a noite era uma criança e eu confesso que continuava com a expectativa de ocorrer uma melhoria milagrosa, recebemos a notícia de que a nossa amiga I. nos tinha deixado desta forma tão inesperada.

Fiquei triste e estou, não me saem da cabeça alguns momentos passados com ela, as suas "loucuras cómicas", o apego que tinha à minha filhota e a preocupação de que a criança teria fome quando o meu leite parecia já não a saciar por completo.

Os dias de férias que passei com ela quando a minha Bébécas tinha cerca de 1 mês, a boa disposição que transmitia sempre com aquelas gargalhadas imensas e alegres, a veia artística, a habilidade para o ponto cruz e as imensas peripécias que nos contava dos seus tempos de funcionária da TAP e das inúmeras viagens que fez por esse mundo fora.

Disse-lhe há pouco que a próxima vez que fosse a Nova Iorque que contasse comigo e com a Bébécas...enfim, quis o destino que não fossemos.

E vou relembrá-la com saudade, sempre que olhar para a fotografia do seu filho P. que tenho com todo o carinho na minha casa, vou também recordá-la pela força que transmitia aos amigos e por me ter feito soltar também algumas gargalhadas de quando em vez.

Sabemos de antemão que lhe vão retirar as córneas para transplante e serve de conforto saber que alguém por aí vai recuperar a visão através da doação destes orgãos da nossa amiga I.

Que descanse em paz e que depois de percorrer o caminho, esteja ela onde estiver, que vá olhando por nós.

PS: Até aquela cena de há uns meses atrás em que num acto de puro mau feitio decidiu ir fumar para dentro de uma casa de banho de um centro comercial e eu irritada e embaraçada resolvi retirar-me com a minha mãe e a Bébécas a desejar que ninguém se lembrasse de chamar o segurança, me faz ter saudades deste ser humano que agora nos deixou.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Na companhia do BBC Entertainment

Estava a ver o Blackadder...e acabei de ter a notícia que a pessoa faleceu.

Que treta! Que raiva!

Dialecto da pequenita

Ontem, muito espantada a olhar para o botão enorme do meu casaco vermelho diz assim:

"Cã"

E eu:

"Não é cã filha. Bo-tão. Bo-tão. Bo-bo-bo-tão"

E ela:

"Cãããã"

Portanto "cã" já não quer dizer apenas cão, mas também botão.

Há coisas!

Isto de se estar com uma pessoa no domingo à noite e receber-se menos de 24 horas depois a notícia de que essa mesma pessoa está na UCI do hospital porque teve um AVC, um enfarte no miocárdio e uma paragem cardio-respiratória e cujo prognóstico é muito reservado e o seu lado esquerdo está completamente paralizado "é do caraças".

Fica-se sem palavras e a ansiar que tudo corra pelo melhor; e segue-se a tendência de que os "bons" é que vão tendo destes azares, os mauzitos lá vão continuando a atazanar as nossas vidas.