terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lá fora

as cigarras sussurram, como há muito já não as conseguia escutar; nunca parei para apreciar como é agradável ouvir este barulho de fundo e o quanto nos pode tranquilizar...é verdade, as coisas mais simples da vida são de facto as mais belas, mas nem sempre lhes damos a devida atenção.

Parei também a olhar para Ela; depois do banhinho do fim de dia, da faustosa refeição na maminha da mamã também Ela me tranquiliza, também Ela me faz acreditar que vale a pena continuar e seguir em frente, porque o dia de amanhã será melhor do que o de hoje e assim sucessivamente.

E a paixão cresce e o amor aumenta de hora para hora. É fantástico ser a mãe dela - não me canso de o gritar aos quatro ventos...

domingo, 29 de agosto de 2010

E é mesmo...mais do que alguma vez imaginei

É tudo para mim, linda, majestosa, perfeita!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Receios de Mãe

Sim, também já me aconteceu estar embevecida a olhar para ela a meio da noite, tentar escutar a sua respiração ou vislumbrar a movimentação compassada da sua caixa torácica...achar que não ouvia nem via nada, colocar a mão sobre ela e sentir a sua temperatura, enfim, creio não ser anormal este meu excesso de zelo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ares de Bébé

Já é com alguma nostalgia que recordo a nossa primeira troca de olhares...

Passou pouco mais de um mês, e aquela preciosa recém nascida, grande e com enormes bochechas já está com ares de Bébé; embora mantenha a fragilidade inerente à sua tenra idade e ainda conserve a pose fetal enquanto dorme ou quando a sustenho nos meus braços (facto que me enternece), cresceu a olhos vistos, está no percentil acima da média e a roupa vai deixando de servir.

Pasmo-me a pensar que de agora até à adolescência vai ser sempre assim...e eu a envelhecer :-)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A diferença entre estupidez e inteligência

é basicamente uma; a inteligência tem limites e a estupidez...não!

Diz o outro...a bébé "volçou".

É estúpido e mentecapto, ou não é??

O 1º Mês

A minha filha perfez hoje o seu 50º dia de vida e posso dizer que estes têm sido os dias mais maravilhosos da minha vida, ainda que com as devidas nuances.

Olho para trás e relembro já com saudade o momento em que a tive sobre mim pela primeira vez, o momento em que olhei profundamente os seus olhos e lhe disse "olá filha"...e ela manteve um olhar tão terno e sereno. No fundo já nos vinhamos a conhecer há 9 meses e foi sempre tão bom.

Embora tenha sido uma gravidez passada em grande parte sozinha, em angústia e abandono, também foi uma temporada de grande ansiedade no sentido positivo, uma grande expectativa em conhecer aquele ser que crescia de dia para dia dentro de mim e que eu suspeitava que iria depender inteiramente de mim...infelizmente, não para mim, não para ela, mas para quem optou não a acompanhar ainda estando ela dentro de mim.

E por todas essas razões, mas sobretudo por me sentir mãe desde o primeiro momento, este amor crescente, transborda, transborda, transborda e tenho a certeza de que faço e farei tudo por ela. Desejo cada vez mais e anseio pela sua felicidade, por manter sempre aquele brilho no olhar dela, por manter os seus lindos olhos para sempre belos, alegres e semelhantes às mais belas pérolas negras do Tahiti.

Não consigo descrever por palavras o amor que eu enquanto mãe sinto por aquele ser ao mesmo tempo tão frágil e tão forte, determinado e capaz de me arrancar sorrisos de felicidade quando o meu coração ainda chora.

Foi um primeiro mês de grandes descobertas, de muitas dúvidas, de muita aprendizagem....mas sinto que sou Mãe...e "pronto". Sei ser mãe dela; sinto que faço tudo por ela, penso sempre nela, sei tudo sobre ela, sei de cor o seu cheiro, interpreto o seu choro, sofro quando se arranha a ela própria, doeram-me a mim as picadas das primeiras vacinas, doeu-me a mim o teste do pézinho, fiquei enternecida quando me esboçou o seu primeiro sorriso e fico sem palavras sempre que me dizem "parabéns, ela é linda".

Fico sem palavras!? Choro até, lágrimas essas de felicidade e de incredulidade ainda, face ao facto de um ser humano poder gerar uma obra prima tão perfeita, tão escorreita, tão bela. E esse ser humano que gerou algo tão belo sou eu.

Agora sim, sei que a perfeição existe e a personificação dela é a minha Filha.

E amo-a sempre; quando nos olhamos naquele momento íntimo e só nosso em que a amamento; amo-a ao vestir-lhe as roupas que lhe escolho com tanto carinho; adoro-a quando lhe dou banho, penteio, ponho creme...; todos os momentos das 24 horas que o dia tem são vividos em função dela e mesmo as noites mal dormidas, o parto doloroso, o pós parto, as preocupações daí decorrentes valem e valeram a pena...porque a minha filha é o bem mais precioso que a natureza me poderia algum dia ter dado.

E agora que já nos conhecemos e entendemos, todos os dias que passam são de cultivo dos laços de amor, muito amor e acima de tudo um amor puro.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Hoje tem sido um dia triste

Faleceu uma pessoa que é para mim uma referência, uma avó muito querida...e estamos todos muito tristes.

Neste momento em que as fragilidades são grandes, ainda que fosse previsível que tal acontecesse, esperávamos que houvesse um volte face, mas tal não aconteceu e a Vó Bila partiu.

Até sempre...

domingo, 15 de agosto de 2010

Os meus amores maiores

Os meus amores maiores, os maiores de todos, os maiores entre os maiores, são os meus amores de "sangue".

Sem dúvida que a minha filha é a personificação daquele amor sublime, um amor crescente que aumenta de intensidade de dia para dia...digam o que disserem, não há amor maior do que o amor de pais e filhos. Já tive as minhas paixões, mais ou menos platónicas, melhor ou pior concretizadas, mas sendo eu mulher, e depois de ter passado pelo que já passei, afirmo com toda a convicção que os amores vêm e vão...os homens e mulheres vêm e vão, há amigos que vêm e vão também...mas aquela relação umbilical, essa nunca se perde, essa sim é intemporal.

...à excepção daqueles que preferem o prazer momentâneo, o deboche...em substituição de laços de sangue tão fortes como o amar incondicionalmente os filhos e respeitar o próximo, que nos dias que correm é deveras importante.
Explicarei um dia mais tarde à minha filha o que quero dizer com esta última dissertação.

Mas tudo isto para dizer que apesar da fase turbulenta por que passo, em que tanto os bons momentos como os péssimos são uma novidade, estou muito feliz por ter recuperado os tempos perdidos com a família mais próxima, com as pessoas que de facto me apoiam, me amam e o que mais querem é ver-me feliz.

Adoro a minha filha, amo-a mais do que tudo na vida, faço tudo por ela, mas também amo muito a minha Mãe, adoro o seu colo e é sem dúvida das pessoas mais importantes da minha vida, tal como a minha irmã. Estava com muitas saudades e agora sim, sinto-me completa.