segunda-feira, 28 de abril de 2008

A Praia da Ursa

Já muito me tinham falado desta praia em especial, mas só este domingo tive oportunidade de travar conhecimento ao vivo e a cores com ela.

Costumo dizer (e passo a expressão), que "sou como os lagartos"; gosto e preciso de Sol. Os dias de Sol são mais alegres, mais saudáveis, a nossa disposição muda radicalmente, também para melhor. Mas não só por isso...o Sol a mim aquece-me a alma, penetra no meu coração e enche o meu espírito de bons pensamentos. Não há melhor terapia do que um bom dia de Sol e sempre se poupa algum dinheiro em Prozacs e afins.

Também gosto da praia em si; nalgumas conseguimos ter uma sensação de liberdade, indescritível. A sensação de imensidão ao olhar para o horizonte é algo que não consigo exprimir por palavras, proporciona-me uma grande tranquilidade.

Somando a todas estas variáveis o cenário natural da Praia da Ursa (nas cercanias do Cabo da Roca) posso dizer que tive dos dias mais perfeitos da minha vida. A praia, o ambiente, o Sol, eu e P.

Um programa tão simples e largos momentos de felicidade...

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Jogo!

...Palavras para quê?

Saí do Estádio com cara da menina que foi a primeira vez ao circo ou à extinta Feira Popular.

Delirei.
Vibrei.
Gritei. (aliás berrei!)
Gesticulei.
Ri.
Saltei.

Enfim, vivi uma panóplia de emoções. Vivi um misto de sensações minhas e de tantas outras pessoas à minha volta. Nos diversos momentos que compõem uma partida de futebol, conseguem ver-se espelhadas nos rostos de uma só pessoa várias emoções, tão díspares entre si como a alegria e a tristeza.

É irónico que tal aconteça, não passa de um jogo, não passa de um espectáculo desportivo, mas todos nós precisamos de nos aliar a um ídolo ou a vários, todos nós precisamos de sentir alguma vez nas nossas vidas o êxtase da multidão, o sucesso daqueles que seguimos.

Enche-nos de alegria e por momentos faz-nos esquecer tudo o resto que nos povoa o raciocínio e a mente.

Mas que fique também registado que, sendo a minha estreia, assisti a um grande jogo de futebol, não fiquei de todo mal impressionada com o universo de adeptos (afinal as massas associativas dos grandes clubes de futebol não são tão selvagens como cheguei a pensar) e talvez seja uma experiência a repetir (ainda que a médio/longo prazo).

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A minha primeira ida "à bola"!

Já diz o ditado que "vale mais tarde do que nunca" e fazendo jus a esta e outras máximas, hoje vou viver uma experiência nova, algo a que há muito desejava assistir e que nunca se proporcionou.

Pois bem....vou "à bola". Podia dar-me para algo bem pior, ou para um programa mais zen num serão de quarta-feira, mas a vontade de assistir a uma partida de futebol, ao vivo, a cores e em directo, já era tão grande, que desta vez não resisti em aceitar o convite.

E lá vou eu toda animada, não vou levar cachecol verde, mas confesso que pelo menos 60% da minha indumentária tem a côr verde como pano de fundo. Espero sentir aquela emoção, ver de perto a histeria colectiva das claques e dos apoiantes, rir, divertir-me.....e gritar GOOOOLO as vezes que a inspiração da minha equipa espelhada nos pés de um qualquer ponta de lança o permitir.

E como há sempre uma primeira vez para tudo, hoje vai ser a minha estreia absoluta no que toca a assistir a um jogo de futebol a sério. Oportunamente comentarei o que resultou de toda esta experiência, e que vença o melhor.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Ao Meco

A Primavera, ainda que um pouco envergonhada lá vai dando o ar da sua graça e lá tivemos um fim de semana com um estado de tempo relativamente ameno.

Nem muito calor, nem muito frio...enfim, apelava ao passeio. Passeio por passeio, indecisões à parte, lá optámos pelo Meco.

Foi fantástico; há alguns anos que não ia até lá, matei saudades, dei comigo a absorver aquela imensidão do mar ao largo do Cabo Espichel, a sentir o vento a bater com alguma força na minha face, a apreciar as manobras de Parapente dos entendidos na matéria...e a pensar que a vida podia ser tão simples...

Já lá dizia o Pedro Miguel Ramos..."Amo-te Meco".

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Para Sempre...José Cardoso Pires

"(...)Lembro-me de que essa manhã foi invadida por um aguaceiro desalmado, ouvia-se uma chuva grossa e pesada lá fora mas deve ter sido passageira porque quando acabou a Edite ainda estava ao telefone. A partir de então tudo o que sei é que me pus ao espelho da casa de banho a barbear-me com a passividade de quem está a barbear um ausente - e foi ali.

Sim, foi ali. Tanto quanto é possível localizar-se uma fracção mais que secreta de vida, foi naquele lugar e naquele instante que eu, frente a frente com a minha imagem no espelho mas já desligado dela, me transferi para um Outro sem nome e sem memória e por consequência incapaz da menor relação passado-presente, de imagem-objecto, do eu com outro alguém ou do real com a visão que o abstracto contém. Ele. O mesmo que a mulher (Edite, chama-se ela mas nada garante que esse homem ainda lhe conheça o nome, que não a considere apenas um facto, uma presença) exacto, esse mesmo Ele, o tal que a Edite irá encontrar, não tarda muito, a pentear-se com uma escova de dentes antes de partirem de urgência para o Hospital de Santa Maria e o mesmo que, dias depois, uma enfermeira surpreenderá em igual operação ao espelho do lavatório do quarto.(...)"

Extracto do livro De Profundis, Valsa Lenta
José Cardoso Pires

José Cardoso Pires, a par de alguns outros escritores é daquelas pessoas que não se esquece. São pessoas intemporais, inesquecíveis e irrepetíveis.

Mas, uma coisa é não serem esquecidos (as) na nossa memória, outra coisa é a memória colectiva, o justo reconhecimento tanto em vida como após a partida de nomes tão sonantes das artes e da cultura.

Por isso, foi com grande satisfação que recebi a notícia da publicação póstuma de mais uma obra que nos deixou JCP, Lavagante. Vai fazer sem dúvida parte da minha biblioteca em permanente construção.

Foi com grande satisfação também que soube que a família Cardoso Pires decidiu doar à Biblioteca Nacional o espólio do escritor - rabiscos, escritos e manuscritos merecem ser vistos por todos nós e servir-nos não só como fonte de inspiração, como também como auxiliares de memória, para que nunca esqueçamos tamanho talento para as letras.

Para mim tudo começou há muitos anos com A Balada da Praia dos Cães...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hoje faz também anos que nasceu...

...a minha Mãe.

Se por um lado não se deve dizer a idade de uma Senhora, no caso da minha mãe não vejo qualquer problema em salientá-lo.

Os anos passados ou as Primaveras que já vivemos poderão ser sinónimo de muitas experiências boas e más, sabedoria, conhecimento...enfim, no caso da minha Mãe apagam-se hoje as 54 velas.

Por circunstâncias da vida, longe dela fisicamente mas perto do coração, que este dia, embora chuvoso e ventoso, seja para Ela um Dia Feliz.

O dia da condenação da Socialite

Peço desculpa se firo susceptibilidades, mas não posso deixar de salientar esta notícia acabada de divulgar.

Não é de hoje que nos deparamos com este tipo de escândalo, este tipo de atrocidades, movidos basicamente pelo poder do dinheiro. Tudo em prol do valor do seguro, da herança, das jóias, do carro e da casa...

Mas confesso que não estou ainda muito habituada a estas situações à "porta de casa", que é como quem diz, neste rectângulo à beira-mar plantado que é o nosso país. Mais ainda quando a vítima é o marido e o hediondo crime é orquestrado pela própria mulher e mãe de um filho seu.

O desespero será assim tanto e a frieza não terá mesmo limites, ao ponto de se fazer uma coisa destas?

E ter-se-á assim tanta fé em Deus e tão pouca nas nossas autoridades para se acreditar que todo um esquema de homicídio com contornos duvidosos passaria impune? Ou não será correcto falar em fé...mas antes em estupidez?

Uma coisa é certa, desta vez ter-se-á feito hipoteticamente justiça. Tudo isto é discutível, começando pela nossa moldura penal. Não creio que 23 anos de pena façam justiça perante um caso de homicídio qualificado, mas por enquanto são as leis que temos neste país de brandos costumes. E com uma atenuante ou outra (as quais não consigo entender) lá lhe foram poupados 2 anitos de reclusão.

A lição aprenderá de certeza, pois os anos não perdoam...mas lá estamos perante mais um caso em que a vida de um ser humano é sacrificada e esse sacrifício é orquestrado e consumado tendo em vista trocas comerciais.

Enfim...é a sociedade em que vivemos.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Nunca é Tarde Demais!

Para variar durante o passado fim de semana tive um programa muito habitual para mim; lá fui eu outra vez ao cinema. As opções não eram muitas, e sem saber grande coisa acerca do filme, talvez o tenha escolhido pelo par de actores que me infunde bastante respeito - Morgan Freeman e Jack Nicholson.

No final da "jornada" posso dizer que um filme que eu julgava ser bom, em grande parte pelos actores que o interpretam, foi muito mais do que isso. Foi sem dúvida um bom momento cinematográfico, mas acima de tudo algo que nos faz pensar em situações da vida, em oportunidades desperdiçadas, em nós próprios e na atitude que temos perante o que nos rodeia.

E de facto, nunca é tarde demais para:

  1. Partir ao encontro daquela aventura que nunca tivemos coragem de enfrentar
  2. Deixar de arranjar desculpas para encontrar momentos de felicidade nem que seja nas coisas mais pequenas e insignificantes
  3. Aceitar como Amigo aquele que parece ser o nosso oposto, mas que encerra em si o conceito da dádiva
  4. Aproveitar cada momento e cada dia, da melhor forma possível, por um lado não fugindo aos nossos princípios e ideais, mas não esquecendo que por muitas condicionantes pode ser o nosso último dia ou a nossa última oportunidade
  5. Orgulharmo-nos das nossas virtudes e corrigirmos os nossos defeitos

De facto....Nunca é Tarde Demais!

domingo, 6 de abril de 2008

O Dia dos seus 20 Anos

Hoje é um daqueles dias em que vivo um misto de emoções.

O dia 6 de Abril de 1988, foi o dia em que a minha vida mudou, em que aquilo que eu mais desejava se concretizou. Foi o dia em que nasceu a minha Irmã.

Lembro-me como se fosse hoje, a ânsia em que me encontrava, ver de dia para dia a barriga da minha mãe cada vez maior, sentir os pontapés daquela bébé inquieta e agitada e desejar tê-la nos meus braços, mudar as fraldas, adormecê-la...no fundo para além de uma irmã, queria uma boneca humana, para satisfazer todo o instinto maternal que nós mulheres temos desde cedo.

Foi numa quarta-feira que o sonho se transformou em realidade, e que aqueles olhos azuis muito vivaços e arregalados olharam para a sua nova família e eu, do alto do meu pedestal de irmã babada comecei a encarar a vida de outro modo.

Embora fosse uma menina de apenas 10 anos, senti-me também eu responsável por aquele novo ser. No fundo queria e quero que ela seja muito feliz. Que cumpra com todos os seus objectivos, que a vida lhe sorria, que concretize os seus sonhos e que seja sempre uma melhor pessoa.

Para mim não deixará de ser sempre uma bébé, mais ou menos crescida, capaz de actos que me façam querer puxar-lhe de vez em quando as orelhas, mas será sempre um dos meus amores maiores. Apesar de tudo, apesar das nossas divergências e desencontros, amo-te muito Bibas e desejo-te um Feliz Aniversário. Que a jornada dos "vintes" te traga o que mais desejas.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dia das Mentiras ou Dia dos Tolos?

Mais vulgarmente conhecido como o Dia das Mentiras, há quem chame ao dia 1º de Abril o dia dos Tolos.

Será por acaso, será porque quem cai nas mentiras são apenas os tolos? De médico, de louco e de tolo...todos teremos um pouco? Vá-se lá saber.

Segundo muitos a origem do Dia das Mentiras remontará ao séc. XVI, à sociedade francesa, altura essa em que o início do novo ano se comemorava no dia 25 de Março aquando da chegada da Primavera e se estenderia até ao 1º de Abril. Com a adopção do Calendário Gregoriano e tendo-se estipulado o início do ano em 1 de Janeiro, alguns resistentes lá não terão gostado muito da mudança e por teimosia lá insistiram na ideia do ano novo só fazer sentido a 1 de Abril e aí se deu o advento da ridicularização pública de tais personagens...brincadeira que com as devidas nuances dura até hoje.

E eu que sou sempre tão céptica no que toca a estas brincadeiras e me convenço sempre que não caio em nenhuma partidinha, acabo sempre por me deixar levar por uma graçola engendrada com maior ou menor requinte.

O mérito será da mentira ou da minha tolice?

Desejo por isso um feliz dia a todos os tolos...não se sintam sozinhos, também eu já sorri com a partida que me pregaram.