terça-feira, 30 de abril de 2019

O que é que eu lhe respondo!?

"Se as coisas más, são más, porque é que elas existem?"

Anda a pensar demasiado a minha miúda.

Era dissimulado, os "pius" do século XXI são mesmo à "cara-podre"


E como se encontram os meus pés!?

Continuam no sítio certo, a tentar voltar à sua função. Voltei a conduzir no sábado, sendo que hoje foi a prova de fogo em trânsito de cidade. So far so good e que bem que me soube. Eu que há mais de duas décadas utilizo o carro como meio de transporte preferencial, sentir-me dependente durante 15 dias já me estava a fazer mal à mioleira.

Foi como se nada se tivesse passado? Claro que não. Ainda não estou "nos meus pés". Ainda incham assim do nada, sinto-lhes um peso que não sinto normalmente e se me mantenho sobre eles durante muito tempo recai sobre mim a necessidade de me sentar. Dores? Se não der uma traulitada no sítio em que me desbastaram osso raramente sinto algum coisa. Ocasionalmente esqueço-me que ainda não recuperei o movimento dos dedos e aventuro-me, mas logo uma dorzita me faz lembrar que "ainda não tô podendo".

E ando a namorar o pé "novo" sem osso a espreitar:


segunda-feira, 29 de abril de 2019

domingo, 28 de abril de 2019

Heroínas por esse mundo fora

Existem percursos de vida dignos dos mais fortes. Confesso que não é fácil debater-me sozinha com os desafios de cuidar de uma criança e todas as suas acepções, mas não me imagino como seria se fossem muitos mais.

Sim, muitos, porque o caso que li e que aqui partilho é de uma mulher que cuida sozinha de 38 filhos. Trata-se de facto de uma mãe coragem!

http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2019-04-27-No-Uganda-ha-uma-mae-solteira-com-38-filhos-para-cuidar-e-esta-e-a-sua-historia?fbclid=IwAR31iuAebZKatPlRN8HlIHpMvNYDx7gHg5u14Q2vPw6HIeDOqy87TGjesEs

Parece que Espanha também só lá vai com uma "Geringonça"

Mas espero honestamente que o Pedro Sanchez vá um pouco mais além e surpreenda porque o "Podemos" e o Pablo Iglesias não me inspiram muita confiança por acaso.

Para se ser feliz


sábado, 27 de abril de 2019

O que me aborrece

É que volvidos 17 dias, os meus pés continuam a parecer os pés de um defunto, dada a cor do Betadine misturada com outras coisas. Por mais vezes que os lave, ainda parece que ficam pior, e as unhas!? Os senhores dos vernizes é que ainda não registaram esta tonalidade.

Se tivesse passado por uma anestesia geral ainda era menina para pensar que tinha estado imersa num tanque cheio de Betadine!

Está visto que não conhece o meu Unicórnio Magenta


sexta-feira, 26 de abril de 2019

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Pasta à la française

Que gracinha a massa que fiz para o jantar vinda na bagagem da última viagem a Paris. A massa de letras já era; agora o que vale é Torre Eiffel, Arco do Triunfo e Catedral de Notre Dame.


Inshallah


E viva a Liberdade!


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Calinadas jornalísticas

Na sequência de, ao que parece, o país se deparar com mais um crime passional, diz assim um jornalista em directo:

"O cadáver foi aqui assassinado!"

E pergunto eu, então um defunto, depois de o ser, pode voltar a ser executado!?

Fala-se muito mau português nesta terra.

Sim, tenho uma memória que não lembra ao Diabo

E há exactamente 9 anos atrás, já acompanhada por uma barriga proeminente e uma gorducha lá dentro começava a passar por momentos na gravidez que não se desejam a absolutamente ninguém, de tão desumanos que foram.

E erradamente ainda cheguei a pensar que a minha vida tinha deixado de fazer sentido e tantos outros pensamentos sombrios me povoaram o consciente, o subconsciente e os vários níveis de bom senso que quase perdi na totalidade.

E cá estamos nós, o dueto maravilha, 2 galinhas na mesma capoeira que se amam demais. Acho que não é preciso um ser humano sofrer tanto num momento tão delicado da vida, mas tudo bem, a verdade é que o ser humano aguenta isso e muito mais.

O Dia da Mãe está quase aí

E não que tenha duas mães, nada disso, porque mãe há só uma, mas quis o destino fazer de mim mãe para toda a obra e claro está, tenho que ser eu a tratar da prenda que a minha filha me dá, ano após anos - oh, que chatice. E o raça da miúda que acerta sempre no que me apetecia ter naquele ano!?

No ano passado foram uns jeans estrelados muito à frente, este ano ainda não decidi, mas tenho que me começar a orientar. Dia da Mãe sem prenda não é a mesma coisa.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Indeed


My Hallux Valgus Update

Ou será antes, o que já não resta deles!?

E eis que exactamente 12 dias depois me foi revelado o resultado final (agora percebo o que sentirão as pessoas que fazem cirurgias estéticas no dia de retirar as ligaduras).
O cortar das ligaduras e ver o que estava ali à minha frente deixou-me com um sorriso nos lábios - melhor era impossível. Não sinto aquelas dores que me incomodavam e deixei de ter aquele osso disforme para fora, portanto aliei o clínico ao estético e estou muito satisfeita.

                                        Before                                           After
 

Os furos quase imperceptíveis por onde foi possível fazer a intervenção e apresentar-me agora com estes pés e com um pós-operatório praticamente indolor é do caraças - é a palavra que me vem à mente.

Nem tudo é um mar de rosas; eu que já fui munida dos meus sapatinhos num saquinho sou informada pelo médico que tenho que usar as sandalecas ortopédicas a atirar para o feio por mais 2 semanas para garantir que o resultado da cirurgia a longo prazo é o esperado, só posso molhar os pés (finalmente) daqui a 2 dias e terei que usar os separadores entre o dedo grande e o dedo seguinte durante 3 meses, o que quer dizer que até meados de Junho não vou poder andar de sandalinha de certeza absoluta. Mas após anos e anos de desconforto e dor, vale o esforço.

Sabendo o que já passei nestes últimos 12 dias, voltaria a fazê-lo sem pestanejar e recomendo este cirurgião a quem necessite de corrigir este problema.

E assim passei as minhas férias da Páscoa...

domingo, 21 de abril de 2019

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Magnífica representação


Sim, já começo a acusar o stress em virtude da reclusão domiciliária

Já roí duas unhas, já espremi uma borbulha, já tive dores de barriga e acima de tudo já me apeteceu por várias vezes retirar as ligaduras que me cobrem os pés, pegar no carro e ir dar uma volta. É incrível como um dado adquirido nos pode parecer tão precioso quando não podemos socorrer-nos dele.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Que noite romântica

Chove e troveja...

Filha em casa

As coisas nem sempre correm como seria desejável e, pelo facto de estar com os pés literalmente à banda e pela primeira vez na minha vida ter que andar em modo 10 para as 2, tive que ir buscar a miúda ao acampamento, de Uber.

Pergunta dela mal me viu a sair do carro:

"Quem é aquele senhor?" - isto nunca deixando de fitar o inimigo nos olhos.

Mas, antes disso deparo-me com um acto sacrílego puro. No tempo da outra senhora era guilhotina com ela. Corrimão das Escadarias do Convento + a Minha Filha = Fazer daquilo escorrega.

Eu nem queria acreditar. É que não estava mais nenhuma rapariga a fazer disparates a não ser a minha filha. Mas que vou dizer eu!? That's my Girl!

Mas por que raio existem pessoas que aplicam palavras que não sabem pronunciar?

"Reidinvicam" ouvi eu agora da boca de um cidadão acerca da greve dos motoristas de pesados dedicados às substâncias perigosas. É que até se torna mais difícil dizer a palavra desta forma.

Nunca são demais


terça-feira, 16 de abril de 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Fez parte de um ciclo da minha vida e já lá vão 10 anos de Selfish Love de Pedro Cazanova

Era o espírito…



Notre Dame de Paris e o dia em que ficamos um pouco mais pobres

Ver desaparecer ícones arquitectónicos e pensar como vamos voltar a olhar para os locais em que nos lembramos deles desde sempre, sem eles, ou, estando eles semi-destruídos. A verdade é que Paris não será mais a mesma coisa, e as Gárgulas, guardiãs da cidade nas margens do Senna, perderam o seu suporte.
É um dia triste não só para os parisienses, como para todos nós.


Coisas que o dinheiro não compra

Sentido estético. Porque o gosto, ou falta dele, é sempre discutível.

O Gabriel o Pensador queria um Ferrari amarelo, pois este quis um Panamera dourado e foi multado. Muito bom!

domingo, 14 de abril de 2019

E arranjei mais um amigo

Ou não necessitasse eu dos meus ricos livros para sobreviver. Gostei muito do livro anterior desta autora, portanto ao saber que saiu um novo título, mesmo a coxear não dispensei passar na livraria do costume e trazer um novo companheiro:


Segue-se colocar a leitura em dia.


Sim, soube bem sair, soube bem vestir, soube bem maquilhar, não soube bem o banho às prestações mas é muito melhor do que nada. Ainda não estou a 100%, tive que me socorrer de uma muleta, acima de tudo para afastar obstáculos que quisessem à viva força travar conhecimento com os meus pés mas confesso que também para me sentir suportada.

Às tantas já sentia um calor em crescendo dos meus pés para cima, uma espécie de peso, e o sinal de que, isto não é nada, mas tem mesmo que se estar preferencialmente sossegado e quando regressei ao meu quartel, coloquei os pés elevados e com gelo, senti-me melhor do que nos famosos banhos de Budapeste. Isto é que é qualidade de vida.

Amanhã será outro dia em que reinará o silêncio, já que a criança está em modo Acantonamento de Páscoa das Guias. Saiu-me uma independente do caraças a minha Unicórnio Magenta! É que a deixei no local combinado, a Chefe veio buscá-la e ela já nem olhou para trás. Be happy my sunshine.

E ao fim de 4 dias de reclusão

Uma alma caridosa vai levar-me a passear. Bem Haja querida alma por tudo o que fazes por mim. Sem ti eu estava a um passo de ser cruel para com os meus pulsos!

Oh como dizia o saudoso Lavoisier, "nada se cria, nada se perde, tudo se transforma"


Longe de regressar à rotina

A sentir-me só e presa, mas a começar a largar as "drogas" necessárias ao pós operatório. Este já era! O analgésico para as "dores" também só me acompanhou no primeiro dia, basicamente porque apesar do paradigma de que uma cirurgia aos ossos tem um período pós cirúrgico penoso, não é mesmo o caso.
Queixo-me apenas da falta de mobilidade necessária a uma recuperação perfeita.


sábado, 13 de abril de 2019

E é precisamente pelas atitudes que conseguimos perceber quando não se trata de amor


Já não estou muito mal

Já conheço 4 das praças aconselhadas pela Volta ao Mundo, sendo que uma é a nossa belíssima Praça do Comércio, pois está claro.
https://www.voltaaomundo.pt/2019/01/28/descubra-estas-15-pracas-emblematicas-para-visitar-pelo-menos-uma-vez-na-vida-7/?fbclid=IwAR3ETnen88j6RrO-MKGMLOtrX2Z7Yfs3XO-S3WVjhXmm9Jw0_cZ-xtZ2hpk

Neste Dia Internacional do Beijo

Um apelo para que eles nunca faltem, pois são capazes de curar os dói-dóis mais dolorosos dos nossos corpos e corações


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Ficar com os 2 pés neste estado não é tão mau quanto parece

Estou na horizontal há 24 horas, embora já me consiga levantar com menos dificuldade. A picadela da epidural ainda se sente, e passados quase 9 anos da anterior, de facto já não me lembrava deste ligeiro desconforto.

Acredito que se der uma traulitada com os pés em qualquer lado, sentirei dor e darei uns gritos estridentes e emitirei um "Bolas" retorcido, mas na verdade quando estou imóvel, sinto mais a epidural do que os pés. Melhor é impossível porque há anos que sentia um desconforto/dor regular sobretudo no joanete do pé direito que além de ter já um desvio incomodativo, estava sempre a tender para o inflamado e hoje, ainda não senti essa dor. Na verdade, neste momento o dito já deve ter sido incinerado.

A ideia de não poder lavar os pés até ao dia 22 está a afectar-me o sistema nervoso, mas também ninguém disse que isto seria um mar de rosas.

Descobri qualidades na minha filha que desconhecia; saiu-me uma enfermeirinha melhor do que a encomenda. E espero honestamente que amanhã esteja ainda melhor.


Infelizmente sempre existirá quem não aceite um ou vários nãos


Pessoas destas não deviam morrer

Sobretudo tão jovens e com tanto para dar. São cada vez mais raras estas almas e constituem exemplos a seguir. A verdade é que trabalhando na área em que trabalhava acabou por conseguir fazer a diferença na vida de muitas pessoas mas nós, comuns mortais, também temos essa capacidade ainda que a um nível mais micro. Basta querer e acima de tudo crer, em nós e nos outros.

Por ter proporcionado o bem a tantas famílias, embora a sua partida tenha sido precoce, acredito que não será esquecido na memória de tantos quantos ajudou.

Um bem-Haja a pessoas assim, que se reinventam e estão disponíveis para proporcionar aos outros momentos bons, ainda que o sofrimento os possa toldar.

https://www.sabado.pt/mundo/detalhe/o-jovem-pediatra-que-distribuia-sorrisos-morreu-de-cancro?ref=HP_cruzados_blocohorizontal_correiodamanha_pb

Que tengas la paz en el cielo que has dado a tantos niños en la tierra con tu sonrisa y tu bondad. Te van a echar de menos Javier Cepillo, pero tu misión no va a terminar. Descansa en Paz.


A minha primeira pergunta foi indiscutivelmente

"Quando é que posso conduzir?"

Em modo pós operatório

O dia D chegou, que é como quem diz, o dia de serrar, desbastar, limar ou seja lá o que for os meus joanetes que afinal, depois de aberto o pé, não eram assim tão ligeiros, o que fez com que já no bloco houvesse uma ligeira troca de planos.

Eu que, não estando à espera de ter mais filhos, achava que não teria que passar por mais nenhuma epidural, pois que levei uma, quando inicialmente se tinha optado por anestesia local. E também se pensava que seria apenas incidência no osso, e afinal teve que ser mexer no tendão do dedo grande do pé para o fazer voltar à sua posição correcta que é direito e não a fugir ligeiramente para a direita conforma se manteve após a correcção óssea.

Demorou 1 hora e meia contra os 45 minutos de previsão inicial, tive um frio de rachar em pleno bloco cirúrgico e tiveram que me embrulhar em lençóis quentes, estive sempre acordada, na conversa com o cirurgião, com a anestesista e restante equipa, ainda vi umas estrelitas quando comecei a ouvir uma serra a serrar o meu osso, mas depois abstraí-me pensando - que se lixe, também não sinto nada e eles sabem o que fazem.

Sim, eu sou um charme, e ter os médicos a dizer que eu era o máximo, que tinha um sorriso lindo e era uma simpatia, não é para todos. Ter anestesista a ir ver-me ao recobro e dizer que "és tão linda e tens um sorriso tão bonito que não resisto a vir-te dizer que gostei mesmo de ti" - repito, não é para todos e eu hoje preciso de mimo. Andaram a fazer-me maldades!

O único desconforto que senti no antes e no durante foi a picadela para inserirem o acesso para o soro e afins, não senti sequer a picadela da epidural, tal como já não tinha sentido no dia do parto da Unicórnio Magenta, e atenção, dar à luz um unicórnio também não foi fácil. Confesso que não percebo aquelas pessoas que falam horrores da picadela da epidural. Se tirar sangue já não custa nada, levar epidural então muito menos. Podia ter optado por anestesia geral, mas tento sempre seguir a via menos prejudicial para nós.

Finda a cirurgia veio o recobro e esse já tardou mais - o desbloqueio até se deu com relativa celeridade, mas sentir as pernas demorou o tempo normal, umas belas horas. Reagi bem quando ingeri os primeiros líquidos, levantei-me bem quando tive ordem para tal, fui pelo meu pé vestir a minha roupa, porque aquela batinha aberta atrás e a cuequinha de rede são deprimentes. Era previsível que a tensão baixasse e assim foi, mas tudo normal. À saída, cadeirinha de rodas até ao carro, beijinhos e festinhas do pessoal que me acompanhou nesta aventura, tudo cinco estrelas, Hospital da Luz, "bates forte cá dentro".

Agora vem a parte mais chatinha; pés inchados, os dedos parecem aquelas salsichas de cocktail, e umas dores quando ando. Tenho uma sandaleca último modelo Jimmy Choo, ainda pedi Louboutin mas o meu número estava esgotado. Sei que os primeiros dias não vão ser isentos de dor, mas estou a tomar o analgésico, imenso gelo e o balanço que faço para já é muito positivo. Curiosa por ver o resultado final, mas ainda vou ter que esperar uns dias. Mas não deixo de agradecer à Ciência estes progressos. Remoção de joanetes bilateral, 2 pés no mesmo dia, cirurgia com apenas 2 furos em cada pé quase invisíveis e sair a andar pelo próprio pé. E claro a minha imensa gratidão pela forma como fui tratada pela Equipa do Dr, José Padin. Fiquei mesmo muito satisfeita com o tratamento que recebi, profissionalismo, competência, simpatia e carinho.


quarta-feira, 10 de abril de 2019


Isto sim, é exagero

Gosto nuito do Miguel Vale de Almeida, mas não estou minimamente de acordo com o Sr. Professor acerca desta temática. Não sejamos tão redutores. Mesmo que o boneci estivesse pintado de preto ou castanho escuro, não é um apelo ao racismo. Sim, dar uns socos num saco de Boxe alivia o stress, dizem. Atribuir-lhe uma imagem mais animada não deixa de ser criativo.

Ainda por cima o boneco foi ficando negro com a hipotética pancada que levou. OMG, com tanta coisa importante, debatem-se estes detalhes.

https://expresso.pt/sociedade/2019-04-09-Hit-me-now-o-boneco-para-espancar-que-teve-de-ser-retirado-dos-corredores-do-ISCTE?fbclid=IwAR2zD_sSFqjrtoQXLIS5rdD6JAgS5jUv1UNuLKp65BQBZwqzgpKIJw-iZJ0#gs.4ze715

Estou prestes a entrar no Ramadão

Que é como quem diz, posso encher o bandulho até ao nascer do sol. Depois...jejum!

...mas que raio, eu não rezo 5 vezes ao dia virada para Meca, nem tenho como Profeta, Maomé!

terça-feira, 9 de abril de 2019

Mas também conheci o melhor de outras tantas, e isso vale ouro


Mommy - 65

E o tempo passa e hoje celebrámos os 65 anos da mãe. Nunca a tinha visto a tecer comentários acerca da idade, mas agora deu-lhe para dizer que oficialmente já é "velha". Realmente tal como no filme…"este país não é para velhos", mas a minha mãe está longe de ser velhota.

Está longe de ter o brilho de outros tempos, mas a vida também não lhe foi fácil. Quem não tem os seus dramas!?

Mas nova, mais velhota, mau feitio, austera, rezingona e outros piropos, queremos tê-la cá para sempre. Diga-se o que se disser, mãe é mãe.

...e que é sempre tão nosso


É um amor de miúda esta riqueza da sua mãe

E não são raras as vezes que me deixa recados que me fazem verter umas lagrimitas rebeldes


...quando na verdade preciso muito mais eu dela, do que ela de mim.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

domingo, 7 de abril de 2019

Menos blá, blá, blá


Não ofende ninguém dizer que um Cover é melhor que o original

Mas quando digo que o Hallelujah do Leonard Cohen cantado e tocado pelo Jeff Buckley é das coisas mais lindas que se fez, levo com faíscas e comentários de quase ódio. O que eu sempre estranhei porque até o maior génio tem momentos menos inspirados.

Sim, a verdade é que sou 1000% Jeff Buckley, adoro aquele homem, e tinha um talento extraordinário. Uma voz de anjo e cantava com um sentimento que é quase inatingível. O Cohen tinha o seu jeito muito peculiar e tão pouco existe ou existirá alguém que o iguale, mas o Hallelujah...é para o Buckley.

E curiosamente ouvi agora um radialista a dizer exactamente o mesmo. O Cover neste caso, o que de facto é raro, é muito melhor que o original. E deixou-nos tão cedo e será sempre um dos meus preferidos.

Ternuras...


Mais uma memória e as voltas que um vestido já deu

Foi meu, por certo haverá fotografias que o registem, depois passou para a tia e algures muitos anos depois para a minha outra boneca. Que bom que é recordar.


sábado, 6 de abril de 2019

31 Anos de Mana Velha

Há 31 anos nascia comigo uma nova identidade, a de mana velha. Eu que tanto tinha pedido uma irmã, eu que tanto precisava de ter mais laços de família, eu que tanto desejava partilhar o quarto com alguém que esse dia chegou, num solarengo 06 de Abril de 1988.

Não me canso de dizer que foi dos dias mais felizes da minha vida, o dia em que nasceu a minha primeira bebé. Lembro-me de a ver ali deitadinha com uns olhos azulões abertos, linda de morrer. E ficou minha para sempre, a minha pequenina, a minha menina.

Neste momento de pequena não tem nada, mas será sempre uma das minhas meninas e desejo mesmo que a vida lhe sorria, que consiga ser bem mais feliz do que eu não fui, que não olhe para trás na hora de concretizar os sonhos, que persiga o que de melhor a vida tem para oferecer e que, apesar do feitio torcido que tem, continue a ser a pessoa generosa na qual se tornou. Essa é de facto a característica de que mais me orgulho. É das pessoas mais generosas que conheço, capaz das maiores lutas e dos maiores sacrifícios pelos que sofrem e com uma capacidade de Julgar muito abaixo da média. O mundo precisa de jovens assim para se transformar num lugar melhor.

Happy Bday Sis. Love you so much.

E as palavras que ela inventa

"Mãe, tenho um menino lá no colégio que é altista!"

Au-tis-ta Unicórnio Magenta, diz-se autista.

Deixei para mim a estranheza de se fazer circular esta informação pelos miúdos. Mas por que raio é que as crianças têm que saber que o colega é autista ou seja lá o que for. Isso não é importante e quanto menos nomes estranhos se der, menos exclusão teremos.

Lá lhe expliquei de um modo muito simplista e adequado aos seus 8 anos o que implica ser autista, ressalvando acima de tudo que é uma pessoa "igual" às outras, sendo que ninguém é igual a ninguém, mas devemos tratar-nos a todos com respeito e se por acaso alguém houver que precise da nossa ajuda, seja porque motivo for, teremos que lá estar para o ajudar acima de tudo nos seus pontos mais fracos.

Cada vez está mais na moda falar-se de inclusão, mas infelizmente o que vejo é que até nas pequenas rotinas do dia-a-dia os comportamentos são denotam exactamente o inverso.

Abrir as asas de mãe e deixar as de filha voar

Em 9 anos e meio de convívio e simbiose (isto porque a presença dela em mim começou assim que soube que a carregava no ventre)  primeira vez que me separei dela por mais do que 2 dias deu-se no ano passado, quando o pai a levou pela primeira vez de férias com ele. Foram 9 longos dias para ela e para mim que nos puseram completamente à prova.

Fiz o meu melhor, tentei não lhe transmitir qualquer tipo de ansiedade, mas sofri horrores pela ausência dela. Mas a vida é assim mesmo, temos que os deixar voar, ainda que as asas estejam sempre alerta para se fecharem novamente perante o seu regresso.

Desta vez decidi colocar uma boa parte da minha "corujice" de lado e vou deixá-la ir ao Acampamento de Páscoa das Guias. Para a semana lá vai ela passar 3 dias fora com as amigas em clima de grande camaradagem. Vai fazer-lhe bem e eu habituo-me a soltar um pouco as amarras do nosso cordão.

Ora nem mais


sexta-feira, 5 de abril de 2019

E já vai com sorte :)



E faz hoje 25 anos que a minha mãe me entrou pelo quarto dentro à noite

A comentar que "um qualquer que tu gostas das músicas, que não prestam para nada e anda sempre drogado, matou-se. Gente doida!"

E uma miúda 16 anos ainda sem sequer estar a raciocinar, começa a ponderar quem terá sido e ao se aperceber que foi o Kurt Cobain fica tristísima. Nunca fui aquela adolescente histérica pelas celebridades, que chorava só de os ver na televisão e que acumulava posters da Bravo nas paredes do quarto. Mesmo que tivesse essa predisposição, tais comportamentos não me eram permitidos.

E na verdade, até agradeço. As miúdas histéricas e parvas irritam-me e por isso faço com que a minha filha entenda que as vedetas não são assombrações e devem ser apreciadas de uma forma leve e sem devaneios.

Mas a verdade é que me custou que um tipo jovem e que tinha letras a roçar os grandes fantasmas daquela faixa etária em que estamos contra tudo e contra todos, tenha decidido despedir-se da vida de uma forma tão crua e só.

E se ele, mesmo com aquele aspecto desalinhado, era bem giro. E não me sai esta letra da cabeça:

Come as you are, as you were
As I want you to Be
As a friend, as a friend
As an known enemy

Take your time, hurry up
The choice is yours, don't be late
Take a rest as a friend
As an old

Memoria, memoria
Memoria, memoria

...........

And I swear that I don't have a gun,
No I don't have a gun
No I don't have a gun

...........

Quando até a juventude mais jovem se apercebe que o tempo passa a correr

"Mamã, a escola começou há tão pouco tempo e já está quase a acabar e eu já estou quase a ir para o 4ºano!"

Se bem que eu ando tão mal humorada com ela que a melhor resposta que tive foi:

"E se continuares a trazer bolas amarelas, laranja e vermelhas, ainda vais ficar mais um ano no 3º!"

Não sem ela contra-atacar:

"Mas eu sou boa aluna e tenho boas notas!"

E eu reduzo-me à minha insignificância, enfio a viola no saco e calo-me.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

quarta-feira, 3 de abril de 2019

"Vivó Sporting!"

Brinquedos escatológicos

Qual não é o meu espanto quando ao folhear um catálogo com brinquedos me deparo com um jogo chamado de "Agarra o Cocó"!

Pensei não estar a ler bem, mas a verdade é que está tudo relacionado com excrementos saltitantes. Uma retrete, um desentupidor e a bela da poia. Honestamente acho um pouco despropositado, ainda que defecar seja natural a todas as espécies, mas haver um jogo em que o objectivo é apanhar no ar um cocó parece-me excessivo. Deixemos os excrementos na retrete e não na mesa de jogo.


Esta roubei ao meu advogado, que tem assim umas máximas de vida extraordinárias


Se bem que por vezes o facto de existir um registo faça com que não nos esqueçamos, por outro, o facto de ficar apenas como uma experiência nossa, o nosso segredo, tem um sabor ainda mais especial.

E numa semana a coisa resolve-se

Espero eu; o durante e o depois é que vão ser magníficos.

O sentido de oportunidade da minha filha chega ao ponto de

querer ter um dos 3 animais pelos quais eu sinto repulsa, ou seja, um hamster.

Hamster para mim está na classe das ratazanas. Ah e tal, é pequenino, não tem rabo. Tre-tas! O focinho, os dentes, os olhos, as patas = Ratazana, ok, anã, mas sempre uma ratazana nojenta.

Não desejo mal algum a essa classe, mas por favor, afastai-los de mim.

Isto vindo de uma miúda que consegue ter medo de um Pinscher! É o que eu digo, nestas coisinhas, nem parece minha filha.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Não repito a proeza

E assim se passaram 17 anos e grande parte de uma vida. Olhando para trás nunca pensei que trabalharia tanto tempo no mesmo local. Achava que "dinossauros" só mesmo na Função Pública, mas a verdade é que, a função pública já não é o que era, e eu, afinal, até revelo parecenças com um braquiossauro.

Não dobro o resultado, de todo, mas o facto de ter crescido em idade, mentalidade, experiência, conhecimento e tantos outros aspectos fazem-me ser grata por ter sido recebida com apenas 24 anos e para executar uma tarefa de relativa responsabilidade e, passados estes anos e com tantas peripécias pessoais e profissionais continuar a sentir-me bem, continuar a aprender e ser-me dada a possibilidade de desenvolver competências e trabalhar com equipas tão vastas.

Foi com enorme satisfação que recebi há uns dias um convite para fazer algo diferente sobretudo quando o que me é proposto é exactamente participar num projecto em que o meu foco e a minha capacidade de comunicar e transmitir boas práticas serão o ponto de partida para algo que esperemos seja inovador.

O ponto de partida será Debate, Decide, Do! e estou pronta para seguir em frente.

Nothing else matters

F.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

O pior é quando sentimos saudade, daquela saudade que dói e não há linha telefónica para o local para onde foram essas pessoas

Como eu gostava de poder pegar agora no telefone e ligar à avó, à minha madrinha, falar de coisas banais e sem importância. Tudo o resto, é bem mais fácil de concretizar.





E o que dizer a uma filha que se porta indiscutivelmente mal na escola e depois traz estas notas


Aposta-se na educação pela positiva, o que também não tem trazido grandes melhorias, mas deve ser o meu karma. Lá lhe disse que no fim de semana vamos ver o Dumbo, não pelo comportamento, mas apenas e só pelas notas. Após o Dumbo, o castigo continua.

A verdade é que esta miúda, com os seus prós e contras, é o meu orgulho.

Quando uma amizade termina

É natural à nossa espécie que as coisas por vezes corram bem, outras vezes...nem tanto, e reflecte-se nas relações afectivas, laborais, sociais.

Nas relações afectivas e laborais entendo melhor do que nas sociais. O amor pode acabar numas, noutras a competição desmedida, agora no que toca à amizade, essa deveria ser inabalável, resistente a qualquer tumulto, mas infelizmente nem sempre assim é.

Prezo muito as relações de amizade que tenho e a verdade é que tenho casos em que passo que tempos sem o convívio chegado e "por culpa" de ambas as partes, mas a amizade está sempre lá. O clã une-se nos momentos mais necessários e já tive provas na minha vida pessoal que assim é. Lembro-me precisamente dos meus momentos mais sombrios, dos que deixaram algumas vezes até a família para segundo plano porque eu precisava e o inverso. A verdade é que para jantaradas e copos há sempre demasiada gente, mas para os momentos em que precisamos de um ombro ou até do silêncio de alguém, contam-se de facto os que estão.

E os amigos quando o são na verdade, não atacam o seu amigo, não o aborrecem com cenas que só fazem perder tempo e energia. Os amigos não devem ser tóxicos, possessivos e agressivos até, porque quando assim é, o melhor é apartar.

Se calhar a amizade não era assim tão pura como pensávamos ou viamos a amizade de uma forma as outras pessoas viam de outra, ou até pensavam que a amizade era outra coisa. É complicado lidar com o ser humano para o qual hoje a amizade se pauta por um ponto, mas amanhã já se pauta por outro até chegar a uma altura em que começa a ser sufocante e nefasta para todas as partes.

É triste quando assim é, porque foram castings mal feitos, mas também há que retirar daí alguma aprendizagem. Já fui muito radical e cortava o mal pela raiz à primeira, já passei ao extremo oposto e sofri horrores com amizades que terminaram mal e agora estou na fase em que penso que as acções devem ficar para quem as pratica, desligo o botão, fico no meu poiso para não ter que me chatear.

É triste, porque as coisas não teriam que ser assim, mas a verdade é que nem todos têm que gostar do amarelo e quando os seres humanos não se respeitam enquanto tal...não vale mesmo a pena.

Finalmente alguém percebeu o que comporta o coração de uma mulher