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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2009

"Caloteirices"

Se há situação que me aborrece, é ter que lidar com caloteiros/as, e ao longo da nossa vida, a todos nos ocorrerá decerto uma experiência destas. Já não é a primeira vez que embarco na canção do ceguinho e saio sempre prejudicada, até que começa a chegar o ponto em que terá que pagar o justo pelo pecador. Numa altura em que o cenário económico está deveras complicado, com mais ou menos tostões a vida custa-nos a todos e todos nós temos as nossas responsabilidades e gastos, de acordo também com as nossas possibilidades. Mas alguns de nós (tal como eu) gostamos (se pudermos) de ajudar o próximo em momentos mais complicados, mas bolas, uma coisa é um empréstimo, outra coisa é uma dádiva, dito de outro modo, uma coisa é emprestar, outra coisa bem diferente é "emprestadar". E dou comigo sempre a cair na mesma conversa, a emprestar sem juros e sem termo. Mas eu tenho cara de banqueira, tenho cara de parva, ou de Santa Madre Teresa de Calcutá?? Acho que finalmente aprendi a li

Fui a banhos

Contrariamente ao inicialmente previsto, tirei o dia para apanhar uns bons banhos de sol e de mar. Confesso que a ideia de entrar na água gelada me assusta imenso, e raras são as vezes em que faço esse gosto; custa-me, até porque o meu termoestato é de facto diferente do das outras pessoas. Tenho frio o que é que eu posso fazer!? Mas hoje a temperatura subiu de facto imenso e não tive outra alternativa senão entrar na água, depois de deixar o Sol penetrar na minha pele e depois no meu coração. Já estava a precisar de um dia tão agradável como o de hoje; o Sol e outras coisas mais fazem de facto milagres.

Mais uma fatalidade

Ontem, tive daqueles serões tristes. O pai de uma pessoa amiga faleceu inesperadamente, vítima de um brutal atropelamento numa passadeira. Lá fui tentar dar algum conforto a quem precisa, um forte abraço e dar força e coragem para ultrapassar os próximos tempos que se avizinham difíceis para aquela família. Lidar com as nossas perdas é sempre muito duro.

"Tudo o que não se dá, perde-se"

Cada vez me sinto mais envolvida ao nível das emoções à minha mais recente conquista, o meu afilhado Benjamim. E quanto mais me informo, quanto mais leio sobre os projectos que estão a ser levados a cabo por Angola, Moçambique, São Tomé...me sinto mais tentada a ajudar, a colaborar no que posso, para proporcionar um melhor dia-a-dia a estas nossas crianças. Tive uma infância com algumas carências e até há bem pouco tempo tinhas os pensamentos egoístas de apenas me lamentar que a minha infância podia ter sido melhor; a minha mãe era muito jovem, o casamento dos meus pais fracassou muito precocemente e a vinda dela para um país que não a viu nascer dificultou também os seus primeiros tempos por cá...logo as dificuldades foram algumas. Mas os bens essenciais nunca me faltaram, o vestuário, o meu quarto, mais ou menos brinquedos e a escola e mesmo assim tanto me queixei eu. Olhando para estas crianças como o Benjamim, enche-me de emoção ver que com tão pouco, a dormirem no chão, a tere

Temos Mestranda...

A minha mana foi admitida no Curso de Mestrado em Sociologia. Que orgulho, que satisfação, que babada que estou! Mesmo à distância estou em pulgas com o seu sucesso e espero que a sua vida seja pautada de mais e mais conquistas, Daqui a dois anos, temos Mestre!

A Estátua da Mafalda

E quem é que não se lembra do mau feitio da Mafalda, dos seus comentários inteligentes e do seu espírito de contestação? Mas também sem alguma contestação, consegue-se alguma coisa? Cada vez mais tenho essa certeza de que devemos extrapolar as nossas emoções, as nossas crenças, aquilo de que gostamos e do que queriamos ver alterado, tudo em prol do nosso bem-estar privado ou generalizado. E a Mafalda era isso mesmo...a personificação animada daquilo que em certas ocasiões devemos ser. Vai ser imortalizada com uma estátua em plena Buenos Aires, belo sítio para se ficar! ...e que saudades dos tempos em que a lia

Lay Lady Lay (pelo Mestre Bob Dylan)

Hoje li uma notícia que me fez pensar seriamente pela primeira vez em comprar um GPS. Nunca achei ser necessário, até porque a voz das meninas que nos mandam virar à esquerda e à direita...me irrita profundamente! Mas ao que parece está a estudar-se uma parceria com o Bob Dylan para ser ele a voz de uns aparelhos de GPS; ah, esse aparelho eu quero. Imaginem o requinte de sermos guiados por aquela voz inconfundível, aquele timbre, aquela sonoridade...simplesmente fabuloso. E o mais engraçado é que esta "paixão" pelo artista nasceu muito por culpa dos atestados de ignorância que a minha mãe tanto fazia questão de me passar e hoje, distante da irreverência da juventude, confesso que alguns foram bem merecidos e me fizeram aprender muito. Trauteava eu Knocking on the Heaven's Door dos Guns n' Roses e a minha mãe a chegar o ouvido à minha música e a comentar que pelo menos as referências daquela banda eram ilustres; eu a olhar para ela com aquele ar perspineta e enjoa

Castrações, acasalamentos e afins

Pois como o prometido é devido, passo a contar(vos) uma das peripécias das minhas recentes "férias". O meu grande companheiro Xá, na plenitude dos seus 11 meses de vida felina transformou-se em macho a sério e decidiu começar a marcar território justamente no sítio mais despropositado de todos, ou seja, na minha cama; não sei se por mania dele, ou por lhe cheirar ali a fêmea o que é facto é que isso me causou alguns transtornos e uma montanha de roupas para lavar. Talvez por achar que aquela bola de pêlo era isso mesmo, um bébé bola, sempre pensei que iria ultrapassar a puberdade do bichano com "uma perna às costas", mas dada a imundície que se avizinhava e em conversa com o veterinário dele, lá optei pela solução Castração. O veterinário foi peremptório, a literatura acerca do mesmo também enaltece as vantagens e de facto foi o melhor para ele; nunca pensei em ter um companheiro de quatro patas para fazer um negócio de criação, os bichanos contrariamente a nós h

Rentrée

E depois de um período de merecidíssimo descanso (se não formos nós a enaltecernos, raras pessoas o farão por nós) cá estou eu de volta e confesso que o regresso está a ser penoso. Longe vão os tempos das férias de sonho, de dormir até não poder mais, de grandes sorrisos e alegrias, se bem que no meu caso tudo é pautado mais pela vertente triste do que feliz...enfim, cada um é como é, e somos o resultado das vivências que temos e do impacto que essas vivências têm em nós. A carga de trabalho anual é imensa, o tempo para mim continua a ser escasso, o tempo para dedicar ao que e a quem realmente merece, mais escasso é, e as duas semanas de férias deram de facto para muito pouco. Já diz o ditado que "não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe". Haja coragem para o recomeço e força de vontade para lutar por ter um futuro melhor.

Raul Solnado (1929-2009)

Ontem acordámos em Portugal com esta notícia, mais um desaparecimento no nosso panorama cultural. Daquelas pessoas que nos presenteou com o seu sentido de humor genuíno e irrepetível, uma generosidade e uma entrega inigualáveis. Conheço um pouco dos seus trabalhos humorísticos, pois a minha avó era fã do seu trabalho e conservava em casa os seus sketches humorísticos ainda em vinil e lembro-me de em criança os ter ouvido vezes sem conta. Lembro-me particularmente da "Guerra de 1908" e de um sketch em que ele está ao telefone e com a sua gaguês característica diz a frase "Podióóóóóó...chamá-lo?". Incrível como dantes se fazia humor que me fazia rir,e hoje em dia não consigo achar a mínima piada ao humor meio brejeiro dos Fernandos Rocha que por aí proliferam. Lembro-me também de ser uma miúda, de estar num restaurante com a família e lá estar também Raul Solnado; eu, no meio da minha timidez que ainda hoje conservo, dirigi-me a ele para dar um beijinho; fui rec

Estado Líquido

Ontem digamos que o primeiro dia de férias foi, apesar de tudo preenchido de surpresas e coisas boas. Passei uma manhã a tratar do corpo...que faz tão bem à mente, depois um excelente almoço entre amigos (o salmão estava fantástico), a tarde foi deveras agradável e finalmente tive a minha curiosidade satisfeita com um jantar no Estado Líquido. Apreciadora de comida japonesa que sou, ainda não tinha experimentado as iguarias de tal restaurante...gostei, o ambiente é agradável...mas continuo a preferir a Bica do Sapato, até agora ainda nenhum superou. Mas confesso, que a sobremesa (mousse gelada cremosa de chocolate branco) é um perfeito nectar dos deuses. Mas o melhor ainda estava para vir, algo que me encheu de emoções positivas; os encontros e desencontros da nossa vida. Encontrei nesse espaço uma pessoa que conheço há cerca de 15 anos, com quem privei de muito perto nos meus tempos de faculdade no ISCTE e até depois disso, mas que por condicionalismos da vida, mudanças de residênc

Hoje acordei meia adoentada

... e o facto é que continuo a não me sentir na melhor das formas. Foi de facto um acto de coragem ter vindo trabalhar, pois do que mais precisava era de repôr no lugar as energias que sinto completamente descarregadas ...e o dia de trabalho ainda nem a meio chegou. Resta-me esperar pelos merecidos dias de férias que se avizinham, com algumas aventuras em que me meti pelo caminho e que fielmente aqui irei relatando.

Black Shoes

Na semana passada ofereci sapatos novos ao meu cavaleiro do asfalto; pobre carro, desde que nos temos como companheiros, o desgraçado não tinha trocado as botas e convenhamos que ao fim de 83.000 km a situação já não era de todo agradável para qualquer um de nós. E pois que o nosso amigo Michelin ficou com menos 4 pneus, e o meu bóguinhas com nova indumentária, e diga-se de passagem, muito mais seguro para mim e para todos aqueles que se cruzam comigo por essas estradas fora. Mas se nos últimos tempos andava a fazer uma condução prudente, não fosse ser vítima de algum despiste, pois que agora com sapatos novos ando a armar-me em Fangio e a carregar no acelerador bem mais do que é permitido e, diga-se de passagem, bem mais do que devia. Tenho-me dado conta disso, e parece que não aprendo. Com uma traquitanas de um Twingo ando aí feita inconsciente a ultrapassar os limites do razoável e não há brigada de trânsito que me mande parar e me pregue um valente susto. Assumo aqui desde já q

De um momento para o outro, podemos perder tudo...desaparecer

...e aí percebemos que somos tão pouco. Esta frase marcou-me, foi dita por Ayrton Senna pouco tempo antes da sua morte e em alguns momentos da minha vida ela vem-me à memória. Sabermos de uma morte trágica, isto para quem tem o mínimo de sentimentos, é sempre uma notícia chocante; mas quando conhecemos as vítimas é horrível, não sei explicar. Soube hoje da morte de uma pessoa que conhecia...mal, mas conhecia; uma pessoa que via praticamente todos os dias, uma pessoa calma, trabalhadora, com feições honestas e boa disposição. Pois que num dos acidentes de viação dos últimos dias, essa pessoa estava na hora errada no sítio errado, algumas horas depois de eu a ter visto com vida pela última vez. E é tão estranho...conhecemos as pessoas, vemo-las com vida e de um momento para o outro dá-se o eclipse, ainda com tantos anos pela frente, família, amigos... É triste a morte, o desaparecimento e ter a noção de que somos tão pouco ainda mais. Lutamos, rimos, choramos, brincamos, amamos e

Che Dolcezza

Cada vez mais sinto que é importante dar atenção a detalhes mais simples, mas que nos podem encher o coração, e deixar um pouco para trás tudo aquilo que mais nos dói e magoa. Nestes dias tenho-me centrado nisso e a valorizar pequenos gestos. Travei conhecimento recente com uma Alice de apenas 14 meses; linda, maravilhosa aquela bébé e dotada de uma simpatia que achei em parte perigosa, face às loucuras e atrocidades que se cometem hoje em dia contra as crianças. Mas pois que a Alice mal me viu ficou extasiada; durante os anos em que usei óculos, pensei que os bébés tinham uma predilecção por mim em parte devido à prótese que os chamaria à atenção, mas agora penso que o efeito e pólo de atracção devem estar de facto relacionados com a minha tez mais escura, que por algum motivo os fascinará, por ser diferente do que vêem todos os dias. Ganhei ali uma amiga; pois que saía do colo dos pais com ganas de me agarrar, ria às gargalhadas, e insistia que eu a levasse a passear. Pois que co

"Duplo Amor"

Vim agora do cinema, e fui ver no mínimo um filme muito deprimente, mas com muita qualidade. Mas sentindo-me tão "naif" como me estou a sentir neste momento, não foi decerto uma boa escolha para o dia de hoje. O filme trata de amores e desamores, de amores desencontrados, de tristeza e solidão, tudo num cenário, atrevo-me a dizer, um pouco tântrico. O Joachim Phoenix foi abandonado pela noiva porque tinha uma doença congética que o impedia de ter filhos; desenvolve uma patologia de bi-polaridade. Entretanto apaixona-se pela vizinha (a belíssima Gwyneth Paltrow) que por sua vez vive um romance com um homem casado. Mas tem também a filha de uns amigos de família apaixonada por ele e ele disposto a largar tudo para ficar com a repito belíssima Gwyneth Paltrow... Confuso não é? Isto só mesmo nos filmes é que se vê com tanta frequência um homem ou mulher largar tudo pelo outro...mas não deixa de ser bonito e de nos inspirar. Mas o melodrama ainda me surpreendeu mais, pois a