quarta-feira, 31 de julho de 2019

2 Meses

Faltam 2 meses para o grande dia. Qual ansiedade para receber um presente de sonho, para fazer uma viagem paradisíaca, qual noiva na véspera do casamento com o príncipe sem trono...faltam 2 meses para o dia do presente que decidi proporcionar a mim própria.

You're every line, you're every word….you're everything...

Que nervos!

Sempre fui uma pessoa assisada. Cumprir com as obrigações em tempo útil, o que é necessário programar, programo, quando estudava sabia exactamente quando tinha que tomar atenção e até onde é que a minha falta de responsabilidade podia chegar, sem colocar em causa os meus objectivos.

Na minha vida, continuo a ser assim - e mesmo se transpareço uma aparente desorganização, a verdade é que no que depende apenas de mim, tenho sempre tudo controlado.

Pois que estou uma pilha de nervos a propósito dos Vouchers dos manuais escolares do Unicórnio. Então eu andei a alertar as amigas e amigos todos para se registarem na plataforma, fiz tudo atempadamente, e já toda a gente tem os livros escolares em casa e eu não?? Vou à plataforma e aparece apenas "vouchers em processamento", já enviei 2 emails para o help desk e nada. Enchi o peito e liguei para a Escola!

Fui muito bem atendida, o que nem sempre ocorre quando recorremos a estes serviços e se primeiro a informação que me deram é que existia um erro com a minha filha, porque supostamente eu não teria devolvido os livros do ano anterior, facto que rebati, pois tenho inclusivamente um recibo emitido pela Professora, depois, indo um pouco mais além lá me disseram que o problema se resume à turma toda, pois ao carregarem o ficheiro para a emissão dos Vouchers houve um bug e não carregou. Pergunto, sou a primeira mãe a achar estranho não haver Vouchers para os livros dos miúdos daquela turma?

Será excesso de zelo querer aproveitar a encomendar já os livros, forrá-los nas calmas sem a loucura do início do ano lectivo, aproveitar que fazendo as encomendas em Julho a "Wook" não cobra taxa de entrega, etc.?

Resumindo, lá ficaram de abrir um ticket, pediram-me desculpas pela falha no sistema e sugeriram que voltasse a contactá-los para a próxima semana, pois contam já ter o assunto resolvido.

Isto é que é uma chatice!

Por isso é que me lixo...sou mais coração que cabeça!


Sexy Mama!

Quando um amigo que por acaso nem é heterossexual me diz: "a menina hoje está toda sexy"...eu acredito. Nada como um elogio puramente desinteressado.

Depenada, na penúria

É como me sinto, e o mês ainda nem começou. Ora vejamos, fui de férias com a miúda. Até numas simples férias uma pessoa que vive na monoparentalidade é penosamente sacrificada. Um casal que viaje com um filho, paga as suas férias e a criança paga no fundo uma ninharia. Uma pessoa adulta que viaje apenas com uma criança, paga pela criança praticamente o mesmo que paga um adulto. Menos mal que as excursões têm uma bonificação de 50%, mas confesso que a nível de serviços de hotel me parece muito injusto - a miúda não comeu grande coisa, não bebe, não utiliza o ginásio...portanto aqui a mãe esfalfa-se.

Depois, mais coisas que me fazem estar na penúria: mês de Seguro do carro, lá foi o que muita gente neste país não recebe sequer de ordenado, o IUC que é outra roubalheira e obviamente que acrescem as despesas gerais do dia-a-dia.

Sendo que as despesas estão pagas, é bom sinal...mas que não estou isenta de uma brutalidade de sacrifícios, não estou mesmo.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Sou a pior inimiga de...mim própria

Já fui permitindo ao longo da vida que me acontecessem situações desastrosas, o desfecho à frente dos meus olhos, mas eu feita parva sou a rainha das causas impossíveis e o resultado é que passei uma existência a levar para trás.

O curioso é que até em situações que dependem inteiramente de mim. Um exemplo, estava a começar a alimentar a inércia, a fanfarronice, as desculpas que de tenho a miúda para tratar, jantar do dia para preparar, almoço para ela para o dia seguinte, recomeço do trabalho e ginásio? - nicles!

Pensei, "miúda, acorda para a vida, se não cuidares de ti, olha para o lado, cuidam? mandam-te à merda com as letrinhas todas e mais alguma e ainda se riem com a tua desgraça e simulam...pena! Faz-te à vida porque mais de metade já foi."

Lutei contra todas as desculpas para não ir, até com o facto de já ir a meio caminho e lembrar-me que não tinha colocado a toalha no saco….mas fui. Estou outra, rejuvenesci uns meses, o meu coração bombou, aumentei a dose de serotonina que durante o dia esteve muito em baixo (ao ponto da minha mãe que não é nada destas coisas me perguntar ao telefone porque é que me sente triste) e não fosse um certo Unicórnio, tinha ido beber um Gin. 

Tenho que continuar, ainda vou ficar fit, maravilhosa...só não ficarei linda, porque nunca o fui, mas venha a boa disposição.

Devolver crianças à procedência

Confesso que até há uma meia dúzia de anos atrás, desconhecia que estas situações acontecessem. Na verdade, nunca tinha parado para pensar nisso, porque se até existem pais e mães que rejeitam os próprios filhos, o que se dirá de filhos adoptados.

Mas há uns anos, em conversa com um amigo juiz na área de família e menores, relatou-me um caso que me deixou em lágrimas e confesso que se tivesse na altura as devidas condições, teria ido buscar aqueles 2 miúdos. Naquele caso não se tratava sequer de problemas comportamentais das crianças, mas antes falta de "tomates" daquele casal para levarem adiante um projecto em que se tinham metido. Em linhas gerais tratava-se de 2 irmãos de raça negra adoptados por um casal de raça branca que morava numa zona pequena e que enquanto as crianças iam lá passar os fins de semana e as férias foi muito bonito, mas depois não se aguentaram com a pressão da vizinhança em terem de repente dois filhos já meio crescidos e escuros. Portanto foram devolver os miúdos que sendo crescidos ainda eram pequenos, e uma dessas crianças com a percepção de que se tratava de algo relacionado com o tom da sua pele questionou os técnicos que caso o pusessem num congelador e ele ficasse com uma camada de gelo por cima, assim ficaria branco e já voltavam a gostar dele.

Para piorar os miúdos já tinham uma história de vida muito traumática - e aí percebi que afinal nao é raro as famílias que adoptam ou estão em vias de o fazer, devolverem os miúdos.

Isto de se lidar com gente miúda não é fácil; quantas vezes já quis eu devolver o Unicórnio Magenta à Cegonha e a a tipa disse-me que o periodo para devoluções já tinha prescrito? E tenho a noção de que a adolescência vai ser dura, mas, e então? Também não tive quem me aturasse há uns anos atrás? Quis ser mãe, e com grande pena fiquei-me apenas por 1 filha, quando o meu desejo era ter pelo menos 2, e sabia que nem tudo seriam alegrias, noites bem dormidas e 0 preocupações. Mais responsabilidade entendo que tenha quem os vai buscar a uma instituição - não me entra na cabeça que não consigam lidar com a situação e os devolvam, como se de uma peça de roupa foleira se tratasse.

Então e quando o indivíduo perigoso tem apenas 9 anos?

Pois que apanhei há uns dias a vergonha da minha vida em pleno Aeroporto de Lisboa sendo que, a culpa, digo já, não foi minha. Gelei!

Estávamos a passar pelo controlo da bagagem de mão, passou tudo, mais eis que o trolley da minha filha ficou a um canto; pensei que tivesse ficado encravado noutra mala, mas como as pessoas atrás de nós já estavam a avançar, perguntei à Segurança se me podia alcançar a mala. E foi aqui que tudo começou.

"Ah, é sua? Aliás, deve ser dessa menina, não é?" - questionou a senhora, mas assim com um sorriso maroto, apontando para a Unicórnio Magenta.

A Unicórnio Magenta deleitada, pensando que tudo se devia a uma enorme admiração por se fazer acompanhar por um Trolley da Minnie, mas eu percebi logo que ali havia gato.

Lá respondi que era essa mesmo, ao que vendo o meu ar preocupado, a senhora lá me disse que, dada a idade da Unicórnio Magenta, era normal que se fizesse acompanhar de um objecto proibido, e eu continua sem perceber nada.

Vira-se para ela e pergunta:

"Trazes o estojo da escola na mala, não trazes, cara linda?"

Unicórnio Magenta no mesmo registo de que era um ser importante, com um sorriso nos lábios diz que sim, e ainda colmata que era para fazer uns trabalhos nas férias. Pois, mas o estojo, para além de canetas e lápis, tinha....a tesoura!

Lá tivemos que abrir a mala, mostrar a tesoura que afinal dado o facto de ter os bicos redondos e ser pequena, acabou por passar na mesma, mas que não me livrei de um nervoso miudinho, não me livrei e o responso está lido - a miúda nunca mais acrescenta coisas às malas sem minha autorização e censura prévias.

Quando tenho que tratar de assuntos que incluem...ratazanas

Não sei se ria, se chore, se grite de pânico. É que comigo ratos, só mesmo o Mickey e o Topo Gigio.

Eu ainda acredito nisto, apesar de tudo o Amor anda aí...temos é que o encontrar


Alguma coisa do que lhe transmito de bom, lá fica

Seja por motivos mais ou menos ortodoxos, que é como quem diz, dar graxa...ou talvez não.

Hoje acordei com um "adoro-te mamã, eu sei que ontem fui má para ti, mas eu adoro-te, tá bem?"

Já revela que não é a pessoa para quem é mais fácil reconhecer os erros e pedir uma desculpa sentida dentro dos prazos mais desejáveis, mas como, vale mais tarde do que nunca, percebo que tem consciência, fica a pensar nas coisas e no tempo dela lá se redime.

Esperemos que vá trabalhando este lado, porque não há quem não erre mas de facto o pedir desculpa e mais importante que isso, o corrigir os maus comportamentos com os outros e melhorar é algo que não impera nos tempos que correm.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Maleitas do crescimento

Já tinha pensado nela para cima de 1200 vezes quando a fui buscar ao ATL. Meia trombuda e a querer embirrar com tudo, percebi que não ia ser fácil. Chegadas a casa e após um ligeiro quid pro quo presenteia-me com um até hoje inédito:

"Odeio-te Mãe!"

Há mais de 30 anos atrás, se me saísse uma destas e à minha frente estivesse a minha mãe, teria abichado dois valentes pares de estalos no mínimo e se a colher de pau estivesse a jeito, meu Deus. Mas como não sou defensora desse tipo de castigo, limitei-me ao...silêncio após lhe dizer que está no seu direito de odiar a quem quiser. Ainda vivemos numa democracia, digo eu.

O motivo para o "ódio"? Digamos que em termos de Código Penal podemos aferir que se trata ostensivamente de um motivo fútil - não a ter deixado ir brincar, em plenas 7 da tarde, com as filhas do vizinho, que inclusivamente o mais certo até seria estarem na sua semana aos cuidados da mãe.

Portanto não tínhamos o nosso tempo para conversar acerca do dia, não tomava banho a horas decentes, não arrumava o que deixou em desordem de manhã...porque o mais importante era ir brincar para casa da vizinhança. Não cedo, como também não bato e nestes casos raramente me exalto ao ponto de levantar a voz. Tenho razão, explico-lhe porquê e termina a conversa.

Nem 5 minutos depois disto vem literalmente para cima de mim a chorar que nem uma Madalena arrependida, ao que friamente lhe pergunto o que se passa; já dizia a minha saudosa avó Isabel que "quem não se sente, não é filho de boa gente".

A resposta dela foi um choroso "desculpa, eu gosto muito de ti!"

Obviamente que enquanto me lembrar desta, não vai brincar com as vizinhas, nem lhe compro saquetas para a caderneta das LOL e mais uma ou outra regalia de que me lembrar, mas a verdade é que tenho a noção de que a época destas quezílias, ainda agora começou e a minha filha é tudo menos um ser humano fácil.

Deus tenha misericórdia de mim.

Também eu sou um poço de contradições

E por vezes luto com sentimentos de culpa - serei uma "menos boa" mãe por depois de ter passado 15 dias de férias com a herdeira, dedicadíssima a ela, com tudo a que tive direito, tanto os aspectos bons, como as birras, teimosia, uma ou outra falta de educação que me vi forçada a combater e estar a sentir um certo alívio por ter regressado ao trabalho!?

Sim, já pensei nela para aí umas 980 vezes e sinto falta daquele sorriso travesso, mas por outro lado já precisava de respirar, ter um almoço de adultos, ir para além do universo infantil...e mais logo, levar com um abraço daqueles, e gritos, e ficar toda cheia de espuma do banho, etc etc etc.

Singularidades de uma mãe solteira...

Verdades absolutas

Quer queiramos, quer não, a verdade é que não podemos lamentar a perda de algo ou alguém que nunca tivemos. O ser humano por vezes detém-se nesses pensamentos, mas está errado. Ficamos tristes, com a tal sensação de perda, que na verdade não passa de um devaneio.

Por outro lado nem sempre damos valor ao que temos, ou a quem temos ao nosso lado, deixamos escapar e também em abono da verdade, fazemos mal, porque quem está por bem por vezes pode ser um pouco claustrofóbico, mas está lá por e para sempre.

Já estive nos dois lados da barricada e já dei comigo não só a "escolher" mal, como a bater com a cabeça na parede a sofrer por uma perda que na realidade não o foi.

Mas a pessoa está sempre a aprender e lamento genuinamente por quem no devido tempo afastei da minha vida e que, apesar dos pesares continua a provar que me quer bem.

domingo, 28 de julho de 2019

Como me senti, sendo mulher, estando sem companhia masculina, num país muçulmano

Confesso que não pensei muito nesse detalhe quando decidi ir de férias para o local que fui; preocupava-me mais a questão da segurança para a minha filha - ultrapassada essa questão, bola para a frente como se costuma dizer.

A verdade é que mal faço o check in no hotel percebo a diferença de tratamento perante os outros turistas, estes sim, em grupos maiores, fossem de família ou amigos e essa diferença que senti, foi de facto para melhor., curiosamente fossem os meus interlocutores homens ou mulheres. Pelos homens fui tratada que nem uma princesa, cientes de que não queriam que me faltasse o mínimo conforto, e pelas mulheres, aquela solidariedade por me verem com a criança e sei lá eu o que lhes terá passado pela cabeça - talvez que fosse uma mãe relativamente jovem e viúva, no mínimo.

Quando me sentava à mesa para as refeições faziam de tudo para me agradar, mesmo que fosse em duplicado, para eu sair ou entrar de um autocarro, tinha sempre um par de mãos disponíveis para me ajudar, claro que não faltaram os tiques de sedução e os elogios às minhas parecenças com os magrebinos do sul, e que tinha uma beleza extraordinária, portanto, em todas as culturas, a canção do bandido é similar.

Como não estava com ninguém que pudesse aceitar alguns dromedários como moeda de troca, quem ficou a ganhar foi a minha filha, que ainda ganhou umas oferendas - resultado, foi divertido, mas nenhum "árabe" conseguiu arrebatar o meu coração, mas a sua simpatia e delicadeza ficaram gravadas na minha alma.

Leituras de Verão

Ou talvez não, porque papa livros, como já fui, todos os momentos eram desculpa para ler umas linhas. Quis um devaneio de saúde quebrar alguma da minha concentração, depois a criança, eu própria precisar de tempo para descomprimir e as leituras que eram o meu "ar" passaram rapidamente para último plano - shame on me. Muito tempo sem ler com regra, faz-me sentir a embrutecer.

Não estando a ser capaz de ler coisas muitos científicas, vou lendo outras coisas e de entre os 3 livros que levei na mala, conseguir ler 1 e começar outro. Isto de se ir de férias sozinha com uma criança, em que mesmo nos momentos de puro dolce fare niente à beira da piscina, tem que se estar com um olho no burro e outro no cigano, perdão, na cria, não dá para se avançar pelas letras como imaginei, mas podia ter sido pior.

Ora que comecei por um livro com uma boa crítica, que deixava antever hipoteticamente um cenário, mas que se revelou muito pior. Aí até à página 80, nada de especial, mas depois deu-se a revelação. Já vivi uma ou outra relação afectiva complicada, já conheci infelizmente criaturas de uma perigosidade acima da média, mas nunca imaginei uma narrativa daquelas. Confesso que por momentos tive medo da própria sombra, olhei em volta e tive medo de me cruzar com um "príncipe" daqueles. Não existem relações perfeitas de facto, e quando pensamos que a do vizinho do lado o é, quanto mais não seja pelas fotos lindas que partilha nas redes sociais, é para desconfiar.


O livro que se seguiu e que ainda me acompanha começou com a descoberta de 2 corpos em elevado estado de composição numa casa, um deles, de um jovem...isto promete!

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Eu sou daquelas que desperdiçaram 2 bilhetinhos para os Muse no passado dia 24

E estou para aqui tristíssima porque embora tivesse motivos nobres, o facto de ter os bilhetes há meses guardadinhos e depois não usufruir deste espectáculo e também do Matt Bellamy ali tão perto...as paixões platónicas são uma treta e eu ando muito distante destes meus "amores" musicais.



Portanto resta-me afogar as mágoas com uma das boas - Starlight!

quinta-feira, 25 de julho de 2019

E aos poucos vou regressando à realidade

A aventura deste ano levou-me e à pequena, à Tunísia. Não nos limitámos às mordomias do resort, que por sinal é impecável, desde a parte da alimentação, animação, praias e piscinas, como também optámos por conhecer as redondezas. Parto do princípio que o Globo tem tanto para ver, por isso repetir destinos deste tipo é perda de tempo, daí que tenhamos aproveitado para ver tudo o que foi possível, do Norte ao Sul, do Este ao Oeste, incluindo Deserto, e as regiões fronteiriças com a Líbia e a Argélia.

Adorei tudo - tinha dispensado o passeio de praxe em cima do dromedário, porque quando o animal se levanta infunde um certo respeito, mas a miúda não seria a mesma sem a sua voltinha, qual feira popular. Obviamente que o pôr-do-sol em pleno deserto do Saara também não seria o mesmo sem a companhia destes mamíferos estranhos, por isso...também valeu a pena.

Adorei Chebika e os seus oásis, adorei Matmata e as suas casas trogloditas, adorei Tunes, adorei El Jem e o coliseu que serviu de palco ao "Gladiador", adorei ver o que restou do set de filmagens do Star Wars - Episode I, em pleno deserto, adorei Sidi Bou Said, Cartago...adorei cada experiência, cada memória, cada instante. E adorei ainda mais a possibilidade de poder deixar memórias tão felizes à minha filha de momentos tão bem passados e em sintonia.


sexta-feira, 19 de julho de 2019

Quando parecemos mouros em terra de Mouros

Digamos que podemos estar em clara vantagem. Dirigem-se a mim primeiro em árabe. Nem colocam a hipótese de eu não estar a perceber nada. Perante o meu ar de estupefacção e depois de confirmar que não domino o idioma, põem os braços junto dos meus e comparam tonalidades de peles. No fim lá se convencem que não sou propriamente uma local, mas que disfarço mal!

A seguir vêm os elogios, sendo que também se podiam esforçar um pouco mais. Ok, já percebi que ouvir chamarem-me “gazelle” aqui é o maior elogio que posso ter, e a verdade é que tem imperado o comentário, mas podiam ter um termo menos animal. A minha criança virou “gasoline”, e a verdade é que nos divertimos imenso com tanta coisa nova. Nada como nos sentirmos como parte da comunidade.

terça-feira, 16 de julho de 2019

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Reviver o passado...

Alguns pararam lá por casa, mas de todos, o que recordo com mais carinho é o "meu" velhinho Spectrum 48K, o meu primeiro computador oferecido por quem? Pelo meu querido mais que Pai, aquele cujo sangue não me corre nas veias, mas que foi para mim um grande paizão.

Brinquedos da nossa infância que podem valer uma fortuna (e ficaram na memória)

sábado, 13 de julho de 2019

E eu não sou o epíteto de praiaholic

Mas também quero ver, conhecer, rir, brincar, chorar...a rir, passear, experimentar...quero viver!

Aqueles momentos em que vejo que a miúda tem um bom coração

Rebentaram a pinhata no fim da festa e foi a loucura, o saque à doçaria. Às tantas vejo-a com uma série de doces na mão, mas mesmo assim pediu uma goma a um menino, que, muito querido lhe estendeu a mão com umas quantas.

Perguntei-lhe porque pediu a goma ao menino, quando tinha tantos doces nas mãos e inclusive um pacote de gomas. Lá me explicou que lhe tinha calhado um pacote igual ao do menino, que são as gomas de que ela mais gosta, mas depois veio uma amiga pedir para trocar e ela...acedeu, ficando com umas que não aprecia. Mas como lhe apetecia tanto uma gominha, lá decidiu pedir uma para saciar o desejo.

Em termos de partilha, é de uma generosidade extrema, daquele tipo que tira a própria camisa para dar aos outros.

Nada como levar uma tampa

E ficar na boa...a isso se chama experiência :)

Das verdades mais verdadeiras que há


sexta-feira, 12 de julho de 2019

O drama do dia

Fui buscá-la e a cada dia que passa, o nível de bronze põe a Cinha Jardim a roer-se de inveja. A miúda é mesmo gira mas...quando me viu, desceu sobre ela o alter ego "bebé chorão". E entre os meus "o quer foi" lá me disse que lhe tinha caído um dente. Nada de mais, já lhe vi caírem mais de uma dezena.
Afinal o problema foi tê-lo perdido na praia.
Mas continuei a não perceber o porquê do drama. Nunca me tinha apercebido que ela tivesse uma relação tão estreita com os dentes de leite.
Também não se tratava disso.
O problema era mesmo não ter moeda de troca para a Fadinha dos Dentes lhe deixar um presente. Saiu-me cá uma capitalista!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Selvajaria humana

Não faço parte do grupo que anda por aí acerrimamente em defesa dos animais, e que beija na boca o cão e dorme com o gato ou a iguana na cama. Tenho um profundo respeito pelos animais, mas entre eles e um ser humano, sou mais do ser humano. A verdade é que existem seres humanos que estão num estágio muito abaixo dos animais ditos irracionais, mas isso já dá direito a outro post.

Facto: não gosto de touradas. Não insulto quem goste, mas de facto não vejo qualquer interesse, arte ou beleza numa corrida de touros. Tenho imensa pena do que fazem ao touro, irritam-me os tiques de meninos de oiro dos cavaleiros e quase que me dói no meu corpo só de imaginar a dor que sentirá um touro ao ser espetado com aquelas farpas. Mas eu acreditava que as touradas se limitavam às lides dos toureiros, às pegas, aos bandarilheiros, aos cabrestos a irem recolher o touro à arena, mas afinal parece que o horror atinge limites que eu não imaginava e que estão espelhados nesta fotografia. Cães sedentos de sangue a atacarem o touro, a feri-lo ainda mais, a humilha-lo, devorá-lo. Ao que parece isto passou-se numa corrida de Touros recente em Coruche, onde para além de seres humanos feridos, resultou também para além dos pobres touros sacrificados, o abatimento de um cavalo dados os ferimentos irreversíveis a que foi sujeito...pelo Touro, que antes ou depois é devorado por cães que teoricamente pertencem ao cavaleiro.

E ao ver esta imagem em pleno século XXI custa-me a crer que existam seres humanos ávidos de tradição, dizem eles, que percam um segundo da sua vida que seja, a assistir a um espectáculo dantesco como este. Há aqui qualquer coisa de "Indiana Jones e o Templo Perdido" e aquela famosa cena do pobre coitado fechado numa jaula 1 x 1 a ver ser-lhe arrancado o coração em vida para logo de seguida descer à cratera crepitante...mas...isso é um filme, não é!?


Se acordar amanhã

já poderei dizer que sobrevivi a uma semana de colónia de praia da miúda. Mas na verdade, ainda vou a meio do percurso, pois em Agosto, segue-se outra.

Obviamente que o que me desconcerta não é a colónia, mas é tudo somado elevado à 10ª. Do que eu preciso!? Sem sombra de dúvidas de umas belas férias.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Luiz Vaz escreveu...

"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer."

As contradições da maternidade, são mais ou menos isto:


Quando temos que combater a nossa própria MÁ vontade

Um dia que não lembra a ninguém e o stress a aumentar por me faltar inspiração para redigir algo que tem que estar concluído até sexta-feira. Um dia em que estive desconfortável porque me parecia que iria estar frio, logo, saí com uma parte de cima de meia estação e fartei-me de transpirar. O trânsito no regresso a casa, completamente infernal, não sei o que se passou com os acessos aos subúrbios de Lisboa, mas deram-se acidentes sobre acidentes em todo o lado.

E a minha luta interior, ir ou não ir ao ginásio. Desculpas para não ir?...todas. Argumentos para ir?...escassos.

Chegar e ter uma criança cheia de areia da praia para dar banho, escovar o cabelo, ouvir as novidades do dia, dar o jantar, preparar o almoço dela de amanhã, resolver que o jantar de amanhã será carne assada e por isso deixá-la temperada numa marinada já hoje, lavar fatos de banho, estender toalhas de praia, sacudir areia até dos meus poros e mais um infindável número de tarefas...até que a voz da consciência me chamou e perguntou:

E tu?

Dei um salto, não deixei de fazer nada, dei corda aos ténis, e ainda fui ao ginásio fazer a minha aulinha de spinning, onde já não ia há 15 dias e estava a arriscar-me a passos largos de perder o foco, e cada vez ter menos vontade de lá ir. Valeu a pena, revigorei, ganhei energia para mais umas horas, e tanto que eu precisava. Depois de um belo banho, sinto-me uma nova mulher. Sei que vai durar pouco, mas nada que outra estalada da tal voz da consciência não ajude a resolver.

...e pensar que já sobrevivi a 2 dias de colónia de praia!

terça-feira, 9 de julho de 2019

Se eu soubesse latim

Hoje de manhã, ter-me-ia ajoelhado perante o funcionário da Conservatória e ter-lhe-ia dito, fazendo uma vénia:

"Habemus Unicornius Magentus Passaportum!"

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Nem tudo é o que parece

Gritos ecoam da casa-de-banho:

"Mãããããããeeeeeeeeeeeeee! Vem cá!!!! Sangue!"

Passou-me tudo pela cabeça, até situações fisiológicas demasiado precoces, mas não...nem falaria sobre essas intimidades alheias num sítio destes.

Tratava-se apenas de pasta dentífrica recentemente cuspida da boca para fora, ligeiramente rosada de algum, repito, ligeiro sangramento da gengiva.

Mas não ganhei para o susto - isto hoje, promete.

Sabem o que é "Uma Mulher à Beira de um Ataque de Nervos"?

Foi aqui a "Je" hoje de manhã dirigir-se à Conservatória para ir levantar o passaporte da Unicórnio Magenta, com Agendamento feito há 4 meses. E cadê ele?? Pois, nada de passaporte. No sistema aparecia como emitido, mas o problema era, saber onde estava o documento desaparecido. E eu a hiperventilar com uma viagem marcada para daqui a uns dias.

Os funcionários iam dizendo para ter calma, mas calma era algo que não fazia parte de mim naquele momento. Mandaram-me embora com a promessa que me diriam alguma coisa assim que descobrissem o que se passou com o passaporte da criança.

Eu completamente transtornada, e pouco convencida. Mas eis que ring ring, o telefone toca e lá me dão a boa nova - o passaporte apareceu e está à espera que o vá buscar. A verdade é que não ganhei para o susto.

Quando o trabalho nos desnorteia mas...este ano o calendário é nosso amigo

E eis que dou um salto no sofá e me lembro que para a semana é...o Dia da Bastilha. Para o comum mortal que pode nem saber de que se trata, tudo bem, para mim, Revolução Francesa à parte, é dos dias de trabalho que relembro como dos mais complicados de sempre. Portanto até que o Alzheimer me toque, jamais me esquecerei de tamanha efeméride.

Mas eis que fui ao calendário e vi que será no próximo domingo. Ufa!

domingo, 7 de julho de 2019

Aquela semana que eu quero que passe a correr, qual Carl Lewis

Podia colocar aqui uma série de argumentos que justificassem o facto de querer que a semana que amanhã começa, acabe rapidamente mas deixo apenas o principal - colónia de praia.

Não vale a pena perder-me em pormenores. Quem tem ou teve crianças e sobreviveu à colónia de praia, sabe a que me refiro.

Se daqui a uma semana estiver viva, passo à fase seguinte com distinção.

Um Unicórnio Magenta tem que ter um bolo de aniversário a condizer


quinta-feira, 4 de julho de 2019

A esta hora começou a respirar a plenos pulmões

Fez de mim Mãe, mas, passados 9 anos, ainda me sinto uma criança nestas lides e tenho tanto a aprender com ela. Amei-a quando vi a carinha dela pela primeira vez, já a amava quando a sentia mexer na minha barriga gigante e amá-la-ei para todo o sempre. Aos meus olhos e com todo o pragmatismo, não é perfeita, mas é muito mais do que isso, porque é com as nossas perfeitas imperfeições que somos únicos e especiais, quanto mais não seja, para quem gosta de nós. E a minha filha é Gigante, fez de mim uma lutadora, conseguiu que eu fosse buscar forças onde pensei que as mesmas não existiam. Parabéns por existires minha filha, ser-te-ei sempre grata por me teres escolhido para te guiar e acompanhar nesta aventura que é a vida. És muito mais do que sempre desejei.

quarta-feira, 3 de julho de 2019


Povo é povo - fila à porta a propósito da abertura de um supermercado

Na primeira Mercadona houve quem saísse de presunto às costas: Abriu a primeira loja da Mercadona em Portugal. Clientes fizeram fila. E as cadeias concorrentes publicidade frente ao supermercado