quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Partilhei no facebook e não posso deixar de o fazer aqui

Tive várias manifestações de concordância e há que deixar para a posteridade; num destes dias dizia o Miguel Sousa Tavares no telejornal acerca das novas medidas de austeridade que ainda nos vão deixar a passar mais dificuldades, que um pai que dê tão somente 1047 euros/ano a um filho como pensão de alimentos, deve querer que o seu descendente morra, no mínimo à fome.

É um facto, o qual todos nós com o mínimo de senso temos que concordar que pelos nossos filhos....tudo; mas, o que também é um facto é que, no meu caso, por exemplo, que tenho uma filha em comum com um ser inqualificável, me vejo a braços com a educação e o sustento de uma criança sem qualquer apoio.

Ou seja, neste momento os 1047 euros/ano de que falou o Miguel Sousas Tavares são para a minha filha tão longínquos, como o facto de o ser que contribuiu para a sua gestação algum dia poder ser uma pessoa ligeiramente melhor.

A última pérola é uma mensagem enviada no passado dia 06/10 a dizer que iria fazer nessa mesma semana uma transferência monetária paras contribuir com as despesas da criança; pasme-se que hoje, precisamente 14 dias depois, aguardamos com toda a tranquilidade por desenvolvimentos...

Que tristeza ainda existirem por este mundo fora espécimes com este tipo de deficiência, e vermos por vezes partir seres que nos fazem ainda cá tanta falta.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mais uma vacina

Nesta fase em que são tão pequeninos e tão frágeis, todo o cuidado que possamos ter enquanto pais é uma gota no imenso oceano de preocupações. Sem dúvida que fazemos o melhor que somos capazes e mesmo assim às vezes parece tão pouco.

Agora andamos na fase das vacinas e mensalmente tem sido um suplício ver o sofrimento do ser humano pequeno ao sentir aquela picada fria no seu ainda mais pequeno corpo.

Tenho a sensação de que me dói mais a mim enquanto mãe a observar o episódio do que a ela própria...e sabe-me tão bem, após a "maldade" necessária agarrá-la junto ao meu peito, limpar-lhe as pequeninas lágrimas e fazê-la sentir que naquele momento o pior já passou e que estou cá para protegê-la de tudo o que possa e que esteja ao meu alcance...e ela lá se acalma, como que percebendo que todo o amor e carinho que lhe dou serão mais e mais de dia para dia.

sábado, 16 de outubro de 2010

Primeiro Susto

Ainda não estou refeita do susto que é ver que a bébé está doente, com febre e a necessitar de cuidados que eu, como mãe recente ainda não sei bem quantificar.

Depois de um dia em que a falta de apetite e de sono foi uma constante, a irritabilidade crescente e a prostração uma realidade, nos nossos miminhos de mãe e filha apercebi-me que após vomitar tinha os pézinhos a suar e totalmente gelados e a carinha sem côr...que pânico.

Um ser tão frágil e tão, tão importante para mim...foi tudo tão rápido, pegar nela e fazermo-nos de madrugada à estrada para o hospital.

Os meus receios eram muitos...o medo de algo grave ainda maior e hoje no rescaldo de uma noite mal dormida olho para ela e amo-a tanto, tanto...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

3 Meses

A data de hoje foi festejada com um belo jantar e de sobremesa...Merry Cupcakes.

Haverá alguma coisa melhor?? Um doce no estomago e um doce ao meu colo, foi delicioso.

As fotos com chapéu de festa testemunham, para mais tarde recordar.

domingo, 3 de outubro de 2010

1 Ano de algo, 3 meses de felicidade

Há exactamente um ano que a minha filha me acompanha; sim, porque sinto-a como minha filha desde a data d concepção, ou, dito de outro modo, desde que soube que ia ser mãe.
E está quase a completar-se um ano desde o dia em que apareceram duas risquinhas vermelhas, naquele singelo teste de farmácia que até hoje conservo no meu baú de recordações.

Foi um ano intenso, cheio de surpresas, umas boas, outras dilacerantes, mas o balanço é muito positivo, pois livrei-me do mal e tenho nos meus braços o melhor dos tesouros que uma mulher pode ter.

Há precisamente 3 meses, 24 horas antes do nascimento da minha princesa, recordo que estas já eram horas um pouco sofridas, com contracções de 15 em 15 minutos e tudo se foi desenrolando ao longo do dia, até ao meu internamento perto da meia-noite.

A carga nervosa que até então me tinha acompanhado, deu lugar a uma certa serenidade, a uma vontade imensa em que todo o processo se desenrolasse rapidamente, para sustê-la nos meus braços, olhar para ela e felicitá-la por ter nascido e por ser minha, a Minha Filha.

E já lá vão 3 meses e parece que foi ontem...life goes on!