segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Hoje levei uma bruxa tamanho midi à escola!

E apesar da indumentária não ir de preto carregado, ela ia toda contente.

Com pouco se contenta uma criança.

domingo, 30 de outubro de 2016

Cabeleira

Se o cabelo fosse branco, mais parecia a cabeleira do Marquês de Pombal; esta começa a precisar levar uns valentes golpes de tesoura.


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Recado na caderneta - uma facada no meu coração de mãe

Eu sabia que o início não ia ser fácil; sei quem tenho em casa, sei que é uma miúda muito contestatária e que tem bastante resistência às regras e ao facto das mesmas existirem.

Também sei que com as pessoas com quem faz mais cerimónia se porta bem melhor do que comigo, mas mesmo assim vai tardar algum tempo até atingirmos a perfeição.

E o inevitável aconteceu, recado na bela da caderneta - a menina chega constantemente atrasada após os intervalos porque vai para a casa de banho e fica lá a brincar.

Como é que isto não me é nada estranho, se eu passo o tempo em que estamos em casa a arrastá-la da casa de banho para fora!? Nunca tinha visto uma criatura com uma panca tão grande com a casa de banho como a minha filha - ora gasta água, ora põe-se ao espelho, ora se põe a experimentar os meus perfumes, dá banho às bonecas, pinta-lhes a cara, etc.

Já me zanguei, já a castiguei, já a fechei lá dentro por 5 minutos e pelo que vejo a situação não melhora; mas desta gota d'água de se ficar também na casa de banho da escola eu não esperava.

Lá lhe li o responso, zanguei-me muito a sério, espero honestamente não receber mais nenhuma advertência deste tipo.

Educar um ser humano é de facto muito mais difícil e doloroso do que o parir!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Olha um ouriço Mamã!

Fê-lo a partir do número 1....e para mim, está maravilhoso.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Para quem circula hoje para os lados do Campo Pequeno

Avenida da Republica, Túnel da João XXI e afins, tudo cortado. Ai eu :(

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Mamã, amanhã vou aprender os "dintongos"

Uiiii, isto promete!

E eu digo, "ditongos filha, di-ton-gos.

E ela:

 - Na na, a porssora disse dintongos!

Toma lá para aprenderes o que custa a vida - estas mães não percebem nada disto.

A minha filha acordou ontem de manhã bastante aflita

Não é novo, mas senti-a particularmente preocupada.
Sempre teve estas pancas, estes sonhos premonitórios, sei lá, não sei se os miúdos que vivam com o pai e com a mãe, ou que, mesmo não vivendo, sintam que existe respeito mútuo entre amos també o terão.

Mas respeito é algo que jamais poderei nutrir pelo progenitor da criança, embora não seja eu a faltar-lhe ao respeito, são obviamente coisas distintas.

E lá está, são 6 anos, e a percepção do mundo que a rodeia começa a ser cada vez mais refinada; já deve ter percebido que é comigo que conta, para o bem e para o mal. Para ela trata-se sobretudo de afectos, de carinho, de sentir que tem uma rede que a protege da queda, para mim, para além do que eu entendo o que é ser Mãe, e que é sem dúvida uma missão para a vida, é toda uma relação umbilical de amor, entrega, aprendizagem (porque ela também me ensina muito), acompanhamento, responsabilidade....

Pois que hoje o busílis foi: "Mamã, tive um sonho mau; sonhei que te ia perder aos 6 anos e eu não consigo viver perdida de ti!"

Wow, isto é poderoso. A minha avó dizia que quando sonham com a nossa morte, estão a dobrar-nos a vida, mas imaginando que está previsro durar mais 2 dias, ok, afinal duro 4. A juntar ao facto de por vezes achar que algo de estranho nos pode acontecer de uma hora para a outra, é preocupante.

Mas lá a tranquilizei; lá disse que de certeza acordou cedo demais, porque se me perdeu, iria encontrar-me logo de seguida, tanto que, acordou.

No fundo lembro-me de dar comigo em miúda a ter os mesmos medos, se ficasse sem a minha mãe e a minha avó, e que ia parar a um orfanato.

Oh meu Deus, seja o que for, está escrito.

domingo, 16 de outubro de 2016

Hoje foi à festa de anos de uma amiga recente

Escola nova, amigas novas e todas estas relações sociais fazem parte da existência deles.

Confesso que estranhei o convite ser de uma menina do 4º ano - no meu tempo, em tão tenra idade, se estávamos no 1º ano, os nossos amigos eram os que faziam parte da mesma turma, e pouco mais.

Mas, como vão sendo criados ritos que, entendo eu, têm o intuito de envolver as crianças no meio escolar, criar mais elos de ligação e entreajuda, após o apadrinhamento dos meninos do 4º ano, face aos novatos do 1º, a minha filhota ganhou ali uma BFF, uma protectora e lá foi hoje à festinha da "Madrinha".

Honestamente acho que ela neste momento já nem se lembra que tem uma madrinha a sério, que esteve lá na Igreja a testemunhar o sacramento que lhe foi conferido, mas enfim...isso agora também não interessa nada.

E foi assim a minha princesa....


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

A rapariga superou-se

Um manto verde percorre o quadro semanal das bolas de comportamento.

Well done baby, let's have a birthday party!

Estou mais nervosa do que ela, Mom Issues!

Sabemos que a transição para o 1º Ciclo nem sempre é fácil e, das duas, não podemos retirar três.

Ou os miúdos são "panhonhas" (como eu própria era com 5/6 anos) e ficam ali sossegados no seu canto a rezar para que ninguém se meta com eles, ou são decididamente despachados e gerir as regras de uma sala de aula não é algo que se consiga fazer ao fim de meia dúzia de dias.

A minha filha está na 2ª opção, mas com um extra em cima - é que é mesmo um "demónio"; ao ponto de há 15 dias atrás ter trazido uma bola vermelha de mau comportamento, e ter neste momento uma distribuição de bolas amarelas em relação às verdes aí de 40/60, o que me começa a aborrecer.

Foi avisada, reforcei o aviso e cheguei um dia, que coincidiu com o final da semana passada em que disse BASTA! Expliquei-lhe que já teve tempo para se adaptar e que não iria tolelar de bom grado mais bolas amarelas.

As justificações foram que o Fábio fala com ela e ela responde-lhe para estar calado - bola amarela; que o José lhe tirou o lápis e ela se levantou para o ir bucas - bola amarela; que estava só a dizer uma coisa à Nicole - bola amarela; and so on, and on, and on.

Voltei a reforçar que até podia aterrar na sala de aula a Elsa e o Olaf, a Dra. Brinquedos e a Princesa Sofia que, as bolas amarelas eram para acabar.

Esta semana, na 2ª feira - bola amarela, juntamente com um convite para a festa de aniversário da actual BFF.

Já passada da cabeça e porque não tolero faltas de respeito (jamais eu levei uma bola amarela para a minha mãe e se a levasse tenho a certeza que tinha levado uma estampilha à moda antiga), encostei-a à parede - se até ao fim da semana voltar a vir alguma bola amarela, não há festa de anos para ninguém.

Como a Lei de Murphy é tramada, a professora não enviou mais ao longo da semana o tal caderno e ela jura-me que a fotografia dela tem estado todos os dias to lado dos "Green Ones" - não me costuma mentir a miúda, mas que estou enervada com isto, estou.

O que me reservará o bendito caderno logo à noite?

Levar ao fim o castigo, se a situação assim o impuser vai partir-me o coração, mas é a única forma que tenho para ela sentir o peso da minha ira e que os maus comportamentos podem ter consequências devastadoras.

Veremos, mas que estou aqui consumida, estou.

Está interessante

http://www.noticiasmagazine.pt/2016/deixei-te-um-recado-na-porta-do-frigorifico-se-nao-entenderes-a-minha-letra-sorte-a-tua/

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A minha filha diz que agora é uma abelha

E isto completamente a despropósito.

Enfim, veio-me à cabeça esse grande personagem que é o Clemente!

O dia dos senhores do táxi aborrecidos foi ontem

E hoje é que demorei exactamente 2 horas e 20 minutos para percorrer uma distância de 25kms; estou com uma neuraaaaaaaa!!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Mas qual foi a ideia!?

http://www.dn.pt/sociedade/interior/homem-atirou-se-do-viaduto-sobre-a-rotunda-do-relogio-5434387.html

Consegui chegar a Lisboa, apenas 20 minutos depois da hora prevista

Menos mal, pensei que ia ser muito pior.

Parece que amanhã o trânsito em Lisboa promete

Já não me bastava ter que estar no centro da cidade cedíssimo, e agora gramar com os protestos dos taxistas.

Confesso que estou completamente por forma da celeuma, mas sei que há muitos que fazem o que querem e que se esticam nos preços.

Por razões óbvias deve ser o único país do mundo em que não utilizo o táxi como meio de transporte (vá, em Inglaterra também não, pois são uma fortuna).

Mas depois de há 2 semanas atrás uma colega minha que cá veio ter uma reunião connosco ter dito que um taxista se recusou a transportá-la desde o aeroporto até ao Areeiro, porque não compensava....tenham dó, é falta de concorrência.

sábado, 8 de outubro de 2016

So far, so good

A minha miúda gosta de fazer os trabalhos de casa e consegue estar concentrada...um ponto para ela!

A grande diferença (uma das) entre o Jardim de Infância e a Escola Primária

Nunca a minha filha encardiu tanto a roupa como agora; chega ao fim do dia e não tem ponta por onde se pegar.

Hoje os All Star branquinhos vieram com uma tonalidade que eu nem consigo identificar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O dia 6 de Outubro é daqueles dias maus, de há 18 anos para cá

O cancro levou-me a avó, e o tanto que ela sofreu.

Até aqui, a avó continuava muito presente na minha memória, como se tudo se tivesse passado ontem. Sentia-lhe o cheiro, a presença, a sonoridade da voz e pensei que ia ser sempre assim.

Mas não; eu tinha 20 anos quando a minha avó partiu, e já se passaram quase tantos anos, quantos os que eu tinha nessa altura, e vivi muito aquilo tudo, sobretudo a morte.

Aquele corpo gelado da câmara frigorífica que beijei, ficou-me na memória, aqueles olhos azuis semi-cerrados, a imagem do cadáver dela acompanha-me, tanto quanto as outras imagens boas; mas, parece que com um estalar de dedos, deixei de sentir que foi ontem, e o fardo da saudade é pesado.

Sim, não a vejo na esfera real há 18 anos, embora ainda me apareça em sonhos, e sinto cada vez mais a falta dela. A saudade é uma sensação tramada, dói tanto como uma desilusão de amor...creio que dói mais até.

Até sempre minha avó.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

ONU

A minha alma está positivamente parva. Vivi para ver isto. GUTERRES!
Um português, ainda por cima Socialista como Secretário-Geral da ONU...é um sonho tornado realidade!

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/05-10-2016/antonio-guterres-eleito-novo-secretario-geral-da-onu

Livros escolares para devolver...isto promete!

Ontem trouxe o livro de Estudo do Meio para casa para fazer uns trabalhos; metade fez no colégio onde passa os tempos livres, antes de a ir buscar, e outra parte ficou para fazer em casa.

Faço questão de, embora pague um ATL para que ela tenha  algum tempo para descansar e descomprimir, mas também para fazer os trabalhos e estudar, trabalhar um pouco com ela em casa, porque é fundamental acompanhar os nossos filhos, para que eles se sintam protegidos, acompanhados e para que nós, pais, saibamos sempre em que ponto estão.

Outra rotina é verificar diariamente a mochila, o material, o estado das coisas. Qual não é o meu espanto que ontem, ao abrir a dita, experencio o caos!

O livro de Estudo do meio semi-aberto com uma página completamente amarfanhada e ligeiramente rasgada na junção da lombada, tudo isto porque um dos estojos em vez de ter sido arrumado no sítio certo, ficou no meio do livro.

Hoje, lá vou passar a página a ferro, colocat fita-cola invisivel na folha e seja o que Deus quiser.

Um aparte - o ano lectivo começou há menos de um mês, portanto no fim do ano os livros desta gente miúda devem estar num óptimo estado para devolver e serem reutilizados.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

De corsários,

Camisa de manga comprida ligeiramente arregaçada de manhã, mas que logo voltei a pôr no lugar, sabrinas sem meias e não consegui aquecer o dia todo, aliás, estou gelada.

O Outono está aí minha gente.

Tal não é a loucura em ir para a escola

Confesso que a sede de brincadeira suplanta a sede de saber, mas pode ser que eu me engane, que hoje, à saída do prédio, deu de caras com a professora - o que já é habitual, pois dado o facto de morarmos a meio minuto a pé da escola, a professora passa invariavelmente à nossa porta.

Pois bem, eufórica por ver a professora, mas a armar-se ao mesmo tempo em difícil, desata a andar em passo acelerado, algo que se confundia com marcha rápida ou corrida lenta, mas...a olhar para trás, com a cabeça de lado.

Resultado, por uma unha negra não embateu com a cara na mini-vivenda que serve de sede aos Escoteiros - a professora deu um grito enquanto eu saltei e consegui alcançá-la com o meu braço (valha-me a sorte de ser bem comprido), mesmo a tempo de evitar um acidente, que, a deixava com a cara num bolo.

E começou assim a minha manhã.

domingo, 2 de outubro de 2016

'Maioria dos batizados foi a crianças que iam morrer'

São de facto arrebatadores estes testemunhos.

'Maioria dos batizados foi a crianças que iam morrer': Durante 18 anos José Nuno Silva foi capelão do Hospital de S. João. Conviveu todos os dias com sofrimento e morte, mas na hora da saída diz que foi feliz.

Homenagem a Paquete de Oliveira