quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Amizades...

"Grandes amizades não se perdem em pequenas disputas. Se se perderem, é porque não eram nem amizades, muito menos grandes..."

Dá que pensar...

Os amigos creio eu, devem estar connosco para todas as ocasiões, devem estar lá sempre, seja nos bons, mas sobretudo nos maus momentos.

Devem ser capazes de nos oferecer o seu bom humor, o seu companheirismo, a sua compreensão, as suas palavras duras quando delas precisamos, o seu ombro, o seu apoio...

Mas, e aqueles que apenas estão nos bons momentos e que à primeira contrariedade nos viram as costas? Como identificamos esses "amigos"?

Aqueles que perante uma situação que até pode beneficiar a nossa vida, que nos pode fazer dar a volta por cima, que pode contribuir para a nossa felicidade, são mesquinhos, egoístas e calculistas, pensando só no seu bem estar e no seu umbigo?

E que perante esse pensamento nos viram as costas e nos hostilizam ostensivamente? Terão alguma vez sido nossos amigos, ou a ocasião fez o ladrão?

Fermentemos a ideia...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Alô! Alô! Gaivotas, Tollan!

Estava eu no sábado passado a folhear a revista inclusa no jornal Expresso, quando me deparo com um artigo a fazer alusão ao para mim famoso "Tollan".

É incrível como determinadas situações nos ficam na memória, situações essas passadas na nossa mais tenra infância.

O "Tollan" era um navio inglês que se afundou no rio Tejo a 16 de Fevereiro de 1980; ora eu nasci em Dezembro de 1977, tinha na altura pouco mais de 2 anos de vida.

A sua carcaça ficou a flutuar pelo rio durante mais 3 anos, para gáudio da população local de gaivotas, e transformou-se na altura em anedota nacional.

Pois que havia uma estação de rádio na altura, que aproveitando a dita conjuntura tinha como slogan da manhã "Alô! Alô! Gaivotas, Tollan!, slogan esse que cá ficou na memória e não mais esqueci.

Não mais esqueci a época em que vivia com a minha mãe numa "casa" de cariz muito humilde na rua dos caminhos-de-ferro em Santa Apolónia; não mais esqueci que fizesse chuva ou sol, às 06:30h da manhã já estávamos na rua, nas filas dos transportes públicos para a minha mãe entrar às 08:00h no seu local de trabalho na época; não mais me esqueci do quanto gostava do meu pão de leite simples que por vezes comia no café "Bons Dias" em Odivelas, antes de entrar no infantário.

De facto, a notícia do Tollan, trouxe à tona muitas memórias de tempos que não voltam mais.