sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O Príncipe...e não é o do Maquiavel

É o que escolheu o jardim de uma amiga minha para viver, e está à espera que eu lhe vá dar um grande beijo.


“Deus veio ao Afeganistão, e chorou”...mas não só

Li este livro da Siba Shakib há quase 20 anos e fiquei comovida com a história daquela mulher que viveu num campo de refugiados, fiquei siderada com os meandros e as politiquices que se passaram no Afeganistão, a presença dos russos, violações, destruição, mujahedins e talibãns. Aliás, lembro-me do que me arrepiei quando esses tipos destruíram as estátuas de Buda, Património da Humanidade. Não só destroem vidas, como destroem História. Um livro muito interessante que nos faz ter uma percepção de uma realidade que muitos desconhecem.

Hoje, dei comigo a pensar que há tanto motivo por que chorar por esse mundo fora e ao ver as últimas imagens de Barcelona, sinto-me assim...triste. Instalou-se o caos, a batalha campal, uma verdadeira intifada, a destruição. Não tem que existir em lugar algum...mas Barcelona!? Assim uma cidade de encantar, uma cidade que há uns bons anos fui visitar e curar uma paixonite que acabou mal e que, em meia dúzia de horas já nem disso me lembrava, tal não foi o peso daquela atmosfera mágica a entranhar-se na minha pele. Como é que num mundo tão bonito, existem pessoas tão feias que só estão bem a estragar. A estragar lugares, a estragar memórias e recordações, corações, sonhos.

Creio que se Deus viesse aqui agora, teria mesmo muitos motivos para chorar...

Também já não serão assim tantos anos...vá....mais de metade da vida já passou


O meu esbelto bracinho já levou a picadela

Veremos como me porto este Inverno. Já estou a imaginar os meus anti-corpos a debaterem-se neste momento contra os invasores que acabaram de entrar...deve ser divertido. Venham as armaduras, os discos, as setas, vamos a eles, zás, trás, pimba, vocês não vão atacar a nossa hospedeira porque nós somos mais fortes...

Muito bonita...


quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Já se esteve mais longe...

E ele comenta: “isso é um pedido formal?”


Não minto por natureza, e cada vez mais acho que esse comportamento é pernicioso

Mas a última....bom, quando digo que vou começar a ir, estou mesmo convencida que sim. De qualquer forma, apenas me prejudico a mim própria. Ainda tenho salvação!


Mais um para a próxima passagem pela Bertrand


I really hope so...


De quando em vez também me dão tiques de mulher irritante

Ontem ao final do dia ao entrar no carro, ainda nem sei bem como o fiz, ao colocar o computador no lugar do pendura, dei um pancadão com um dedo não sei onde, mas o facto é que, por um lado ficou a doer-me e por outro, estalei literalmente o verniz. Destruí quase metade de uma unha.

Ainda lá andei com os dentes, ainda pensei que chegava a casa e tinha que cortar a unha bem rente, limar...mas ia ficar uma aldrabice.

Vá, armei-me em quem não tem que fazer, liguei para o sítio onde as fui arranjar a pedir se por acaso tinham uma vaga para compor 1 unha. Até pareço uma mulher fútil, nossa Senhora.

Mas a senhora foi uma querida, lá me disse para passar lá, cheguei e lá me arranjou novamente a unha de raiz e quando lhe perguntei quanto devia disse-me que não era nada! Que são coisas que acontecem e o importante era estar com a unha bonita outra vez.

Até fiquei sensibilizada.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019


Gostos não se discutem

Tirando aqueles que "chutam para a veia" e que honestamente mereciam vários pares de estalos e abanões por atentarem contra as próprias vidas, destruírem famílias, etc., eu devo ser das poucas pessoas que vai atrás da bela da injecção.

Se me perguntarem se gosto da sensação, digo já que não, tirando o facto de que quando a minha rica avozinha era viva, era ela quem me tratava da saúde e eu não sentia nada - mas, de resto, não gosto. Dizer que dói horrores, não digo, porque de facto não dói, a não ser do que já experimentei, a Penicilina e as primeiras gotas de soro, quando temos que o levar, porque também passa logo. O soro porque é salgado, a penicilina porque se trata de um liquido muito grosso e claro que a entrar no músculo, é dose. Mas vai muito de quem dá. A minha avó não fazia doer quase nada, e já tive a sorte de apanhar mais um ou outro enfermeiro, que foram verdadeiros artistas na arte de dar a pica - o pior é mesmo depois.

Mas eu, como até já tive uma criança com mais de 4 quilos e parto normal, acho que depois disso, aguento quase tudo e então, dou-me ao luxo de ir atrás da picadela. Já me estou a começar a sentir frágil com este tempo e sei que os meus estados gripais, pneumológicos e afins começam a aparecer em meados de Outubro e cessam na Primavera. Não me posso dar ao luxo de estar de baixa, não tenho quem trate de mim em casa, pelo contrário tenho que tratar de um gato e de um Unicórnio Fêmea de cor magenta, portanto já fui "knockar at the pharmacy door" de receitinha de Influvac Tetra na mão para despachar o assunto. Mas a dita cuja ainda não chegou à farmácia e eu mais dia menos dias apanho uma, que nem me endireito. Bom, depois posso sempre "knockar at the hospital door" e levar uma dose de Penadur - o que eu não faço por uma pica.

Portanto a modos que um dos homens mais sexy do mundo vem cá dar um concerto para o ano

Sim, eu sou de paixões antigas e duradouras e impossíveis. Não que me possa queixar no que toca a ídolos que pensamos sempre serem inatingíveis, e que afinal vá-se lá saber tropeçamos neles e acontece o impensável, mas isso é uma vez na vida e de facto não me posso queixar :)

Mas o Lenny, esse fica assim ali no imaginário como algo impossível, e demasiado perfeito para ser real.

Eu quero ir ver!!!

https://nit.pt/coolt/musica/lenny-kravitz-vai-dar-concerto-em-portugal-em-2020?fbclid=IwAR3WDOwLkKXhEyotrvj3mXsMiTiPCpTxA512UvBjjGzgF8lWRJUcWfRzCzY

Onde se almoça tão bem no “meio” de Lisboa

Empório do Chá 

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Disse-me hoje a professora do Centro de Estudos

Que ela é uma conversadora nata. Não me deu qualquer novidade. Cá em casa, dialoga sozinha. Chego a um ponto em que suplico por silêncio. Claro que quando a tenho longe sinto falta do estrilho que faz, mas isso já são outros quinhentos.

Disse-me também que a capacidade e dedicação ao trabalho estão ao mesmo nível da conversa. E sim, esta é a minha miúda e desejo que nunca perca este brio e vontade de ser melhor. Sinto um orgulho enorme pelas conquistas dela, ao mesmo tempo que sinto um peso enorme também. Se algo falha, fui eu a falhar. A vida é assim, raras vezes é justa.

Também não será a melhor opção, mas só quando batemos com a cabeça na parede é que aprendemos umas coisas


Mais um dia em que alvitraram

Que tenho 30 e poucos anos, com a ressalva de que nem aos 35 chego, depois de eu própria dramatizar que os 30, só se forem mesmo em cada perna, a medo e sempre com os pergaminhos de que não se pergunta a idade a uma senhora eu lá disse que vou nos 41, omitindo que daqui a 2 meses estarei nos 42, ainda tive direito ao seguinte conselho:

“Faça-me um favor. Mantenha-se assim. Não é por simpatia, mas não parece mesmo nada ter essa idade”

Vá lá, pelo menos neste campo os genes foram generosos comigo.

Quando o ego é grande e os sentimentos pequeninos...


Aquele filme que me derrete e em que ela lhe diz:

"She's just a girl, standing in front of a boy, asking him to love her"

Notting Hill

Tão, mas tão verdadeiro


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Recebi um "I miss you" logo pela manhã

Nada que não me tenha sido referido ontem, e há 2 dias e há 3...mas a verdade é que "I miss that person too" e embora comuniquemos todos os dias e a vida não nos permita ter muito tempo e oportunidade para estarmos mais juntos, é bom sentir que nos fazemos falta. É sinal que há amizade, ternura, carinho, afecto, preocupação, necessidade de cuidado mútuo...reciprocidade.

Esperam-se as cenas dos próximos episódios

Não, ainda não estou internada compulsivamente na Casa de Saúde do Telhal (com o devido respeito por quem lá está, ou por quem lá passou), mas pelo menos por hoje o tecto da sala estava seco. O pré-sofrimento de hoje já está em crédito para o próximo dissabor.
"Ages de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim e nunca simplesmente como meio."

Kant

Em pleno século XVIII já o Kant (um dos meus filósofos preferidos) dizia algo que, 300 anos depois continua a ser tão pouco aplicado. Dizia-me uma pessoa que respeito profundamente que de facto hoje em dia e cada vez mais se vai pelo mais fácil, pela busca incessante pelo seu prazer e realização, não se olhando em redor e aos danos que isso provoca aos que estão à volta.

Uns usam drogas, alcool, outros usam pessoas - é a realidade em que vivemos. O ser humano na sua natureza de facto não evoluiu.

Já sentia uma certa falta de chegar à porta da escola da miúda e estar instalado o caos

Por momentos gelei. Não sabia que era suposto haver uma greve, não tinha almoço preparado caso tivesse que a deixar noutro sítio, tinha reuniões em Lisboa o que me impossibilitava ou causaria enormes transtornos caso tivesse que lhe levar o almoço. Obviamente que estas preocupações não deveriam assolar apenas o espírito da mãe, que já leva com tudo em cima e legalmente é "apenas" co-responsável pela criança, mas....é mesmo só legalmente, porque na prática, é o que se sabe.

Até acho que à Santa Rita de Cássia pedi baixinho para que a professora fosse das que fura greves, para eu ter menos um transtorno no dia de hoje...e as minhas preces foram ouvidas. A miúda foi das que teve aulas e eu dei graças à Santa!

Se todas as minhas preces fossem ouvidas...eu seria a mulher mais feliz do mundo, mas como temos que nos contentar com o que temos, olha, já não foi mau.

Sim, confesso, já tive que me "dopar"

Porque vejo esta chuvinha lá fora e já estou uma pilha de nervos a imaginar que muito provavelmente o tecto da minha sala já recomeçou a meter água e que a minha paciência já esgotou e hoje à noite quando chegar a casa a probabilidade de armar banzé com os vizinhos é grande.

Portanto se virem logo à noite no Correio da Manhã que uma mulher enlouqueceu e foi levada para a unidade de psiquiatria mais próxima amarrada num colete de forças...é muito provável que tenha sido eu.

Pelos próximos dias....estou de "red"



domingo, 13 de outubro de 2019

Seus abutres sedentos de sangue...que vergonha :)


Mal lhes pus a vista em cima disse logo que iam ser meus


Aldo

Quando se acorda com umas olheiras aterradoras

Mas parece que se ficou com um aspecto aceitável!


Eu devo andar a dormir

Então vai abrir um Corte Inglês em Carcavelos e só hoje é que fiquei a saber disso? O sítio onde a concentração de bom gosto impera, mesmo na minha zona e eu não sabia!?

O corno é mesmo o último a saber.

sábado, 12 de outubro de 2019

Um exemplo de como a minha vida familiar passa do céu ao inferno e novamente ao céu em minutos

A minha filha tem um dom! Nunca pensei que do meu ventre brotasse um ser tão peculiar e diabolicamente encantador. Hoje foi um dia em que tive direito a tudo: más respostas, birra, beijos, abraços, “amo-te mãe” e afins. Mas o episódio ao qual achei mais piada, foi estarmos resolvidas, eu ter lavado a casa de banho, o meu telefone que toca com uma chamada demorada e ela....bom, por sua livre vontade foi buscar a vassoura e varreu o chão.

É ou não é uma riqueza da sua mãe!?

...nesta odisseia das eleições, não oiço falar do...

Marinho e Pinto! E só me lembro daquela música que “ rezava” assim:

“E o pintinho...piu, e o pintinho.....piu!”

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A Banca, essa grande marota

A Banca perdoa milhões ao Maló, a Banca perdoa milhões ao Sporting...a Banca só não me perdoa tostões a mim.

Daquelas piadas que só nós percebemos

"É mesmo à pobre, andar a passear de descapotável à hora de almoço por Lisboa, com direito a mood perdidos dizem-me que, na Picheleira!"

Nada como uma sexta-feira diferente :)

Thank you Sis and all of my best friends

Sem os conselhos sábios dos meus, a caminhada seria bem mais dura.


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Só antigamente é que se morria de amor



Eu juro que não ouvi de propósito

Hoje tive uma apresentação para fazer, mas estando as pessoas em causa noutro país, foi via Skype. Gosto de comunicar, gosto de ajudar, gosto de transmitir aquilo que sei, e foi o que fiz. Correu bem, os dois meninos que estavam do lado de lá participaram, colocaram questões e quando terminei, disse-lhes que caso necessitassem de algum suporte de hoje em diante, que estaria à disposição.

A verdade é que sou assim mesmo. Lá agradeceram imenso, foram super simpáticos. No fim, estava eu a fechar a sessão e eles, que se devem ter esquecido de o fazer, ou no mínimo de colocar em mute comentaram um para o outro:

"Bem, que simpática que ela é, e bonita, UAU".

Parti-me a rir. Nem quero imaginar como seria se estivessem a falar mal de mim. Ahahahah, foi mesmo cómico.

...e a minha paixão por chapéus e gorros!?

Desde miúda que sempre gostei destes adereços e continuo a ser menina para andar com o meu gorro no Inverno. Sinto frio na cabeça, o que é que querem?

E para não variar uma das minhas marcas fetiche tem umas propostas que me coloca grandes dificuldades na hora de escolher:


Como é que uma mãe consegue resistir à tentação!?


Desigual

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Sou um coração de manteiga...

Paz à minha alma, Ámen!


Gente com cultura

Porque é que votou no partido do André Ventura?

Resposta de um cidadão português de considerável idade:

“Primeiro porque ele é do Benfica. E a segunda é que ele é contra os ciganos!”

Não vou à bola com o fundamentalismo do PAN, mas realmente quanto mais oiço certa gente a abrir a boca, mais encanto encontro no miar do meu gato.

Oh yeah!


A grande diferença entre a minha pessoa e a da minha filha

Eu era uma miúda extremamente bem educada, chegava até a ter uma postura principesca, tal não era a pressão que a minha mãe exercia, as chamadas de atenção constantes e os tabefes - talvez fosse assim por medo, não digo que não, mas a verdade é que não era uma miúda cínica, do género de dar graxa para ter alguma coisa, mas tinha um respeito acima da média à minha mãe e avó.

A minha filha é bem educada fora de casa, tirando quando decide responder à estalada na escola aos miúdos que a agridem. Mas sabe estar em sociedade, sabe respeitar os outros, sabe estar a uma mesa e não me envergonha. O problema surge mesmo quando quando eu entro na equação.

Ontem, fui buscá-la ao Centro de Estudos e não me veio dizer boa tarde, ou sequer dar um beijo. E mesmo depois de ter sido advertida por mim e depois pela professora, como é de gancho continuou a não o fazer. Ainda resumiu: "Tu não man-das!"

Isto com a minha mãezinha, teria sido logo um daqueles olhares que me faria entrar pelo chão dentro seguido de um sonoro e forte par de estalos. Há 30 anos atrás era assim, e tínhamos um medinho dos pais que até doía.

Com a minha filha abreviei a violência e fiquei-me por:

"Tal-vez não. Mas não te dou uma sa-que-ta da LOL!"

Como resposta tive um:

"Estava a brincar contigo mamã!" - mas nada de beijo nem de boa tarde pelo que perante esta resposta levou com um:

"Pois eu não estou a brincar e não levas a saqueta da LOL à mesma!"

É o que temos...

domingo, 6 de outubro de 2019

Memórias de uma má mãe...ou será mãe má!?

Já há algum tempo que não lhe comprava as saquetas das bonecas LOL. É incrível como é que uma criança tão doce e inteligente se pode portar tão mal. Mas como eu andava de esguelha, interrompi o privilégio. Ontem, fomos ao supermercado, aproveitando o facto de não o ter pedido, achei que talvez fosse altura para retomar o mimo, claro que sempre racionado a priori. Pois que ainda estava na fila para pagar, já ela me estava a aborrecer e a empurrar o carrinho, após lhe ter dito para estar sossegada. Refilou, resmungou e eu....pimba! Disse-lhe que podia tirar “o cavalinho da chuva” que não iria abrir nenhuma saqueta. Como o dia já estava perdido ainda prevaricou mais um par de vezes.
Hoje de manhã avisei-a para que ficasse claro que era bom que não extravasasse. Ainda não tínhamos saído para ir votar, já estava aos gritos e a portar-se mal e eu....pimba!.... mais uma vez. Logo hoje que para mim também não é um dia dos bons, ela tinha que estar possuída.

Acalmou à tarde, e antes de deitar pediu para abrir uma saqueta. Disse-lhe que o direito para o fazer hoje já o tinha perdido, pelo que aguardemos por uma onda de boa educação. Na verdade também recebo o meu salário depois de trabalhar, portanto em casa a base é a mesma.

Fez um ruído que mais parecia o início de um vendaval, olhou para mim e disse:

“És MÁ mãe!”

Nossa, serei assim tão megera para a minha própria filha!?


Mais um dia não...

De há 21 anos a esta parte, esta altura do ano é das mais tristes da minha vida e o dia de hoje marca o antes e o depois da minha existência e dos meus laços com a minha avó. Ano após ano, e já lá vão tantos, uma vida, parece que tudo se passou há dias atrás. Ainda tenho a voz dela clara nos meus ouvidos, os passos dela, o cheiro do perfume, o carinho dos seus beijinhos. Tive uma avó austera, sim, à antiga. Que me transmitiu muitos dos valores pelos que me continuo a reger. Era uma pessoa pela verdade, por muito má que ela fosse. Era uma pessoa de causas, que lutou toda a vida para alcançar o que quis. Foi uma pessoa que mesmo após 2 cancros muito chatos, fazia por não parar, e ao seu modo trabalhou até ao fim, quanto mais não fosse a passar a ferro a roupa da filha e das netas 5 dias antes de morrer.

Sofreu imensos dissabores na vida, depois a doença, mas tinha uma força que fazia dela um furacão por onde quer que passasse. Precisava dormir pouco para repor energias e era de uma dedicação aos outros, inspiradora. Até me lembro que até hoje foi a única pessoa que me deu injecções de penicilina e eu não sentia nada. Tinha umas mãos e emanava dela uma humanidade que faziam dela um Ser muito especial. Por isso ainda não consegui perceber duas coisas: porque teve que sofrer tanto com 2 cancros e porque foi tão cedo. É daquelas pessoas que não precisava de sofrer mais. Ela não.

Fiquei sem uma avó formidável cedo demais, uma daquelas pessoas a quem devo a vida, a quem devo muito do que sou e que, mesmo sem a ter há 21 anos, ainda lhe consigo ir retirar lições nos meus momentos mais amargos. Já dei comigo a pensar, “ nesta situação a avó não baixaria os braços” e vem das minhas entranhas uma força que muitas vezes penso que é o que me mantém viva. Já não vou ao jazigo há bastante tempo. Não estou em condições para ir ali e “ ouvir” silêncio, tristeza e saudade. Mais do que a que tenho, aquela local traz-me más recordações. Apetece abrir aquilo, dizer “avó, acabou a brincadeira e vamos lá conversar”, apetece-me o abraço dela, sentir aquela força e coragem, brutalidade por vezes, e os beijinhos que em pequena me dava na ponta do nariz.

O tempo não apaga, o tempo não apazigua, o tempo não resolve...muito pelo contrário.

Gosto cada vez mais de si Avó. Jamais a esquecerei e recordá-la-ei sempre no meu coração.

A aprender desde cedo a ser uma cidadã ciente dos seus direitos e deveres


Hoje ainda não eram 7 da manhã e...


sábado, 5 de outubro de 2019

Questões dentárias

A queda de dentes de leite cá em casa é um autêntico corrupio. Esta semana foi mais um, pelo que me parece que a Fada Dentinho ainda lhe deve 5 presentes. Confesso que na minha cabeça, tal não é a frequência, parece que já lá vão uns 200 dentes...mas acabou agora de me confirmar que tem 16 na caixinha, um perdeu na praia e restam 3 por cair. Bate certo, a miúda é humana. Afinal só tinha mesmo 20 dentes de leite.

Não sei onde foi buscar a ideia

Mas a verdade é que me pediu para lhe comprar uma camisola da NASA. O mais próximo que vi foi um pijama na H&M. Será que está a deitar a escada para umas férias em terras do tio Sam? Isso é que era!

E assim já se caminha a passos largos para a "perfeição"


Dúvida!

Afinal o Costa estava de férias ou não?
O senhor de idade é um agente infiltrado?
Não fossem os seguranças, aquilo ia dar molho?

O meu voto está decidido. Viva o Portugal profundo, oprimido e ostracizado.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

...e depois existem aquelas pessoas que, com todos os seus defeitos e virtudes, nos dão verdadeiras lições

Tive uma relação que durou uns bons anos e que como em tudo na vida, teve o seu fim. Quando me perguntam o porquê, digo a verdade...que não existiam os pilares onde deve assentar uma relação afectiva mas que a pessoa em questão foi das melhores que conheci. E tanto que foi que, apesar de eu ter terminado as coisas de uma forma bruta, porque não havia outro jeito na altura, aquela pessoa nas datas chave da minha vida continuou sempre fiel ao seu jeito, a demonstrar todo o seu carinho por mim e pela miúda. Eu com o meu mau feitio lá agradecia, mas não passava daí. Ano após ano, cada um seguiu o seu caminho há 4 anos atrás, mas a pessoa em questão nunca se esqueceu. E eu...limitei-me apenas a agradecer.

Até que para não fugir à regra, no dia de anos da miúda, mais uma vez não se esqueceu e eu, se calhar com menos mau feitio do que é meu apanágio voltei a agradecer, porque apesar de tudo tenho educação, mas escrevi qualquer coisa como “obrigada pela sempre lembrança” e recebi como resposta algo como “nunca me esqueço de ti e da Bébécas”. E aí tirei-lhe o chapéu e percebi que, apesar das suas peculiaridades, tem qualidades que eu não tenho. As coisas não correram como deveriam, eu fui bruta porque naquela altura não houve outra hipótese, ele podia ter todas as amarguras do mundo face a mim...e continua a ser, uma das poucas boas pessoas que conheci até hoje.

Hoje, era o dia dele e achei que devia fazê-lo sentir que, a minha memória guarda coisas boas, nomeadamente que hoje era o dia dele, e felicitei-o por mensagem. Igual a ele próprio, embora me tenha apanhado completamente desprevenida, ligou-me pouco depois. Não falávamos há quase 4 anos e após o impasse inicial, a simpatia, humildade e meiguice do costume. Que não podia deixar de me ligar a agradecer a minha mensagem, que tinha estado a falar de mim há 10 minutos com uma dada pessoa...pareceu-me bem, e após a surpresa inicial, fiquei feliz por tê-lo feito. Sinto-me bem comigo, acho que limei mais uma aresta das minhas imperfeições e ele ficou feliz por saber que também não me esqueci. E é isto que levamos da vida. Acima de tudo os afectos, darmos a quem merece, o melhor de nós que, por vezes anda escondido, muito à conta dos dissabores da vida.
Hoje dedicaram-me este maravilhoso pôr-do-sol, e eu, que sou pessoa que gosta destas coisas fiquei feliz pelo gesto simpático! E que bonito que estava!



Por vezes gritam, quando ainda acham que vale a pena...mas quando consideram a causa perdida...


O pior é que hoje em dia, muitos não sabem sequer o que isso é


A minha filha é uma criança sui generis

E não que eu tenha qualquer influência nisso, mas a miúda, para além de devorar desenhos animados, também faz questão de ver o noticiário, debates, o programa do Ricardo Araújo Pereira e ler enciclopédias. Tenta discutir política e religião comigo e já tem uma opinião formada acerca da pessoa em quem votaria, caso a idade já lhe permitisse ir às urnas no próximo Domingo. O que eu acho mais curioso é que também tem uma opinião interessante acerca dos candidatos de quem não gosta de todo e, verdade seja dita, nalguns casos até percebo que a miúda tem uma certa intuição.

Goste-se ou não, concorde-se ou não, há que reconhecer o mérito a alguns e a falta dele a outros tantos.

Mas ontem, a surpresa adveio de um comentário que me fez após ouvir a notícia acerca das cerimónias fúnebres do Prof. Doutor Freitas do Amaral.

Do nada, diz-me assim:

"Mamã, também quero que o meu corpo vá para os Jerónimos, tá bem!?"

Entre o espanto, a graça que lhe achei e até um certo estremecimento interno...gelei. Para ela foi um comentário natural, mas para mim, enquanto mãe ouvir a minha filha dizer uma coisa destas, causou-me calafrios. Uma mãe não pensa nessas coisas, porque não tem que pensar. O filho tem que nos sobreviver e de preferência alguém vai descobrir a poção da juventude e ele vai ser imortal. Ponto.

Portanto , não lhe dando sequer muita saída, para não ter que entrar em assuntos que só de pensar, doem e machucam, vou pensar que se a rapariga um dia quiser casar, talvez seja nos Jerónimos e com toda a solenidade que aquele Mosteiro impõe.

Eu até diria melhor

Qualquer coisa assim: no interior de uma pessoa que julgamos conhecer, existe a verdadeira pessoa, que por vezes é pior do que a nossa imaginação poderia alcançar.


quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Pode não parecer, mas eu tenho uma paciência...

Pois que há uns dias atrás tive que chamar à parte uma pessoa e dizer-lhe com a maior das minhas ternuras que evitasse enviar emails corporativos escritos predominantemente com letras maiúsculas, uso exagerado de situações de pontuação, nomeadamente pontos de exclamação e interrogação e sombreados...entre outros psicadélicos.

A pessoa olhava para mim com ar de desenho animado, ao que eu continuei de uma forma muito construtiva a dizer que pode ser ofensivo, o receptor interpreta aquilo como que estivessem a gritar com ele e denota relativa agressividade, o que, devemos evitar a todo o custo, sobretudo na comunicação escrita, onde pode surtir ainda mais malentendidos.

A resposta que levei:

"Mas era mesmo isso, eu estava mesmo a gritar!" Não, não me passei da cabeça, porque nestas coisas aprendi a dominar os ímpetos. Lá tentei ser outra ver construtiva e reforcei o seguinte:

"Então mas todos nós cometemos erros de quando em vez e é assim que aprendemos e melhoramos. Já imaginou se eu agora do nada me pusesse aqui a gritar consigo? Ia ficar triste, ou nem por isso?"

Ah, disse a pessoa, pois, nunca gritou comigo!

E eu:

"Pois claro que não, nem creio que seja necessário fazê-lo. Mas já viu se nos puséssemos todos a agir assim? Ninguém se iria entender, por isso, promete-me que vai fazer um esforço por não escrever dessa forma de futuro?"

Parece que estamos no bom caminho, valha-me isso. É que já me chega ter este tipo de diálogo lá em casa com uma cria de 9 anos.

É esta noção de finitude real que têm os Grandes...que me arrepia

A paz de Freitas do Amaral perante a morte em breve - DN: Um dia antes do lançamento do seu último volume de memórias, Freitas do Amaral deu uma entrevista ao DN. A última. Por publicar ficou a confissão de que estava consciente de que ia morrer muito em breve.

Estes dois são inspiradores


O que não é necessariamente mau



quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Coisas de filósofos


E se eu sair à rua com um trapito destes!?


Percebo que o avançar da idade é do caraças quando...

pelo sim pelo não tiro fotos do sítio onde deixei o carro no parque da Estação do Oriente, que sempre me baralhou os neurónios, verdade seja dita, mesmo quando estava na casa dos 20. Mas digamos que com mais de 20 em cada perna, ainda tenho a presença de espirito suficiente de procurar evitar fazer figurinhas tristes à procura do carro.


Amazing Michael Bublé

E pensei eu...porque é que não me calha um assim! A voz, a melodia, o sentido de humor, a empatia, simpatia, a interacção com o público, a forma como se consegue ligar com cada pessoa, consegue tocar, emocionar, entreter, fazer um show, pôr-nos a dançar....e podia estar aqui horas e não conseguia transmitir tudo o que senti hoje ao ver e ouvir o Michael Bublé. Foi magnífico. Valeu a pena a espera...e repito, porque é que não tropecei num espécime assim, ou será que vem a caminho!?


terça-feira, 1 de outubro de 2019


Chegou o dia!


Romantic Bites

When someone tells you: "Vou a correr para te mostrar que estou aqui, mas o importante é fazer e estar, para que não o sintas...."

...and we got a silly smile on our face.


Anda uma pessoa a carregá-los na barriga...


  • ...e 4 dias
  • ...aí umas 37
  • ...já vou dormindo, mas não deixo de acordar em sobressalto quando tem de ser
  • ...pois...se dúvidas houvesse...carinha chapada do "outro", que é como quem diz, do seu excelso pai


segunda-feira, 30 de setembro de 2019