sexta-feira, 22 de novembro de 2019

As decisões dúbias do Estado português

Portanto o bebé que foi abandonado tristemente à sua sorte no Ecoponto amarelo e que graças a várias situações se safou e com saúde, já foi entregue e muito bem a uma família de acolhimento. Precisa de colo, de afecto, de carinho, de atenção - tudo aquilo que lhe foi negado desde o primeiro contacto com a vida extra-uterina. Era ainda mais desumano ser entregue a uma instituição.

O Estado português proporciona à família de acolhimento uma compensação de 601€ por mês, para comparticipação das despesas da criança que é tutelada pelo Estado - totalmente de acordo.

Mas o mesmo Estado português, e entidades como o MP em processos de regulação das responsabilidades parentais acham que uma mãe que fica com uma criança a cargo completamente sozinha e não sendo essa mãe abastada, tem que se aguentar com uma pensão de alimentos em regime de tudo incluído de pouco mais que uma centena de euros.

Não deveriam ser encaradas da mesma forma as despesas com uma criança? O altruímo de uma família de acolhimento é compensado desta forma...e então o esforço de mães e/ou pais que ficam com os seus filhos sozinhos, sem os abandonarem à sua sorte e com constantes sacrifícios e desafios para que nada lhes falte, já que a outra parte se está a borrifar!?

Honestamente mesmo que não me tocasse a mim, causar-me-ia a mesma urticária aguda que me causa o sentir na pele estas injustiças.

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