terça-feira, 14 de julho de 2020

O fim de Freud - ora aqui está um excelente artigo

O fim de Freud (1.ª parte – Viena ) - DN: Nunca como naquela terça-feira a hipótese de suicídio lhe pareceu tão nítida e convidativa.

É triste tanta falta de (bom) Senso!

Festas ilegais. Ministro da saúde alemão preocupado e governo das Baleares cria multas até 600 mil euros - DN: Foram recebidos há um mês com pompa e circunstância os primeiros turistas a chegar a Maiorca para a reabertura, todos alemães, mas depois do descontrolo deste fim de semana já há quem só os queira ver pelas costas, incluindo o ministro da saúde alemão.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Não é da minha autoria, mas poderia ser...

E a cada dia que passa, faz ainda mais sentido.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Lego sempre em grande


E como a miúda não gosta nada do Harry Potter, a coruja Hedwig já cá canta! E que perfeição!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Não há como não transbordar de orgulho:

Português - Muito Bom
Inglês - Muito Bom
Matemática - Bom
Estudo do Meio - Muito Bom
Apoio ao Estudo - Muito Bom
Yoga - Muito Bom
Actividade Física e Desportiva - Muito Bom
Formação Integral de Crianças - Bom
Expressões Artísticas e Físico-Motoras - Muito Bom

Terminar o 4º ano mais atípico dos últimos tempos com este brilho, enche-me o coração. É ou não é uma riqueza da sua mãe!?

sábado, 4 de julho de 2020

04-07-2010 - 10 Anos

Foi há precisamente 10 anos atrás que este tesouro me fez ser Mãe, algo que tenho vindo a aprender, e que sei que será uma aprendizagem para a vida; uma aprendizagem constante.

Muitos momentos de felicidade, muitas dúvidas, alguns stresses mas um grande sentimento de benção por me ter sido permitido ser mãe desta menina linda que é a minha filha.

Que venham muitos mais e que continue a ser a miúda justa, honesta, franca, inteligente, maravilhosa...e que pare de fazer birras por tudo e por nada, vá, que não são só coisas boas.


sexta-feira, 3 de julho de 2020

terça-feira, 30 de junho de 2020



Por este andar talvez seja melhor prolongarem os prazos...

Iniciar processos de matrículas com este tipo de constrangimento, não me parece um bom augúrio!


Iniciar o dia com uma pilha de nervos em cima

Para além de me parecer um pouco estranho fazer uma renovação de matrícula sem antes termos as classificações de final de ano lectivo, irrita-me profundamente que o site do ME não funcione. Se isto continuar assim, promete!

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Embora as duas últimas semanas de “aulas” tenham sido muito tranquilas, talvez para compensar os últimos 3 meses em que tive dias muito complicados, apenas se operou o final do ano lectivo na passada sexta-feira. Não houve a habitual festa de final de ano, não houve abraços nem despedidas a sério. Foi mais uma meeting on-line com crianças um pouco tristonhas e professores muito emocionados. Crianças que vão mudar de escola e que provavelmente não se verão no futuro muitas vezes, ou mesmo nenhumas. Estes 4 anos passaram num ápice e nunca nos passou pela cabeça vivenciarmos uma Pandemia e tudo o que lhe está inerente.

Já tive dias em que estava muito optimista face a esta situação, já tive dias em que baixei um pouco os braços. Realmente a reclusão forçada é um grande instrumento de punição, mas desta vez estamos inocentes e não há instância superior que nos liberte. Resta aprender a viver assim. Aceitar que a vida, tal como a conhecíamos, bem como a tão famigerada Liberdade, não voltarão a ser como antes, pelo menos nos próximos tempos.

PS: Ainda me esqueço algumas vezes da necessária máscara e dou comigo a voltar para trás para a ir buscar.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Por estes dias faz todo o sentido


O primeiro mês

O relógio marcava as 3.40 da madrugada quando o Zé partiu, há um mês atrás. O meu telefone tocou pelas 4 da manhã e quando ouvi o seu som, já sabia o que aí vinha. É típico se o telefone toca de madrugada, ser uma má notícia que aí vem. Umas horas antes tinha comentado com a minha irmã que oxalá estivesse enganada mas parecia-me que lhe restavam escassas horas de vida...mas a verdade é que até ao fim, esperei um milagre. Umas melhoras repentinas. O Zé não é desses de virar costas. O Zé manteve-me no seu coração mesmo após o final da união com a minha mãe...o Zé...é o Zé e não morre. Não morre de facto nos nossos corações, não há dia que passe que as memórias que tenho dele não me ocupem parte do pensamento.

Esta saudade que dói.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

E já vai no 36



Fenómenos

Não sei qual a relação entre o crescimento da minha filha e o Covid-19 mas a verdade é que os sapatos deixaram quase todos de servir e sucedem-se conjuntos de roupa na mesma situação. Já são 6 sacos enormes cheios de roupa para dar e parece que ainda não fica por aqui.

Já não faltava o investimento necessário em máscaras e soluções alcoólicas, ainda tem que se renovar o roupeiro e a sapateira da criança!

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Nunca sabemos qual o melhor caminho

Hoje decidi deixar a miúda no Centro de Estudos. Tenho a cabeça em água, algumas responsabilidades em nítido overdue, reuniões e alguma necessidade de poder usufruir de algum silêncio. Se foi a decisão certa em tempos de pandemia e com os números conforme estão...não sei. Mas precisamos ambas de ir de encontro a alguma sanidade mental e esta reclusão forçada sem termos cometido crime algum não nos está a aportar grande valor.

Foi com todas as ressalvas, todos os avisos, e instada a cumprir com toda a profilaxia e regras...eu respirei fundo quando a deixei, ela saltitava com a sua mochila carregada de livros. Espero que o meu (bom) senso não me deixe ficar mal e esta saída não se traduza a curto praxe numa má escolha. A verdade é que estou cheia de saudades dela. Faz-me falta ter aqui o meu pintainho a fazer disparates e eu a hiperventilar com uma carga de nervos mas....estávamos a precisar de umas horas longe, para que o nosso próximo abraço seja ainda mais apertado. Sim, já há três meses e tal que não tinha uma reunião sem barulho de fundo...aiiii, mas que falta me faz esse barulho. O ser humano é isto mesmo, “só está bem onde não está, só quer estar com quem não está!”.

João Só e Abandonados - Sorte Grande com Lúcia Moniz

sexta-feira, 19 de junho de 2020

E hoje, passados 98 dias, voltei a pisar o chão do meu escritório. Desde que lá trabalho, há quase 2 décadas, foi a primeira vez que estive tanto tempo sem lá ir. Nem quando nasceu a minha filha, passei tanto tempo sem lá ir "matar saudades" do local onde passo grande parte da minha vida.

Soube bem ver que não está tudo igual, sofreu uma remodelação que o fez ficar ainda mais luminoso e aprazível, mas foi ainda melhor ver alguns colegas que lá estavam, sorrir-lhes mesmo que com uma mascarilha pelo meio, ver a Maria que já é uma Instituição naquele edifício, a senhora da equipa de Segurança, os senhores do café e afins - caras conhecidas e com as quais lidamos anos a fio. Sim, sou mesmo uma pessoa de afectos, que gosta de estar junto de quem, mesmo que a um nível ínfimo, me faz bem e que, acima de tudo, gosta de os saber bem. A vida como a conhecíamos fez uma pausa, mas continua aí à nossa espera.
O ano lectivo terminou, ou quase, e eu tive dos 3 meses consecutivos mais longos e inesperados da minha vida. Confinamento, sobreposição de trabalho e escola em casa, neuras, dúvidas, a degradação do estado de saúde do meu padrasto e a sua consequente partida, o vazio que se começa a sentir em contraposição aos momentos em que parece que foi um pesadelo e ele continua feliz da vida lá por Setúbal, perceber o verdadeiro valor da amizade e da fraternidade que nos fazem aproximar ou afastar de pessoas que fazem, fizeram ou farão parte da nossa vida...enfim, foi um misto. Nunca na minha vida passei por um período em que tivessem sucedido tantas coisas ao mesmo tempo e com resultados tão antagónicos para a minha vida.

Por este andar, este ano promete sacudir ainda mais estas emoções e talvez nos torne, pelo menos aos que temos vontade de melhorar algo em nós, um pouco mais sábios e aprendamos a relativizar ainda mais. Não vale mesmo a pena perder tempo com coisas medíocres. A vida tem tanto para nos ensinar.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Não me consigo habituar a estes ritos de passagem "americanizados"

Mas a verdade é que a miúda se graduou na Instrução Primária e ainda que não tenha as notas finais na minha posse, a avaliar pelo aproveitamento ao longo do ano, acredito que com distinção!


My beloved daughter. Riqueza de sua mãe!

A vida sempre a surpreender

Parafraseando alguém de quem gosto muito, “a vida é mesmo um prodígio”.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Em anos anteriores nesta altura ando numa roda viva com o planeamento da festa de anos da minha piolha. Festa dos miúdos para um lado, festa da família para outro, o rei da festa que é sempre um bolo maravilhoso e lindo, ela fala no assunto nas semanas precedentes e é uma animação.

Achei que a passagem para os 10 anos merecia uma celebração ainda com mais alegria e pompa...mas não. Quis a vida que este ano nos pregasse uma grande partida e a cada vez mais sentida ausência do avô faz com que se celebre sim, mas com a devida contenção, já que os tempos não são de muita alegria.

Então e o presente da criança? Outra dor de cabeça que a tia assumiu inteiramente e a esta hora deve estar a tratar do assunto. Que vida esta, nada acalma e o tempo urge.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

E começa a diversificar o vocabulário, utilizando amiúde termos como:


  • "Essas Cenas"
  • "Bué da Fixe"
  • "Tipo....tás a ver mãe"
Algo a que dificilmente me irei habituar!

Pequenos safanões no estomago

Quando a Professora hoje comenta à turma que o trabalho para a próxima semana é fazer uma cartola, a pasta de finalistas e um vídeo em que incluam o que mais gostaram de aprender ao longo dos últimos 4 anos e uma mensagem para os colegas.

Sim, sou à antiga - a minha filha que ainda ontem à noite me pontapeava a barriga, não me deixava ter posição para dormir com um barrigão de 9 meses, está a terminar a 4ª Classe.

Como é possível!?

quinta-feira, 11 de junho de 2020

...”Amor em tempos de cólera”

Gabo

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Por mais que eu ache que a minha vida não é isto

E considere que não me vou adaptar à função de preceptora, a verdade é que de há quase 3 meses a esta parte, a minha vida tem sido mesmo isto:


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Comentários de quem não tem em que pensar

"Mamã, os desenhos animados são irritantes. Estão sempre com a mesma roupa!"

segunda-feira, 1 de junho de 2020

A minha criança hoje foi...criança

A professora deu uma folga nos trabalhos de casa, jogou, viu televisão, brincou, recebeu presentes...e fez birras. Sim, no plural, várias. A pouco mais de um mês de fazer 10 anos, será que as birras vieram mesmo para ficar!?

domingo, 31 de maio de 2020

...e a minha filha está impossível...

sexta-feira, 29 de maio de 2020

O fim de uma longa semana

Que ficará para sempre gravada no meu coração. A última despedida, a última vez que o vi, a sensação de que foi feito o que devia e que ele já não tem dores, já não sofre, e repousa onde também pertence...junto da minha avó. Não falávamos todos os dias, nem nada que se pareça, mas tínhamos notícias um do outro todos os dias, e assim foi durante anos. As saudades tendem a aumentar, mas quero acima de tudo preservar as melhores memórias, como se ele aqui estivesse. A vida é um sopro e em vez de um adeus, será um até já.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Perdêmo-lo...até sempre meu mais que Pai, meu amigo....

Ainda parecemos estar dentro de uma bolha em que não conseguimos distinguir muito bem a realidade do pesadelo. Estávamos a perdê-lo, é certo, mas a verdade é que foi um fim vertiginoso e achamos sempre que em pleno século XXI a medicina já avançou tanto, que talvez se opere um milagre. Puro egoísmo talvez, porque se sofre demasiado. Os últimos meses, sobretudo após o susto de Fevereiro passado foram pautados por avanços e recuos, esperança e angústia. Mas os últimos 25 dias de vida foram muito complexos, ainda mais tendo em conta que não o pudemos ver durante dias e dias e ironicamente quando mo permitem, já ele está a repousar no sono de que jamais despertará. Foi duro, muito duro. Foi duro porque tudo o que lhe transmiti ao longo da vida não foi suficiente para demonstrar o meu amor de “filha”, a minha gratidão por me ter tratado sempre tão bem, por nunca me ter falhado, e por ter sido o melhor avô do mundo para a minha filha. Gostávamos muito um do outro e isso sei que jamais terá fim. Memórias boas tenho imensas, lembranças, recordações...nada disso termina com a sua morte e faço questão de o manter vivo para a Rita, para que ela nunca se esqueça que teve um avô que era louco por ela. Nós, vamos ter que continuar a viver sabendo que já não está entre nós, já não tenho a quem ligar no Dia do Pai, já não tenho quem brinque comigo como só ele sabia...mas é e será sempre das pessoas mais importantes da minha vida. Até sempre Zé.


domingo, 24 de maio de 2020

Venham lá falar mal da linha de Sintra

Hoje, preparava-me para sair de casa e eis que dou pela falta da minha carteira, aquela que tem lá a minha vida e arredores dentro. Primeiro mantive a calma aparente e procurei-a, mas depois rendi-me à evidência de que ela não estava em casa e tive que dominar um acesso histérico.

Eu não sou de perder coisas, mas quando apanho sustos é em grande. Fui ao carro, chego lá perto e ele intacto, sem vidros partidos e a carteira....bom, essa estava tranquila em cima do banco do “pendura”.

Done


sábado, 23 de maio de 2020

Se é para desconfinar, é em bom

Praia da Aguda, Sintra, 2020

quinta-feira, 21 de maio de 2020

quarta-feira, 20 de maio de 2020

20 Anos

20 de Maio de 2000 - como a minha memória continua a não me atraiçoar, era Sábado há 20 anos atrás, estava calor, eu andei uma manhã inteira de saltos altos pela primeira vez, nem sei como aguentei, recebi a benção pessoalmente e com palavras muito pessoais e particulares por parte do à data Cardeal Patriarca D. José Policarpo, tive uma festa, estávamos lá - colegas, amigos, família.

Engraçado - a minha mãe tinha 46 anos e estava a entregar uma filha às feras do mercado de trabalho e vida activa, eu vou a caminho dos 43 e tenho uma piolha que neste momento está a fazer planificações de cubos e a estudar poliedros e afins. Neste ponto de vista o tempo não passou a correr, tais as saudades com que fiquei da Academia. Parece que foi há uma vida...e foi. 20 Anos. ISCTE para sempre!

E é isto....o recadinho pegou


terça-feira, 19 de maio de 2020

A rapariga até para escrever uma partitura é perfeccionista


É maravilhoso

As princesas estarem junto dos seus príncipes e vice-versa. Ou os príncipes junto dos seus príncipes e as princesas junto das suas princesas...não interessa. No fim o importante é estarmos junto de quem realmente gostamos.


Adoptei uma técnica nova...veremos quanto tempo resulta

Eu não sei se a miúda compreende o verdadeiro alcance de eu estar numa Call e não poder estar a ouvi-la com conversas que podiam acontecer mais tarde, mas a verdade é que por mais que eu lho peça, ela continua a interromper-me.

Agora funcionamos com recadinhos por escrito. So far so good, embora ela consiga transformar o simples acto de me dar o bilhete, numa fanfarronice.

19 de Maio

Era o dia de anos da minha madrinha. E se ela gostava de uma boa festa. Mais uma partida precoce, mas uma daquelas pessoas a quem tanto devo e que jamais esquecerei. Por isso nunca é demais celebrar o que foi a vida das pessoas importantes para nós.

Também é uma verdade

Sobretudo em tempos de “confinamento”


segunda-feira, 18 de maio de 2020

A miúda tem jeito

Alguma vez eu conseguiria desenhar um gato  que se parecesse com um gato? A miúda tem jeito. É a minha pequena artista.



Coisas que me irritam

Logo ao início da semana e a pessoa com relativa neura, a miúda estar a iniciar também mais uma semana de estudo em casa e estar sem a mínima paciência, eu a tentar ajudá-la a raciocinar para resolver um problema de Matemática e ela começar aos gritos.

Com o meu feitio soviético, virei costas e disse:

"Minha cara amiga, pois se assim é, acabou, podes esquecer a minha ajuda que eu não estou para te ouvir aos gritos!"

Indíce de saturação e insanidade mental = 99,8%

domingo, 17 de maio de 2020

E eu que não sou muito amiga de tesouras

Este fim de semana até fui cortar o cabelo. Dois dedos. Foi de facto a loucura. Mas como confio sempre no bom gosto e profissionalismo do meu Luís, a verdade é que como sempre, o cabelo ficou lindo.

Que a nova semana traga...luz...


True Love


sábado, 16 de maio de 2020

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Para ela a semana acabou

E eu considero mais esta prova superada; mais uma semana de trabalho, apoio escolar à miúda, bons resultados para ela, muito cansaço para mim - nona semana. O resto, causa-me arrepios e uma profunda dor sentir o meu querido Zé a partir e estar longe. Não poder dar-lhe um beijinho, pegar-lhe na mão e saber que apesar de tudo, no fim ele me viu. Posso estar a ser pouco pragmática, talvez o ser humano quando está a partir sofra mais ao estar próximo dos seus e sentir que não depende de si ficar - mas quando ainda nem há 15 dias fizemos uma video-chamada e ele estava ali a falar tão bem, tão lúcido e consciente, a dizer à neta que quando ficasse bom iam ver juntos a telescola - saber que esse Zé já não está lá e agora o que temos são palavras sem nexo, frases mal articuladas e olhar vazio...ter a noção perfeita que objectivamente as hipóteses de sentir o seu abraço estão a desaparecer...dói mesmo.

E todos os anos que convivemos, desde os meus 7/8 me estão a passar pela cabeça à velocidade da luz. Que grande e bom amigo eu tive e assim o honrarei sempre, aconteça o que acontecer.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Opinião e suporte de quem sabe

Até Junho ainda muito pode acontecer, para o bem e para o mau, mas a verdade é que sinto que as coisas estão a mexer - hoje mesmo recebi o Plano de Contingência do Centro de Estudos da minha filha com as directrizes para retomar a actividade a partir de 01 de Junho e na verdade até achei que estava muito bem definido.

Há 2 dias atrás falei com uma médica amiga acerca do possível regresso da minha filha ao Centro de Estudos e a opinião dela foi de que "as crianças têm mais a ganhar do que a perder" e hoje decidi ligar para a Pediatra dela, pessoa em que eu confio bastante e que a acompanha desde que nasceu.

Muito pragmática também e que em sua opinião temos que e devemos regressar a uma aparente normalidade, a miúda tem sido saudável e a perda de contactos sociais nestas idades causa efeitos adversos no que à formação das suas personalidades iz respeito. Será obviamente uma nova realidade, cumprir uma série de procedimentos aos quais não estão habituados, mas avaliando a relação risco/benefício, talvez seja de ponderar este regresso dela e o meu a uma aparente normalidade, a bem também da nossa sanidade mental.

Receio de ser confrontada com o Covid, tenho imenso, acima de tudo por não saber o que depois daí poderá advir, mas a verdade é que tanto ela quanto eu necessitamos de voltar a respirar outra atmosfera. Até Junho veremos qual o cenário a que teremos que nos sujeitar...

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Há malucos para tudo

A minha filha apanha um 96% e fica cabisbaixa. Com os 100% faz um sorriso tímido. Nem quero pensar como reagirá em situações menos favoráveis.

O meu índice de irritabilidade aumentou, mas caramba, tenho alguma razão, não!?

Sou uma pessoa programada e organizada. Gosto de cumprir com os prazos e por isso defino as coisas com a devida antecedência para depois não me aborrecer sem necessidade. O Covid veio estragar muita coisa, é certo, mas parece-me que também existe muita falta de vontade que acaba por dificultar a vida do cidadão.

1. Trato dos meus documentos e suas renovações com a devida antecedência
2. Em Dezembro passado tinha agendado no site do IRN a renovação do meu cartão de cidadão e da miúda para 07 de Abril e consequente levantamento para 11 de Maio
3. Se não fosse eu a contactá-los directamente, não tinha recebido qualquer informação de que o meu agendamento tinha simplesmente "caído" porque nesse período só estavam a fazer renovações presenciais aos documentos que estivessem caducados ou caducassem até 30 de Junho e para isso teriam que pagar a taxa de urgência
4. Eu tinha o meu Agendamento feito há meses, logo, se caiu, os serviços deveriam ter a hombridade de não prejudicar gratuitamente quem faz as suas coisas com o devido tempo e possibilitar o serviço à mesma, dado que a marcação para todos os efeitos estava confirmada - se há quem deixe tudo para o último dia e que se arrisque a que os documentos caduquem, a esses casos sim deviam adoptar outro tipo de medidas que não só usufruírem das marcações de outros tantos como eu e pagarem uma taxa choruda ao Estado Português
5. Só na semana passada o site do IRN permitiu voltar a fazer novo Agendamento e qual foi a data para a qual consegui??? Qual foi, qual foi??? Agosto - mês em que me caducam os documentos
6. Se por acaso voltarmos atrás no processo de desconfinamento e as entidades públicas deixarem de atender outra vez o público, munida de toda a documentação que tenho, dos primeiros e segundos agendamentos, dos emails que troquei com os serviços e da forma pouco coerente com que estão a lidar com questões burocráticas, podem ter a certeza que não me vou calar - pagar 30€ por uma urgência e ficar calada, podem crer que não ficarei!

Aguardemos pelos próximos capítulos.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Em tempos em que pouco se sai

Não deixa de se admirar um belo par de botas...


segunda-feira, 11 de maio de 2020


Estamos cansadas

E hoje as coisas não estão a correr bem. Ela está muito agitada, fala alto, faz barulho e sem muita atenção à telescola. Eu a tentar concentrar-me e a pedir-lhe encarecidamente pelo menos, um minuto de silêncio. Ela não está a respeitar. Eu já respirei fundo para não ter que me exceder e dar-lhe um berro; não é a forma mais correcta de lidar com a situação e se entro por esta via, ainda mais agitada ela vai ficar. Mas esta miúda é pica-miolos e quanto mais irritada me vê, mais procura irritar-me e eu hoje estou sem pachorra.

Que desça sobre mim uma boa dose de serenidade e paciência. Já só faltam 7 semanas para terminar o ano lectivo, e se não contar com esta, passamos a 6 e falta ainda menos tempo para o dia 1 de Junho, altura em que se efectuarão novas avaliações e ponderaremos sobre o que se passará nas semanas seguintes. Sim, é muito importante mantermo-nos a salvo do Covid, mas também não deixa de ser importante a nossa sanidade mental que por esta altura já teve melhores dias.

domingo, 10 de maio de 2020

Sair à rua, com uma criança, em tempo de pandemia

Já não é propriamente uma bebé, mas não tem a noção do perigo. Nenhuma. Pouca...vá. Tivemos apenas duas saídas juntas após a entrada em vigor da primeira fase de “ desconfinamento” e, se na primeira mal saiu do carro, pelo que o ambiente estava controlado, da segunda vez já houve mais o sentimento de liberdade nela e em mim a atitude de mãe coruja em defesa da sua cria contra...um micro-organismo. Não toques aí, afasta-te dali, toma um pouco de gel e desinfecta as mãos. Não pegues nisso, não vás para ali...até que oiço um estrondo e vejo que ela foi contra um poste. Lá se foram as desinfecções todas, tivemos berreiro, galo na cabeça e tudo o mais. Mas, como é que ela foi contra um poste!?
.....estava a olhar para um cão que tinha ficado para trás. São estes os efeitos por estar quase 2 meses sem ir à rua. Desaprendeu.

sábado, 9 de maio de 2020

O quanto eu aprecio a simplicidade com que a natureza nos brinda



Coisas que me confortam

As avaliações semanais que a minha filha tem obtido, mantendo a excelência que já tinha e os comentários tão motivadores que os professores lhe vão fazendo. Fico grata e embevecida pelo carinho que lhe têm transmitido.

O carinho dos meus amigos, nesta fase difícil. Sim, porque nas fases difíceis mantêm-se connosco as pessoas que realmente se importam.

sexta-feira, 8 de maio de 2020


Hoje estou naqueles dias em que parece que levei uma valente tareia

De cinto, com paus, etc. Ontem foi um dia duro. Ao final do dia ainda fiz por duas vezes a viagem Lisboa-Setúbal-Lisboa, mas, embora contra a inicial vontade da minha irmã, era mais do que o meu dever. Precisava dar-lhe aquele abraço. Covid, temos pena, mas entre o teu terror e o mimo que a minha irmã precisa, com as precauções possíveis não deixei de a abraçar e de a confortar nesta fase difícil que a família está a passar.

Já não via a minha mãe em pessoa há mais de um mês, a própia já estava a ficar em sofrimento por não ver a neta, pelo que entre trajectos também nos foi possível ir dizer-lhe um adeus respeitando cerca de 1 metro e meio de distância. A miúda foi avisada para não se aproximar da avó mas claro, mal a viu à porta disparou a correr e só ficou estática perante o meu grito em voz de comando - a avó chorava copiosamente de emoção, para ela a neta está enooooorme, parece que vivemos em continentes diferentes e chegámos ao maravilhoso mês de Agosto em que nos podemos abraçar, mas sem abraços.

Não está a ser fácil, mas estamos entre todos a fazer o nosso melhor e a manter alguma presença de espírito face à catadupa de emoções com que estamos a lidar nos últimos tempos.

O valente murro no estômago de ontem foi ter que lidar com esta pergunta da minha filha:

"Mamã, o avô vai morrer? Não vai pois não? Eu quero ir vê-lo e ele disse que ia ficar melhor. Ele brinca muito comigo e já fui ver os golfinhos com ele"

Não sou favorável à ideia de se poupar o sofrimento a quem quer que seja, muito menos às crianças, porque isso mais cedo ou mais tarde vai estoirar, mas há sempre que encontrar as formas menos dramáticas de lhes passar as informações. Primeiro disse-lhe que jamais lhe mentiria e que aconteça o que acontecer ela saberá. Depois lá lhe disse que todos partimos algum dia, mas esperamos sempre que seja quando formos bem velhinhos. O que se passa com o avô é que tem um dói-dói muito grande, mas que tem a família e sobretudo os médicos a lutarem por ele e a ajudá-lo a ter uns dias mais tranquilos e sem dói-dói, mas nunca sabemos o que vai acontecer depois. Temos que desejar no nosso coração que ele melhore, temos que ter muita força e pensar que tudo se está a fazer pelo avô (embora discorde desta última parte, porque à conta do Covid estão a esquecer-se e a deixar para segundo plano doentes com patologias tão ou mais graves, mas essa parte escuso de lhe transmitir. É bom que a miúda continue a confiar na Ciência)

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Triste, tristeza profunda é o que sinto

Sabemos que isto é a vida, que não ficamos cá para todo o sempre, mas a verdade é que a dificuldade para lidar com isto é desmedida.

Não estava preparada para ter perdido a minha avó aos 20 anos, não estou preparada para o que está a acontecer agora com o meu padrasto e ainda por cima tudo estar a ocorrer na altura desta porra do Covid em que nem sequer nos deixam entrar num hospital, acompanhar a nossa pessoa, dar-lhe a mão, um beijo, olhar no fundo e dizer sem palavras o quanto o amo e o quanto lhe estou grata por ter sido sempre tão meu amigo, por ter sido o único homem que nunca me falhou. Não é comum ter um padrasto que depois de estar separado de uma mulher há cerca de 20 anos, continue a tratar como filha e com tanto carinho, uma filha que não o sendo, acabou por sê-lo.

Tantas memórias que tenho, tantas brincadeiras, tanta amizade, tanto carinho - foi capaz de vibrar mais por mim em certas alturas do que a minha própria mãe. Motivou-me sempre, procurou sempre que eu acreditasse em mim e que jamais me sentisse inferior a quem quer que fosse. Grande "partner in crime", tantas vezes que contra as ordens da minha mãe pegava em mim e ia ceder às minhas vontades de miúda com mania de rica, que tinha que ter as calças, os blusões, as botas e os ténis iguais aos dos outros.

Os ensinamentos que me transmitiu, o fazer-me andar por cima das rochas cravadas de mexilhões na praia do Magoito - para eu ficar rija e deixar de ser maricas com os pés. Noites em que ficava à porta das festas de faculdade à minha espera, assumindo ele perante a minha mãe todas as responsabilidades e garantir que nada de mal me acontecesse - se assim não fosse, não iria, e ele, sempre disponível. Foi ele que achou que eu merecia uma festa e uns presentes especiais quando terminei o curso, pois a minha mãe é mais da opinião que "não fiz mais do que a minha obrigação" - enfim, foi ele que me deu sempre a parte mais lúdica da coisa, mais objectiva, mais divertida. Ao longo de 30 e tal anos de convivência, zangou-se comigo uma vez e acredito que lhe tenha dado razões para me chamar à atenção várias vezes - eu faço-o com a minha filha diariamente. Mas para ele, a "Tanokinha" era the best e fez-me sempre sentir isso.

....e agora grande amiga lhe saí. Não consigo mover montanhas para lhe dar saúde, não consigo estar perto dele e agarrar-lhe a mão, dar-lhe beijinhos, dar apoio à minha irmã que está a ser uma heroína e está a levar com os primeiros embates sozinha. Senti na terça-feira que precisava de estar com ele, de o ir ver, mas mais uma vez fui na conversa da minha mãe que não era preciso ir a correr, e o Covid, e os meus pulmões, e a minha filha, e que ele estava controlado, e que está melhor....tretas, quando é que eu perco a mania de lhe dar ouvidos e ir contra o que a minha intuição me diz!?

Fiz videochamada, mas não é a mesma coisa. Não há o toque e eu sou uma pessoa que gosta de dar um abraço, de fazer uma festinha....não houve uma conversa mais séria, não houve a partilha da minha gratidão, não era a forma correcta de o fazer. Ele, brincalhão como sempre, não perde o bom humor. Disse à neta que quando ficasse bom ia ver a telescola com ela e ensinar-lhe umas coisas - e foi aí que se emocionou, tal como eu, mas disfarçámos. A malta é forte, a malta não dá parte fraca.

Mas as fraquezas estão cá todas...brotam dos olhos, da alma e do coração. Sinto que estou a perder muito mais do que um pai, sinto que estou a perder um grande, grande amigo e esta saudade que dói não me vai abandonar nunca.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

E cresce

Hoje a minha bebé andou a medir ângulos munida com o seu transferidor. Aquelas mãozinhas que fui eu que fiz, pequeninas...de transferidor. Tem demasiadas coisas menos boas este confinamento, mas a verdade é que nos está a proporcionar tempo com os nossos filhos e experiências que não teríamos jamais. E continua tão aplicada e briosa com os estudos. That’s my girl!

terça-feira, 5 de maio de 2020

segunda-feira, 4 de maio de 2020

A realidade já não é esta...

Nem tão pouco sei se eu própria o voltarei a ver...que estranha esta saudade e medo do que está para vir...e uma imensa vontade de fechar os olhos, voltar a abri-los e sabê-lo bem. Cresci órfã de um pai vivo, a vida deu-me outro que tanto significa para mim, e estes tempos tortuosos fazem-me pressentir que o nosso melhor tempo dificilmente se repetirá.

Devo-lhe tanto e estou-lhe tão grata por ter sido tão meu amigo, o receptor dos meus melhores presentes do Dia do Pai, o meu comparsa de disparates, o meu cúmplice amigo, o pai que sem o ser transbordava de orgulho com os meus sucessos...e agora, neste momento, posso fazer tão pouco...


Indeed


Tão simples quanto isto

“Chega uma hora em que o coração só quer paz e um amor amigo!”

domingo, 3 de maio de 2020

Este folhetim promete!

Moro presta depoimento à polícia em novo round contra Bolsonaro - DN: Em frente ao mesmo edifício onde Lula ficou detido, claques a favor do ex-ministro e a favor do presidente criam tumulto e têm de separadas. O primeiro arrisca processo judicial, se não se comprovarem as acusações. Caso contrário, o segundo pode enfrentar, no limite, processo de impeachment

sábado, 2 de maio de 2020

Como estaremos 1 mês depois?

Escrevo estas linhas hoje, dia 2 de Abril, mas, tal como em muitas outras ocasiões, este post só será publicado 1 mês depois - ou seja, hoje é dia 2 de Maio, mas o que aqui deixo para a posteridade saiu da minha mente 1 mês antes.

É a terceira semana que estou em distanciamento social com a minha filha, quase que literalmente trancadas em casa. Este confinamento necessário leva-nos também a momentos mais ou menos intempestivos, vontade de sair, apanhar ar na cara, conduzir - até de uma fila de trânsito se começa a ter saudades. E as concomitâncias da vida, são isto mesmo, de um momento para  outro temos tudo e mesmo assim nos queixamos, para no outro, à conta de um organismo viral, ficamos confinados a nossa casa e a analisar estatísticas, com a morbidez do número de mortos a aumentar a cada dia e pensarmos que também nós podemos vir a fazer parte dessa estatística. Não se trata de fatalismo, trata-se de ter a presença de espírito para assumir que o mal não acontece apenas aos outros.

A minha criança tem estado razoavelmente bem, não obstante passar de quando em vez por alguns acessos de energia desmedida, birras sem sentido e falta das actividades de lazer que tão bem lhe fazem o espírito. Confesso que nos meus momentos mais sombrios, nunca pensei passar por um cenário destes, tendo por inimigo algo invisível. Uma guerra daquelas que estudámos nos livros de História, passadas há séculos atrás, em que o conhecimento científico se aliava à falta de higiene, pouca capacidade para controlo de pragas e assim....afinal, em pleno século XXI passamos pelo mesmo.

Os meus tempos "livres" ocupo-os a ler, ver televisão, adormeço uma série de vezes, a minha sinusite ataca-me ao seu mais alto nível o que já me fez ir para a fila da farmácia comprar o anti-histamínico, organizar coisas em casa em que já não tocava há que tempos, destralhar, limpar, alterar coisas de sítio, planear o que gostaria de fazer depois.

As férias, bom, este ano as férias assim de sonho, já foram - não sabemos quanto tempo perdurarão estas medidas, mas mesmo que terminassem agora, não é a altura oportuna para arriscar. Logo este ano, que andava a pensar seriamente num dos destinos onde gostaria de ir "antes de morrer" - pegar na miúda e ir a Israel. Fica o sonho, fica a vontade e, quem sabe um dia....

...veremos em que estado estaremos daqui a precisamente um mês, quando este post for publicado.

02/04/2020


quinta-feira, 30 de abril de 2020


A parte ainda menos glamourosa que justifica o ter usufruído hoje de um dia de férias foi mesmo o facto de estar a entrar em semi- burnout à conta da carga de trabalho que tenho, não só o meu, como também o de orientar a minha filha. Hoje consegui que ficasse tudo feito, entregue, AEC’s incluídas, vídeos caseiros gravados e partilhados com as respectivas professoras. Sinto-me cansada e ainda a procissão vai no adro da igreja.

Não estou com os meus há semanas e infelizmente em termos familiares estamos a passar por um drama constante. Nos meus maiores pesadelos nunca pensei perder o meu padrasto da forma como o estou a perder e sem me ser possível estar com ele. Oficialmente não sou filha, logo, não tenho legitimidade para falar com os médicos, a minha irmã sozinha levou ontem com o embate da frase “não há mais nada a fazer”, vivemos em concelhos diferentes e nem me posso atrever a fazer a travessia para o ver.

O que me alegra  no meio disto tudo? A perseverança da miúda que me continua a trazer registos de avaliação com grau de excelência, muita vontade em continuar a aprender, apesar dos pesares...

É a loucura

Tirei o dia de férias. Fui ao supermercado. Não percebo muito bem a ideia, mas a postura do povo mudou radicalmente em relação à semana passada. Não estavam os seguranças como é costume a controlar as entradas, pelo que dentro do hipermercado estava imensa gente, sem muito rigor e cuidado face às normas de distanciamento social. Preocupa-me que não se tenha a noção de que devemos ter cuidados para nos proteger e aos outros.

Adiante. Para sair um bocado mais da casca fui ao Elefante lavar o carro. Por momentos imaginei-me numas belas férias e que a mangueira seria o chuveiro à beira da piscina. Sonhar não custa e cada louco aproveita a sua liberdade conforme quer. Eu...vou ao supermercado e ao Elefante. Haja sanidade mental.

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Falta de rigor conceptual

Chama-me aos gritos e diz:

"Mãe, anda ver, está ali uma grua!"

Quando me dirijo à janela, não vejo nada e penso cá para mim que são os efeitos do isolamente profiláctico. A miúda já perdeu o norte.

Mas eis que, um par de horas depois, dirijo-me por acaso à janela e vejo uma retroescavadora.
Tratava-se de uma retroescavadora, não de uma grua, mas tudo bem, em tempos de confinamento temos que dar um certo desconto e assumir que vai dar quase tudo ao mesmo.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

sábado, 25 de abril de 2020

sexta-feira, 24 de abril de 2020

...mas ela é livre!

”E como ela, somos livres, somos livres de voar....”

Esteve por conta dela nas suas manualidades e eu dedicada ao meu trabalho hoje não lhe prestei muita atenção.

Apareceu-me trazendo consigo a Liberdade. Esta miúda tem mesmo jeito!


Um dia aperto-lhe o pescoço

Há quem diga que limpar é meio caminho andado para a cura de um estado depressivo. Se ainda ninguém o disse, digo eu. Se depois de me pôr nas limpezas me vierem analisar a serotonina, vão ver que renasci para a vida.

Pode não ser, mas faz de conta. Liberto energias, exercito os bíceps, os tríceps, e deixo vir ao de cima a minha veia "aldeia da roupa branca". Mas que haja o mínimo de respeito tá!?

Pois que há uns meses atrás pedi um orçamento para me pintarem o Hall e achei excessivo 150€ para pintarem meia parede de branco, sem tecto de um Hall de um T2 dos anos 2000. Se fosse um Hall de um T2 na Avenida da Liberdade ainda entendia, mas não. Obviamente que mais mês menos mês ia mandar pintar o Hall, mas eis que surgiu uma pandemia, trancaram-nos em casa e a pessoa tem que se reinventar. Vai daí, muni-me da maravilha abaixo indicada, borrifei a parede, aos poucos que os meus pulmões não aguentam muito o cheiro a lixivia e fui esfregando às secções.

Foi a loucura. É maravilhoso. A parede fica branquinha num ápice e não custa 150€. Tudo isto é quase o pleno da maravilha psicadélica, não fosse eu ter cá em casa uma borboleta andante que gosta de pôr as patas nas paredes brancas. Desculpem....as mãos, vá, foi um desabafo. Então não é que hoje dei com a marca de 3 falanges pequeninas bem marcadas na parede que eu lavei com tanta dedicação há uns dias!? Aiiiii que eu só não tive um ataque porque não calhou, não era a minha hora. Lá fui buscar o produto milagre outra vez, borrifei, esfreguei....e nem disse nada à fera. Melhor desabafar para dentro para não ter que lhe dar um grito!

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Eu nunca....

....conseguiria desenhar um polvo e um cavalo marinho com esta categoria. A miúda tem jeito.


Um pouco de humor...


O Moro demitiu-se!?

Muito bom....o "panaca" do Bolsonaro a começar a levar para trás. Nem o carrasco o aguenta!

quarta-feira, 22 de abril de 2020

A tarefa de hoje...

A luta continua e hoje o tema da telescola foram textos instrucionais. As senhoras professoras de Português decidiram abordar uma receita culinária e a professora da minha pequena marcou como tarefa para hoje a escrita de uma receita com os três blocos que a compõem: título, ingredientes e modo de preparação e..... a sua execução. Pensei: isto promete, não tenho mais que fazer. Mas depois olho para a miúda e penso: vá rapariga, faz lá isso com a miúda que ela não tem culpa e tu, enquanto mãe, tens que andar para a frente.

Vai daí, entre uma reunião e outra, lá a pus a escrever no caderno a receita do Pudim de Morango e depois fomos até à cozinha deitar mãos à obra. Atenção que ela disse à avó que a mãe ajudou, portanto, todo o mérito é da minha pequena. Temos Chefinha.











É a loucura

Hoje pus máscara nas pestanas. Da próxima vez até ponho base e corrector de olheiras. Até ao eyeliner é um passo. A depilação com cera a mim própria já fiz - não é agradável, mas é o possível. Resumindo, posso morrer, mas que seja com bom aspecto. Falta o exercício físico, porque isto de se estar confinado com um frigorífico, um forno e um fogão dá mau resultado.

O espírito crítico da miúda

"Estas professoras falam na televisão como se nós estivéssemos na pré-primária!"

É um facto que falam com uma entoação que acredito não ser a que utilizam na sala de aula mas...as senhoras não estão numa sala de aula coitadas. Puseram-nas em frente a uma câmara de televisão perante uma realidade completamente nova e não têm o Know How de uma Catarina Furtado.

Resumindo, perante tantas críticas que tenho ouvido por aí, com a margem de tempo que tiveram, ainda muito bem está a funcionar este ensino à distância. No meu caso o que ressalvo é que para quem está a trabalhar em casa, a situação não está muito fácil, porque acompanhar minimamente as crianças, preparar os trabalhos para enviar diariamente para a Professora, não tenho scanner em casa, pelo que tenho que fotografar, fazer vídeos, etc., e o meu trabalho também tem que ser feito, também tenho prazos a cumprir, reuniões às quais tenho que assistir e moderar...

Quer-me parecer que após este confinamento, ou entro num manicómio, ou preciso de umas boas férias num paraíso.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Mood isolamento

....no conforto do lar...

Sinto-me despida sem

Os meus anéis, o relógio, uma pulseira ou outra, o meu Tous Bear ao pescoço....pois que desde aquela fatídica sexta-feira dia 13 de Março do ano da graça de 2020 que não coloco os meus adereços básicos. Confesso que até já escrevi uma adenda ao meu Testamento em que faço questão de ser sepultada com essas tralhas - bom, mas também quero deixar o corpo à Ciência, portanto, ainda vou ter que pensar como fazer.

Adiante, a verdade é que sinto honestamente que me falta algo. Lentes de contacto daqui a nada nem sei como as colocar, mas a verdade é que andar de óculos quando saio à rua neste momento é mais uma protecção. Acho piada ver as pessoas com mascarilhas todas coquettes e os olhos completamente a descoberto, sendo que, são tão vulneráveis à entrada de invasores, quanto a boca ou as narinas. Os óculos não protegem a 100% obviamente, as já que os tenho, optei por deixar de lado as lentes de contacto e aproveitar esta barreira/prótese em claro benefício contra o bicharoco.

E já diz o ditado, "O Futuro, a Deus Pertence", portanto vamos lá ver no que isto dá.


As tentativas da minha filha para me dar cabo da cabeça

Se dúvidas houvesse de que a miúda tem uma pancada forte...já não bastava acordar por si só cedíssimo, com uma genica como se fossem 4 da tarde...como ainda se desafia a si própria e tem tentado dar-me cabo da cabeça ao programar o despertador para, literalmente de madrugada (aquilo desperta toda a casa antes das 7 da manhã, é obra). Fui lá avançar o ponteiro do alarme para as 8:30h que foi um mimo. Amanhã não me estraga a madrugada...ai não estraga não!


sexta-feira, 17 de abril de 2020

...à distância

Não foi fácil conciliar o meu trabalho e a escola em modo remoto, com estudo, realização de trabalhos e entrega dos mesmos. Alguns escritos, outros por fotografia, outros em vídeo e a horas decentes. Esteve praticamente por sua conta e risco a fazer os trabalhos, geriu o tempo, não esteve ocupada com "escola" das normais 09:00h-17.00h mas como é uma miúda que adora ler, foi lendo as coisas dela, o que também é uma forma de aprender.

Sinto-me cansada, porque se numa semana normal vou ao café da esquina e me servem o almoço, aqui, para além de tudo, ainda tenho almoço para preparar e outras rotinas que por norma à semana não tinha. Para piorar tenho uns vizinhos a fazer obras em casa, o barulho incomoda bastante e tudo isto somado a outras coisas do foro mais pessoal, fazem algum estrago, causam alguns danos...mas sobrevivi.

A miúda está bem, não perdeu a vontade e a garra para aprender e para a semana segue-se o desafio de assistir a uma componente lectiva pela televisão. Portanto tenho que planificar as minhas reuniões para não calharem em cima da "telescola", senão é o desvario.

E assim sobreviveremos, se essa for a vontade de Deus, até finais de Junho, algo que, se me dissessem há 2 meses atrás, juro que não acreditaria. Cansa-me a lufa-lufa do dia-a-dia, chateio-me por vezes no trânsito, aborrecem-me pessoas desagradáveis...mas tudo isso significa liberdade de circulação, algo que não tenho hoje. E faz-me falta um certo abraço. Mas que raio de altura para isto nos acontecer...

Era dos meus preferidos...

E foi com choque e consternação que recebi a notícia da sua morte prematura. Até sempre Filipe Duarte.


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Luís Sepúlveda - Mais uma vítima

Era um escritor brilhante. O primeiro livro que li dele foi "As Rosas de Atacama" há muitos anos atrás e fiquei absolutamente fascinada com aquela narrativa.

A partir daí foi um autor que fui seguindo sempre. Foi com consternação que tomei conhecimento da sua morte, hoje, na sequência do Covid-19. Na realidade, a par das primeiras notícias que deram conta da sua contaminação, sempre acreditei que se safasse. Mas, a morte, seja por que condicionalismo for...não nos poupa, e todos travaremos a nossa batalha que será perdida perdida para ela.

Ficam as memórias e as "letras" que com tanto talento partilhou connosco e perdurarão para todo o sempre.

Co-Worker

Partner in crime...


quarta-feira, 15 de abril de 2020

Ainda acerca do (meu) desleixo

Esta pandemia veio dar conta de tudo, desde o importante , até ao básico e supérfluo. Não gosto de desleixo, de desmazelo, mas também tenho os meus momentos, pesem factores mais ou menos aplicáveis. Olhava para as minhas mãos, aquelas mãos que são bonitas e estavam um caos. Da qualidade do verniz da Nails 4 Us, não tenho qualquer reclamação. Se fosse mais fraco e descascasse, teria sido muito útil. Mas não, volvidos para aí 2 meses após ter ido arranjar as mãos pela última vez, sendo eu uma pessoa que faz tudo em casa, sem recurso a luvas, e indo com estas mãozinhas que Deus me deu limpar sítios tão recônditos como os confins da minha retrete, é de louvar que o verniz ainda dure....não fosse o aspecto deplorável decorrente do crescimento da unha, o que me fez fazer nos últimos tempos esta figura triste, a roçar o brejeiro, desalinhado, diria que até indecente.


Cheguei ao meu limite. Rendi-me à evidência de aceitar que tão cedo não há estética profissional e tive que me desenvencilhar. Este (mau) aspecto já me causava calafrios. O verniz não sai nem por nada. Andei a ler que embebendo um algodão em acetona e cobrir com papel de alumínio, esperar uns largos minutos e ele saltava...pois, acredito, mas este da Nails 4 Us, nem cedeu. Resumindo, muni-me da lima, fui limando a base da unha com o máximo cuidado para não chegar à matriz, demorou horrores de tempo, mas consegui. A mão esquerda já está com um ar mais asseado. Depois hidratei-as, pus-lhes uma base de tratamento, óleo para as cutículas...mas não consegui fazer a outra mão. Estou um must. O futuro está na desigualdade...


Amanhã terminarei a tarefa, I hope, porque estas unhas eram um dos lados visíveis do que é esta nossa clausura sanitária.


terça-feira, 14 de abril de 2020

Memórias do primeiro dia em teletrabalho + fazer com que a miúda creia que está em casa, mas é como se estivesse na escola

Acredito que as idas à casa de banho e pausas para pequenos lanches...foram superiores ao que teria na escola propriamente dita. Se por outro lado eu pensei ao longo das últimas 4 semanas que isto já não estava a ser fácil, hoje, após lhe ter imposto alguma disciplina lectiva...vi-me da côr dos gatos, literalmente.

Partilhamos a mesma mesa de trabalho, porque embora ela tenha a sua secretária no seu quarto com o seu espaço, insiste em ficar onde...?....em cima da mãe. É claro que de vez em quando dá-lhe para me fazer caretas, para choramingar porque não gosta da frase que escreveu no seu próprio resumo, outras dá-lhe para rir, tirar dúvidas, falar alto...e nisto tudo eu tento trabalhar mas sei que, mais dia menos dia, no meio de um qualquer e-mail importante vai surgir uma frase do tipo “és capaz de falar mais baixo” ou mesmo “sossegada, já!”.

Foi apenas o primeiro dia em que a par com o meu trabalho me desdobrei em docente assistente. Não há dúvidas que se consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas decerto, no fim de tudo, acaba-se a passar outra valente quarentena, mas na ala psiquiátrica de um qualquer hospital de Lisboa.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

O dia amanheceu com aquela chuvinha irritante

E não foi só o dia. Por estes lados aturo uma birra com direito a lágrimas salgadas e tudo e a minha paciência é nula.

1 Mês

Há precisamente 1 mês atrás saía de casa para a rotina do costume...deixar a pequena na escola, ir trabalhar, regressar, ir buscá-la...já tinha decidido que não a levaria à natação por questões óbvias, embora a piscina nessa altura ainda mantivesse as aulas....na verdade não imaginei que 1 mês volvido, estaríamos a viver este pesadelo....e está para durar.

sábado, 11 de abril de 2020

A caça ao ovo aqui em casa está complicada....

...e a casa é pequena, o que seria se fosse o palácio! Ahahah, criança sofre.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Resumindo....o Costa decidiu, está decidido

Não sabemos como isto vai ser e que impactos vai ter para as nossa vidas mas é real - escola presencial para os miúdos até ao 9º ano até ao fim do ano lectivo...já era.

Portanto seguem-se mais uns bons meses de reclusão domiciliária para mim. Isto promete. Só tenho a dizer que os gastos de Luz, Água, Gás e bens essenciais estão a aumentar consideravelmente. A miúda passa o dia a surripiar víveres na despensa e no frigorífico e eu já estou a começar a passar por momentos de alguma irritabilidade porque me faz falta a parte social da coisa....estar com as pessoas de quem gosto, passear, beber o meu capuccino, receber e dar aquele abraço...matar saudades das pessoas de quem gosto....tudo, tenho saudades de coisas simples, mas afinal tão valiosas.

O melhor disto, porque apesar de tudo tem algo bom - o namoro com a minha filha. Temos momentos de tensão, obviamente, mas também temos namorado muito e sei que daqui a uns meses, quando isto passar...e vai passar, vou ter saudades destes dias a fio com ela, que, para serem perfeitos, bastava não estarmos em reclusão necessária.

Hoje faz anos, a minha mãe

66...uma jovem. Está óptima, mas muito se queixa de estar a envelhecer. A idade não tem sido cruel com ela, não engordou, não se deixou desleixar....portanto é uma vitória estar tão bem e celebremos a vida, a sua, e a nossa, que sem ela, não estaria por cá.

Esta semana houve outro challenge com a minha irmã a fazer anos na segunda-feira e improvisarmos um apagar de velas por video-chamada. Logicamente está a dever-me um belo jantar...não sabemos é quando.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Mesmo em tempos de confinamento, a vida segue

E por isso, hoje tive que ir deixar o carro à oficina, dado que tinha uma revisão programada há mais de um mês e estas acções estão consideradas no Estado de Emergência. Para mim que já trabalhei numa prisão, confesso que esta situação me levou àqueles anos. Houve algo que me fez lembrar o que é experienciar uma certa reclusão - chegar à oficina, estacionar o carro, vir um funcionário "mascarado". Depois, no local onde é habitual termos a recepção, cerca de um metro e meio antes do balcão, uma linha no chão marca o local a partir do qual não podemos transpor.

Falamos de longe, o senhor não vai connosco ao carro e para explicar certas coisas, tive que apelar à minha imaginação. No sítio "x" ao lado do ponto "y" existe uma coisa que gostaria que verificassem, bla bla bla.

No fim disseram-me para deixar a chave na ponta oposta do balcão, seguindo sempre a linha intransponível no chão e....sair. A minha sorte é que tenho uns braços compridos, porque se fosse "rodas baixas" teria mesmo que transpor a dita linha. Muito automatizado, escassa ou inexistente a vertente mais humana. É o necessário nos tempos que correm, mas não deixa de ser estranho.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Mais uma Grande, Catarina...

Catarina, filha de Salgueiro Maia e defensora das mulheres de limpeza do Luxemburgo - DN: Faz no sábado 28 anos que morreu o herói do 25 de Abril. No meio da pandemia, a filha, Catarina Salgueiro Maia, defende agora os direitos das mulheres de limpeza no Luxemburgo, suas camaradas de labor há três anos. Nessa luta, presta também homenagem à memória do pai.

domingo, 5 de abril de 2020

O desleixo pessoal e não só, sempre me irritou um pouco

Aquelas justificações parvas que se utiliza para não nos cuidarmos convenientemente...sim, eu estava a entrar nessa. Já desde o primeiro dia de isolamento que não fazia a minha rotina de limpeza da pele como deve ser, desde o básico, passando pela aplicação do creme de dia/noite, creme de olhos, sérun, hidratante...dizia eu para os meus botões que não valia a pena e limitava-me a lavar a cara com sabonete.

Isto nem parece meu...com uma pele tão sensível e que precisa de hidratação diária, estava a habilitar-me a sair disto com uma pele seca e sem vida. Posso até morrer, mas vou em bom!

Portanto, lutando contra a minha própria inércia, pus um travão ao meu modo deprê, e voltei para ficar 🙃

sábado, 4 de abril de 2020

sexta-feira, 3 de abril de 2020