segunda-feira, 23 de julho de 2018

Não é um hábito, porque tão pouco concordo com o co-sleeping

Mas a pequena andava há semanas a pedir-me para dormir com ela e hoje lá fui matar saudades...e é tão bom. Aquele cheirinho, aquela pele macia que fui acariciando e beijando de cada vez que lhe sentia a respiração menos tranquila com algum pesadelo, tapá-la de cada vez que se destapava, pôr-lhe o cabelinho para trás....bom, na verdade não dormi grande coisa. Com o raiar dos primeiros raios de "sol" olhava para ela e admirava a perfeição dos seus traços, e pensava cá para mim: "esta miúda é mesmo bonita, jamais farei na vida algo tão perfeito".

E cá estou, com alguma vontade de me encostar e fazer uma sesta, mas tão enternecida com esta noite em que dormi com a minha bebé.

domingo, 22 de julho de 2018

E porque é sempre bom voltar aos locais de que se gosta

Vamos lá fazer publicidade novamente ao Talho e à sobremesa divinal de hoje:

Três chocolates, côco, maracujá, banana, cardamomo, creme Inglês, e a pessoa tem que se controlar, porque é verdadeiramente orgásmico.

Não sei se não foi mesmo a melhor sobremesa que degustei até hoje, sim saboreei, revirei os olhos, tive pena quando acabou...é assim qualquer coisa que se come e se chora literalmente por mais.

Chef Kiko no seu melhor.



Um pouco de Pablo Escobar

Ontem houve tarde de cinema; não que fosse o inicialmente previsto, já que o mais importante era de facto a companhia maravilhosa, mas acabámos por ir ver este filme que nem sabia estar em cartaz - quando temos filhos, estamos mais a par dos Incríveis e afins.

Sabia que para além da parte má, era um homem de família, que adorava ao seu modo a mulher e os filhos, e, apesar dos pesares, conseguiu algumas boas acções (poucas, comparativamente às más).

Impiedoso com os opositores ou traidores, mas sempre com um toque a raiar entre o sarcástico, o rude e o cómico.

Não desgostei - passei à frente da cena da motosserra e do cão, e mais não digo.


É no que resulta o meu gato confundir o meu pé, com o chão que devia pisar...

Bonito serviço!


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Higiene Oral

Um dos meus pontos de honra, são os dentes. Tive sorte com a dentição que me calhou, tanto a definitiva como a de leite, tive sempre uns dentes certinhos, branquinhos, a primeira amostra de cárie que tive foi aos 39 anos num dente do siso, logo, não me posso queixar.

Muito tenho a agradecer aos cuidados extremosos da minha mãe e avó que, não tendo uma ligação directa com a forma do meu sorrir, tomaram sempre as medidas necessárias para que os meus dentes fossem o que são.

Pois que a minha filha há uns dias atrás, e na senda do post anterior, após lhe ter dado indicação de que estaria na hora de lavar os dentes me diz: "Já lavei!"

Mas quando ela nasceu já eu cá habitava há 32 anos e meio, pelo que, o meu segundo comentário foi:

"Não quero cá meninas porcas e mentirosas. Se faz favor....!"

Bom, foi suficiente, chamar porca à Rita é das piores coisas que se pode fazer, uma rapariga que passa a vida na casa de banho a lavar as mãos e os pés e que adora cheirar a perfume...porca, jamais.

Lá foi a correr lavar a dentuça e mostrar o trabalho à inspectora-mor.

Por outro lado já me vai dizendo que quer tomar banho sozinha; algum dia terá que ser, e as minhas costas agradecerão, mas...ainda é cedo. Aquele cabelão e afins precisam dos cuidados da mamã.

Mas que miúda rebelde e obstinada me foi sair

Sim, eu sei que "quem sai aos seus não degenera" e tendo uma mãe contestatária que quis saber sempre os porquês e um pai rebelde que em tenra idade ia pegando fogo ao Meco para matar umas formiguitas - só tinha que sair um grande diabrete.

Mas a minha filha abusa. Rita vai por favor pôr atua roupa para lavar. - resposta dela:

"Achas?"

E eu:

"Não, tenho a certeza!"

E ela:

"Mesmo!?"

E eu passo directamente à coacção ou ameaça de instauração de medidas coercivas.

Mas digamos que num dia, isto se repete, e repete, e repete.

Rita, lavar as mãos para jantar. E ela:

"Nunca!"

E eu?

"Disseste alguma coisa?"

E ela:

"Jamais!"

E passamos o dia nisto, e quando estou mais tranquila e com ela  deitada, farto-me de rir. Eu não era assim nem me atreveria com a mãe que tenho, mas que a miúda acaba por ter um piadão, lá isso é verdade.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

E é tão interessante o "saber"

Ontem à noite apanhei um documentário na RTP2 acerca da família imperial Russa. Qualquer coisa parecida com "A última viagem do Czar", ou algo assim.

Claro que despertei, ou não fosse um dos aspectos da História que bastante me fascina, o Czar Nicolau II, a Czarina, a sua queda, morte, descoberta dos corpos décadas depois….ah, e o Rasputine, ou não me aparecesse esse personagem em sonhos de vez em quando.

Era um déspota aquele Czar, mas tinha uma vida que era qualquer coisa. Aqueles palácios, aqueles interiores, a componente familiar e o amor que nutria pela família.

O documentário de ontem focava mais o declínio do império, os seus "exílios" por aquela Rússia fora, até ao destino final e fatal, lá aparece o Lenine….e algumas imagens do povo da época.

Fiquei petrificada com os números - em 1917/18 existiam naquele país cerca de 400 milhões de pobres, pessoas que trabalhavam de sol a sol e que pouco lhes sobrava para alimentar os seus filhos.

Mas aquele Czar, mesmo a viver uma vida de reclusão nos últimos meses antes da sua execução, continuava a manter uma altivez que apenas deve ter perdido quando a primeira bala lhe acertou.

Ao mesmo tempo que lamento, e acho que foi uma barbaridade assassinar assim uma família inteira à queima-roupa com crianças incluídas, por outro acho que de facto no estado a que chegou aquele país, os Bolcheviques não tiveram outra hipótese e não acho que o Lenine tenha sido propriamente um bandido como muitos referem.

Na dúvida, é melhor não ser déspota. Mesmo assim, continuo a ter um fascínio pela família imperial Russa e um apetite ainda mais aguçado para ir sobretudo a S. Petersburgo.