terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Afinal, o que se passa com a minha máquina!?

Nada melhor do que conhecermos minimamente o nosso corpo e sentirmos precocemente que algo não está bem.

Falta de força, cansaço inexplicável, prostração e aquelas palpitações a arritmias nocturnas que já me pregaram alguns sustos.

Depois de finalmente conseguir consulta com um Cardiologista bastante recomendado, lá fiz uma autêntica bateria de exames. As análises estavam melhor do que esperava, descobri que sou um fenómeno, porque não faço desporto, não pratico uma dieta exactamente equilibrada e tenho uns níveis de colesterol HDL, ao nível de um belo desportista, assim com um valor que nesse contexto também é incomum - genética diz o médico. Os meus pais são qualquer coisa! Pelo menos nisto, estou óptima.

A tensão arterial após monitorização por 24 horas, afinal revelou-se baixa e não alta como tinha acusado em duas medições ocasionais, o que também não é necessariamente bom.

O conjunto de exames à máquina em si apontam para uma morfologia normal, um batimento cardíaco um pouco acelerado, mas nada alarmante, não existe doença coronária mas...o Holter apanhou uma série de arritmias, 3 delas seguidas, nada de alarmante mas que justificam o meu desconforto e aquela impressão estranha.

Do que eu não estava à espera era que a Tricúspide  tivesse ali uma regurgitação leve, mas ao analisar o pulmão tudo está a funcionar normalmente, pelo que também não é isso que me vai assinar, até ver, a sentença de morte. I hope!

Resultado, um comprimidinho diário para resolver a questão das arritmias, mas...como tenho a tensão baixa, a margem de manobra é muito reduzida porque, ao serem complexos que por si só também causam a diminuição da tensão arterial, para mim, que já a tem baixa, vai ser lindo. Acho que me vou andar a arrastar nos próximos tempos.

I will survive, I will survive!

PS: E eu que pensei ter o coração estilhaçado, feito em pedaços e ele afinal está inteirinho e a bater bem forte. É um valente este tipo, na verdade, o meu herói!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

As maleitas da idade

A minha filha está a envelhecer. Continua com muita genica, muita vida, às vezes até lhe peço para estar um pouco sossegada mas...já não aguenta directas :)

Invariavelmente no trajecto Natação-Casa, adormece. Ainda pede colo numa última tentativa de me relembrar que é a minha bebé, mas como não tem sorte, lá vem a arrastar-se pelas escadas acima. Vem ela, e venho eu, mas no meu caso, deve ser mesmo uma questão de idade.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O som do gongo dourado ecoou na minha cabeça esta manhã

A minha filha apanhou o gato muito bem escondido, por sinal, no meu quarto, quando ele está proibido de lá entrar, e diz-me assim:

"Mamã, encontrei o Xá no teu quarto. Deixastese-o entrar!"

Oh Infortúnio, oh martírio, "por quem os sinos dobram", que pontapé no dicionário e trambolhão pela gramática abaixo demos nós logo pela manhã. Estremeci, suei, desfaleci e deixei-me cair pela parede abaixo.

Mas sorri e corrigi a criança que, até fala muito bem para a idade que tem: "diz-se deixaste-o entrar" e ensinei um truque - sempre que vás dizer alguma palavra que termine em "tese-o", não digas, porque está mal. Alerta vermelho, tocam sirenes na cabeça e fechas a boca.

Já aprendeu uma coisa nova hoje.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

E como uma imagem vale mais do que certas palavras

Ora aqui está retratado na imagem o que me fez ter trocado a hora de almoço de hoje, pela busca de mimos para a pequena:


O que faz uma mãe que em vez de utilizar a hora de almoço para fazer o óbvio, ou seja, almoçar

Não tira a sua piolha rebelde da cabeça e decide ir à procura de mimos para o quarto dela!?

Resposta: Sai da loja com um candeeiro-borboleta, de entre outras coisas e está a esta hora verde de fome. É muito recomendável continuar com esta postura.

Mas só de imaginar o sorriso rasgado com que vou ser brindada logo à noite, vale a sensação de fraqueza. 

Li nalgum lugar e resolvi trazer para aqui

E para a minha vida!


O sabor agridoce do mês de Janeiro

Se por um lado é um mês que parece ter 100 dias em vez de 31 em que se sucedem contas para pagar e o dia de receber o salário parece que anda sempre uns bons passos à nossa frente, por outro, digam o que disserem, começa a cheirar a Primavera apesar das temperaturas agrestes e de ser o mês por excelência em que se regista o verdadeiro pico da gripe. E porque digo eu isto!?

Porque quase sem nos darmos conta, os dias começam a ser maiores, assim, de mansinho, para que não nos apercebamos, mas são. Hoje, quando saí do escritório, ainda contemplei o lusco fusco, em vez da noite escura e densa do mês passado.

Mais um ciclo se inicia...