segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mas adora

a bela da banhoca. Desde o primeiro banho que lhe dei que denota que o prazer é crescente, que adora chapinhar e estar no meio aquático, ri, faz caretas, enfim, é um momento digno de apreciar com a máxima atenção.

...ou não tivesse ela vivido na água nos seus primeiros tempos!

Não gosta mesmo nada

do jogo do despe e veste característico dos dias mais frios e invernosos. Body, babygrow, camisola interior, collants, first coat, second coat...enfim, lá tem que sair enchouriçada para não sentir o frio.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Guerras civis, saques, pilhagens

Aquando da queda do regime de Sadam Hussein no Iraque, assistimos ao que de pior pode haver quando uma nação entra em guerra; assistimos não só a crimes contra a humanidade, como também a crimes contra o legado dos nossos antepassados, o legado das antigas civilizações.

Foi entre o Tigre e o Eufrates que nasceu a civilização, sendo a Babilónia (Iraque) o berço da civilização, o início de tudo.

E há imagens e sons que quer queiramos quer não, nos ficam na memória; lembro-me com arrepios e muita pena da imagem da directora do museu nacional de Bagdad, quando, com a queda do regime ditatorial de Sadam Hussein assistiu impotente à pilhagem dos tesouros que com tanto afinco e consideração pela história, não só pela do seu país, como pelas de todas as civilizações à sua volta, guardava.
Aquela mulher gritou, chorou, "enlouqueceu" face a tamanha perda para a humanidade.

E infelizmente hoje o cenário repete-se no Egipto; outra civilização historicamente tão rica e cujos tesouros (alguns) se encontram agora a monte, por aí perdidos e com grandes probabilidades de jamais serem encontrados e depositados no sítio onde pertencem.
Acredito que pacifistas como Anwar al Sadat, Yitzhak Rabin entre outros, se revolverão agora nos seus túmulos face a actos tão crueis para com o legado dos antigos.

E não posso deixar de me lembrar da emoção que senti quando vi a Pedra de Roseta pela primeira vez, Guernica, Las Meninas...enfim...e haver pessoas que em pleno século XXI decidem privar todos os outros de poderem admirar as maravilhas que fazem parte da nossa história.

O advento da dentição

Agora que descobriu que tem dente(s), perdão dente, que é uma novidade na boca e que, apesar de algum incómodo, até são úteis, entretém-se a morder-me o queixo e de quando em vez, o peito.

Confesso que para além de ver estrelas, vejo cometas e até a nebulosa...e ela ri-se!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Omissão, balbúrdia, mentira e confusões

Mas afinal em que situação é que o Bibi mentiu?

Comecemos pelo facto de que aplicar o diminutivo Bibi a um ser daquele tamanho...já não lhe fica muito bem.

Entretanto há gravações telefónicas dele com crianças em que a conversa ronda tudo menos a inocência - mas o tal Bib(ão) diz que não é pedófilo, etc. e tal.

Quer dizer que viraram todos inocentes e vítimas e os jovens abusados é que se transformaram no bicho papão?

Mas que grande confusão; lá está, são as tais manobras de diversão em que só cai quem quer. Já dizia o Saramago que "pior cego é aquele que não quer ver".

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Hilariante!

Ao Anónimo

Oh inclemência, oh martírio...ohohoh

Dou os parabéns aos anónimos que tentam ao seu modo inculto e sem conhecimento de causa avaliar o que quer que seja.

Mas como é que os anónimos podem avaliar que determinadas crianças podem estar a ser sujeitas a situações que as prejudicam? Será que esses anónimos fazem e fizeram o mesmo às suas e acobardam-se numa capa de santos para dizerem o que lhes apetece?

Um conselho a todos os anónimos que por aí pairam - cumpram os seus deveres morais, cultivem os seus valores, paguem as suas contas e deixem-se de vigarices, ousadias, mentiras e canalhices e acenem à mudança com todo o vigor que a mão esquerda lhes permitir.

Ser mãe e pai

Lembro-me de ser adolescente e ouvir aqui e ali, certos casos de mães (sobretudo mães, porque será?) que para além de tantas outras dificuldades com as quais tinham que lidar, tiveram que ser mãe e pai dos seus filhos.

Ultimamente tem-se falado novamente nessa realidade, até a propósito do jovem que praticou alegadamente o homicídio do coscuvilheiro do social, Carlos Castro.

No meu caso, como porventura em tantos outros por esse mundo fora, a responsabilidade não começou aos 4 anos da criança, ou aos 7 ou mesmo aos 10. Lamentavelmente pensei eu, mas hoje tenho a presença de espírito suficiente para concluir que em boa hora aconteceu, pois livrei-me de um mal maior, no meu caso vi-me a braços com a realidade de depender tudo inteiramente de mim, ainda antes do nascimento da minha filha....no fundo, muito antes.

Desde:
- as primeiras preocupações se estaria tudo bem com o embrião, depois feto...sózinha.
- a preocupação em saber se o gato Xá teria ou não toxoplasmose e os cuidados em limpar-lhe o areão...sózinha
- as três gripes fortes que foram dificilmente curadas com paracetamol...sózinha
- os medos próprios de uma futura mãe de primeira viagem, a falta de afectos e de carinho, a falta de apoio e compreensão, a falta de ter quem me tirasse fotos da minha evolução de grávida, a falta dos mimos, das festas na barriga, de um docinho a meio da noite...sózinha
- as primeiras compras do enxoval ainda em tons neutros, a escolha das peças mimosas, sonhar como ele seria e como iria ser a vida daí para a frente...sózinha
- a escolha do infantário, as contas da ginástica que teria que fazer no orçamento familiar, a compra do carrinho, ovo, alcofa...sózinha
- a preparação das malinhas para a maternidade, os medos, dúvidas e anseios do parto...sózinha
- os pequenos sustos no início da gravidez com ligeiras perdas de muco, uma ida ao hospital para avaliar se tudo estava bem...sózinha
- a mensagem que com tanto carinho a bébé "mandou" ainda da barriga da mãe, para aquele que se pensava que apesar de tudo iria ser um Pai, no dia do pai (19 de Março de 2010) a dizer algo como "para aquele que vai ser o melhor pai do mundo..."...sózinha
- e a retribuição no dia 02 de Maio de 2010, dia da Mãe do tal ser que aos olhos da lei é o progenitor, não estar com ela, a mãe, mas sim com a amante, casada com outro, a passar um fim de semana romântico na Aguieira...mais uma vez a futura mãe, sózinha
- saber por terceiros e quartos e quintos que andava a ser traída, humilhada, enquanto os outros dormiam em hotéis do Chile, em hóteis Ibis e tratavam de tudo para saldar sua indecorosa união...sózinha
- confrontar a situação e ainda ser peremptoriamente negado, até já não haver razão para tal...sózinha
- atirada para o lixo com uma filha no ventre...sózinha
- entrar em trabalho de parto, ir para a maternidade, sofrer 15 horas com contracções até ao nascimento, um parto que se complicou e acabou no bloco cirúrgico, com uma comitiva de médicos, fórceps e eu sem forças...sózinha
- dizer "eu não consigo mais" e ao mesmo tempo receber uma festinha na cara de todo aquele corpo clínico que bem merece a minha ovação e dizerem-me, "conseguiu e a sua filha é linda"....sózinha
- ter a minha filha finalmente nos meus braços às 15:48h de 04 de Julho, não receber uma palavra de conforto de quem se diz o progenitor e só me terem sido entregues os meus objectos de higiene e roupas, bem como as da bébé, perto das 21:00h, porque antes se esteve a comer e a comemorar com a amante...mais uma vez sózinha
- as dores pós-parto, o inchaço e os edemas nas pernas, as primeiras dificuldades com a amamentação, o turbilhão de emoções de olhar para um ser humano tão frágil e dependente de mim, as noites esgotantes sem dormir, os receios de se a bébé respirava durante a noite, se teria fome, a muda da fralda....tudo sózinha
- e as faltas de respeito, ainda grávida passar pelo antro onde trabalhava o progenitor da criança e vê-lo de braço à volta da cintura da mulher casada aos beijos; o ser contactada pelos pais do progenitor no sábado seguinte ao nascimento da minha filha, estando eu a amamentar e dizerem-me que tinha sucedido uma cena deprimente de violência e agressões verbais, pois dão com ele e a amante casada dentro da casa deles, nus, na cama onde tantas vezes dormi...a mulher casada foi expulsa e posta na rua e depois a sucessão de cenas deprimentes e as ameaças de que ainda iria ajustar contas comigo, pois hipoteticamente os seus pais não gostariam da amante por minha causa....passei por tudo isto sózinha e nesse momento com uma recém-nascida nos braços

...e tanto, mas tanto mais. Foi um sofrimento ao seu mais alto nível, um verdadeiro inferno em vida, e tudo culmina nos meus ombros, e no amor sem limites que sinto pelo ser humano frágil e em crescimento que é a minha filha.
Sou mãe, pai, educadora, amiga, companheira das primeiras brincadeiras, atenta às suas graças e devaneios...mas confesso que sem tempo para o resto.
A rotina é dura, as responsabilidades também, as contas de cabeça que faço para que tudo esteja sob controlo, as ementas, o leitinho a meio da noite, a preparação da roupa do dia seguinte, as birras, as dorezinhas dos dentes, as vacinas mensais, a limpeza da casa, as compras, a gestão apertada do orçamento familiar, o peso dela às costas hoje, ontem e sempre, as noites mal dormidas e o campo profissional que não pode ser descurado pois é através dele que consigo garantir a subsistência de nós as duas...mas sobretudo a da bébé, pois a ela é indiscutível que nada pode faltar.

Não é fácil ser Mãe e Pai, não é fácil arcar com toda a gestão que isso implica, não é fácil um ser humano estar sujeito a tanto sofrimento, responsabilidade, trabalho e empenho...mas já dizem os antigos que um Filho compensa todos os nossos "sacrifícios".

Mas também nem só de desgraças se compõe esta minha história...já dizem as pessoas das aldeias que "parir é dor e criar é amor". Eu pari e crio, mas tenho comigo neste momento quem também lhe tem muito amor para dar e que nos tem feito muito felizes e amadas às duas.
Foi nestas circunstânias, infelizmente não partilhámos tudo desde o início dela, mas no meu coração e na minha alma, quando fecho os olhos e imagino outra realidade, é como se lá tivesses estado e sejas tu a parte integrante de todo o processo.

....e no fundo és!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Noite Fria

As últimas noites têm sido muito frias e dá que pensar que apesar de todo o conforto que temos, seja por sorte ou não, há quem tenha que passar estes dias na maior desolação e solidão.

Lembro-me muitas vezes dos sem abrigo e das estórias de vida que estarão por detrás de tão triste desfecho e vem-me à memória um episódio a que assisti há uns anos.

Nós, que apesar de nos queixarmos das agruras da vida e da economia nacional, lá vamos conseguindo manter os nossos prazeres; numa certa noite invernosa e gélida como aquelas que temos vivido nos últimos dias, fui jantar com uns amigos à Bica do Sapato e estava cá fora uma senhora idosa, com um cheiro fétido a urina, enregelada de frio a pedir algum dinheiro para comprar uma bebida quente...é irónico, a miséria a par da ostentação.

Confesso que já nem apreciei aquela refeição como em vezes anteriores, parecendo que no meu íntimo estava a cometer uma espécie de sacrilégio, de desrespeito para com quem não tem possibilidade de suportar um ou outro luxo.

Faz-nos bem de quando em vez reflectir acerca destes "fenómenos" e tentarmos valorizar acima de tudo as sortes que nos vão batendo à porta.

...estava uma noite fria ontem, muito fria, mas há coisas tão importantes e que tanto nos aquecem a alma.
A minha pequena Tinkerbell deu por mim a entrar no quarto, empertigou-se toda e espreitou pelas grades da camita com um ar cómico, como que dizendo "tou-te a ver".
Peguei nela, preparei a minha cama e dormimos as duas juntinhas e quentinhas.

Obviamente que são situações que raramente poderão ser repetidas, pois as crianças têm que ter presente qual é o seu espaço e qual o espaço da mãe (ou dos pais, nos casos de famílias em que haja mãe e pai), mas o gelo da noite de ontem não permitiu que deixasse a minha Tinkerbell a sentir um mínimo de frio que fosse...e soube tão bem, confesso, sentir o calorzinho do corpo dela, a mãozinha dela a afagar a minha face e a cabecinha a procurar o meu peito...é indescritível ser Mãe e poder usufruir de todas estas experiências.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Terra Prometida


Não é segredo, não o escondo e tenho todo o gosto em dizer que se há algo que me agrada é sair daqui, espairecer, conhecer outras paragens e outras gentes...mas gosto sempre do meu regresso ao país que me viu nascer, não nego.

Já pensei em passar uma temporada fora, exercer a minha profissão noutras paragens, com outras gentes, quer se concretiza-se um dia ou não, o meu porto seguro continua a ser o meu país, onde mantenho as pessoas de que mais gosto, os afectos e alguns dos meus antepassados...não todos.

Mas entre tantas paragens longínquas e nem tanto que anseio um dia conhecer, ando com uma vontade imensa de me deslocar à Terra Prometida. Definitivamente quero ir a Israel, quero conhecer Jerusalém, quero pisar aquela terra, sentir o cheiro, beber daquela água.

É um sonho não só meu, também foi o sonho por concretizar de uma das pessoas mais importantes da minha vida e que já não está entre nós, e talvez por isso, mas não só, o desejo cimentou-se e está a transformar-se num projecto a concretizar muito em breve.

As regras para se visitar Israel não são fáceis de contornar, mas creio que neste momento cumpro todos os requisitos; não estive num país árabe nos últimos tempos, não tenho "pecados" passíveis de me poderem excluir como uma visitante aceitável por parte da Mossad e tenho um grande respeito pelas gentes da "Judeia".

Não digo que não sinta receio, é um cenário conflituoso por vezes...mas o desejo de visitar tais paragens é crescente e vou esforçar-me para que seja mais uma entre tantas metas a atingir nos tempos mais próximos, não apenas por mim, como também pela restante família que se está a compôr.

"Oh Jerusalém"

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vacinas 6 Meses - Rescaldo

Picadelas - 3
Choro - A plenos pulmões
Dor na alma da Mamã - Muita
Febre - 0
Inchaço - 1
Reacção ao Gelo - Fantástica

Prognóstico - são um mal necessário e custa-nos mais a nós enquanto espectadores, que a eles, que passado pouco tempo já sorriem outra vez!

Dejá Vù

Perdoem-me os Cavaquistas, os simpatizantes e afins, mas é político que não me conseguiu ainda convencer....talvez um dia...

Mas as tentativas frustradas de imitar o General Ramalho Eanes de há uns bons anos atrás a subir para o tejadilho do carro, ficam muito aquém do que se poderia esperar.

General é general...como em tudo na vida, há que ter porte...berço.

Barragem de Castelo de Bode - 60 Anos


Foi inaugurada há precisamente 60 anos uma obra prima da engenharia em Portugal - a Barragem de Castelo de Bode. Uma obra pioneira dentro do seu género em Portugal, deu origem à rede eléctrica nacional e continua a fornecer água a pelo menos 80% da população de Lisboa.

São obras de que gosto estas de grandiosidade engenhosa, estas que fazem pensar como é que seres humanos têm a habilidade para projectar e executar estes marcos que para além de ficarem na história, acabam por ser indispensáveis à nossa sobrevivência.

Estão não só os engenheiros e os arquitectos de parabéns, mas acima de tudo os operários que fazem com que estas obras passem de meros esquiços a uma realidade.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mas afinal quem são os princípes de Andorra?

Que Andorra é um país (pequeno, diga-se, mas é) e que é um principado, todos nós sabemos.

Mas uma coisa que me fez sempre muita confusão, é um issue muito simples, ou seja, mas quem raio são os princípes de Andorra, quem compõe essa família real?

Não é que isso contribua para a minha felicidade, digamos que é mais uma curiosidade no âmbito da fofoca, mas lá que isso me intrigava, confesso que intrigava.

Eis se não quando, estava eu a ler a edição da Volta ao Mundo deste mês, que o meu mais que tudo fez questão de trazer, por estar dedicada não só, mas também à cidade de Budapeste, que conheço bem e recomendo, que se me afigura um artigo simples e singelo relativo à "família real" de Andorra.

A língua oficial é o catalão (infelizmente também me apercebi disso quando lá fui - embora a comunidade portuguesa seja grande e facilmente nos sintamos em casa) e os "princípes" são nada mais nada menos do que o Bispo de Urgel e...lui mème Monsieur Nicolas Sarkozy.

Ah, ah, ah...tanta coisa para um desfecho tão pouco real.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Consideração acerca do homicídio de que se fala

Tenho acompanhado com alguma atenção as notícias relativas ao homicídio do "jornalista" Carlos Castro; coloco jornalista entre aspas, pois, por muito dom da palavra e da escrita que se tenha, faz-me alguma confusão haver quem tenha como base de fonte de sustento, falar da vida dos outros e muitas das vezes com algumas incorrecções e invenções....mas adiante!

Foi um crime hediondo....foi!
Macabro...idem!
Inqualificável...também!
E idem, idem, aspas, aspas...

Faleceu um ser humano às mãos de um carrasco "impiedoso", enfim, isso já todos nós sabemos.

Mas vamos santificar a vítima e electrificar o carrasco?

Não estamos a falar de um crime sexual passional, estamos sim perante uma série de crimes que terão ocasionado o desfecho que conhecemos. Que uma coisa justifique a outra...não, obviamente que não justifica.
Mas quantos de nós em casos de pedofilia extrema comentamos em uníssono que os opressores deviam ser mutilados, amarrados a uma árvore, espancados, blá blá blá.

O que não sabemos, nem nunca saberemos serão os contornos, a envolvência, o "ecossistema" que deu origem a que um jovem aparentemente normal, bem sucedido, com uma licenciatura terminada aos 21 anos se tenha subjugado a um idoso de 65 anos, se tenha predisposto a desaprender a sua autodeterminação sexual, tenha deixado para trás o seu livre arbítrio, por um punhado de efémera fama.

A fama teve-a certamente, muito mais do que os 15 minutos a que todos temos direito, mas não pelos motivos mais ortodoxos e mais vulgares para um jovem igual a tantos outros.

Saiu cara a ambos a relação intíma, de amizade ou laboral que mantinham, mas não se perdeu apenas uma vida...perderam-se várias, vários sonhos, várias concretizações e o respeito de uma sociedade perante um jovem que tinha tudo para ser feliz e que abdicou gratuitamente da sua liberdade coagido saberemos nós algum dia porquê.

Paz às suas almas (de quem partiu e de quem por cá ficou)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Disse-me um amigo que acabou de ser pai:

"(...) Infelizmente é tudo muito cansativo e o bebé é impedioso e implacável e de 2 em 2 horas ...enfim....espero que mais tarde venha a ser gratificante, porque actualmente não acho isto muito agradável, é extenuante."

É incrível como seres humanos tão pequeninos e tão frágeis nos fazem chegar à exaustão.

Os primeiros tempos são de facto difíceis, complicados e o casal deve estar em sintonia, caso contrário gera-se a anarquia. O ser pequeno é de facto impiedoso mas a nós é pedido o amor e a entrega máximos, mesmo com noites e noites sem descanso...mas compensa olhar para o nosso bébé é amá-lo(a) incondicionalmente.

Feliz ou infelizmente...devo ser mesmo uma grande mulher...pois o embate caiu todo sobre as minhas costas...e sou de facto uma grande Mãe...está à vista!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"José Manuel Coelho"

Mas quem raio é este candidato à Presidência da República??? Voltámos aos tempos do "Coelho ao Tacho"??

Mas porque é que esta gente perde tempo nisto??

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Primeiros actos de rebeldia infantil

Que tem um feitio vincado, disso não restam dúvidas.

Ainda na minha barriga já mostrava o seu desagrado quando estava numa posição de que não gostava, quando me sentia mais nervosa...enfim.

Nasceu um pouco zangada com o mundo, patente em muitos dos retratos que lhe fomos tirando em que aparece com um ar sério e uma expressão bocal que não deixava margem para dúvidas...muitas coisas a zangaram.

Os primeiros sorrisos foram para a mamã, obviamente, não só por ser a mamã e mãe é de facto mãe, mas também por me conhecer com 40 semanas e 4 dias de avanço face a todo o meio envolvente. Mas foi uma bébé que até certa fase da sua vida não se ria muito e tinha um olhar triste...não posso negar que pelo facto de ter sido vítima de sevícias de vária índole, a bébé enquanto nascitura e recém-nascida foi enormemente prejudicada.

Mas aos poucos renasci das cinzas, fiz o que deveria ter feito em vários aspectos e a bébé começou a desabrochar a olhos vistos e por volta dos seus 3 meses começámos a ter uma bébé animada, de bem com a vida e a fazer as gracinhas que nos deliciam diariamente.

Mas continua a ser certo que o seu feitio é deveras especial, que quando não gosta de algo ou se sente desconfortável emite uma espécie de "rugido", capaz de pasmar os mais distraídos.

E a genética é isto mesmo, pois ao que me comenta a minha mãe eu emitia exactamente os mesmos sons quando algo me desagradava, franzia o sobrolho tal como ela e, quando ria, era porque de facto me apetecia; não fazia fretes para agradar a fosse quem fosse, e nisso somos idênticas, apesar dos quase 33 anos de diferença.

E eis que ontem fui confrontada com um acto ainda mais rebelde, perpetrado por um besnico de 6 meses; quando a fui buscar andava entusiasmada por me captar a atenção, emitindo os seus sons estridentes e cada vez mais altos. Aproximei-me dela, sorri e disse-lhe (pasmem-se, já converso com um ser tão pequenino) que não se grita à mãe, pois é falta de educação...resultado, com a boca cheia de baba faz brrrrrr, resumindo e em português vernácu-lo...."cuspiu!" para cima de mim.

Entre um ai ai ai que me vou zangar com a bébé, apenas tive tempo de me virar e rir à gargalhada sem que ela se apercebesse que a par da incredulidade lhe achei imensa piada.

Que rebeldias se seguirão...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Novidades Bébécas Sininho

A minha pequena Fada Sininho cada vez me dá mais alegrias e a sua espontaneidade dá-me cada vez mais forças para lutar por uma vida melhor, por melhores condições, por grandes e grandes conquistas.

O desenvolvimento dela está a ser extraordinário, e as novidades sucedem-se. É sabido que nestas idades somos confrontados diariamente com coisas novas.

E hoje foi o dia D para algo que ansiávamos há algum tempo e aguardávamos com alguma expectativa...vai ter que ser escrito, vai ficar para a posteridade e eu aqui toda babada, comovida e desejosa de lhe comprar uma prendinha para comemorar.

Amigos, segue mensagem sms a contar as últimas, tal como receberam no dia do seu nascimento.

Quanto a mim...como calculam, estou babadíssima; sou Mãe!!!

Eureka!


A Sumidade Maneta já era boa, mas faltava um je ne sais quoi...e eis que a iluminação divina caiu sobre mim e fez-se luz.

VOLDEMORT MANETA :)

Está perfeita

grande, linda, comilona, brincalhona, maravilhosa.

Palavras para quê??

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Efeméride


Tintin...81 anos...brilhante!

Gracinhas diárias

E porque tristezas não pagam dívidas e há mais em que pensar do que nas ordinarices da "sumidade maneta on the house", realmente não há nada melhor do que absorver as gracinhas diárias com que as nossas crianças nos presenteiam.

Que a minha filhota me conhece à légua, não há qualquer dúvida, desde a voz, ao cheiro...sabe bem quem é a sua mamã.

Apesar de ser uma bébé extremamente sociável, que gosta muito de miminhos e colinho, travessuras e brincadeiras, quando a mamã chega é uma festa e não há nada que a demova do horário que estabelecemos para as brincadeiras, leia-se, antes do banhinho que antecede a hora do jantar.

Por muito cansativo que tenha sido o dia, por muito soninho que tenha, absorve-me aquele tempinho que impõe e com toda a razão e a minha alegria para os nossos amores de mãe e filha.

Ri à gargalhada, aperta-me as bochechas, dá beijinhos à esquimó e "fala-me" do seu dia...e eu derretida e embevecida a olhar para ela e a pensar que apesar da adversidade, dos riscos que corri no final da gravidez e do próprio parto de risco que pôs em causa a vida de ambas....o meu prémio tinha que ser de facto esta perfeição, este ser pequenino que tantas alegrias nos dá.

Pois que recentemente descobriu que para além de umas mãozinhas com dedos longos e brincalhões, tem também uns pézitos que chegam à boca e é vê-la a mordiscar os próprios pés e olhar para mim como quem diz..."eh, eh, eh....isto é giro!".

Nas aulas de natação é vê-la a correr, perdão, a nadar atrás dos bonequinhos que a professora atira para o meio da piscina para os apanhar; é vê-la com o seu ar aristocrata no seu habitat, como se nunca tivesse feito outra coisa na sua curta vida que não fosse estar em meio aquático...olha para tudo muito tranquila, com muita vontade de fazer novos exercícios e naquele momento só nosso rimo-nos e amamo-nos e tiramos partido de uma interacção fabulosa, do toque das nossas peles e muitos miminhos à mistura.

Entenda-se que a vida da bébé não é pautada apenas por mimos e brincadeiras e apesar da sua pequenez já tem impostas algumas rotinas, desde a hora do banho, da alimentação, das horas lúdicas e até da hora do soninho. Se queremos uma criança regrada e com uma noção clara da realidade, há que manter da nossa parte um modo de vida o mais equilibrado possível, para que sintam desde pequenos que nas 24 horas que o dia tem, terá que haver tempo para tudo.

É extraordinariamente fascinante a minha pequena.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Denunciar um Criminoso

Para além de muito mais, considero que é um dever cívico denunciar um criminoso; e se até aqui o filme "Dormindo com o Inimigo" era algo só de cinema, já há uns tempos que sei que de facto a ficção se confunde muitas vezes com a realidade e chega a ser bem pior.

E o que é que uma pessoa honesta fará com informações que poderão colocar um criminoso em maus lençóis?

Atenuantes não existem, arrependimento muito menos e vão-se cometendo crimes, delitos, burlas e autênticas atrocidades contra outros seres humanos.

Uma pessoa que roubou em parques de estacionamento utilizando o seu emprego como segurança, uma pessoa que cometeu burlas que implicaram muitos tostões e deixaram pessoas sem poder gozar as suas férias condignamente e que mesmo assim tenta escapar à justiça, pois usufruiu dos tostões mas foi astuto o suficiente para implicar outros na trama, bate em mulheres (grávidas e não só), consome drogas e vive à margem da lei em certos quadrantes da vida em sociedade...e pode ter ocasionado a morte ou ferimentos muito graves a um mendigo....merecerá uma pessoa destas ficar impune e continuar a cultivar o mal e sobretudo jogar com os sentimentos de mães e filhos?

Concordo que numa situação destas há que denunciar um criminoso desta índole e colocá-lo no seu devido lugar.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Suicídio

Quando acordei hoje de manhã, estava longe de imaginar o que o dia me iria reservar...como sempre, mas é um facto que a vontade de levantar e sair não era muita.

Se pudesse teria ficado todo o dia a adorar a minha bébé, mas o instinto de sobrevivência dita que tenho que plantar para depois poder colher.

A rotina do costume, o tráfego inabitual que fez com que não tardasse muito em chegar ao emprego, a bébé calminha, tudo tranquilo e eis que chega a notícia de um suicídio, bem mais perto do que seria desejável.

Lá fui eu armada em cientista que sou, expert nas teorias do suicídio, tentar acalmar quem em choque entrou...mas de facto, de heroína tenho muito pouco e a imagem que vi não me sai da cabeça.

O sofrimento de terceiros, como humana que sou aflige-me, mas ver um corpo de um ser humano, de um semelhante estendido no chão, tapado com um lençol branco que o sangue já tingiu e as miudezas viscerais a agonizar no chão, ao seu lado...são algo que jamais irei esquecer. É horrível, sinto-me mal e com vontade de abanar aquele ser humano que já não está entre nós e perguntar-lhe porque expôs o seu próprio corpo e a sua alma a tamanha dor. Porquê???

Lembro-me que não há muitos meses atrás me passaram pela cabeça ideias semelhantes ao sentir o peso da traição, do engano, de ter sido vítima de um canalha do qual trazia um bébé no ventre...mas parei para pensar e em boa hora anuí que dar pérolas a porcos seria uma má escolha.

Hoje sou uma mulher feliz, uma mãe orgulhosa, uma filha estimada, uma profissional louvada e acima de tudo uma mulher muito amada.

Valerá a pena impormos a nós próprios o nosso desaparecimento, sujeitarmo-nos ao sofrimento, quando a vida ainda nos reserva coisas tão boas?

Que descanse em paz a alma que hoje decidiu partir...