terça-feira, 18 de outubro de 2016

A minha filha acordou ontem de manhã bastante aflita

Não é novo, mas senti-a particularmente preocupada.
Sempre teve estas pancas, estes sonhos premonitórios, sei lá, não sei se os miúdos que vivam com o pai e com a mãe, ou que, mesmo não vivendo, sintam que existe respeito mútuo entre amos també o terão.

Mas respeito é algo que jamais poderei nutrir pelo progenitor da criança, embora não seja eu a faltar-lhe ao respeito, são obviamente coisas distintas.

E lá está, são 6 anos, e a percepção do mundo que a rodeia começa a ser cada vez mais refinada; já deve ter percebido que é comigo que conta, para o bem e para o mal. Para ela trata-se sobretudo de afectos, de carinho, de sentir que tem uma rede que a protege da queda, para mim, para além do que eu entendo o que é ser Mãe, e que é sem dúvida uma missão para a vida, é toda uma relação umbilical de amor, entrega, aprendizagem (porque ela também me ensina muito), acompanhamento, responsabilidade....

Pois que hoje o busílis foi: "Mamã, tive um sonho mau; sonhei que te ia perder aos 6 anos e eu não consigo viver perdida de ti!"

Wow, isto é poderoso. A minha avó dizia que quando sonham com a nossa morte, estão a dobrar-nos a vida, mas imaginando que está previsro durar mais 2 dias, ok, afinal duro 4. A juntar ao facto de por vezes achar que algo de estranho nos pode acontecer de uma hora para a outra, é preocupante.

Mas lá a tranquilizei; lá disse que de certeza acordou cedo demais, porque se me perdeu, iria encontrar-me logo de seguida, tanto que, acordou.

No fundo lembro-me de dar comigo em miúda a ter os mesmos medos, se ficasse sem a minha mãe e a minha avó, e que ia parar a um orfanato.

Oh meu Deus, seja o que for, está escrito.

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