terça-feira, 14 de agosto de 2012

A loucura tem limites

Agora para se vingarem dos outros...toca a atear fogo na primeira coisa que aparece.

Um dos incêndios que deflagrou há uma semanas atrás, terá sido ateado (segundo os jornais) por uma senhora que descobriu que o marido a andava a trair e consumava o que tinha que consumar no capim...fogo à floresta.

O outro queria a quota, mas não tinha direito a ela, estava proibido de se aproximar...fogo às pessoas dentro do elevador...mas que pouca vergonha vem a ser esta?

Quanto ao primeiro caso, eu até sou solidária com a traída, e os dois trastes deviam levar um correctivo...mas a justiça pelas próprias mãos não leva a lado nenhum, e a floresta é que não tem culpa nenhuma caramba.

Mais valia ter feito como o gang das mulheres traídas que aqui há uns tempos se uniram e deram uma valente sova a uma tipa qualquer que se tinha metido com o marido de uma delas; não é aplaudível, mas foi uma sova merecida. Se umas quantas tivessem direito a uma lição dessas, pensariam duas vezes antes de se meterem  "com os maridos das outras".
Mas os traidores/as esses então também podem levar uma bela lição....e a vida mais cedo ou mais tarde encarrega-se disso....mas....repito......atear fogo à floresta é que NÃO!!!!

Quanto ao episódio sinistro de ontem do elevador....estou sem palavras; não quero sequer imaginar o sofrimento daqueles seres humanos às mãos de um HellBoy qualquer que, dito por ele, "lhes queria pregar um susto". Será que nestes casos o olho por olho, dente por dente não deveria ser aplicado?

Mesmo que leve a pena máxima em cúmulo jurídido, cumpre pouco mais que metade, porta-se bem, entra em regimes abertos e o raio que o partam, ainda curte a velhice cá fora...e aquelas almas é que arderam teoricamente no inferno em vida! Isto faz-se!???

Por uma quota, por uma herança, pela porcaria do dinheiro????

Eu sei do que falo - quanto mais definidas estiverem as coisas, melhor. Cada um com o que é seu, o que é nosso, nós é que sabemos a quem queremos que pertença...e há sempre formas de contornar não só o que por lei está imposto, contornar no sentido de ser praticada justiça, e de deixarmos tudo organizado de tal forma que, aconteça a fatalidade hoje, depois de amanhã ou daqui a 40 anos, podem degladiar-se à vontade, mas quando fica tudo lavrado em escritura pública...bem que se podem espancar e chatear, que no fundo, não vai valer de nada.

Ao senhor em questão saiu-lhe o tiro pela culatra, embora isso não traga quem faleceu à vida - ao cometer um crime de homicídio (neste caso 3), temos pena...mas perde o direito à herança! A nossa justiça tem muito a melhorar, mas pelo menos neste campo, é de facto uma grande lição.

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