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Sessão de cinema a meio da semana

Isto de se ter os filhos fora, dá nisto, a malta abusa e então lá se vai ver o repertório de filmes para gente crescida de seguida, porque tão cedo, não se pode.

Ontem foi dia de Assalto ao Poder. Bons actores, uma história que não é pioneira, mas gostei.

É claro que ouvi a boquinha da minha filha quando falei com ela no intervalo: "Mãe, já é a segunda vez que vais ao cinena nestes dias sem eu ir!" - nem vale a pena falar dos passeios, jantares, etc., a miúda deve pensar que a mãe já está velha demais para se divertir sem ela :)


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Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

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