domingo, 29 de abril de 2012

Homenagens

Ao ver a evocação do Paulo ao seu irmão Miguel percebi, porque é que ele (Paulo) foi uma das minhas paixões de adolescente.

Ele disse tudo naqueles cerca de 10 minutos, ele disse tudo o que distingue a nobreza de sentimentos, de coisa nenhuma.

Foi de uma digninade, de um amor, de uma fraternidade, de uma sensibilidade que não estamos habituados a testemunhar no Paulo, mas ao que parece, lá no fundo ele é mesmo assim.

Talvez agora, aos poucos, o verdadeiro Paulo venha ao de cima, porque o Paulo líder do CDS-PP é insuportável e um pouco exagerado nos actos que comete.

Foi por este Paulo que ouvi hoje, pelo Paulo das crónicas do Independente que eu, em jovem "inconsciente" pensei que um Homem deveria ser e que com esta forma de estar me cativaria enquanto mulher e acima de tudo, ser pensante.

Tive azar, pois de facto raramente me cruzei a esse nível com seres que de facto admire quase incontestavelmente, mas...apesar de tudo posso dizer que tive e tenho o gosto de privar com um ou outro ser assim.

Pese o facto de apesar da admiração mútua estarmos tão distantes, mas isso depende inteiramente de mim, e das péssimas escolhas que a seu tempo fiz. E de facto, quando paramos para efectivamente pensar, pensar a sério, muito a sério mesmo concluímos que a maior parte das coisas que nos acontece são fruto de boas/más escolhas que a seu tempo fizemos.

Corrigir o passado não está nas nossas mãos, mas sabermos sobretudo o que não queremos depende inteiramente de nós, da nossa argúcia, da nossa perspicácia e da nossa vontade em acabarmos esta nossa jornada com um sorriso, e um sentimento de que cumprimos pelo menos algumas missões.

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