quinta-feira, 20 de março de 2014

E ainda acerca do significado do dia de ontem

Liguei hoje ao meu padrasto, para lhe desejar um bom dia do "pai" (drasto).

Não me fazia sentido tê-lo feito ontem, era o dia das filhas o fazerem, mas sei que dos três filhos que concebeu (nunca esquecerei o Nuno que faleceu num acidente brutal aos 11 anos e que já teria 40 se tal fatalidade não tivesse acontecido) acabei por ser eu, a enteada a que mais beneficiou dele.

Não foi pai, nem fez as vezes do meu pai; foi muito mais do que isso; foi o amigão, que me assumiu como se filha dele fosse, mas de uma forma suave, com pó de estrelas. Não era a figura autoritária que um pai deve ser, cultivava-me a fase em que queria roupas e calçado de marca...e aí entrava em rota de colisão com a minha mãe, o caldo entornava....mas eu saía sempre a ganhar.

Tinha orgulho em mim, e fazia questão de o demonstrar, desde os meus mais ínfimos sucessos, até à conclusão da minha formação académica...repito, não soube ser um bom marido, nem tão pouco um bom pai para os filhos, mas foi o melhor padrasto do mundo.

Nunca o tratei por pai, não faz sentido...mas até esse facto lhe dá toda a importância que ele tem para mim, porque caso o tratasse por pai, a magia não era a mesma, porque ele é e foi muito mais do que isso para mim.

É o Zé...para a Bébécas o seu avô Zé que ela adora, e das pessoas mais importantes da minha vida.

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