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Pode não parecer, mas eu tenho uma paciência...

Pois que há uns dias atrás tive que chamar à parte uma pessoa e dizer-lhe com a maior das minhas ternuras que evitasse enviar emails corporativos escritos predominantemente com letras maiúsculas, uso exagerado de situações de pontuação, nomeadamente pontos de exclamação e interrogação e sombreados...entre outros psicadélicos.

A pessoa olhava para mim com ar de desenho animado, ao que eu continuei de uma forma muito construtiva a dizer que pode ser ofensivo, o receptor interpreta aquilo como que estivessem a gritar com ele e denota relativa agressividade, o que, devemos evitar a todo o custo, sobretudo na comunicação escrita, onde pode surtir ainda mais malentendidos.

A resposta que levei:

"Mas era mesmo isso, eu estava mesmo a gritar!" Não, não me passei da cabeça, porque nestas coisas aprendi a dominar os ímpetos. Lá tentei ser outra ver construtiva e reforcei o seguinte:

"Então mas todos nós cometemos erros de quando em vez e é assim que aprendemos e melhoramos. Já imaginou se eu agora do nada me pusesse aqui a gritar consigo? Ia ficar triste, ou nem por isso?"

Ah, disse a pessoa, pois, nunca gritou comigo!

E eu:

"Pois claro que não, nem creio que seja necessário fazê-lo. Mas já viu se nos puséssemos todos a agir assim? Ninguém se iria entender, por isso, promete-me que vai fazer um esforço por não escrever dessa forma de futuro?"

Parece que estamos no bom caminho, valha-me isso. É que já me chega ter este tipo de diálogo lá em casa com uma cria de 9 anos.

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