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Fazer os miúdos crer que têm o controlo

Há 2 dias atrás reparei que a minha filha se andava a pavonear com uma pulseira no tornozelo. Nada contra a quem gosta dessa moda, mas pessoalmente não gosto, muito menos numa criança.

Estava a dar-lhe um ar assim  meio a atirar para o "chinelo", mas fiz de conta que não vi, para lhe dar um tempo de curtir o fruto proibido - ela sabe a mãe que tem e sabe muito bem que se eu reparasse ia dar conversa, tanto que, nos momentos chave, tirava dali a dita pulseira.

Ontem lá chega do colégio com o adorno....deixei-a respirar uns minutos e sem olhar para ela e dar grande importância ao facto, lá lhe disse para retirar a pulseira da perna, que não quero voltar a ver o adereço naquele sítio e expliquei (como é meu apanágio) que aquilo não fica bem a uma menina.

Não refilou, não ripostou, tirou a pulseira e continuámos BFF!

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"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes