quarta-feira, 4 de julho de 2018

04/07 - 15:48h - 8 Anos

Faz precisamente a esta hora 8 anos que nos olhámos nos olhos pela primeira vez e não resisto à tradição de te escrever algo exactamente a esta hora (mesmo que tenha para isso sido agendado).

Vejo-te crescida em altura (sai à mãe e ao pai), estás bonita, endiabrada, refilona, mas com um coração do tamanho do mundo.

E lembro-me daquele teu olhar acabada de nascer como se fosse hoje: forte, directo e intimidante. Fizeste um berreiro umas horas depois quando querias mamar, mas naquele momento não te ouvi chorar, apenas senti aquele olhar cravado nos meus olhos como que a tirares-me alguma confissão do que me ia na alma.

Não posso dizer que tenha sido amor à primeira vista, porque já te amava mesmo sem te ter visto verdadeiramente, mas fiquei derretida. Como é que eu tinha conseguido gerar um ser humano tão perfeito.

Nunca pensei que isto passasse tão depressa, muito embora me tenham alertado para tal facto, mas a verdade é que continuas a ser a minha bebé, o grande amor da minha vida. Tiras-me do sério às vezes, mas 1 hora longe de ti, faz-me sentir uma saudade fora de série.

Este vai ser sempre o nosso dia, mesmo quando te perderes a ler algumas coisas que escrevo aqui para ti e eu possa estar longe - a verdade é que estarei sempre perto de ti, sempre no teu coração, porque te levo no meu vá eu para onde for.

Que este dia seja muito feliz filhota, que o celebres sempre com muita alegria e, acima de tudo, que mantenhas esse sorriso brilhante tão meu, esse olhar vivo tão teu, e essa beleza exótica tão nossa (mamã e papá). Tenta não fazer muitos disparates nos anos que se seguem, e ri, ri muito. O (meu) mundo é bem mais colorido desde que te tenho.

Parabéns Filhota!


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