sábado, 14 de julho de 2018

E do nada, a minha filha destronou o antigo, e colocou na posição do pódium um novo melhor amigo

dos adultos, entenda-se.

Por muito bem resolvida que uma criança seja, ou pareça ser, obviamente que estando num cenário mais matriarcal, lhe falta a figura masculina, aquela fortaleza, aquelas brincadeiras e segurança que os braços finos de uma mãe não conseguem alcançar.

Hoje, e muito por acaso, encontrámo-nos com um amigo da família, que conheceu a Milady Rita com pouco mais de 1 mês de vida e nunca mais nos tínhamos visto, não porque estejamos longe, mas por circunstâncias do dia-a-dia.

Hoje coincidimos no mesmo local, muito por "culpa" da avó, e eu própria revi uma miúda que já não via no mesmo limiar de tempo, e que na altura tinha 7 anos, hoje tem 15 e está quase do meu tamanho e com mais "corpo" que eu. Uma querida.

A Milady Rita adoptou o amigo, saltou-lhe para o colo, cavalitas, cabeça para baixo, enroscou-se no pescoço dele e gabou-lhe o perfume e sai-se com esta:

"És o meu melhor amigo dos adultos!" - o amigo ficou embevecido com a beleza dela e os seus olhos perfeitamente rasgados que lhe conferem um ar ainda mais exótico e eu respirei fundo e pensei que, afinal não foi preciso muito para substituir na cabeça dela, um mau melhor amigo, por um que o é de facto, por muito que não haja a presença física frequente - é daquelas pessoas que todo o santo dia 4 de Julho ao longo destes anos jamais se esquece de nos parabenizar, entre outras coisas, obviamente.


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