sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Quando a minha criança apronta

Vejo-me e desejo-me, é o que tenho a dizer.

Noite de passagem de ano - começa a esconder um dedo da mão e a dizer que tinha dói-dói - inspeccionei o membro e a Bébécas deve ter decidido arrancar peles e aquilo infectou, tinha já uma ponta de pus. Bem, vi logo que não me safava de uma pequena intervenção, mas seria melhor quando estivesse a dormir.

Nem uma hora depois, ainda antes dos momentos das 12 badaladas nova inspecção, e tinha o quadruplo do pus, o dedo completamente disforme - bonito, pensei!

O pessoal a começar a abanar-se, porque realmente o aspecto não era agradável; lá contei até 10 internamente e aquilo não podia esperar por ela ir dormir, lá me armei em enfermeira (falta cá a minha querida avó) e apenas com um leve apertão aquilo explodiu; era pus por todo o lado, verde e amarelo, o pessoal em stress, eu calada que nestes momentos não falem comigo e a criança chorava, como é óbvio, mas teve que ser.

Quando saiu a pontinha de sangue fiquei aliviada, lá limpei tudo, muito bem desinfectado e a cria a olhar-me de lado porque eu lhe tinha feito dói-dói - há-de perceber um dia que quando a mamã põe a mão, é para curar, e não o contrário.

No dia seguinte, algo que eu previa aconteceu e voltou a infectar um pouco, é normal, por muito asseio que haja, as crianças andam sempre com as mãos onde não devem; muito menos aparatoso, não justificava uma acção imediata, quando já tinha pegado bem no sono lá fui de agulha esterilizada na chama acabar o serviço - em teoria aquilo não dói porque tratava-se de pele morta, mas como a minha filha dorme "com um olho no burro e outro no cigano" topou-me e começou a querer chorar e fugir com a mão...mas consegui limpar tudo.

Está melhor; agora é esperar que aquela pele excedente seja reabsorvida e temos o dedo como novo; assim o espero.

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