sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Pois é

Chegámos a casa muito bem dispostas (entenda-se, a minha filha), muito cooperante, uma querida.

À hora de deitar embirrou que queria dormir com o meu smartphone, é assunto que à partida nem tem discussão, mas teve...e muita, não se contenta com um não, e grita, esperneia, começa com tiques de má educação e depois a birra não se resume ao smartphone, já passa para tudo o que mexe e não mexe.

E eu não cedo, e ela ainda berra mais, pego-lhe sem grandes delongas e coloco-a de castigo; contra-argumenta que quer o telefone e que não vai dormir e que não gosta de mim.

Recuso-me a discutir com um pigmeu de 3 anos que ainda por cima fui eu que pari!

Continua a querer conversa e apenas lhe digo que tenha ela que idade tiver, se há coisa que jamais lhe admitirei são faltas de educação e se tiver que levar uma palmada, leva mesmo; e há uma linha intrasponível, a do respeito e tanto lho exigo, como lhe confiro também esse direito.

O pico teve um retrocesso, as desculpas que se recusou a assumir, pede-as agora em exagero, diz que gosta de mim e pede baixinho o telefone - mas hoje jamais lhe farei essa vontade; as desculpas estão concedidas, mas o sorriso aberto do costume, com grande pena minha hoje não lho dou novamente.

Custa, raios, eu tenho um amor incondicional pela minha filha, estou cheia de vontade de a cobrir de beijos, que raiva....mas não, prefiro estar eu em sofrimento e sentir que estou a fazer tudo por tudo por criar uma filha com valores e carácter, e por muito que custe em casos como o de hoje, a firmeza e o não vergar perante o pigmeu são de facto a melhor das lições que lhe posso dar.

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