quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

A propósito do restauro do Salão Nobre do Palácio da Pena

Apraz-me referir, que tanto dentro, como fora de portas, foi dos monumentos que mais gostei de visitar.

Os jardins têm detalhes muito românticos, mas o que me fascinou foi mesmo o interior do próprio palácio, ainda que o seu exterior tenha sido inovador na época em que foi edificado.

Acho que as iniciativas para restaurar o nosso património são de facto louváveis e todas estas obras que fazem parte do nosso legado, merecem-no.

Mas do que me lembrei hoje, foi também de um dos quadros que admirei até hoje e que mais me impressionou; trata-se de uma pintura que está se não estou em erro ou no próprio Salão Nobre, ou na Sala Árabe, que tem entre outras coisas a imagem de uma criança (creio que de um infante) em que o pintor conseguiu transpor para a tela dois fenómenos:

1 - Ao percorrermos a dita sala de um ponta à outra aquele pequeno infante, parece ter vida e se mantivermos o nosso olhar no dele, ele segue-nos com um brilho de um vivo, por todo o percurso da sala

2 - Consequentemente, estejamos nós onde estivermos e se olharmos para ele, ele está ali, exactamente a olhar para nós

É uma experiência muito interessante e que me causou estranheza, admiração e ao mesmo tempo um arrepio. Acho que é daquelas obras que está para além da Arte.

Tenho que lá voltar...

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