quinta-feira, 21 de abril de 2011

Marginal



Por mais coisas boas e menos boas que tenha na cabeça, por mais problemas e devaneios que tenha por resolver, por mais alegrias e tristezas, por todas as dualidades e mais algumas, passar por esta estrada traz-me muita paz e muita serenidade.

Há uns anos evitava-a por ter sido o palco da morte da tia Z., mas o facto é que sinto uma paz e um brilho e consigo abstrair-me sobretudo do que não é tão bom.

Ainda grávida foram tantos os passeios dados a pé a acariciar o barrigão e a pensar em como seria o nosso destino (meu e da filhota) daí para a frente e confesso que pedi a quem paira e que tem como missão a nossa protecção, paz, conforto e uma vida regrada e feliz (na medida do possível), pois conseguimos aguentar estoicamente o sofrimento que nos foi imposto.

E parecia que o mar respondia, a paisagem e as gaivotas respondiam...até a brisa de final de dia respondia.

De facto a mais bonita estrada do mundo continua a servir-me de grande inspiração, redenção e catarse.

...e tenho a sorte de passar por ela todos os dias :)

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