segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Quando fazem elogios à miúda, eu babo

E ontem, no cabeleireiro, um indivíduo bem parecido vira-se para ela e começa a dizer que vai ser uma quebra-corações, que é linda, puxou à mãe, até no tom de pele.

Vamos por partes; a miúda por acaso tem uma cara engraçadíssima e o corpo tal e qual o meu quando tinha a idade dela, que por sua vez era igual ao da minha mãe….é a nossa genética.

Tem um cabelo lindo, um sorriso lindo e adoraria que ficasse com os dentes como os meus, que...perdoem-me a falta de humildade, mas tenho uns dentes lindos.

Não gostaria que fosse propriamente um quebra-corações, mas almejo que seja bem mais feliz do que eu fui até hoje nos meus amores e desamores. Tive azar e sou péssima em castings. Mas como dizem que a geração seguinte vem sempre melhor programada, tem tudo para triunfar e ser feliz.

Quanto a ter puxado à mãe….isso já é outra coisa. Está numa fase em que de facto as feições estão muito mais parecidas com as minhas, mas tem expressões que são pai, pai, pai. Quer dizer, vi-me livre de um há 8 anos atrás, mas tenho momentos em que parece que nunca saiu daqui, tal não são as parecenças.
O tom de pele, também é muito mais pai, do que mãe. O pai é morenaço e em tempo de praia, consegue a proeza de ficar quase mais escuro do que eu, e ela tem um tom muito mais de branco moreno, do que mestiça a ir para o branco.

Mas tudo me diz que se vai fazer numa raparigaça bem gira, sem dúvida. Mas ainda desejo mais que se torne numa rapariga porreira, solidária, amiga do seu amigo e que saiba distinguir o bem do mal e que siga de preferência o caminho do bem.

Já o disse várias vezes, não quero ser amiga dela, nem que ela me veja como tal. Amigas são as outras, da escola, das lides dela. Eu, sou e serei mais do que isso, serei a Mãe e aconteça o que acontecer, estarei cá para vibrar com as suas vitórias e dar-lhe na cabeça nos devaneios, sem nunca deixar de a amar incondicionalmente.

É a minha Obra, a minha maior missão.

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