terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Acerca da tragédia que assolou o INEM

Assim que ouvi as primeiras notícias, ainda se dava a aeronave como "desaparecida" confesso que estremeci. Obviamente que adivinhei logo o cenário mais desolador de todos e arrepiei-me.

Confesso que indaguei a Deus o porquê, tendo sido veementemente chamada à atenção pela minha mãe, porque Ele sabe o que faz. Ok, humildemente Lhe peço perdão por tantas vazes O questionar e, na maioria das vezes nem ser relativamente a mim - é de enaltecer a minha falta de egoísmo, mas caramba, para quem dedica a sua vida a salvar os outros, isto dói.

Depois surgem as teorias e as sempre apontadas falhas à Assistência (Bombeiros, Protecção Civil, CDOS e afins). A verdade é que talvez não sejamos dos países mais preparados para estas coisas, e prova disso foram os incêndios do ano passado e o número de mortes.

Também sabemos que o CDOS nem sempre funciona da melhor maneira - ainda me lembro de uma reportagem de há uns anos atrás a propósito de uma situação de emergência uma chamada telefónica ter sido despachada do INEM para o CDOS e para não sei onde e nisso se tinham passado horas.

Mas também existem bons exemplos - relembro uma situação que me ocorreu há algum tempo em que vejo um senhor com alguma idade numa Via Rápida do lado de fora da viatura e a mesma a arder e ele desesperado. Não tive a rapidez de raciocício suficiente para parar logo ali, mas liguei em menos de 1 minuto para o 112, disse o que se passava e garantiram-me que iam accionar os respectivos meios. Liguei umas horas depois para a corporação de Bombeiros da zona e disseram-me que tinha ficado tudo bem, o senhor tinha sido levado ao hospital por estar com uma crise de ansieade, mas tinha ficado tudo bem.

Deu-se de facto com este helicóptero uma fatalidade, os pilotos hesitaram em descolar, acabaram por fazê-lo, não sendo as condições ideais, mas certamente avaliaram dentro dos seus conhecimentos os prós e os contras e nas suas cabeças tudo estaria a ser feito com a máxima segurança.

Ok, os CDOS de não sei onde não atenderam logo as chamadas e os primeiros meios de "socorro" chegaram 2 horas após o primeiro alerta o que não é expectável e deve ser corrigido, mas sejamos pelo menos construtivos. Deixem que neste caso saia o resultado das autópsias às vitimas mortais, pois acredito honestamente que chegassem os meios a que horas chegassem neste caso, tratar-se-ia de uma operação de resgate de corpos e não de socorro. Há que tirar muitas lições para que em situações de emergência nada falhe, mas honestamente neste caso creio que a celeridade não teria evitado esta perda de vidas humanas - nao se tratando apenas da queda da aeronave, à altitude a que voava, como também o sítio em que se despenhou - mesmo que alguém tivesse resitido por momentos à queda, não creio que sobrevivesse ao ponto de aguentar até à chegada dos meios de socorro mais rápidos do mundo àquele local, com aquela especificidade e de noite.

Sem qualquer dúvida que estas 4 pessoas merecem todo o nosso Respeito!

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