quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Figurinhas tristes

Quando pensamos que até pronunciamos bem as palavras e sai um flop.

Trabalho com pessoas de todo o mundo e arredores e claro que por vezes me aparecem nomes impronunciáveis, sobretudo dos colegas da India.

Mas aqui para os lados da Europa, a coisa também não é melhor. Tenho um colega que se chama Ciprian. Ora bem, eu leio tal e qual se escreve e não tinha dúvidas de que assim seria.

Eis que há uns dias atrás estive a dar formação a uma pessoa da Roménia (este meu colega é romeno) que entretanto me disse que já tinha alertado o meu colega para determinado assunto e que ele estava ao corrente. Mas disse-me algo do género:

"Eu já falei com Cheprã, tu conheces, e ele sabe". Ao que eu respondi que não sabia quem era essa pessoa, provavelmente seria uma pessoa nova. E ela insistia que eu conhecia, até que na minha cabeça se fez luz - o "Cheprã", que pelos vistos é a forma correcta de pronunciar o nome dele, é o "meu" Ciprian! As figuras que eu faço sempre que lhe ligo e digo "Hi Ciprian, how do you do?"

Mas há mais, sendo que nalguns casos já me defendo. Tenho um colega bulgaro que é o Svetoslav. Acredito piamente que não se deve pronunciar exactamente assim, então, como tenho algum à vontade, simplifico e é o "Svetos". Neste caso, dificilmente me comprometo.

Então e os polacos que têm uma série de consoantes seguidas sem uma única vogal? Enfim, sinto-me na Torre de Babel.

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