segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Bernardo Bertolucci

Não foi um realizador consensual, não, não o foi. Já vi o Último Tango em Paris umas 3 vezes, e de cada vez que o vejo, honestamente, acho de uma brutalidade excessiva. Podia ter partilhado muito menos, e o efeito teria sido o mesmo. E depois de saber os detalhes partilhados pela Maria Schneider acerca da famosa cena da manteiga, confesso que fiquei com um bocado de asco tanto a ele, como ao Marlon Brando - mas, não é por isso que deixa de ser um dos melhores dos nossos tempos.

É impossível esquecer um dos melhores filmes que vi até hoje - O Último Imperador, em que a sua genialidade ultrapassou o que se poderia imaginar.

E vamos perdendo pessoas com estas capacidades de chocar pelos melhores e piores motivos em simultâneo e que de facto com o seu desaparecimento se tornam irrepetíveis.




Sem comentários: