segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Por vezes sou literalmente caçada

É um hábito que tenho desde sempre ir à caminha dela algumas vezes durante a noite para ver se está tudo bem; aconchegar-lhe a roupa, tapá-la quando é caso disso e dar-lhe os beijinhos, todos aqueles que tenho guardados para ela.

Cada vez mais aquela respiração forte e o ressonar intenso me fazem crer que não se livra da famosa operação aos ouvidos e ao nariz, mas se for apenas isso, digamos que existem males piores.

Em breve vou marcar uma consulta para o que foi meu Otorrino e me resolveu os problemas inerentes há tantos anos atrás, o Dr. Carlos Ruah e que agora verá a segunda geração.

Bem, a noite passada para não variar lá fui eu, e voltei a notar a respiração forte, o que me deu a entender que estaria ferrada no sono...mas não estava. Eu ali com todos os cuidados, pé ante pé, quando me aproximo vislumbro uns olhos enormes abertos, a que se seguiu a súplica para eu ir dormir com ela.

À súplica seguiu-se o berreiro, agarrou-me pelo pescoço e não me deixava sair dali. Ok, foi um acto falhado, porque fui até lá dentro, desligar as luzes e quando volto, já ela ressonava novamente virada para o outro lado.

Hoje acordou muito bem disposta, menos mal.

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