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O Chico ganhou o Prémio Camões 2019

E eu fiquei mesmo feliz, como se conhecesse o Chico. É daqueles cantautores que por mais palavras que possamos dizer, não lhes fazemos jus. Uma voz diferente, uma forma de cantar que mais ninguém tem e uma genialidade na escrita.

Para mim a "Construção" sempre foi assim qualquer coisa do outro mundo. A forma como esta letra está escrita, as trocas das frases e as palavras chave entre os primeiros versos e os do fim, o número de sílabas de cada verso que são as mesmas e até dos últimos versos serem muito semelhantes aos primeiros mas o detalhe de alterar a última palavra para outra utilizada anteriormente e que parece mudar o sentido da frase, mas não muda - parece confuso, mas analisando a letra percebe-se a genialidade deste senhor.

Curioso foi o dia em que a minha filha ouviu esta melodia pela primeira vez e ficou impávida e serena a sorver cada palavra. Não percebeu nada, mas percebi eu que ela sabia apreciar qualidade. O velho Chico é Grande!

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"Quem me Leva os Meus Fantasmas"

Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes