sábado, 11 de agosto de 2018

"Não há longe nem distância"

Podia ser um título meu, porque vem tão a propósito...mas não. É o título de um livro de Richard Bach que encerra em si o que sinto agora.

Podemos estar no meio de uma multidão, podemos ter ao lado alguém...mas sentirmo-nos terrivelmente sós...quem nunca sentiu isto. E não, nem sempre a solidão se trata de um estado de espírito. Por vezes é um estado físico e emocional mesmo; universos fictícios que nos fazem crer que existem, ou que não estamos sós, tipo slogan dos X Files, mas a verdade é que estamos.

Mas a vida que gosta de nos mostrar que nada é linear, as distâncias encurtam-se quando se quer, os continentes aproximam-se, o Sol brilha para alguém se sentir nem que seja através de uma chamada telefónica (que é a aproximação possível imposta pela Geografia) que nos fez sorrir, nem que seja com parvoíces do género "não casaste comigo, mas tenho pena".

Há que relativizar os conceitos de facto até porque os sentimentos e a forma como estes se expressam...sentem-se, mostram-se e não há nada que nos impeça de o fazer. Se não o fazemos, não se trata de sentimentos, mas sim de outra coisa qualquer.


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