segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Deixei escapar um prazo

O que não é habitual, ou seja, creio que é inédito na minha existência...ou quase...

Algumas decisões que tomei até hoje foram amplamente ponderadas e assumidas, outras, já tendo sido ponderadas, ainda se encontram em fase de amadurecimento e a sua concretização será bem mais lá para a frente, se a mãe natureza o permitir - se morrer amanhã, ou hoje mesmo, apenas o lamento por "deixar" para trás a minha filha, que é a minha melhor criação e precisa de mim, o resto são tretas.

Mas a verdade é que tenho uma sede de saber elevada; sempre a tive, aliada talvez a uma grande curiosidade, embora nem tudo me interesse, provavelmente até bem menos do que seria desejável.

Em mais jovem, sabia que um dia iria ser estudante universitária, iria ter o belo do "canudo" e de preferência o mais cedo possível, porque demorar muito tempo a fazer as coisas aborrece-me; ao fim do 3º ano de curso já estava cansada e queria acabar o mais cedo possível, ainda explorei a hipótese de poder fazer 2 anos num, mas este país com as regras que tem não anda para a frente.

Depois quis entrar no ano imediatamente a seguir para Filosofia, mas como o nosso país teima em não andar para a frente e a certidão de habilitações nunca mais saía e a vontade do meu querido Professor Paquete de Oliveira em que eu descansasse a cabeça também era grande, não foi possível candidatar-me logo.

Enfim, com o início da vida activa, um bom emprego na altura (visto que de uma recém licenciada de tratava), a arrogância própria dos 22 anos em que julgamos ter o "mundo aos nossos pés" comecei numa de fazer tudo ao mesmo tempo, fazer o Mestrado na Católica (que continua lá à minha espera), aprender coisas novas, viajar, namorar que também faz falta e os anos foram passando mas sempre com a certeza de que aos 40 anos, com o Mestrado concluído ou sem ele, a 2ª licenciatura tinha que estar no papo.

Houston! Então não é que falhei a data de candidatura por uma semana, agora só mesmo para o ano e aí, não posso mesmo ter nenhum acidente de percurso, pois terei que a fazer nos 4 anos supostos para a terminar aos 40!? E porquê? Porque sim, sei lá, é uma conta redonda e sobretudo porque cada vez me faz mais falta o meu académico, não qualquer um, mas aquele que eu pretendo alcançar, aprender umas coisitas novas, porque uma pessoa quando está uns anos sem estudar embrutece!

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