quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Pensamentos

Fala-se tanto de amor, diz-se tantas vezes "amo-te" em vão, banalizam-se os conceitos, os sentimentos e as emoções e é uma grande estupidez.

Sendo mãe (mãe mesmo, não aquela que é mãe por uma questão meramente biológica) aprendi o verdadeiro significado do amor incondicional - o amor demonstra-se, não tem definição.

O amor implica o afecto, cuidar, a preocupação, o carinho, o mimo - não se mede o amor pela intensidade de um beijo, vai muito para além disso.

E daí a incondicionalidade do amor de uma mãe por um filho (falo por mim) - não espero nada em troca, porque tudo o que ela tinha que me dar, já deu, a sua Existência.

Agora aquilo a que muitos chamam amor, é uma grande treta, é vazio, é oco; parte-se para outro por um punhado de "sexo", taras e faltas de respeito. Amo-te e tal, mas amanhã já amo outro/a; és o homem/mulher da minha vida, mas daqui a 5 minutos vai aparecer o verdadeiro amor; nunca te vou trair - nunca digas nunca, traí-te ao mesmo tempo que dizia que te amava; ah, vou ali comprar cigarros, fiquei sem bateria - oups, afinal estava no motel com outro/a....enfim, o Amor.

Pois que cada vez que olho para ela, quando chego ao fim de um dia de trabalho e recebo aquele abraço, aquele "mamã qué colo" tenho a certeza de que é amor o que sinto e que a envergadura da minha asa está sempre pronta para a proteger.
O resto, são tretas!

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