quarta-feira, 22 de abril de 2015

Reflexão

"Cessem do Sábio Grego e do Troiano
as navegações grandes que fizeram;
Cale-se de Alexandre e de Trajano
a fama das vitórias que tiveram;
que eu canto o peito ilustre lusitano
a quem Neptuno e Marte obedeceram.
Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
que outro valor mais alto se alevanta"

Canto I - 3ª Estrofe d'Os Lusíadas

Não por obrigatoriedade escolar, mas acima de tudo por ser uma obra ímpar que nos deixou Luis Vaz de Camões, Os Lusíadas deviam ser não só lidos, como interpretados na sua essência.

Uma obra do Séc. XVI, mas tão actual nos dias de hoje. Utiliza com grande sapiência a alegoria, a metáfora e cada estrofe tem lá um bocadinho da nossa vida.

Hoje escolho esta, não tirando o mérito a Alexandre o Grande, a Ulisses ou a Trajano, mas nem só de fama é feita a vida de um Homem, de um ser humano.

E por vezes, os que parecem pequenos, são Grandes e incapazes de actos menores.

Para reflectir...

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