segunda-feira, 2 de junho de 2014

Ainda vou inventar uma variante do "Água Vai"

De há uns tempos a esta parte, alguma criatura engraçada se lembra invariavelmente de entre as 22:10h e as 22:25h tocar às campainhas todas do meu prédio; duas vezes, sempre.

Confesso que não me faz propriamente confusão, pois quando tocam à porta não tenho por hábito perguntar quem é - os amigos fazem-se anunciar, portanto tocarem a porta para mim, é o mesmo que estar sossegado, mas tenho uma criança no seu descanso. Graças aos hábitos que lhe incuti desde que nasceu, pode cair o Carmo, a Trindade e até o Chiado, que ela não acorda por esse motivo. Nunca me privei de aspirar a casa quando tinha que ser, ouvir música, falar ao telefone, mesmo quando ela repousava no berço ou no baloiço ao meu lado.

Mas podia ser daquelas crianças que acordam com a simples queda de uma folha seca...e isso era mesmo aborrecido.

Por isso, em solidariedade com os restantes vizinhos e como lamentavelmente as minhas janelas não dão para a fachada do prédio, apetece-me encher um balde cheio de trampa, as fraldas da noite da minha filha, etc, esconder-me entre as caixas do correio e fazer uma pequena surpresa ao (à) tocador (a) de campaínhas nocturno.

Mas que graça é que isto terá!?

A falta de cultura de certa gente faz-me mesmo confusão; enfim, o meu serão já não é o mesmo sem este Carteiro que toca sempre à porta duas vezes :). Quando falha penso, será que está doente, será que teve um acidente?

O Homem é mesmo um animal de hábitos!

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