terça-feira, 1 de setembro de 2015

E o coração da minha mãezinha ficou mais sossegado, pelo menos por agora

Uma pessoa não tem a vida nas mãos, e de facto a minha mãe lida de uma forma muito particular com as questões relacionadas com a saúde, ou falta dela. Sei o porquê, todo o processo oncológico da minha avó deixou em todos nós marcas profundas, e à mãe ainda mais, por ser a única filha, mas...cada vez mais lido com estas coisas de uma forma "inevitável".

É o que temos mais certo, ninguém cá fica, e sinto que já sofri na vida um bom bocado, sei que existem pessoas que sofrem e sofreram muito mais do que eu, mas tenho a noção que em termos de saúde, no meu caso, o pior ainda está para vir. São aquelas coisas que não se sabem, mas sentem-se.

Apenas rogo que todo o mal que tenha que acontecer seja para mim, e não para os meus; lido bem melhor com o meu sofrimento do que com o sofrimentos das pessoas de quem gosto.

Adiante, lá me ligaram do Hospital da Luz a informar que podia ir buscar o resultado da minha biópsia e que a médica me dispensava de lá ir, por este motivo, claro.

Lá abri a cartinha e entre uma série de explicações clínicas, entre as quais o bocado que retiraram de mim ser denominado primeiramente como um "retalho cutâneo elíptico  com 20 x 17 mm de maiores eixos, que inclui 10mm de tecidos moles adjacentes, em que se identifica uma cicatriz com 10mm de comprimento" concluíram que se tratava de um Quisto Triquilémico Calcificado.

Embrulha lá que ficaste com menos esse adereço, ganhaste uma costurinha de 5 pontos e deixaste a mamã mais descansada.

É o que eu digo, ainda perdi uns gramas de peso ;)....mas o bicho tinha má pinta...numa perninha tão jeitosa realmente ficava mal :)

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