terça-feira, 23 de julho de 2013

A rebeldia do meu Pigmeu

Não há volta a dar; um pigmeu de 3 anos, será sempre um pigmeu.

E cá em casa provoca tanto ou mais estragos quanto uma colónia de salalés, esta é a verdade.

É gratificante, um amor crescente tudo do mais maravilhoso que há, mas que desgasta, desgasta.

Dou por mim a poder usufruir do meu tempo e do meu espaço apenas a esta hora, depois de um dia de trabalho e de uma parte da noite com birras e teimosias.

É o não querer nada e querer tudo, é a capacidade de destruir o que está no seu devido lugar, são os gritos e os actos de pura má criação (e pergunto-me eu onde é que esta gente minorca aprende estas coisas) e o culminar de a chamar a atenção ou dar-lhe uma palmada e ela rematar que vai "dizê-le à avó".

Teve a fase das birras esperneantes com finalização no solo, nos últimos dias parece que se esqueceu dessa, mas cada novidade é pior do que a outra; mas tudo isto com intervalos também generosos de perfeita doçura e serenidade.

Nunca pensei que a minha paciência conseguisse aguentar tanto e já dou comigo a ignorar muitas vezes as birras parvas sem razão de ser - mas requer muito treino. Mas confesso que nos últimos dias não tem sido fácil de gerir; ando com as emoções à flor da pele, projectos profissionais que requerem dedicação e paz de espírito, estas diferenças de temperatuda andam a fazer-me mal ao sistema e o pigmeu nesta fase complicada que já dura há pelo menos 1 ano.

Vejo-a a dormir e é um verdadeiro anjo, mas acordada por vezes é demais, tem uma energia que dá para 100; mas também estranho quando não a vejo assim; enfim, o índice de satisfação do ser humano é muito ambíguo.

E agora que também decidiu fazer maldades aos animais e ia-me dando cabo da saúde a uma das coelhas dela, que acabam por ser mais minhas!?

....mas isso, já é outra história que tem muito para contar.

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