segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Progressos desfralde nocturno

Pois é, não é segredo que cada criança tem o seu ritmo, e uns desenvolvem umas aptidões mais cedo, e outras atrasam e vice-versa.

Com a Bébécas foi o andar sozinha apenas aos 16 meses, justificado pela pediatra pelo facto dela ser muito alta e ter desenvolvido o medo de cair, mas para eu não ter pressa...e assim foi.

O desfralde diurno outro tormento, não pelo xixis, que foram contornados com alguma facilidade (apesar de tudo), mas os cócós foram traumáticos, sobretudo para mim.

Ganhou medo em fazer cócó no bacio, retinha as fezes, depois ora fazia nas cuecas depois de já não conseguir reter mais, ora estava dias sem fazer e eu a pensar que estava a fazer bem um dia ainda lhe pus um Microlax infantil, mas levei-a à pediatra de seguida que me disse para evitar colocar-lhe o que quer que fosse no rabinho para que ela se habituasse que era uma via de evacuação apenas.

Lá lhe receitou um medicamente fantástico, o Movicol, aquilo para os miúdos tem sabor a chocolate, e aos poucos vai fragmentando as fezes e elas acabam por sair por si...mas daí até conseguir que ela fizesse no bacio e depois na sanita, foi quase um ano a pôr todos os dias uma série de cuecas dela na lixívia :(

E a colocar-me a mim própria numa situação cómica, porque quando eu ia para a retrete chamava-a e dizia-lhe que o cócó é amigo mas que quer ir para a retrete porque estão lá os amigos dele, e lá lhe dizia que ela fácil e que a mamã fazia, etc etc etc.

Aos poucos tivemos progressos, depois começou a ir sozinha, eu deixava-a aquele tempo à vontade, começou a chamar para a limpar e "exigia" que eu batesse palminhas e desse umas quantas gargalhadas, para lhe mostrar que estava feliz com os progressos dela. Enfim, transformámos aquelas horas na festa do cócó, com direito a chapelinhos, línguas da sogra e afins.

Mantém-se a regra de não lhe colocar clisteres, ou supositórios e afins, pois ainda há o perigo de retroceder, mas vamos no bom caminho, creio eu  - já há uns bons meses que não avaria.

O xixi nocturno foi o passo seguinte; a minha mãe que é à antiga e continua a criticar tudo e todos, acha que eu tenho que acordar a miúda de 2 em 2 horas para ela fazer xixi na retrete.

Confesso que contra a minha vontade o fiz durante algum tempo, mas achei aquilo de uma violência atroz, para ela e para mim, ainda por cima a apanhar ainda o fim do Inverno.

Com o meu bom senso e após conversar com a educadora e a pediatra, lá não me tiraram a razão e disseram que por norma essas coisas são naturais; numas crianças mais cedo do que noutras, mas é como tudo. A minha mãe mais uma vez critica e critica, mas eu acho que assim está certo. Falamos todos os dias sobre o assunto, gradualmente ela foi reduzindo os xixis, eu antes de me deitar pergunto-lhe baixinho se ela quer fazer, o que é facto é que nos últimos tempos só tem feito um xixi, até hoje. Hoje acordou com a fralda-cueca seca! E disse-me:

 - Vês mamã, eu pometi, e como eu pometi e não fiz!

Sei que foi um avanço que vai ter recuos, mas já se começa a antever que finalmente o esfincter da bexiga está a ficar educado.

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