terça-feira, 11 de abril de 2017

As crianças, mesmo não sabendo, até sabem...

A minha filha é uma criança muito meiguinha, muito afectuosa, um torrão de açúcar. Tem um coração gigante, mas a verdade é que doseia bem a quem transmite o seu amor.

Não raras vezes enumera de quem sente saudades; ao fim do dia invariavelmente diz-me que sentiu muitas saudades minhas, fico sempre a ganhar na dose de mimos, é um facto.

Mas quando estamos em casa, já mais tranquilas, se não fala ou não vê a avó há uns dias, chama por ela, e diz que tem muitas saudades; telefona-lhe e trocam os seus mimos. Mas também tem saudades da tia, do avô, do Bivô, dos primos (pequenos e grandes), dos padrinhos, das amigas .

Agora, que está de férias, bateu-lhe hoje a saudade da professora e da educadora que mantém no ATL.

E dos colegas do Inglês, das professoras don Inglês, dos bonecos de casa da avó...as saudades são sempre muitas.

Curiosamente até hoje esta criança nunca disse ter saudades do pai, aquele ser pouco humano que tão bem conhecemos. É revelador, amor, realmente, com amor se paga e a falta dele....idem.

E também é revelador que cada vez mais rejeite a ideia de ir passar um rápido fim de semana com ele; faço a minha parte, por muito que seja contra a minha natureza, mas explico-lhe que vai ser divertido e que o pai também gosta dela e de estar com ela (ao que uma mãe se sujeita pelo bem estar psíquico de um filho), mas nem assim a criança sente laços com aquele lado. Ele plantou, ele colhe e colherá daí a sua colheita.

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