quinta-feira, 6 de abril de 2017

Acerca da falta de senso (bom) e de classe

Estava eu hoje a comer uma tosta mista acompanhada por um sumo de laranja natural numa pastelaria da nossa capital, quando me deparo numa mesa contígua com uma criatura algo ambígua.

Comecemos pela falta de respeito de, apenas uma só pessoa ocupar uma mesa para 4 - toda a sua tralha espalhada em cima de uma mesa, desde mala de mão, laptop, casaco, ela própria, etc. A falta de respeito atroz pelos outros, pois àquela hora o espaço era pouco e não havia necessidade de estar a fazer do espaço, o seu escritório.

Analisando ao pormenor a criatura, que só pela postura me pareceu logo basfond, assumi o meu papel de cientista social e observadora - portanto, senhora já entradota na idade, com os seus 60 e muitos atrevo-me a dizer, loiraça, cheia de dourados nos braços, calças de ganga com aplicações.

O limite da falta de classe reside nas mãos: portanto, as unhas dos dedos mínimo, indicador e polegar de ambas as mãos pintadas de rosa, as restantes 2 unhas (anelar e médio) pintadas de dourado.

Se nem aos 20 anos aquilo fica bem seja a quem for, com uma idade respeitosa é de facto o descalabro.

Enfim....

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