quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Não vale prometer o que não depende de nós cumprir

A minha filha continua bastante curiosa em saber mais acerca do meu afilhado; ora, se ela própria tem padrinhos e costuma estar com eles, porque raio ela não conhece o afilhado da mãe.

Explicar-lhe que este afilhado não o é por termos participado num sacramento cristão, mas antes porque decidi abraçar um projecto de uma ONG e apadrinhar uma criança à distância é algo complexo para esta idade.

Fico-me pelo "ele mora muiiiiito longe".

Nada que não tenha solução, se é muito longe, então vamos lá...é um misto de ciúme e curiosodade, porque vai perguntando se, quando formos a casa dele, eu vou gostar dela na mesma.

Lá lhe disse que um dia, talvez...mas temos que ir de avião, porque é mesmo muito longe.

 - "Mais longe do que íle ao Pôto e ao Ágáve!?"

Sim...muito mais.

 - "Mamã, e pometes que o avião não vai caíle?"

Com esta deu-me um aperto no coração. Não temo nada andar de avião, falta-me experimentar andar de helicóptero, já passeei em ultra-leves, monomotores e afins...embora tenha a estranha sensação desde que existo que...morrerei num acidente de avião - coisas interessantes, mas não lido com isso com nenhuma apreensão, e é das coisas que nem me lembro muito quando embarco.

Mas prometer-lhe segurança em situações que eu não posso controlar...não prometo. Lá lhe fui dizendo que normalmente os aviões andam no ar e não são feitos para cair e levam-nos a sítios muito giros, e podemos ver as nuvens...

Por agora ficou o assunto em suspenso, espero que não apanhe nos próximos dias nenhuma notícia de algum acidente aéreo - o desta semana, consegui ocultar-lhe da vista.

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