quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

De onde vêm os afectos

Realmente a relação de médico-paciente, quando é de confiança, faz milagres.

Tenho um médico que me acompanha há uns bons anos, e mesmo quando tenho alguma situação que possa não ser directamente a especialidade dele, é a ele que recorro primeiro; talvez por ter um grau de intimidade grande, e me sentir mais à vontade para expor as minhas questões.

Andamos num "namoro clínico" desde Novembro passado, coisa chata e que ainda não está concluída, e hoje, lá fui outra vez com indicação e prescrição para voltar em breve.

O que me deixou de lágrima no canto do olho, como canta o Bonga, foi no fim da consulta, chegar à recepção de carteira en punho para pagar a dolorosa, e sabemos que consultas de especialidade não são baratas, e a recepcionista que já me conhece dos tempos de gravidez dizer assim:
"Adeus Tânia, não é preciso mais nada, está tudo tratado!"
Então, mas falta-me pagar....

"Não, falta ir-se embora que já está despachada, não tem nada a pagar ao Dr."

E lá fui, meia aparvalhada com este mimo do meu médico, que tem sido acima de tudo um grande amigo. Tenho sorte nestas coisas. Nem tudo se trata de um negócio e os afectos podem vir sempre quando menos se espera.


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