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É sempre isto

Semana sim, semana não, e lá estou eu doente outra vez. Por isso me causa tanta alergia aquelas pessoas que ficam de baixa de cada vez que sentem um zumbido na cabeça - é mesmo falta do que fazer.

Pois bem, aqui uma tosse quase dilacerante, falta de ar, nariz entupido e dores em todo o lado. E este estado quase permanente cansa-me. É um facto que o meu sistema imunitário é e sempre foi uma nódoa, mas com a frequência com que apanho infecções, qualquer dia entro mesmo em desespero.

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Tive oportunidade de ver há dias uma entrevista com o Pedro Abrunhosa (músico de que gosto bastante pela sua atitude e mensagens que passa) em que ele dizia que as suas músicas/letras são o reflexo das suas catarses, de situações que o perturbam, ou que lhe agradam e que ele tem que extrapolar para o exterior. Achei engraçada a analogia, pois com o sentido de humor que lhe é característico refere que é uma maneira de não perder tempo e dinheiro a ir ao Psiquiatra, entretém as pessoas e ainda lhe pagam para isso. O filósodo Lou Marinoff, brilhante também, como forma de evitarmos a cadeira do analista propõe-nos "Mais Platão, Menos Prozac". Concordo com ambos. E aqui deixo uma letra fabulosa de Pedro Abrunhosa, que transmite muitas das certezas e incertezas da minha existência, e foi também a seu tempo a banda sonora de eleição de uma anterior relação por mim vivida. Quem Me Leva os Meus Fantasmas "Aquele era o tempo Em que as mãos se fechavam E nas noites brilhantes

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