sexta-feira, 3 de julho de 2015

Peço desculpa se firo susceptibilidades, até porque neste momento estou a ver parte do cortejo do Eusébio e arrepia, sem dúvida que sim, mas, com honras de Panteão Nacional não concordo, muito menos com o timming. Se uma pessoa que me é querida morre e é sepultada, tendo eu vontade de transladar o corpo para um jazigo por exemplo, o que me vão dizer é que tenho que esperar pelo tempo regulamentar paras o corpo poder ser levantado - sei que há cemitérios em que são 3 anos, noutros são 5 - ora o Eusébio faleceu há 1 ano e meio e já pode ser transladado.
Também me parece que o nosso país tem pessoas que já partiram que merecem honras de Panteão e ninguém se lembra delas, pessoas essas que já faleceram há muito mais tempo e que portanto estariam na lista de espera.

Por esta ordem de ideias o Cristiano Ronaldo também lá terá um lugar reservado para quando Deus o levar que esperemos seja daqui a muitos e muitos anos e outras pessoas de vulto, da cultura, das artes e das letras do nosso país infelizmente não têm esse tipo de consideração por parte da sua Nação - ocorre-me Fernando Pessoa (que embora o Mosteiro dos Jerónimos seja uma recta homenagem, fazia todo o sentido ter honras de Panteão) e Salgueiro Maia.

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