quarta-feira, 14 de junho de 2017

Mudam-se os tempos...

A minha filha teve hoje a primeira grande visita de estudo da vida dela. Entenda-se por "primeira grande", aquela em que estão todo o dia fora, que não vou cá em cantigas de dormir fora de casa como vejo nalgumas escolas...na primeira e segunda infâncias acho bastante cedo.

Foram passar o dia a uma Herdade no Ribatejo e tiveram de tudo: animais da quinta e não só (javalis e afins), actividades ao ar livre (slide, andar a cavalo), jogos e muita brincadeira à mistura.

Vinha feliz. Transpirada, algo suja e com um sorriso rasgado de orelha a orelha. Abençoados 24€ que paguei, mas que de facto vejo que valeu a pena.

Mas a emoção começou logo pela manhã, ao virarmos a esquina para a escola e ela deparar-se com os autocarros lá à porta, posicionados para os levar. Foi uma emoção.

A verdade é que com a idade dela apenas me faltava experimentar o avião e o helicóptero; ela, está quase na posição inversa. Já andou de avião na barriga da mãe e vai ter a primeira experiência em breve, mas nestes quase 7 anos de vida dela, nunca andámos de Metro, Autocarro, Combóio, Barco...ok, andámos na icónica carreira 28 do Eléctrico sem roubos de carteira, mas com um olho no burro e outro no cigano.
A avó já lhe proporcionou essas experiências todas, mas a verdade é que eu não.

E porquê? Porque me tornei "refém" do carro, porque me leva a todo o lado, porque me oferece conforto, não gramo com conversas alheias, nem cheiro a suor, mau hálito da pessoa a quem eventualmente vou quase colada, etc.

Não sei se é mau, ou não, mas o facto é que 1/3 da alegria dela hoje se resumiu ao facto de...ir andar de autocarro...o que para mim é um tormento.

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