E desta vez levou um primo que estava na mesma faixa etária que eu… e foi uma morte estúpida, como são todas, e não deveria ter acontecido tão cedo.
A mãe, prima direita da minha mãe, consumida pela dor, verbalizava:
“Como podem dizer que há Deus!? Como é que Ele permite que uma mãe esteja a velar um filho no dia da Nossa Senhora de Fátima!?”
Arrepiou-me. Muito. A dor daquela mãe, a perda de um filho, a partida de uma pessoa da minha geração, do meu sangue, vermos partir os nossos, a imprevisibilidade, a finitude.
Cheguei a casa e tive uma vontade imensa de olhar para a minha filha e fazer parar o tempo. Que grande merda!
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